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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

6ª Maratona de Revezamento Paquetá/Asics

Quem não foi, perdeu uma grande prova ontem.
A começar pelo kit, que continha camiseta, mochila, squeeze e também uma fita para ingressar na área vip depois. Pelo R$ 50,00 da inscrição, acho que mais que justo. Ok, a camiseta era pequena para quase todo mundo, mas, em relação a anos anteriores, houve um salto de qualidade geral. Quem lembra da camiseta das duas primeiras edições sabe do que estou falando. O Gabriel, meu filho menor, ficou com a minha. Mesmo porque já ando com camisetas de corridas demais lotando o armário.

Eu corria o segundo trecho e cheguei por volta da 9h15 no Barra Shopping, na zona sul da cidade. A estrutura era bem boa, com tudo aparentemente bem disposto e uma mega tenda da Asics para o pós-prova.

O povo se dispunha dentro das baias que estavam separadas por duplas, quartetos e octetos. Verdade que o espaço era limitado, mas o staff chamava pelo número à medida que os corredores iam chegando e, creio eu, não deu maiores problemas no revezamento, exceto, claro, a 'boca-abertice" de alguns que ficam fazendo não sei o que ao invés de prestarem atenção na sua equipe. Sempre tem aqueles que conseguem a proeza de serem chamados no microfone...

O dia estava lindo (leia-se sol forte), abrilhantando a festa. Valdomiro, 71 anos, meu parceiro de dupla, fez o primeiro trecho de 21 em 1:44:19. E então eu saí para enfrentar o calor. O trajeto era simples, já que a EPTC não libera mais coisas em matéria de fechamento de ruas: saíamos de dentro do Shopping, em direção ao centro, para, logo em seguida, fazermos o retorno e irmos costeando o rio até chegar na praça da Tristeza. De lá retornávamos pelo mesmo trajeto. Duas vezes, no caso. Não era exatamente uma beleza, mas, dentro do contexto da tecnocracia que se apoderou da 'imobilidade urbana' nos últimos tempos, talvez até devêssemos agradecer de joelhos. Ainda vai chegar esse tempo, pelo visto.

Embora eu tenha pego água quente em um posto de abastecimento, em linhas gerais esse quesito esteve bom. Lá na Tristeza havia uma banca de Gatorade, sendo distribuído em copos, o que também ajudava. E, pouco antes, umas moças bonitas entregavam gel em sachê para os corredores.

Minha primeira 'perna' foi feita em 53 minutos. Bom, levantando-se em consideração que voltei a correr dia 16 de outubro, o que significou, de lá para cá, 8 dias de treino. Mas, mal saí para a segunda volta, e o meu rendimento caiu. Nem tanto pelo sol, que já estava forte àquela hora, mas mais pela falta de sono, já que saí no sábado à noite e dormi apenas 3 horas. Poucas horas de sono e corrida não combinam. Até pode acontecer, como já aconteceu comigo, de fazer uma boa prova, mas é preciso estar muito bem treinado, o que não era o caso, e certamente será sempre uma exceção. Acho também que, apesar do calor que fez, principalmente para quem correu a segunda metade de prova, tivemos sorte em a umidade estar baixa. Seria o caos se fosse alta.

Sofri bastante nos 2 ou 3 primeiros quilômetros da segunda volta, mas depois a coisa melhorou um pouco e, quando fiz a volta lá na praça da Tristeza, aí a mentalização de que faltavam cerca de 5km deu um ânimo extra, sem falar na letra de "Regret", do New Order, que não me saía da cabeça durante o trajeto.
"Wake up every day that would be a start. I would not complain of my wounded heart. I was a short fuse, burning all the time. You were a complete stranger, now you are mine." Culpa da festa de ontem. Mas que ajudou bastante a manter o foco na prova e a ver os quilômetros irem passando.

Lá pelo km 18, uma pequena nova caída de ritmo, já que as pernas cansadas pareciam blocos de pedra. Foi penoso subir a Av. Guaíba defronte à vilinha da Assunção, pouco antes do Veleiros, mas logo em seguida, com cerca de 2,5 km restando, não teve como não apressar o passo. Engraçado que, desde antes, já achava que estava correndo num ritmo bom, mas olhava para o relógio e todo aquele meu esforço era para correr em 5:10/km. Era a falsa impressão que o cansaço pela falta de sono produziu. Não tinha mais como ter um parâmetro certo, pois não era uma situação normal de treino.

Mas, assim, cansado e achando que estava correndo bem, cheguei finalmente em 1:49:03, 56:03 para o segundo trecho, 3 minutos a mais que a primeira parte. Dentro do contexto, achei bom. Recebi a medalha, entrei na área vip, mais Gatorade, água e tinha umas frutas também, que acabei nem pegando, pois entrei na fila da foto, que a Asics disponibilizava, nos mesmos moldes da Meia do Rio. Deram uma tolha também e me disseram que havia sanduíche, mas não vi nada disso, mesmo porque a foto demorou bastante mesmo e não teve como desfrutar do resto.


A premiação já tinha começado quando finalmente tirei a tão esperada foto e me dirigi à barraca da equipe. Muita gente já tinha ido embora. Alonguei, descansei, bati papo, não necessariamente nessa ordem e fui embora, enfrentar a fila de carros para a saída, já que ela ela livre do pagamento do estacionamento até as 13h, e o povo deixou para sair meio que em cima do laço.

Pelo que ouvi do povo, muita gente achou a prova ótima. Eu também. Acho que entramos num excelente patamar de organização e estrutura, falta só a EPTC colaborar com os trajetos...

E falta também nós, corredores, colaborarmos com a nossa parte. Porque eu vi gente correndo em mais de uma equipe ( e subindo no pódio), o que não era permitido, e vi também umas mulheres das duplas, que eram as segundas corredoras, bem antes de mim e até do Adriano (!) da Petiskeira. A não ser que o (a) companheiro (a) delas tenha quebrado o recorde mundial, não era possível...

Então, nesse aspecto, demos um mau exemplo. Acho que já está mais que na hora de o povo parar de correr com o chip dos outros e inventar jeitinho de burlar as regras. Fica feio. É desonesto. Prejudica outros. Depois reclamam da corrupção, do governo, da política, etc, mas têm exatamente a mesma atitude. O mesmo jeito de tirar proveito das coisas em benefício próprio. Me faz lembrar da Corrida Maluca, em que o Dick Vigarista tentava sempre uma trapaça, e o Muttley dava aquelas risadinhas e pronuciava sua frase clássica, que ajudou a inspirar o nome do blog: "Medalha, medalha, medalha!" Pense nisso.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro


Estive no Rio no fim-de-semana passado, com os filhos, correndo (apenas eu, claro) a meia maratona internacional, prova organizada pela Yescom com apoio da toda poderosa Rede Globo.

Como todas as provas que aparecem na tevê, muita gente se inscreve, é um tumulto por conta disso, e outros tantos não comparecem. Não me perguntem exatamente porque, pois realmente não entendo tantos não aparecerem para correr, apenas pegar o kit e não participar. Talvez ("talvez") se exibir com a camiseta na rua outros dias. Realmente não sei. Assunto para sociólogos, antropólogos e psicólogos.

Sobre a retirada do kit, não tenho nada a comentar, já que o Daniel fez isso para mim. O kit continha a camiseta (que é ótima), aqueles dilatadores nasais, amostras de café 3 Corações e mais algumas instruções, se não esqueci de nada. Nenhum boné, isotônico ou carboidrato em gel (tô ficando exigente).

Ainda não sabia como seria meu desempenho, já que ando com as dores nas panturrilhas oriundas na prova da Mizuno (em 27/6). Desde lá, já consultei nutricionista, cardiologista, ortopedista, angiologista e está só faltando a casa espírita. O cardiologista mandou consultar o ortopedista. O ortopedista disse que não era muscular, sugeriu ver a circulação. O angiologista disse para não ir nesses "ortopedistas comuns" e sim em alguém de medicina do esporte... Disse que está tudo bem, faremos um exame dia 30, mas só para ter 100% de certeza, pois pelo exame clínico já descartou que as dores sejam algo de circulação.

No sábado à noite, coloquei bastante gelo no local e, domingo pela manhã, antes da prova, passei o óleo de arnica da Weleda que costumo usar em algumas ocasiões. E, embora o ortopedista tenha dito que não é muscular, parece que ajudou, pois consegui correr relativamente bem, para quem andava correndo a 6:30/km.

Larguei junto com o Duda e a Danuse, mas logo, acho que ainda era o km 1, não consegui acompanhar o primeiro, nem ela, que me passou pelo 3, se não estou enganado. Meu Garmim deu uma pane (sinal de que está para estragar a qualquer momento) e não funcionou. Apareceu como bateria fraca, embora tenha carregado-o na quinta à noite depois que voltei do treino. Sem relógio é meio esquisito para quem está acostumado, mas fui indo. A grande vantagem em relação ao ano passado, foi que saímos bem mais na frente. Ano passado, levamos 17 minutos para cruzar a largada. Nesse ano, apenas 4:30. Isso ajudou bastante, pois era preciso ultrapassar bem menos pessoas. Até pareceu que a prova estava mais "vazia".

Senti um pouco de cansaço lá pelo 8 ou 9, mas foi passageiro, provavelmente logo após deve ter surtido efeito o gel e os isotônicos que tomei, e recuperei as forças, indo num ritmo relativamente bom, dentro do contexto, lógico, de quem já estava acostumado a correr a 6:30/km. Senti a falta de treino naquele ritmo e o peso que peguei (e que pode ser percebido pela foto) com certeza atrapalhou um pouco. Não é fácil carregar 89kg e fazê-los movimentar a engrenagem.

Acho que lá pelo 15, avistei a Danuse e perto do km devo tê-la ultrapassado. Pouco antes desse ponto, o Daniel, meus filhos e outros acompanhantes estavam colocados, vendo-nos passar e gritando palavras de apoio. O km 17 foi um ponto à parte, que quase todo mundo reclamou, pois havia numa passarela um indicativo de um dos patrocinadores (um curso de inglês) com o aviso de km 17, só que era alarme falso e a plaquinha do 17 apareceu meio km depois. Do ponto de vista psicológico, a essa altura do campeonato, e levando-se em consideração que o percurso já não ajuda nessa parte, uma vez que vemos o povo chegando do outro lado da via, foi uma cacetada na cabeça. Dá uma desanimada momentânea, já que estamos em contagem regressiva, implorando que os quilômetros passem mais rapidamente e eles sempre parecem que tem mais de 1.000 metros.

Procurei o Duda no retorno, imaginando que talvez ele estivesse não muito à minha frente, mas a falta de relógio me tirou a noção de tempo. Ele estava bem mais adiantado. Terminou em 1:42:02, enquanto acabei cruzando a linha de chegada em 1:49:14. A Danuse chegou em 1:51:29, acompanhada do "negrinho" dela, e mais 10 da equipe também chegaram depois.

Missão cumprida - melhor do que eu imaginava, já que nos meus melhores sonhos, estava me arrastando para chegar em 2h, a surpresa boa foi na segunda. Eu e os filhos tínhamos entrevista para o visto americano. Fazia um dia maravilhoso, e após o compromisso consular, pudemos desfrutar, com o resto do pessoal que ficou por lá, de um ótima tarde de praia, com temperatura boa e muito calor.

Como tudo que é bom não dura para sempre, retornamos no início da noite para Porto Alegre. Mas ano que vem tem mais com toda a certeza.

terça-feira, 27 de abril de 2010

4ª Meia Maratona Noturna do Corpa

Bem, sábado à noite, tivemos a meia noturna do Corpa. 4ª edição. Não lembro bem da 1ª e 2ª edição, talvez estivesse correndo em outros lugares. Só me recordo do ano passado, essa aqui. A temperatura estava boa para se correr, com um pouquinho de frio até, baixa umidade e vento fraco na Av. Beira-Rio, o que é uma raridade para o local.

19h em ponto, saímos para fazer o circuito de 2 voltas até quase o final da avenida. A iluminação estava razoável, melhor que ano passado, mas a prova sofre com o vandalismo e roubo de fios ao longo do local, principalmente pouco antes do estádio do Inter. De qualquer forma, puseram luzes, carregadas por baterias, o que minimizou o problema e que deve ser saudado, já que foi uma tentativa válida de solucionar uma questão que cabe ao poder público, no caso, a Prefeitura de Porto Alegre. Sexta passada, até ouvi o titular da pasta da SMOV, falar na Rádio Gaúcha sobre o fato, sobre os roubos constantes, mas a verdade é que eu corro quase sempre terça e quinta à noite por ali e deve fazer uns 2 anos que a situação é aquela... Ou seja, devo ser muito azarado mesmo que nunca passo nos dias em que a iluminação é reposta...

Voltando à prova propriamente dita, fiz o primeiro km em 4:32 o que me deixou meio desconfiado do Garmin, já que outro dia ele enlouqueceu enquanto eu corria no centro da cidade, onde chegou a marcar 3:30 num km. Então, fiquei pensando se ele não estava repetindo a dose, já que não pensei que estivesse nesse ritmo. Corri mais um para
tirar a febre e deu quase a mesma coisa, o que me confirmou que o ritmo era aquele mesmo. Baixei um pouco, e fiz o 3º em 4:44, o que era mais adequado para quem largou querendo terminar em 1h40.

Mas logo em seguida, comecei a fazer 4:39, 4:38 por km e ficou nessa constante. Como me sentia bem, segui arriscando para ver o que dava. Nessa média, passei os 10,5 em 48:31, o que me encheu de motivação, porque parecia que estava relativamente tranquilo. Nesse retorno, houve um ventinho a mais, o que dificultou e me fez "cair" para 4:40, mas depois logo ajustei novamente na casa das marcas anteriores. Muitas vezes, nós não damos conta, mas apenas 5s/km de diferença são suficientes para quebrar alguém ou render melhor. Se corresse a 4:32, 4:33, por exemplo, teria quebrado.




No outro retorno, lá pelo km 16, novo vento contra, mas aí já começou a bater aquela coisa de mentalizar a reta final: "falta pouco, tá logo ali". O ritmo permancia o mesmo, 4:38, 4:36. Comecei a chegar num cara de triatlo (imagino, pela roupa) que havia me passado uns 2km antes, e em outros tantos. Fechei o km 20 em 4:29 e terminei a prova em 1:36:24 (9º/40 na categoria, 84º/377 na geral masculino), o que foi bem melhor do que 1h40 que achei que iria fazer. Lógico que me senti um pouco cansado no finalzinho, mas o importante é que, apesar disso, o ritmo não caiu e até consegui fazer a segunda parte ligeiramente melhor que a primeira, o que é ideal. (48:31 x 47:53)

Faltou relatar antes, mas o abastecimento da prova esteve excelente. Evidente que a temperatura ajudou, mas ele era suficiente até mesmo para um dia quente.

Fiquei extremamente satisfeito com meu desempenho, pois, na minha opinião, fiz uma ótima prova. E foi um grande teste para a maratona (dá até para sonhar com 3h25) e para a prova de sábado agora, pedreira pura, em dupla com a Bruna, lá em Gramado. Isso tudo, claro, se o joelho direito, que causa algum desconforto desde o Desafrio do Urubici 2006, não se manifestar novamente, como fez depois da prova e no treino que havia realizado na quarta também. O lado bom disso tudo é que só incomoda depois que para. Então o negócio é correr!

As parciais:
km 1 - 4:32
km 2 - 4:36
km 3 - 4:44
km 4 - 4:38
km 5 - 4:37
km 6 - 4:38
km 7 - 4:36
km 8 - 4:38
km 9 - 4:38
km 10 - 4:31
km 11 - 4:40
km 12 - 4:36
km 13 - 4:38
km 14 - 4:36
km 15 - 4:39
km 16 - 4:32
km 17 - 4:36
km 18 - 4:38
km 19 - 4:35
km 20 - 4:29
km 21 - 4:10 (950m)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

EDR na Runner's World


Como eu estou meio amarrado ainda para postar sobre a prova do Mountain Do, dia 02, me resta deixar aqui a reportagem, breve e sucinta, da Revista Runner's World sobre a Meia Maratona Noturna do Corpa, a se realizar na semana que vem, em que a Equipe Daniel Rech, na pessoa dele, minha e do Japa-gerente, opinou sobre o evento do ano passado.




terça-feira, 17 de novembro de 2009

Maratona de Revezamento Paquetá


E, finalmente, chegou o tão esperado dia da prova da Paquetá, anteontem.

E, por muito pouco, não perdi a festa. Acordei meio assustado e pensei comigo mesmo: “Está muito claro.” Corri para ver as horas no celular e: 7h! Com essa brincadeira nada engraçada e atual de nos fazerem pegar o chip no próprio dia da prova, o risco de um contratempo aumentou. Saí alucinado, cometendo quase todas as infrações possíveis de trânsito, mas cheguei ainda com folga para pegar o chip, que, na verdade, já havia sido pego meu treinador, o Daniel.





Tudo pronto, saímos eu, o Duda e a Bruna. E as inimigas dela nas duplas femininas meio que por perto. Mas, logo no km 3, uma delas já ficou para trás. Infelizmente, a numeração não permitia saber se a pessoa estava na dupla feminina ou na mista, de modo que chegamos a nos preocupar com algumas que não eram rivais. Mas seguimos em frente. Íamos a pouco menos de 5min/km, uma boa média, que só conseguiu ser mantida até os 10km.

E, aqui, a grande falha da prova, grosseira, aliás: eram 20km e não 21. Como foram duas voltas no mesmo trajeto, qualquer erro acaba sendo em dobro. Mas, fazer o quê? Menos 1km para correr. Para quem está cansado, até é uma boa...

Passamos os 10 em 49:30. A Bruna me xingando porque achava que a metade era 10,5 e então teríamos que passar em 52, mas, até ali, estava tudo dentro do planejado. Depois é que começamos a entrar na “margem de erro...” hehe



Então, houve uma pequena queda para 5:15 por km, e depois um pouquinho mais... lá pelo 16, 17, estávamos na casa dos 5:30 e, quando ela me perguntava, eu sempre aumentava um pouco para não deixá-la se atirar nas cordas, achando que estava bom... Acho que mais ou menos no 17, a Adri chegou em nós, e o Duda nos largou para ir com ela e chegar na minha frente para poder passar o dia de ontem me infernizando por email por conta disso... Na meia do Rio, em setembro, tinha chegado na frente dele e agora quis dar o troco. Vigarista, trapaceiro...hehe

Pegamos a Loureiro da Silva, eu olhando para trás à procura da moça da União 100% para ver se estava se aproximando e a Bruna só dizia “azar”. Faltando pouco para chegar, ela até ficou mais próxima, mas conseguimos abrir o suficiente para fechar o último km super bem em 5:15 e entregar o chip/pulseira para a Bina (e para o Mário - meu parceiro) com 1h43 e alguma coisinha.

E lá foi ela para a segunda parte da prova, com sol forte abrindo e, ainda por cima, tempo abafado. Nos primeiros 10, a Bina fez o que imaginei, mas deu um grande susto quando parou onde estávamos, defronte à nossa barraca, porque pareceu que desistiria. Ficou mais de 1 minuto ali, mas abasteceu, tomou gel e se foi. Sofrendo com o sol. E a Bruna pegou a bike e foi atrás dela acompanhar.


Depois, ela retornaria e passaria novamente na frente da barraca, que foi quando saí para acompanhá-la. Faltavam 5km. A média, a essa altura, era de 5:40 por km. Nada mal para quem passou a semana com dor de garganta e o mês todo de setembro sem correr. Mas ela tinha dor no joelho, que a acompanhou até o fim.

Quando entramos na Loureiro da Silva, cruzávamos com o pessoal que vinha logo atrás, e uma moça começou a me deixar preocupado, porque vinha bem, sem demonstrar o cansaço da Bina. Isso até foi bom, porque acendeu o sinal de alerta. Mas a moça não chegou em nós, embora tenhamos cruzado novamente com ela em outro ponto de retorno, faltando pouco mais de 500m e a cara dela parecia ser de inimiga de categoria. Mas não era.

No final da contas, se estava difícil para a Bina, para as concorrentes foi mais ainda, porque também cansaram e a diferença aumentou. Fechou a prova em 1h52, com tempo total delas de 3:36:28. De modo que eram pura felicidade quando souberam que tinha ficado em 3º lugar nas duplas femininas. Com direito a dindim!



Na chegada, havia um bom reabastecimento, com sanduíche, suco e até picolé, que, depois da carinha de felicidade das duas, foi o melhor da festa. E, para mim, a prova acabou sendo um ótimo treino para domingo, na maratona de Curitiba. Que seja o que as pernas deixarem!



Demais resultados da prova aqui.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Prova da Paquetá chegando...


Depois de um feriado de calor absurdo, semana passada foi de tempo instável aqui no extremo sul do país. Terça, nem corri, porque não tive paciência para aquele dia feio, com chuviscos. Ainda para completar, foi estressa total no serviço e tudo que queria era um sol escaldante para poder sofrer bastante. Mas ele não apareceu. Cansei de correr com frio no inverno, então agora é aproveitar quando está quente e bonito para correr na rua. A gente por aqui tem só uns 4 meses de tempo bom, então o negócio é se esbaldar-se.

Quinta, o dia foi maluco. Só não nevou. Começou nublado, abriu sol, choveu forte e, no final da tarde, bastante abafada, começou a limpar, apesar de ter sentido umas gotas antes de iniciar a corrida. O treino era só de 45 minutos, que eu até queria aumentar para 1h, mas devagar, o que acabou não acontecendo. Somente o primeiro quilômetro foi lento. Depois, eu e a Brun(inh)a começamos a apertar o passo por conta da garoa (rs) que talvez viesse. Bem, não foi por isso que apertamos. Na verdade, nem sei bem porquê.

No fim-de-semana, corri sábado e domingo. Sábado, metade do treino foi debaixo de chuva. Em algumas horas, muita chuva mesmo. Mas foi bom, apesar de sofrido. Fiz 16km. No domingo, mais 12.

Ontem, terça, houve treino de pista. 3 tiros de 2km, mais alguma coisinha além disso. O último fiz em 8:03. Bom para quem não treinava na pista fazia um tempão. Na quinta, o treininho vai ser leve, depois tem show da Mart'nália... e domingo, o grande dia da prova da Paquetá. Vou correr primeiro meus 21km e o Mário, meu colega de equipe, fechará o revezamento. A ideia, na verdade, é acompanhar a Bruna para ver se ela consegue algo em torno de 1h45, e depois a Bina fecha a dupla delas, com boa chance de pódio.

Nós - eu e o Mário, talvez até tivéssemos alguma chance, se não houvesse a minha parada de 15 dias por conta da lesão, porque a prova da Paquetá é uma certa incógnita nas categorias. Em 2007, fiz 1h34 e a Ana, minha parceira (na foto comigo), 1h35. Ficamos em 12º lugar.. Em 2008, teríamos sido terceiros...

Bem, como a gente diz, o que está treinado, está, não há mais o que fazer, a não ser aguardar o domingo para ver o que acontece. Verdade que a previsão é que o sol volte radiante, o que trará algum sofrimento, mas a expectativa é boa. Tenho certeza que no final tudo vai dar certo.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Histórias estranhas do Rio


Não vimos a violência de que tanto se fala do Rio. Se não fosse pelos noticiários, não se perceberia rigorosamente nada. Arrisco dizer que andamos mais tranquilos do que em Porto Alegre.


O trânsito do Rio, esse sim, assusta. Não se vê em Porto Alegre tantos táxis como lá. E transporte clandestino a torto e a direito. Vans e mais vans irregulares. Enquanto esperávamos na parada de ônibus, sábado pela manhã, para ir ao Cristo Redentor, um rapaz dentro de uma delas que passava grita "Cristo!". Entramos todos nós (uns 10) e o rapaz pergunta: "Vocês sabem como se vai?" Ahn? Ele e o motorista não sabiam... É, pasmem. Não sabiam chegar no Cristo, um dos pontos mais visitados no Rio. Estamos rindo até hoje por conta disso.

Os motoristas de ônibus (e táxis) pensam que estão na Fórmula 1. É impressionante como correm. O dia linha 583 (Cosme Velho) dirigia "com emoção". Chegávamos a pular dentro do ônibus de tão rápido que o cara estava. Outra característica (ruim) dos ônibus é que param em qualquer lugar, literalmente. Se tem que parar na segunda pista para o povo subir ou descer, assim o fazem. Não estão nem aí. E se atravessam de qualquer jeito, trocando de faixa sem a menor cerimônia e sem sequer verificar se podem realmente fazê-lo. Azar de quem estiver ao lado, seja do tamanho que for...

Comemos muito no Bibi Lanches, em Copacabana. Lá, verificamos o que eu já tinha percebido outras vezes: em Porto Alegre, normalmente, quando tem muita gente junta na mesa, se faz uma comanda para cada um (ou pergunta-se sobre o fato). Ali e em outros tantos locais, somam tudo, 120 pratos distintos com valores distintos e seja o que Deus quiser depois para cada um descobrir quanto vai pagar. Uma confusão só.

Em outro local na Av. Nossa Senhora de Copacabana, meu filho mais filho foi comer, pesou e deu R$ 19,00 e alguma coisa. Chegou na mesa e os guris disseram que R$ 18,00 era livre, só que a atendente não informou nada sobre o assunto a ele. O pirralho voltou lá, mas a moça disse "tu já estás comendo" (??!!). Aí o guri teve que chamar a gerente... Não sei o que foi mais engraçado: um pré-adolescente de 13 anos chamar a gerente ou a moça não aceitar o óbvio de que não se cobra mais do que o valor espitulado pelo buffet livre. Simples assim.

No avião, quase pousando em Porto Alegre, tivemos pequenos sustos com a chuvarada que caía naquela noite de segunda. Mas nada comparado à minha colega de equipe que voltou no dia seguinte e não teve como pousar aqui pelo mesmo motivo, tendo que retornar ao Rio de Janeiro... De qualquer forma, nada que nos abale a alegria em retornar ano que vem, se os preços forem convidativos, evidentemente.


terça-feira, 8 de setembro de 2009

Como foi a Meia no Rio

E anteontem aconteceu a Meia Maratona do Rio de Janeiro. Evento grandioso em todos os aspectos. Globo transmitindo. Muita gente correndo. Nunca me deparei com uma situação dessas: de correr com tanto povo junto.

Foi diferente. E difícil. Bastante difícil.

Não teve sol, mas não faltou calor. Estava extremamente abafado. 72% de umidade. E, com tanta gente correndo, não se percebe o ar. Ele não circula.

Saímos bem atrás, o que acabou sendo uma estratégia errada. Tivemos que ultrapassar muita gente que andava devagar, mas bem devagar, ou mesmo caminhava, ignorando a lógica de que a esquerda é para quem quer correr mais rápido. Bem, mas como disse, tivemos nossa parcela de culpa. O certo seria largar mais à frente. Ou haver pelotões de tempo na largada. Como é uma prova festiva, dificilmente ocorrerá.

Foi um início bem legal. Levamos cerca de 18 minutos para ultrapassar o tapete inicial e começarmos a correr. Íamos tentando abrir caminho, cortando daqui, dali, passando por cima de calçada, parecendo ensandecidos perto daqueles outros que estavam em ritmo bem mais lento naquela pequena subida dos 4 primeiros quilômetros. Era bonito de ver, porque formávamos uma pequena fila de camisetinhas da equipe Daniel Rech/Unimed Porto Alegre, um seguindo o outro: Emilio, Daniel, Claiton, Roslank, Danuse, Duda e eu. Mais ou menos nessa ordem, vez que outra se revezando por conta do tráfego.

O Duda me disse depois que muitos comentavam quando passávamos: "Deixa, esses não vão chegar..." Eu dizia para ele: "Cara, estamos fortes. Subimos na média 4:45/km e está abafado. Vamos segurar um pouco." Mas quem disse que segurávamos? Nos dispersamos um pouco depois, vínhamos só eu e o Duda, com a Danuse um logo atrás. O Roslank e o Claiton tinham ficado, mas eu nem vi, porque era tanta gente que me concentrava mais no meu trajeto para não bater em ninguém à minha frente.

Nisso, em alguma curva, achei ter visto o boné do Daniel. Não deu muito tempo e eu e o Duda confirmamos que era ele mesmo, já quebrado; pela passada dava para perceber. Dei uma apertada, deixei o Duda para trás e alcancei-o. Mas ele e a Danuse vinham nas nossas pegadas. Foi quando comecei a me desgarrar deles de vez. Isso era um pouco depois do km 8. No 10 (passei em 48:30 -4:51/km), logo após um posto de água, e onde havia muita gente, dei de cara com um bêbado caminhando no meio dos corredores, na contramão. O cérebro não comandou nenhum movimento, e acabei dando uma trombada nele, que se estatelou no chão. Só deu para ouvir uns gritos de espanto dos espectadores, e segui em frente. Não foi culpa minha...

Pouquinho depois de a Conceição gritar meu nome (ela foi mais esperta e saiu bem na frente), havia um túnel. Ali me senti extremamente cansado, parecia que iria quebrar, diminui o ritmo instintivamente para encará-lo, onde devia estar uns 10 graus mais abafado que o bafo que já estava fora dele. Saí meio indignado comigo mesmo pela quebra de ritmo e acabei descontando meu mau humor num outro corredor. Claro que ele deu motivo, ao sair da direita para esquerda e me dar uma trombada só para aparecer numa câmera (ou máquina fotográfica?) da organização que ficava no meio da pista. Isso era bem no km 12.

Só que, passado esse estresse, aquela saída no túnel me deu um novo gás. Havia uma boa brisa e isso parece que me revigorou. Consegui voltar a imprimir meu ritmo anterior, entre 4:45 e 4:50/km e segui assim. Lá pelo 15, finalmente houve os únicos 500m de toda a prova em que foi possível correr sem se preocupar em desviar de ninguém e sem quebrar o ritmo por conta disso, em que deu para encontrar a postura e passadas mais adequadas e corretas.


Pouco mais à frente, avistávamos, à nossa esquerda, na outra pista, a chegada, enquanto recém passávamos pelo km 16. Faltavam 5km. Contagem regressiva. Menos de meia hora. Mas estava cansado. Pegava uns 3 copos em cada posto, bebia um e atirava os outros dois no corpo para tentar baixar a temperatura. Acho que quase no 19 viramos para pegar a pista contrária em direção ao final da prova. Tentei mais ou menos puxar alguma coisa, mas já satisfeito por conseguir manter o ritmo, diante das adversidades. Acabei cruzando a chegada em 1:44:46, o que daria quase 5:00/km, se não fosse o fato de praticamente todos os GPSs do pessoal marcarem 21,7 ou 21,8 ao invés dos 21,097 que deveriam ser. O meu não pode ser levado em consideração porque marcou "só" 21,33km e 1:42:33, porque naquele túnel perdeu o sinal e parou. "Fiz" 3:07 nesse quilômetro segundo ele...

Não creio que tenha havido erro de marcação e sim o fato de que o trajeto é feito tangenciando as curvas, pelo menor caminho possível, enquanto nós tivemos que correr a maior parte do tempo pela esquerda, por fora, evitando o congestionamento das pessoas, o que acabou aumentando nossa distância. Pelo menos penso que foi isso que aconteceu, porque errar em 700m numa prova seria muito discrepante.

Fiquei muito feliz, não só por ser o segundo da equipe a chegar (o Emilio foi o primeiro com 1h40), mas por conseguir mais ou menos manter aquilo a que me propus (deu 4:48/km, ajustando o tempo que faltou e os metros a mais). E só tenho a melhorar daqui para frente. Além disso, o fim-de-semana com todo o pessoal da equipe provou mais uma vez que somos uma espécie de grande família, que sempre se acerta e desfruta de grandes momentos juntos. Como costumamos brincar: correr é só a desculpa para se divertir.

Resultados:

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Meia Maratona do Rio, domingo


No fim-de-semana, realiza-se nossa segunda maior prova do país, a Meia do Rio, que só fica atrás da tradicional Corrida de São Silvestre, que marca a passagem de um ano para outro.


Eu e mais uns 30 da equipe Daniel Rech estaremos por lá. Voaremos de manhã cedo, na sexta, e retornaremos segunda à noite.

Nunca corri a meia do Rio. Sempre houve vontade, mas também sempre apareceram outras provas por perto, maratonas em geral, para as quais acabei dando prioridade. Nesse ano, deixo de correr a maratona de Punta para estar lá com o povo da equipe.

Ainda não sei ao certo qual o tempo devo fazer. Calculei de cabeça meio errado e a minha ideia era chegar perto de 1h38, 1h39. Isso dá 4:38/km. Meio complicado, levando-se em consideração que é pouquinha coisa mais lenta que minha performance nos 10km da Adidas semana passada. Quem já correu por lá disse que é difícil imprimir um ritmo no início da prova, o que compromete, de certa forma, a obtenção de um tempo pretendido.

Acho que consigo manter 4:45/km em toda a prova, o que daria 1h40. Mas, evidentemente, tudo vai depender do "tráfego" do começo e, principalmente, do calor, já que ainda não estamos habituados a ele aqui pelas bandas do sul. A única vantagem, se é que pode-se assim dizer, é que conheço grande parte do trajeto por ter corrido a maratona duas vezes por lá. Mas é sempre uma prova diferente. Numa meia, a gente tende a dar todo o gás que pode, enquanto na maratona não é lógico dar um tiro de 42km.

Será uma experiência diferente, porque minhas meias normalmente giram em torno de 1h35 (6 das 14 que eu fiz), o que, evidentemente, não será possível ainda (a meta é na Paquetá, em novembro). Acima de 1h45 (5:00/km), só fiz 3: a do debut, em 1999, em Viamão, e as duas últimas, em abril e maio desse ano, que fiz mais para acompanhar alguém, embora não conseguisse fazer muito melhor do que fiz, se fosse sozinho.

Ainda estou num dilema, causado pela ansiedade pré-prova, de qual o tênis usar: aquele com o qual corri nos 16km de Vitória, com mais amortecimento, mas, consequentemente, mais pesado, ou com outro, mais leve. Amanhã ou quarta farei um 'teste' final. E, domingo, saberemos como terminou essa e tantas outras histórias que existirão por lá.

Os resultados estarão no site da Yescom:
http://www.yescom.com.br/meiadorio/2009/portugues/index.asp

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Circuito das meias-maratonas


Lendo a revista Contra-Relógio, descobri que saiu um circuito de meias-maratonas pelo nordeste, que começou com uma prova em Salvador, dia 12.


A região, infelizmente, tem poucas provas do gênero e nenhuma, nenhuma mesmo, maratona. É uma boa iniciativa e tomara que vingue.

O calendário completo é:

Maceió - 30 de agosto
Fortaleza - 20 de setembro
Recife - 25 de outubro
João Pessoa - 15 de novembro

Se houver essas promoções de milhas, quem sabe consigo correr em alguma capital nordestina, de preferência naquelas duas em que tenho onde ficar gratuitamente...


domingo, 26 de abril de 2009

3ª Meia Maratona de Porto Alegre







Então, ontem, sábado à noite, esquentando o clima para uma baladinha, tivemos a Meia Maratona de Porto Alegre, prova preparativa para quem pretende completar a Maratona, mês que vem.


Uma prova noturna, interessante, diferente, embora no mesmo bat-local de sempre, nossa gloriosa Av. Beira-Rio, que já deve estar com o asfalto cansado de tantas marcas de tênis.

Foi uma prova que movimentou o povo amador em geral. Não vi muitos da elite, mas, convenhamos, nós, pangarezinhos, também temos direito ao nosso momento de glória. Tanto que minha parceirona de treinos até ganhou a prova feminina, embora ela sempre chegue bem, mas agora foi bem mais que isso.
A prova começou com pouco mais 5 minutos de atraso e havia uma certa confusão e afunilamento na largada, mas o povo foi super civilizado e consciente e realmente só começou a correr quando passava pelo pórtico, sem causar, portanto, atropelos iniciais. O tempo colaborou. Temperatura amena e quase nada de vento num local em que ele costuma imperar. Quem corre por ali sabe do que estou falando.

Havia uma estrutura interessante na prova, no retorno dos 2,5 km e no dos 5,5km, com bastante iluminação e até uma musiquinha para animar. Lamentável que não resolveram a questão da iluminação pública em alguns pontos do trajeto, em que era praticamente impossível enxergar, mesmo com a boa vontade dos voluntários que tentavam nos ajudar com lanternas. De qualquer modo, qualquer obstáculo mínimo naquela escuridão poderia ter ocasionado uma queda.

Fui num ritmo pouquinha coisa mais rápido que 6 min/km, dentro do planejado para acompanhar as duas mulheres da minha equipe. No entanto, no retorno dos 5,5km uma delas acabou ficando para trás. Ainda voltei, tentei incentivá-la e acompanhá-la, mas não teve como e acabou parando no 10,5, onde fazíamos o retorno e começávamos tudo novamente. Uma pena, porque tínhamos feito um treino super bom de 20km no domingo anterior.

Eu estava preocupado que a festa do dia anterior, pelo passagem do aniversário do nosso treinador, acabasse atrapalhando a minha corrida, já que acordei meio enjoado do excesso de combinação lúpulo-levedo-cevada e malte. Nem almocei direito por conta disso, mas acho que a purificação do dia inteiro com água mineral deve ter auxiliado.

Mas, na prova, isso nem me afetou. Só tive que fazer um pit stop number 1 mais ou menos pelo km 8, o que me ajudou bastante depois a correr sem desconforto. No retorno do km 10,5 muita gente gritando e dando força, o que deu aquele gás. Li e ouvi alguns reclamando do fato de ser um circuito, de repetirmos os mesmos 10,5, o que causou uma monotonia e chatice e algum abalo no psicológico, mas comigo isso não aconteceu e normalmente não acontece em provas. Mas compreendo que, para alguns, isso realmente incomodo. Eu acho que o fato de ter me programado para correr em tal tempo e ir cumprindo à risca a meta também ajuda. Além do fato de não ter perspectiva nenhuma em matéria de tempo. Só estava ali para acompanhar mesmo e terminar numa boa.

Tanto que estava super tranquilo para mim até que o treinador (que fazia o revezamento) chegou em nós dois. Corremos pouco mais de 1km juntos, quando ele me disse que eu podia ir se quisesse que ele acompanhava a moça da equipe. Ainda titubiei algum tempo (vô, num vô?) até me decidir de vez em ir. Fui. E então comecei a pisar fundo (4:53, 4:44 ...), tudo abaixo de 5 a partir daí.

Quando estava lá pelo km 15, avistei a esposa de um dos meus melhores amigos, do outro lado da pista e pensei: "Vou tentar alcançá-la." Ela estava acompanhada de um colega da equipe Du Bira. E segui em frente. Um dos sonhos dela é chegar na minha frente. Porque como eu sou muito folgado, fico tirando uma onda quase sempre, então ela quer porque quer dar o troco uma hora dessas. Mas ainda não foi dessa vez. E aonde fui pegá-la? No km 20. Quando faltavam 2km consegui finalmente enxergá-la e fui com tudo, como "um touro" como ela me disse depois... Rá, rá. Foi muito engraçado, porque ela deu uma olhadinha para trás, uma vez que já imaginava que, quando cruzou comigo lá pelo 15 eu iria atrás dela (e ia mesmo!), e então excomungou metade do mundo, gritando palavras de carinho comigo, tipo "fdp"... Tirei o doce da boca da criança... Ainda disse, vamos lá, mas eu estava super bem e segui meu caminho para fechar o último 875m em 4:01, totalizando 1h54 e alguma coisa no meu relógio, tempo que não bateu com o oficial em quase dois minutos, mas fazer o que, né? Bom, a quilometragem também teve 200m a menos por 3 GPSs.

Missão cumprida, fomos jantar na Cia das Pizzas e recuperar todas as calorias perdidas, que também ninguém é de ferro. Além do mais, o melhor de correr é depois poder ficar contando as histórias com a galera. As da corrida e as outras.

Que venha então agora a Maratona, e tomara que o destino me reserve uma parceira feminina para revezar, abraçar e beijar na chegada...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Desafio

Amanhã, a partir das 19h, realiza-se a 3ª Meia Maratona do Corpa, aqui em Porto Alegre. No mesmo local, batido e manjado de sempre, a Av. Beira-Rio.

O grande diferencial da prova é o fato de ser noturna, algo diferente para as nossas tradicionais provas. Eu, particularmente, nunca participei de uma corrida nessa distância à noite.

Mas o grande desafio mesmo nem é esse. É correr lentamente, sem preocupação com tempo, acompanhando alguma colega de equipe. Desde que fiz minha primeira e sofrida meia maratona, em Viamão, dia 26 de setembro de 1999, sempre participei tentando dar o meu melhor. Naquela época, debaixo da "lua" daquela manhã, significou 1h56.

Desde então, fui evoluindo com o tempo, como qualquer corredor mais ou menos compenetrado e ciente de que precisamos de metas deve fazer. Até mais ou menos me firmar por volta de 1h35, embora tenha obtido uma marca super boa em Uruguaiana, em 2006: 1h26. Mas brinco até hoje com a esposa de amigo que também obteve a melhor marca dela por lá que aquela prova só tinha 18km... Evidente que é um exagero da minha parte e que, como os tempos não eram de GPS, Garmin, então falta alguém voltar lá e confirmar a distância. Mas alguns metrinhos acho que faltaram, embora o tempo naquele dia estivesse propício a boas marcas.

Bom, mas amanhã, esquecendo todo esse retrospecto de boas perfomances em meias, irei correr devagar, devagarinho, só na parceria. Como já escrevi, eu gosto. E isso, a meu ver, é tão ou mais difícil que a gente dar o nosso melhor numa prova. Porque exige concentração, disciplina e muita humildade em saber ficar ao lado de alguém que está com condicionamento inferior, mas que necessita de nossa ajuda de alguma forma. E eu percebo, muitas vezes, que, embora pareça super simples, as pessoas têm extrema dificuldade em ficar ao lado só acompanhando, sem querer ditar o ritmo. Parece que existe um espírito competitivo que se faz presente mesmo em descontraídos treinos.

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