segunda-feira, 17 de maio de 2010

Maratona de Porto Alegre, domingo


Domingo, teremos a maratona de Porto Alegre.

Embora não exista uma fórmula para fazer bem uma, assim como não há fórmula para o sucesso, algumas coisas são básicas e devem ser levadas em consideração.

Uma delas é dormir bem durante a semana. Lógico que há sempre um componente de ansiedade, nervosismo, pressão antes de uma maratona. Isso acontece até com quem já completou 37 maratonas (e não completou outras duas) , como eu. Mas é fundamental dormir bem. Deitar na cama e desligar. Ou pelo menos tentar. Se a gente fica pensando nas coisas, aí mesmo que o sono não vem de jeito algum. E cansado por ter dormido pouco, ninguém fará uma boa prova.

Durante muito tempo, talvez uns 10 anos, não terminava correndo as provas. Em 1994, terminei em 3h20, e caminhei no quilômetro 40. Uma idiotice, se formos pensar hoje. Era uma época amadora ainda, informações restritas, muito entusiasmo e pouca sabedoria da minha parte. Numa dessas maratonas, fiz a primeira metade em 1h30. Mantido o ritmo, teria sido meu melhor tempo na história. Mas não havia como manter, pois foi um erro de estratégia.

Se existe um segredo numa maratona, assim como em qualquer prova, é a regularidade. Se eu sei e acho que vou fazer em 3h30, numa média de 5min/km, não adianta me entusiasmar, por estar me sentindo
momentaneamente bem, e ficar correndo a 4:45/km. Não existe mágica. Ali na frente, o corpo vai cobrar essa diferença que parece pouca de 15s por quilômetro, mas não é: isso são 10 minutos no tempo total.

Ah, mas eu estava me sentindo bem, por isso andei a 4:45... Evidente, estamos treinados para uma maratona, vai dar para correr a 4:45 um bom tempo, mas quando não der mais... a casa cai. E cai com tudo.

Até achar o 'caminho das pedras', em 2001, com 3h11, inúmeras vezes errei pelo ímpeto desmedido. Mesmo nessa maratona em que quebrei meu recorde, cometi erros. Saí forte até onde agüentei e depois 'quebrei', só que eu quis correr o risco, porque sabia que iria estabelecer uma nova marca.

Outra questão chave é a parte psicológica. E são duas partes. A primeira é estar confiante antes de a prova começar. Confiante, mas não auto-suficiente. E jamais pessimista ou desesperançoso. "Treinei menos do que queria". Azar! Vamos fazer o que treinamos, então! Se não imaginarmos que iremos fazer uma boa prova, certamente não faremos.

A segunda parte é lidar com o sofrimento depois do km 30 e poucos. Porque todo mundo vai sentir o esforço numa hora da prova. Eu normalmente sinto lá pelo km 36. É onde o ritmo cai um pouco (ou bastante... 2 vezes no Rio, por exemplo). E é preciso saber administrar isso. Muita coisa dói no corpo, o cansaço é inevitável e a vontade de caminhar também. E não dá para deixar que ela vença a nossa vontade de terminar a prova, e logo. Não importa se outros estão caminhando também. Foi porque erraram em algum momento da estratégia. Saíram forte demais. Há estatísticas que dizem que 80% dos corredores saem mais forte do que deveriam!

Puxa, maratona já é, de certa forma, um sofrimento. Por mais que estejamos treinados, correr 3h e tanto desgasta qualquer um. E se a gente erra, sofre mais ainda.

É preciso saber se conhecer, saber o que o nosso corpo pode ou não. Os treinos servem justamente prá isso. Para a gente errar e aprender.

Porto Alegre é a melhor maratona do Brasil. É aqui que se deve debutar, é aqui onde é possível se obter a melhor marca, em função do relevo e da temperatura. Quanto a ela, ainda é uma incógnita nessa semana final. Está fresquinho, 14 graus pela manhã, mas pode abrir sol e esquentar, o que seria um desgaste a mais para aqueles que correrão.

Outra coisa que não se pode prescindir é a hidratação e a reposição dos carboidratos. Sempre levo 3 ou 4 sachês de carboidratos em gel, e tomo, a princípio, no km 12, no 22, no 32, e o outro é um coringa, se for preciso readaptar esse planejamento. Tomar água em todos os postos, mesmo que seja só um pouquinho, jogar na cabeça e no resto do corpo (ajuda a baixar a temperatura), tudo isso não pode ser esquecido. E a vaselina nas partes que podem gerar atrito e tornar a corrida desconfortável depois de um certo tempo. Lógico que, se o tempo esquentar demais, é preciso rever tudo isso e se adaptar.

Gosto de dividir sempre a maratona em 3 partes de 14km. Dá para ter uma noção de quanto vai ser o tempo final e, assim, ao passar pelo primeiro período, tenho uma parcial e, depois comparo com a segunda parte, que, necessariamente, tem que estar bem próxima, afinal, maratona, acima de tudo é constância. Depois, o resto, é uma contagem regressiva. E ela tem que ser otimista.

Lá pelos trinta e poucos, multiplico os quilômetros por 5 minutos (no caso, meu ritmo) e começo a mentalizar: “Faltam quarenta minutos. Falta meia-hora.” Pode ser que eu não consiga manter a média de 5min/km, e, muitas vezes, não consigo mesmo, mas não é essa a questão. O fato é esquecer que já se passaram 30,35 quilômetros, e que falta pouco, muito pouco para completar um objetivo que foi traçado há algum tempo e que demandou um considerável esforço de nossa parte. E a gente tem que ser forte, porque não existe prazer sem algum tipo de sofrimento.

Queria ter treinado um pouco mais, para tentar fazer a prova abaixo de 3h20, o que não será possível, já que os primeiros 4 meses foram uma loucura de trabalho aqui no escritório. Não foi só a falta de treino, mas também de foco, porque não conseguia me desligar dos problemas. Mas azar, em outubro, no feriadão do dia das crianças, tem a Maratona de Buenos Aires, para a qual já estou inscrito. E as fichas estarão depositadas naquela prova. É para ela que treinarei forte. Domingo agora, o jeito vai ser sair a 5min/km até a metade da prova e depois ver se dá para acelerar e terminar bem. A ideia é este corredor de número 133 cruzar a linha de chegada em 3h25. O que der abaixo disso é lucro e me deixará bem contente. Mas, claro, tem que haver uma conspiração positiva do tempo, meu principal aliado (ou inimigo).

Nessa edição, vai ter muita gente da nossa equipe dando suporte com bikes durante o trajeto, no projeto que denominamos "Adote um maratonista." Creio que isso ajudará muitos corredores nem tão experientes ou que estejam começando.

E, se o tempo colaborar com um friozinho, pouca umidade e vento, semana que vem estarei aqui contando que tudo certo para todo mundo. Tomara.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Gramado Adventure Running

Subimos a serra no fim-de-semana para participar do 2º Gramado Adventure Running, prova organizada pelo Daniel, nosso estimado treinador.

Fizemos aquela confraternização na sexta, jantamos juntos, e o no sábado às 10h começa a pedreira. Eu e a Bruna na dupla mista. Eram 7 duplas mistas, mas uns dias antes, a parceira do João Batista teve dores nas costas e acabou ficando de fora. Ele partiu para a prova individual, e a gente agradeceu, já que seriam adversários fortes.

Eu nem vi a largada, pois já fui com a Liane (que nos deu suporte a prova toda) para o primeiro posto de troca, uns 6km dali. Embora minhas 2.518 recomendações, a Bruna fez o trecho (que era descida) mais forte do que devia, de modo que chegou só uns 2 minutos depois do Mário. Quem o conhece, sabe do que estou falando e que ela fez bem forte mesmo, tanto que a Bina, que foi escalada para acompanhá-la no primeiro trecho, teve dificuldades na tarefa.

Larguei e, logo em seguida, alcancei a Lu Fiovarante, cuja dupla seria nossa principal adversária. O trecho 2 não era mole. Já no começo, subíamos... O Bruno Thomaz, do extinto blog Correndo na Chuva, que me encontrou por ali, disse que era só essa primeira grande subida e depois era mais tranquilo. Não foi bem assim, Bruno... não foi mesmo.

Como tudo que sobe, normalmente desce, a Lu me passou novamente, mas eu tinha na mente que a prova era de resistência. E inteligência. Repeti várias vezes para a Bruna que ela seria decidida no último trecho dela e no último meu. Então, tínhamos que correr de forma a estarmos em boas condições quando chegasse esse momento.





Tinha que fazer o meu feijão-com-arroz, sem me preocupar com quem está passando e sem aquela competividade, ainda mais nesse momento inicial da prova. Mas logo em seguida, veio nova subida e enxergava lá no topo o povo caminhando. Só pensei que não podia caminhar e fui em frente. A Lu ficou para trás novamente e daqui prá frente não a vi mais nesse trecho, que era muito bonito e difícil, passando por algumas fazendas. O pessoal só comentava nas subidas: "Se esse é o médio, estou imaginando o trecho difícil." Bem no finalzinho, já no asfalto e perto da Expogramado, avistei o Rafa, que fazia dupla com o Mário. Alcancei-o logo depois da entrada e fechei esse trecho (de 9,05km) em 55:26. Embora não soubéssemos com certeza e ainda não estivéssemos preocupados com isso, estávamos em primeiro e 4:50 na frente.




(no final do trecho 2)

E lá se foi a Bruna para fazer o trecho do Lago Negro, que era um pouco menor (7km). Em 35 minutos, ela chegou no posto, que ficava atrás da rodoviária. Enquanto esperávamos, chegou um atleta, cujo parceiro não estava ali. Ele gritava "Telmo, Telmo, Telmo!" e nada do Telmo... Nós ainda comentávamos: "Só podia ser Telmo". Pois 5 minutos depois chega o Japa-Telmo-gerente e descobrimos que o Telmo aquele era o mesmo...

O trecho 4 era o "buraco", como dizia o Mário "Cangibrina", que o fez em setembro passado. Descia tanto que não era possível enxergar onde terminava. E tinha horas em que era impossível segurar o ritmo. Tinha que se deixa levar. Eu continuava com aquele pensamento de que não adiantava descer forte, porque depois tem a subida e não haverá pernas para repor o esforço. E foi novamente o mais acertado, pois todo mundo que me passou literalmente voando na descida, ficou para trás na subida. E eu não caminhei nadinha, embora fosse num tranquinho bem devagar, mas mais rápido que o povo que caminhava. Fechei em 37 minutos cravados os 5,67 km do trecho, na média de 6:31/km, o que já demonstra a "barbada" que era. O bom de tudo é que ele era curto. Quando terminava a subida, pegávamos o asfalto e 1km depois já era o posto de troca na Unimed (5:24, 4:59, 6:24, 9:19 e 7:06 os km nesse trecho). Apesar da dificuldade, cheguei tranquilo e inteiro nesse ponto.




(o povo na espera, enquanto eu fazia o trecho do Parque da Ferradura)

E a Bruna partiu para o quinto trecho, rumo ao Parque do Caracol, já com o sol de quase 1h da tarde, embora não estivesse quente que prejudicasse o desempenho. Era o trecho mais longo dela, de pouco mais de 11km, mas tinha muita descida, pelo menos os últimos 6. Ela chegou reclamando de alguma dor no pé (passamos por ela de carro) e chegou a cogitar que eu dobrasse o trecho depois, o que foi prontamente rejeitado... hehe. Já estávamos em segundo, pois o cara da outra dupla havia ultrapassado-a (como era previsto). Tinha conversado com a Lu enquanto aguardávamos no posto de troca, mas, no final de contas, não a vi partir e, até aquele momento da prova, nem sabia quem era o parceiro dela, que só fui descobrir na volta do Vale da Ferradura.

A Bruna chegou com uma cara preocupante de cansaço e sofrimento, já que ainda havia o último trecho, que era o mais difícil dela, e que só subia. Um mês atrás, mais ou menos, até fui para Gramado e treinei exatamente nesse trecho, indo e voltando do Caracol. E quebrei na subida...


Senti o cansaço nesse trecho da Ferradura e não corri muito bem, tanto que tive dificuldade em pegar a Lu embora tivesse enxergado-a no retorno do Parque, e a distância não fosse tão grande que não pudesse ser tirada nos 5,7 km da volta. O trecho até não parecia tão difícil quando estava indo, mas devia ser porque estava descendo mais que subindo. Então, no retorno tinha uma subida boa e fui avistando a Lu, mas só consegui alcançá-la exatamente no km 10. Pensando melhor agora e olhando os tempos (fiz km prá 4:46 e 4:37), talvez ela tivesse corrido bem, sabendo que estava em primeiro e precisando manter para entregar para o parceiro. Talvez por isso, cheguei nela, mas ela veio do lado uns 200m, até que pensei: "It's now or never" - como cantava o Elvis - e forcei para abrir um pouco de distância. Fechei os 11,36km em 1:02:02, na média de 5:28/km. Ela chegou só uns 45, 50s depois, e o parceiro dela saiu enlouquecido atrás da Bruna...

Descansei um pouco, hidratei, adrenalina a mil, sabendo que a coisa ia ser no detalhe. Depois, pegamos o carro e saímos atrás. O cara já tinha passado, e agora só restava cuidar a diferença que eu teria que buscar. Fomos monitorando, parando para assessorar: 1:45, 2:15. Putz... ainda iria aumentar, mas eis que vamos mais à frente e... e?? O cara estava caminhando! Sentiu a subida. Enlouquecemos, euforia total! A Liane queria dar a volta e avisar a Bruna, mas não tinha como ali. Era muito arriscado parar e atravessar a pista. Fomos mais à frente e aguardamos. Aí chega a Conceição de carro e avisa que a Bruna também estava caminhando... banho de água fria. De qualquer forma, a diferença tinha baixado para 1:45 quando ele passou. E então veio o Duda. Pegamos ele e o largamos para correr com ela, para evitar que o ritmo caísse e a diferença aumentasse. E, dentre tantos detalhes na prova, talvez esse tenha sido o mais fundamental, porque ele chegaram 2:20 mais ou menos à nossa frente no último posto, defronte à Sinoscar
(foto abaixo).


Eram 15h30 quando larguei confiante e queimando pneu atrás da Lu. Primeiro km a 4:34 (o GPS chegou a marcar 3:33 num certo momento). Começava a descida perto do Café Colonial Bela Vista, e a Lu lá no alto da subida. "Mas já estou no retrovisor", pensei. Quem está atrás, sempre tem vantagem, nesses casos, porque o indivíduo não sabe a diferença e, se virar para olhar, faz o outro crescer. Logicamente, se houver pernas para tanto.

Aí o Alex e a Bruna passam de carro, já monitorando a diferença, e vendo que ela estava caindo. Fiz o segundo km, com subida e tudo, a 4:59. O seguinte, que nem lembro mais como era, a 5:10, mas também devia ter subida. E a diferença caindo, caindo. Ela cada vez mais próxima. A Bruna, a essa altura, já tinha metido a cabeça para fora do carro para dizer que estava só a uns 300m dela. Feliz da vida de que eu certamente iria alcançá-la. Mas deu trabalho. Tive que tirar praticamente 30s por km. Km 4 a 4:59. Quase no 5, praticamente encostei nela, mas não passei. Fiquei uns 20s no mesmo ritmo, preparando o fôlego, porque quando passasse, precisava não dar chance de troco. E pouco antes de dobrar na Borges, passei-a. Um pouco depois, já sentia o cansaço, fiz o km a 4:58, mas vamos combinar também que já eram 32km correndo e quase nada plano, estava na hora de cansar mesmo. Pior é que achei que esse último trecho era maior, quase faltaram quilômetros para passar. Se deixo para o final, que era a ideia inicial, talvez não desse mais tempo. Também imaginei que a Borges fosse mais longa, mas quando vi que já estava chegando nos Bombeiros, percebi que não tinha mais como perder. Sofri um pouquinho para subir a rótula da entrada da Expogramado (5:53 o km) e lá no topo olhei para trás para ver como estavam as coisas, só para ter certeza que o sonho era realidade.

Já dava para escutar o Daniel gritando no microfone para aqueles que estavam chegando. Passei bem no finalzinho um rapaz, pouco antes de dobrar e pegar a reta final, que acabou servindo de incentivo para chegar forte (sprint a 3:59/km) e super contente, ouvindo o anúncio a chegada da primeira dupla mista! Minha primeira subida no ponto mais alto do pódio. Acho que ele também ficou contente e orgulhoso da gente. Logo em seguida a Bruna apareceu para comemorarmos. O meu sorriso tá na orelha até hoje. E tenho certeza que o dela também.








Depois disso tudo, ainda teve a Gramadinho, que era para a criançada. Acho que todo mundo gostou, porque foi muito legal ver, principalmente os bem pequenos, até 6 anos, se perfilando para correr. Tinha até uns com camiseta da equipe deles. Muito legal mesmo.

Tem 4 pessoas que ajudaram bastante e que foram sensacionais, a quem só tenho que agradecer. A Bina, que está sempre junta nas indiadas, dando força de alguma forma, incentivo, e que correu o primeiro trecho com a Bruna (para tentar disciplinar a moça, senão ela sairia como se fossem 100m rasos). A Liane, que decidiu na terça que iria para Gramado e se colocou à disposição para fazer suporte. Essa guria é a pessoa mais parceira que eu conheço. Topa qualquer aventura. Se virou como deu e até cuidou dos meus filhos enquanto eu corria. Não é à toa que sou padrinho dela no mundo das corridas. O Duda, que foi fundamental no último trecho da Bruna. Sem ele talvez a peteca caísse e não tivesse mais como buscar a diferença no final. Todos eles demonstraram aquele espírito de equipe, de solidariedade, de união, de amizade que nós temos na EDR, e que é fundamental para sermos, sem exageros, uma extensão de nossas famílias, uma segunda família.

E, por último, logicamente, queria agradecer muito à Bruna, por ter topado o desafio de fazer uma dupla mista para tentar, primeiramente, subir no pódio. Disse para ela: "Bruna, preciso de uma mulher para correr Gramado em dupla. E é tu." Daquele jeito dela, depois de cair na gargalhada, me respondeu: "Baldi, tu quer que eu morra", para logo em seguida começar a olhar quem tinha corrido e ver se a gente tinha chance... Tá certo que ela me deu uma enroladinha, deixou as pedreiras todas para mim, mas correu super bem nos trechos dela, melhor até do que eu imaginei que ela pudesse correr, e só foi cansar no trecho 7, que foi dureza para todos, inclusive para mim quando treinei ali.

Apesar do meu pensamento inicial de que talvez ela tivesse que correr as pedreiras, já que, pela lógica, eu poderia descontar as diferenças nos trechos que dava para correr mais, a distribuição dos percursos se mostrou a mais acertada, porque conseguimos correr bem nossos trechos, dentro de nossos limites. E o importante, em todas as provas, é ter regularidade. Além disso, no final, praticamente tudo deu certo, desde o planejamento de correr um trecho cada um para poder descansar e render mais no seguinte, a infra-estrutura, gelo, óleo de massagem, comida, isotônico, os adversários que não foram. Tudo conspirou favoravelmente. Até o joelho, que passou a semana inteira incomodando, quando eu simplesmente caminhava, me fazendo imaginar que talvez nem conseguisse terminar a prova. Pois até ele colaborou. Não senti nada, nenhum desconforto. Então era para ser mesmo.

No final, o post ficou grande. Do tamanho da alegria.

Agora que venha a Maratona de Porto Alegre.



terça-feira, 27 de abril de 2010

4ª Meia Maratona Noturna do Corpa

Bem, sábado à noite, tivemos a meia noturna do Corpa. 4ª edição. Não lembro bem da 1ª e 2ª edição, talvez estivesse correndo em outros lugares. Só me recordo do ano passado, essa aqui. A temperatura estava boa para se correr, com um pouquinho de frio até, baixa umidade e vento fraco na Av. Beira-Rio, o que é uma raridade para o local.

19h em ponto, saímos para fazer o circuito de 2 voltas até quase o final da avenida. A iluminação estava razoável, melhor que ano passado, mas a prova sofre com o vandalismo e roubo de fios ao longo do local, principalmente pouco antes do estádio do Inter. De qualquer forma, puseram luzes, carregadas por baterias, o que minimizou o problema e que deve ser saudado, já que foi uma tentativa válida de solucionar uma questão que cabe ao poder público, no caso, a Prefeitura de Porto Alegre. Sexta passada, até ouvi o titular da pasta da SMOV, falar na Rádio Gaúcha sobre o fato, sobre os roubos constantes, mas a verdade é que eu corro quase sempre terça e quinta à noite por ali e deve fazer uns 2 anos que a situação é aquela... Ou seja, devo ser muito azarado mesmo que nunca passo nos dias em que a iluminação é reposta...

Voltando à prova propriamente dita, fiz o primeiro km em 4:32 o que me deixou meio desconfiado do Garmin, já que outro dia ele enlouqueceu enquanto eu corria no centro da cidade, onde chegou a marcar 3:30 num km. Então, fiquei pensando se ele não estava repetindo a dose, já que não pensei que estivesse nesse ritmo. Corri mais um para
tirar a febre e deu quase a mesma coisa, o que me confirmou que o ritmo era aquele mesmo. Baixei um pouco, e fiz o 3º em 4:44, o que era mais adequado para quem largou querendo terminar em 1h40.

Mas logo em seguida, comecei a fazer 4:39, 4:38 por km e ficou nessa constante. Como me sentia bem, segui arriscando para ver o que dava. Nessa média, passei os 10,5 em 48:31, o que me encheu de motivação, porque parecia que estava relativamente tranquilo. Nesse retorno, houve um ventinho a mais, o que dificultou e me fez "cair" para 4:40, mas depois logo ajustei novamente na casa das marcas anteriores. Muitas vezes, nós não damos conta, mas apenas 5s/km de diferença são suficientes para quebrar alguém ou render melhor. Se corresse a 4:32, 4:33, por exemplo, teria quebrado.




No outro retorno, lá pelo km 16, novo vento contra, mas aí já começou a bater aquela coisa de mentalizar a reta final: "falta pouco, tá logo ali". O ritmo permancia o mesmo, 4:38, 4:36. Comecei a chegar num cara de triatlo (imagino, pela roupa) que havia me passado uns 2km antes, e em outros tantos. Fechei o km 20 em 4:29 e terminei a prova em 1:36:24 (9º/40 na categoria, 84º/377 na geral masculino), o que foi bem melhor do que 1h40 que achei que iria fazer. Lógico que me senti um pouco cansado no finalzinho, mas o importante é que, apesar disso, o ritmo não caiu e até consegui fazer a segunda parte ligeiramente melhor que a primeira, o que é ideal. (48:31 x 47:53)

Faltou relatar antes, mas o abastecimento da prova esteve excelente. Evidente que a temperatura ajudou, mas ele era suficiente até mesmo para um dia quente.

Fiquei extremamente satisfeito com meu desempenho, pois, na minha opinião, fiz uma ótima prova. E foi um grande teste para a maratona (dá até para sonhar com 3h25) e para a prova de sábado agora, pedreira pura, em dupla com a Bruna, lá em Gramado. Isso tudo, claro, se o joelho direito, que causa algum desconforto desde o Desafrio do Urubici 2006, não se manifestar novamente, como fez depois da prova e no treino que havia realizado na quarta também. O lado bom disso tudo é que só incomoda depois que para. Então o negócio é correr!

As parciais:
km 1 - 4:32
km 2 - 4:36
km 3 - 4:44
km 4 - 4:38
km 5 - 4:37
km 6 - 4:38
km 7 - 4:36
km 8 - 4:38
km 9 - 4:38
km 10 - 4:31
km 11 - 4:40
km 12 - 4:36
km 13 - 4:38
km 14 - 4:36
km 15 - 4:39
km 16 - 4:32
km 17 - 4:36
km 18 - 4:38
km 19 - 4:35
km 20 - 4:29
km 21 - 4:10 (950m)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

EDR na Runner's World


Como eu estou meio amarrado ainda para postar sobre a prova do Mountain Do, dia 02, me resta deixar aqui a reportagem, breve e sucinta, da Revista Runner's World sobre a Meia Maratona Noturna do Corpa, a se realizar na semana que vem, em que a Equipe Daniel Rech, na pessoa dele, minha e do Japa-gerente, opinou sobre o evento do ano passado.




segunda-feira, 29 de março de 2010

Corrida de Aniversário de Porto Alegre

Quinta, nossa muy leal e valorosa fez 238 anos, e ontem, domingo, tivemos a corrida em comemoração ao aniversário.

Organizada pela empresa Coletivo Plano B, cujo diretor conheci no aeroporto rumo à maratona de Foz do Iguaçu, em setembro, e inaugurando o circuito gaúcho que eles pretendem fazer durante 2010, a prova teve alguma dificuldade nas inscrições, que, até nem ficavam a cargo deles e sim por conta do site Minhas Inscrições. Tentei por algumas vezes realizá-la no site, só que mesmo colocando meu CPF e obtendo meus dados, como nome e email, não tinha jeito de conseguir efetuar a inscrição, já que a minha senha não era aceita e, teoricamente, iriam mandá-la por email, mas isso não aconteceu. E foram várias as vezes que eu tentei. Como
sou brasileiro e não desisto nunca, acabei ligando para a empresa, que me forneceu uma senha para efetuar a inscrição. Mas, olha, quase larguei de mão por conta desse contratempo.

Sábado, fui retirar o kit, na loja da Win Sports, na Nilo Peçanha, perto do Shopping Iguatemi. Embora não houvesse muita gente, achei meio lento o esquema e fiquei pensando em como deveria ter sido num horário de maior afluxo de pessoas. Bom, mas isso foi só uma impressão minha, momentânea.

O kit era simples, como uma camiseta 'dry fit/red bull' (te dá asas...), daquele tecidinho já ultrapassado que deveria ser abolido de toda e qualquer prova, e eu diria até do mercado... Além disso, alguns folders de provas, como a do meu treinador, Daniel Rech, a 2ª Gramado Adventure Running, dia 1º de maio, da qual pretendo participar em dupla mista, se as dores que sinto, agora, enquanto escrevo, no quadril/fêmur/virilha passarem... O bom é que o chip já vinha na hora do kit, então não tínhamos aquela mão-de-obra danada que é pegá-lo no outro dia pela manhã.

A prova saiu com um atraso de cerca de 8 ou 9 minutos, em função da corrida infantil que largou às 8h30 e que, acertadamente, por questões de segurança, a organização esperou que houvesse o último participante concluído. Nosso glorioso prefeito, candidato a governador do estado, José Fogaça, foi quem deu a largada com o tradicional buzinaço que vemos nas corridas. Parênteses nesse ponto, para aqueles que não são daqui que me leem: Fogaça compôs a música mais representativa da cidade, tocada à exaustão durante esse período pré-aniversário citadino, nas belas peças publicitárias da Cia Zaffari, e cantada por sua esposa, Isabela Fogaça, : "Porto Alegre é Demais".

Considerações músico-histórico-culturais à parte, o tempo estava bom para corrermos, embora aquela já tradicional alta umidade característica da nossa cidade. Saí lado a lado com o Claiton, também da equipe, mas logo em seguida, pedi para ele seguir em frente, pois eu parecia que estava travado, consequência natural de duas noites seguidas de churrasco e a última com 5 horas de sono, já que estava ajeitando algumas coisas para a mudança de apartamento, que fiz no final da tarde de domingo.

Depois de ontem, acho até que irei fazer uma camiseta com os dizeres: "Não aceito convites para churrasco até o dia 23 de maio. Por favor, não insista." Vou dar uma explicação (ou desculpa, como queiram): desde 2000, tomo remédio para pressão alta. Logicamente que, que tem pressão alta, tem maiores retenções de líquidos. O sal é nosso inimigo número 1. Só que ele e o churrasco são amigões... Carnes vermelhas já têm uma digestão mais demorada, o que, por si só, já diminuiria a performance. Agora tranportemos isso para um hipertenso, no qual o orgão responsável já tem dificuldade de expelir o básico, quanto mais o excesso... Bem, com todo o cuidado que eu já tenho de tomar água feito doido durante o
churras para minimizar esse efeito, mesmo assim acordei umas 4 vezes durante a madrugada com aquela sede do cão. Fiquem imaginando alguém tentando evitar um churrasco no Rio Grande do Sul... é uma tarefa ingrata. Um dia disse isso para uma amiga vegetariana.

O Claiton se mandou, e eu fiquei correndo por volta de 4:42/km. Fiz os 5 em 23:32, mas logo em seguida avistei-o novamente e fui alcançá-lo e passá-lo no km 6. Foquei depois numa guria que passou por mim lá pelo km 3 e tentei tomá-la como base, já que estava num bom ritmo. Antes que alguém pense alguma bobagem em relação à 'guerra dos sexos' ou coisa do gênero, vou deixar claro que ela foi apenas um parâmetro. Acho importante que às vezes a gente se guie em alguém para evitar que a 'peteca caia'. Foi o que fiz. Consegui ultrapassá-la acho que no km 9, e ela veio bem na minha cola até um bom pedaço antes da chegada, quando abri uma distância razoável.

Terminei a prova em 47:07, 23:35 na volta, quase igual à primeira parte, e bem pior que os 44:39 da Adidas duas semanas atrás. Mas foi o que deu para fazer. Às vezes é preciso se contentar com o que alcançamos e esquecer o que queríamos. Sem frustações.

domingo, 14 de março de 2010

Circuito da Adidas - Etapa Outono

A noite de sábado prenunciava um domingo chuvoso para a prova do Circuito das Estações da Adidas - etapa Outono, o que não se confirmou. Ainda bem, pois uma chuva certamente tiraria o brilho da prova e ocasionaria alguns transtornos na arena montada junto ao Parque Harmonia. O local pareceu adequado ao evento, mas a SMAM, que colocou alguns obstáculos aos treinadores na sexta anterior, deveria ter providenciado o corte da grama no local. Foi uma falha grave.

A prova largou às 9h em ponto, com sol querendo sair, mas temperatura agradável e algum vento. Como eu disse, estávamos concentrados no Parque Harmonia e a largada foi na Av. Augusto de Carvalho, onde já foi o Sambódromo um dia (o blog também é história...). Defronte ao pórtico, dividiram o povo que largava nos 5km e no 10km, cada um para um lado, embora isso não estivesse muito claro na hora. Eu, pelo menos, não percebi, cheguei e entrei no lugar errado e depois não tinha mais como sair de lá. De qualquer forma, não foi nenhum grande contratempo, pois logo após o início da prova era possível pegar o lado certo e tudo ficava tranquilo.

Decisão mais que acertada foi a de fazer trajetos distintos nos 5 e 10km, o que evitou aquela confusão que tinha sido as etapas do ano passado. Desse jeito, foi possível correr com tranquilidade e sem atropelos, finalmente.

Larguei procurando baixar dos meus 44' na última prova de 10km, e tentando assegurar uma vaga no pelotão Quênia (para aqueles que correm abaixo de 45) na próxima etapa do Circuito. Saí na faixa de 4:30/km, com a ideia de baixar um pouco depois, mas, mais uma vez, meu batimento estava alto e parece que isso atrapalhou. Menos mal que o "homem da faca" não atacou novamente e não senti dor nenhuma na região ao lado do abdômen.

A prova retornava perto do km 4, e fechei metade em 22:20. Lá pelo km 7, dei uma 'quebrada' de meio minuto, acho, logo após um posto d'água e deu vontade de só terminar a prova, em qualquer tempo... Mas a lembrança de que não largaria no pelotão Quênia na próxima etapa afugentou esses maus pensamentos.

No final da prova, íamos quase até a Usina do Gasômetro, para pegar a Perimetral (Av. Loureiro da Silva), passar defronte à Receita Federal e ingressar à direita para os últimos 200m. Terminei em 44:39, fazendo praticamente igual as duas partes, graças ao último km, que foi feito em 4:15.

Não foi de todo satisfatório, mas, de qualquer forma, o foco é a maratona, em maio, então não dá para querer tudo ao mesmo tempo... Depois, na chegada, tivemos salada de frutas e açaí na barraca da equipe, e quem não foi perdeu... Além disso, dá prá saudar o fato de o Mário ter feito 39:55 na corrida, quebrando seu recorde pessoal e a marca dos 40'.

Agora, treinos mais longos nas próximas duas semanas e a prova de aniverário de Porto Alegre no dia 28. Aí tem que ser menos de 44, de qualquer jeito, faça chuva ou faça sol.

segunda-feira, 8 de março de 2010

1ª São Chico Eco Running. E elas.


Subimos a serra no fim-de-semana para participar da São Chico Eco Running, em São Francisco de Paula.
Fomos com um sexteto masculino e um feminino, mais o "Veloz", que fez a corrida individual, com pouco mais de 5km.

Devia haver uns 150, 200 corredores, divididos entre as duplas, trios e sextetos (mistos, masculinos e femininos). O dia começou nublado, depois abriu um sol forte, para novamente ficar nublado lá pelas 14h, com alguma chuvinha bem fraca.

O Alex, nossa nova aquisição da Dell, fez o primeiro trecho, que, embora curto, foi bem complicado (como toda a prova), já que incluía subidas fortes e muitas pedras no trajeto de
chão batido. A ele, seguiu-se o Duda, que fez super bem a parte dele, de 12km e alguma coisa, em cerca de 1h24, e cheio de barro. Depois, nosso chefe Daniel Rech fez o terceiro, de 9,1 em 51 minutos e, novamente, cheio de subidas íngremes. O outro Daniel, também da Dell, fez o quarto trecho, de 7km e pouco e me passou a vez lá pelas 13h30.

Meu trecho começava com uma descida íngreme de 2,5km, em que foi impossível segurar muito, por mais que eu tentasse e acabei fazendo o primeiro km em 4:38 e o segundo em 4:19... Depois, também, a coisa mudou de figura...

Não corri bem desde o início. Não sei se fiquei nervoso com o revezamento, com a "pressão" da possibilidade de nosso primeiro pódio masculino da equipe, mas o certo é que corri com o batimento alto desde o início. Aí isso se reflete em tensão nas pernas, no corpo, etc... Mesmo correndo rápido como estava, sentia que não estava legal. E quando começou a subir, meu ritmo caiu na proporção inversa. Fiz os primeiros 5 em 24:15, mas logo em seguida já dei a primeira caminhada. Depois novamente no 8, 9, 10... Pior é que não achei o percurso tão difícil, eu que não estava correndo bem mesmo. Podia ter ido melhor, o que faria diferença, pois, apesar da minha má performance, ainda tirei 9 minutos da diferença para o 2º (que era primeiro, mas também perdeu este posto nesse trecho), e restaram apenas 6 minutos entre nós, que certamente teriam sido suprimidos se eu não caminhasse tanto.

Na verdade, apesar de várias subidas, o trecho também tinha várias descidas boas, e o grande obstáculo mesmo foi no km 13, em que era simplesmente impossível de correr, pois a subida era absurda e interminável (1km), que acabei fazendo em 10:50. Era tão desgraçada, que até caminhando, deu vontade uma hora parar para tomar fôlego, mas a consciência não deixou...

Começou a descer e logo em seguida encontrei o povo da equipe já esperando, dispersos em alguns pontos. Cheguei "patrolando" (por causa da descida, lógico) e passei a vez para o Clênio, que tirou ainda mais dois minutos em relação à equipe que chegou em segundo, finalizando nossa prova em 5:38, para nos brindar com o terceiro lugar no sexteto masculino.

As meninas tiveram uma chegada emocionante, perdendo o primeiro posto na reta final, já dentro do pátio do Hotel das Araucárias.

A prova em si foi boa em quase tudo. Evidentemente que, como primeira edição, algumas coisas não funcionaram bem. Houve uma certa confusão nos trajetos, que não estavam muito claros para aqueles que não eram da região, faltou um roteiro de "como chegar de carro". A menina do sexteto feminino, por exemplo, passou nossa representante, mas depois seguiu reto onde devia retornar e teve que passar novamente no final... Se estivesse mais calor, teríamos problema no abastecimento... O percurso foi pedreira em quase todos os trechos, mas faz parte. Ontem, almocei no meu pai, descansei numa cadeira e, quando acordei, parecia que um caminhão tinha passado por cima... de tantas dores na pernas e nos braços. E hoje, parecia que outro caminhão passou e completou o serviço. De qualquer forma, devemos ressaltar o aspecto positivo da prova, que era diferente, em uma região bonita e carente de provas, com preço acessível. Então acho que dá para dar um desconto nessas questões e sermos tolerantes. Tem muita prova organizada pelos bam-bam-bans das corridas que está cheia de falhas, enquanto eles forram o bolso.

Falando nisso, e fazendo um parênteses, o povo da nossa equipe resolveu boicotar a Track & Field, em função do preço exorbitante (R$ 80,00) da inscrição. Claro que cada um faz o que quer com o seu dinheiro e se achar que vale a pena, que corra, mas nós achamos muito mais em conta organizar um churrasco na mesma data, na casa de um casal que mora a uma quadra dali, e simplesmente só ver a prova...

Mais fotos da São Chico Eco Running no álbum da equipe no Picasa.



Hoje é o Dia Internacional da Mulher e, como não poderia deixar de ser, presto homenagem a elas, que tanto colorem nossas corridas com seus modelitos, beleza e charme. É salutar que o número de mulheres tenha aumentado consideravelmente, pois houve um tempo em que eu corria e contávamos na mão "a musa" das corridas. Hoje já não há mais como eleger uma só. Se não bastasse isso, também tenho o maior orgulho das mulheres da minha equipe, que nos deixam imensamente felizes por quase sempre ganhar alguma coisa. E, não raramente, acompanho alguma delas nessa empreitada, o que me deixa contente por participar ativamente da vitória delas. Infelizmente, não temos (ainda) uma prova aqui para homenageá-las nessa data especial. Mas chegaremos lá.

Minhas felicitações às mulheres da Equipe Daniel Rech pela passagem do dia delas, extensivo a todas as mulheres que corram, que quebraram mais esse paradigma no mundo moderno.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Calendário para 2010

O ano vai realmente "começar" agora em março, e está mais do que na hora de traçar os objetivos esportivos.

Embora existam algumas questões profissionais e pessoais que possam mudar tudo isso no decorrer da trajetória, a ideia é a seguinte:

14 de março - Circuito das Estações Adidas - Etapa Outono - 10km
21 de março - Track & Field - 10km
18 de abril - Eco Run - 10km
24 de abril - Meia Maratona Noturna - 21km
01 de maio - Gramado Adventure Running
ou 02 de maio - Maratona de São Paulo - 42km
27 de maio - Maratona de Porto Alegre - 42km
30 de maio - Circuito das Estações Adidas - Etapa Inverno - 10km
17 de julho - Festival de Corridas Noturnas do Corpa
ou 18 de julho - Maratona do Rio de Janeiro
22 de agosto - Meia Maratona do Rio de Janeiro
29 de agosto - Circuito das Estações Adidas - Etapa Primavera - 10km
12 de outubro - Maratona de Buenos Aires - 42km
07 de novembro - Maratona de Revezamento Paquetá - 21km
12 de dezembro - Circuito das Estações Adidas - Etapa Verão - 10km

08 de janeiro de 2011 - Meia Maratona da Disney
09 de janeiro de 2011 - Maratona da Disney - 42km

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Notícias do verão


É muita preguiça ficar um mês sem postar nada.

Vamos por partes, como imortalizou nosso célebre Jack, o estripador:

1) Abortei os 50km da Supermaratona de Rio Grande. Não treinei o suficiente (quinta passada, por exemplo, nem treinei) e não me sentia em condições de fazer uma boa prova por lá. Rio Grande é umas das provas que mais se precisa chegar muito, mas muito bem para completá-la sem sofrimento. Na verdade, eu adoro fazê-la, mas sem treinamento adequado seria masoquismo ao extremo.

2)Dia 24 de janeiro estive em Belo Horizonte, participando do Circuito do Sol, prova organizada pela Espera BR Mídia, que edita a revista 02. Obviamente (e ainda bem) que foi na Pampulha, porque creio que BH não tem nada plano além disso. Praticamente tudo por onde andei tinha uma subida e uma descida íngremes. De carro já foi cansativo, imagina a pé.

3)Como não estarei em Rio Grande, prestigiarei a TTT, no mesmo final de semana, só que não irei correr, exceto se alguém da equipe faltar.

4) Semana passada, dia 30, teve a Summer Night Run, prova muito legal que aconteceu em Capão da Canoa, às 21h. Dessa vez, diferentemente da prova noturna de Porto Alegre organizada pela mesma empresa e nos mesmos moldes, o tal túnel sensorial de luz e som funcionou bem direitinho e fez juz ao nome. Verdade que não havia umas tochas que prometeram, mas a prova foi gigante pela própria natureza. Uma super estrutura com muita música, iluminação e telão. Parou tudo ao redor. A área de dispersão depois era muito bacana, com massagem, frutas, sorvete, pão e mais nem sei bem o quê.

5) Quanto às provas em si e ao meu desempenho nelas:

- Summer Night Run:

A largada foi na beira da praia, no meio de muita areia fofa e com pouca iluminação. A lua cheia subindo àquela hora foi um fato marcante que deu uma beleza ímpar ao evento. Mas foi dureza para os corredores o primeiro km pela falta de iluminação e a dificuldade com o terreno.

Corremos mais ou menos uns 2km ali e entramos na Av. Beira Mar, já com asfalto (fazíamos 2x esse trajeto). Um amigo da Equipe Dubira depois comentou comigo que quando entrávamos ali tinha uma "sauna", e acho que o relato dele foi o mais adequado para descrever a situação daquele momento: extremamente abafado. Comecei dentro do previsto, na média de 4:25 por km, o que daria 44 no tempo total, mas... não dormi na noite anterior. Nada, rigorosamente nada, exceto pequenas cochiladas já à tarde, na beira da praia. Aliado a isso, ainda comecei, já no km 2, sentindo novamente aquelas puxadas terríveis entre o abdômem e a costela direita, o que impossibilitava uma respiração adequada e fez com que eu diminuísse o ritmo para conseguir respirar direito.

Mesmo assim, fui até o final com esse enorme incômodo. Passei o km 5 em 22:48 e depois caí mais ainda, mas pouca gente me passou, acho que nem meia dúzia, sendo 2 que tinham as pernas quase do meu tamanho... o que evidencia que, se foi difícil prá mim, para todo mundo também foi.

Terminei em 48:22. Deu 10,26km no GPS. Acho que, apesar de estar muito abafado, meu desempenho foi prejudicado mais pela falta de sono e descanso do corpo do que pela condição climática.

Vamos às parciais:
km 1 - 4:25
km 2 - 4:38
km 3 - 4:34
km 4 - 4:29
km 5- 4:41
km 6 - 4:57
km 7 - 4:48
km 8 - 4:42
km 9 - 4:57
km 10-4:57

- Circuito do Sol em BH:

Uma camiseta muito legal no kit e uma boa estrutura no local da prova. Só me chamou a atenção as poucas assessorias esportivas presentes no evento. Não sei se é o normal de BH, ou se foi o evento em si, mas não havia nem metade do que tem em POA no Circuito da Adidas.

A prova saiu com uma temperatura amena, cerca de 20 graus e o abastecimento foi muito bom, de 2,5 em 2,5km. Comecei no mesmo ritmo, de 4:25 por km, que era minha estratégia, para ver se terminava acelerando um pouco para baixar de 44. Quase deu. Senti cansaço no final. Tinha pulmão, mas não tinha pernas.

O trajeto consistia em ir e voltar 5km, o que era tranquilo, apesar de algumas leves inclinações na pista, que tiraram minha ideia inicial de que era completamente plano. Nada de se reclamar muito, só não era... plano.

Passei os km em 22:01, o que me deu a sensação de que iria baixar do 44, mas, como disse aí no parágrafo anterior, apareceram umas 'inclinações', mais o meu cansaço e não consegui manter. Na verdade, pelo tempo oficial, fechei em 43:59. Só que o GPS marcou 9,1km. Então, podemos colocar mais uns 25s nesse tempo total para fechar os 10km.

Foi uma prova muito boa. Gostei muito da camiseta e da área vip depois da prova. Ah, quase ia esquecendo: a Pati Gomes, do blog Correr para a Vida, me encontrou por lá e batemos um papo. Ela que me quebrou um galho uma vez, pegando o kit da prova da Adidas, para a qual me inscrevi e acabei não indo lá em BH, em julho do ano passado. Procurei-a no final para tirarmos umas fotos juntos, mas não a encontrei.

Parciais:
km 1 - 4:25
km 2- 4:20
km 3 - 4:23
km 4 - 4:28
km 5 - 4:24
km 6 - 4:25
km 7 - 4:29
km 8 - 4:32
km 9 - 4:31
km 10-3:59

A foto do post é da prova.

Por hoje é só, pessoal.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

2010

Bom, estou de volta, acabou a moleza dos dias no litoral. Foi pouco mais de uma semana de muito calor e água propícia para o banho. Passava quase o tempo todo na praia, comendo milho verde e picolé. Consegui correr alguns dias, não tantos quanto gostaria, mas debaixo de calor forte, o que já foi bom, levando-se em consideração que o meu foco são os 50km da Supermaratona de Rio Grande, na segunda quinzena de fevereiro.

Infelizmente, tirando essa parte boa, estávamos à beira do caos. Toda vez que era preciso ir num supermercado, ele andava abarrotado e desabastecido. O trânsito na área onde eu estava (Tramandaí-Imbé) está um pandemônio - e não é de hoje - e com poucas perspectivas de melhorias. Ainda bem que eu tenho uns caminhos alternativos que evitam as ruas principais, mas fiquei com pena das pessoas que ficaram horas presas em engarrafamentos em plena época de descanso e férias. Ninguém merece essa falta de respeito com o cidadão.

Os telefones celulares, para não perder o hábito, estavam quase impossíveis de serem usados perto do revéilon, e eu não tenho paciência mais prá isso. Já não curto ficar escrevendo mensagem, quando não vai, então...
Quem recebeu alguma foi extramemente sortudo... ainda ontem recebi confirmação de entrega de mensagem do dia 31... Quem não recebeu, ficam aqui meus votos de feliz 2010.

Bem, em relação à área esportiva propriamente dita, graças ao esforço e à
pilha da Aninha, que inclusive providenciou as passagens, estarei em BH de 22 a 24 de janeiro, e, casualmente, haverá o Circuito do Sol dia 24, do qual acabarei participando.

Depois, na semana seguinte, haverá uma corrida noturna, o Summer Night Run, aqui no litoral, em Capão da Canoa, e em fevereiro, como já citei, a Supermaratona de Rio Grande, debaixo daquele sol maravilhoso...

Prá começo de ano, já está excelente.

Por hoje é só.

Bom 2010 a todos.

  ©Template by Dicas Blogger.

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