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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Notícias do verão


É muita preguiça ficar um mês sem postar nada.

Vamos por partes, como imortalizou nosso célebre Jack, o estripador:

1) Abortei os 50km da Supermaratona de Rio Grande. Não treinei o suficiente (quinta passada, por exemplo, nem treinei) e não me sentia em condições de fazer uma boa prova por lá. Rio Grande é umas das provas que mais se precisa chegar muito, mas muito bem para completá-la sem sofrimento. Na verdade, eu adoro fazê-la, mas sem treinamento adequado seria masoquismo ao extremo.

2)Dia 24 de janeiro estive em Belo Horizonte, participando do Circuito do Sol, prova organizada pela Espera BR Mídia, que edita a revista 02. Obviamente (e ainda bem) que foi na Pampulha, porque creio que BH não tem nada plano além disso. Praticamente tudo por onde andei tinha uma subida e uma descida íngremes. De carro já foi cansativo, imagina a pé.

3)Como não estarei em Rio Grande, prestigiarei a TTT, no mesmo final de semana, só que não irei correr, exceto se alguém da equipe faltar.

4) Semana passada, dia 30, teve a Summer Night Run, prova muito legal que aconteceu em Capão da Canoa, às 21h. Dessa vez, diferentemente da prova noturna de Porto Alegre organizada pela mesma empresa e nos mesmos moldes, o tal túnel sensorial de luz e som funcionou bem direitinho e fez juz ao nome. Verdade que não havia umas tochas que prometeram, mas a prova foi gigante pela própria natureza. Uma super estrutura com muita música, iluminação e telão. Parou tudo ao redor. A área de dispersão depois era muito bacana, com massagem, frutas, sorvete, pão e mais nem sei bem o quê.

5) Quanto às provas em si e ao meu desempenho nelas:

- Summer Night Run:

A largada foi na beira da praia, no meio de muita areia fofa e com pouca iluminação. A lua cheia subindo àquela hora foi um fato marcante que deu uma beleza ímpar ao evento. Mas foi dureza para os corredores o primeiro km pela falta de iluminação e a dificuldade com o terreno.

Corremos mais ou menos uns 2km ali e entramos na Av. Beira Mar, já com asfalto (fazíamos 2x esse trajeto). Um amigo da Equipe Dubira depois comentou comigo que quando entrávamos ali tinha uma "sauna", e acho que o relato dele foi o mais adequado para descrever a situação daquele momento: extremamente abafado. Comecei dentro do previsto, na média de 4:25 por km, o que daria 44 no tempo total, mas... não dormi na noite anterior. Nada, rigorosamente nada, exceto pequenas cochiladas já à tarde, na beira da praia. Aliado a isso, ainda comecei, já no km 2, sentindo novamente aquelas puxadas terríveis entre o abdômem e a costela direita, o que impossibilitava uma respiração adequada e fez com que eu diminuísse o ritmo para conseguir respirar direito.

Mesmo assim, fui até o final com esse enorme incômodo. Passei o km 5 em 22:48 e depois caí mais ainda, mas pouca gente me passou, acho que nem meia dúzia, sendo 2 que tinham as pernas quase do meu tamanho... o que evidencia que, se foi difícil prá mim, para todo mundo também foi.

Terminei em 48:22. Deu 10,26km no GPS. Acho que, apesar de estar muito abafado, meu desempenho foi prejudicado mais pela falta de sono e descanso do corpo do que pela condição climática.

Vamos às parciais:
km 1 - 4:25
km 2 - 4:38
km 3 - 4:34
km 4 - 4:29
km 5- 4:41
km 6 - 4:57
km 7 - 4:48
km 8 - 4:42
km 9 - 4:57
km 10-4:57

- Circuito do Sol em BH:

Uma camiseta muito legal no kit e uma boa estrutura no local da prova. Só me chamou a atenção as poucas assessorias esportivas presentes no evento. Não sei se é o normal de BH, ou se foi o evento em si, mas não havia nem metade do que tem em POA no Circuito da Adidas.

A prova saiu com uma temperatura amena, cerca de 20 graus e o abastecimento foi muito bom, de 2,5 em 2,5km. Comecei no mesmo ritmo, de 4:25 por km, que era minha estratégia, para ver se terminava acelerando um pouco para baixar de 44. Quase deu. Senti cansaço no final. Tinha pulmão, mas não tinha pernas.

O trajeto consistia em ir e voltar 5km, o que era tranquilo, apesar de algumas leves inclinações na pista, que tiraram minha ideia inicial de que era completamente plano. Nada de se reclamar muito, só não era... plano.

Passei os km em 22:01, o que me deu a sensação de que iria baixar do 44, mas, como disse aí no parágrafo anterior, apareceram umas 'inclinações', mais o meu cansaço e não consegui manter. Na verdade, pelo tempo oficial, fechei em 43:59. Só que o GPS marcou 9,1km. Então, podemos colocar mais uns 25s nesse tempo total para fechar os 10km.

Foi uma prova muito boa. Gostei muito da camiseta e da área vip depois da prova. Ah, quase ia esquecendo: a Pati Gomes, do blog Correr para a Vida, me encontrou por lá e batemos um papo. Ela que me quebrou um galho uma vez, pegando o kit da prova da Adidas, para a qual me inscrevi e acabei não indo lá em BH, em julho do ano passado. Procurei-a no final para tirarmos umas fotos juntos, mas não a encontrei.

Parciais:
km 1 - 4:25
km 2- 4:20
km 3 - 4:23
km 4 - 4:28
km 5 - 4:24
km 6 - 4:25
km 7 - 4:29
km 8 - 4:32
km 9 - 4:31
km 10-3:59

A foto do post é da prova.

Por hoje é só, pessoal.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Supermaratona de Rio Grande 2009


Já estão abertas (aqui) as inscrições para a Supermaratona (50km) de Rio Grande, que se realizará dia 15 de fevereiro de 2009. 


O evento de 2009 vai ser palco do encontro dos MMs (Marathon Manics) brasileiros, dentre os quais eu me incluo. Não sei será possível correr lá (muito provavelmente não), pois estive lesionado desde 07 de setembro, desde que voltei da Maratona de Punta Del Este com fratura por estresse no fêmur. Recém estou reiniciando as atividades esportivas, com uns 10 quilos a mais, conseguindo correr cerca de 4km quando me proponho a tal. (Tá certo que está o maior calor aqui em Porto Alegre...)

Corri 3 vezes em Rio Grande. Na primeira, em 2003, estava mal preparado, acima do peso, e corri mal. A prova terminou no km 27. Depois disso, foi caminhar, sofrer, correr e terminar em 5h23. Em 2005 voltei superpreparado, havia treinado debaixo de muito sol em dezembro, quando tirei férias, mas a organização estragou todo o meu planejamento, ao negar o elemento mais essencial numa maratona: água. Nos cerca de 27 ou 30 km que corri, só tomei 2 ou 3 copos (abertos) de água, quando o programado era abastecimento de 5 em 5km. O meu primeiro gole de água foi no km 11... Isso me irritou profundamente, tirando a concentração e a possibilidade de fazer uma boa prova, o que eu acreditava que aconteceria. Acabei por desistir. Mas voltei no ano seguinte, para fazer a boa prova que não saiu no ano anterior, terminando em 4h07 e, inclusive, melhorando minha performance nos últimos 8km que são na areia da beira da praia.

Rio Grande é, mais do que nunca, uma prova em que é extremamente necessário chegar bem treinado ou o sofrimento será enorme, porque é a única maratona feita no verão, há poucas pessoas correndo (cerca de 300) - o que nos faz correr mais solitários durante algum tempo - e ainda existem mais 8km além dos 42 normais. 

É uma prova para ser feita de forma conservadora, sempre dosando as energias, para evitar o desgaste e a desidratação por conta do sol e do calor. Uns 10 ou 15s por km mais lento do que se está acostumado a correr numa maratona 'normal' é um bom parâmetro.

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