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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Faltam duas semanas


Daqui duas semanas, no sábado, estarei saindo às 6h (acho que é isso) para correr a TTT em carreira solo.

A Simone, nutricionista, fez um plano de ação para os últimos 20 dias de treino, uma dieta do tipo "acúmulo de glicogênio". Glicogênio, para os desavisados, é isso aqui. Simplificando, é o que abastece os músculos, lhes dá energia.

Fiquei intrigado com um tal de mirtilo, que estava lá na prescriação da dieta. "Que bicho será isso?"
Descobri que é uma frutinha do tamanho de uma passa de uva, bem gostosa, não muito baratinha, mas com boas propriedades para a finalidade de que preciso até o dia 5 de fevereiro.

E até lá, estarei me "bombando" com alimentos que possam dar mais energia no dia da prova. Além disso, quem diz que correr é só calçar um tênis e sair pelas ruas afora está muito enganado. Para uma prova dessas, há toda uma logística, um apoio de outras pessoas que preciso e até tenho que fazer uma planilha com tudo que será preciso tomar, beber, comer, durante a prova, na hora "x", de modo a minimizar os efeitos da longa duração do desafio. Protetor solar a cada hora, por exemplo.

Minha dica para quem faz maratona ou ultra é consultar uma nutricionista e fazer um planejamento para a prova, de modo a ter uma alimentação mais direcionada ao objetivo que se tem em mente. Massa antes e gel na prova ajudam, claro, mas chegar com os estoques de glicogênio em nível máximo ajuda mais ainda.

Só quero ver quem vai me conseguir o caldo de cana que ela indicou para tomar a cada 10 km...rs

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Falta 1 mês

Primeiramente, Feliz 2011. Tomara que seja um ano melhor para a maioria de nós. Espero que tenham passado uma boa virada. A minha foi super legal, com a turma da equipe na praia de Remanso, ao lado de Xangri-lá.

Daqui a exatamente um mês, estarei correndo a TTT, travessia Torres-Tramandaí, na modalidade solo, totalizando 82 km. A ideia é correr a 5:30/km até o km 65 e depois ver o que acontece. Dá para chegar em 8h30 se tudo correr conforme o planejado.

Na semana pós-Natal, fechamos o escritório e estive na praia descansando. Fiz 2 bons treinos por lá, dentro do possível. Na terça, 28, corri 22km em 2h02. Deu 5:32/km de média. Tentei correr 24, mas cansei no final e não tinha saco de encarar as subidas dos últimos 2 km. Saí às 10h10 prá correr. Dia quente, sol relativamente forte, mas não abafado, que é o meu grande temor.

Na quinta, 29, o dia estava "feio". Para praia. Porque, sem sol brilhando intensamente, a umidade estava alta, e então com 5km eu já estava completamente encharcado. Havia chovido no dia anterior, e a areia da praia estava bastante fofa. Foi um grande teste para a TTT. Consegui manter 5:30/km nos 13 km de ida, mas a volta... Complicou. Além da areia fofa dificultando as coisas, havia um vento terrível. Não iria conseguir manter a média. Pensei: "vou correr lento, mas fazer o treino." Azar. Foi isso que aconteceu. Melhor esquecer a média por km e focar no tempo correndo, que foi o que me restou. A média caiu bastante, já que além do vento, havia o cansaço gerado pela umidade alta da ida. Fiz 6:30 por km na volta. No mesmo tempo que fiz 22 na terça, fiz apenas 20 km. Mas desta vez encarei os últimos 2km, mesmo em subida, porque ali o vento cessou, e pude até fechar o 26º em 4:59. Bom, em termos gerais.

Findo o treino, peguei a estrada para me juntar ao pessoal da equipe na praia de Remanso. Fui o primeiro a chegar lá. No dia seguinte, fizemos uma grande festa da virada e no dia 1º um treino "cura-ressaca". Não deu para correr muito tempo, pois começamos quase 19h. Havíamos almoçado tarde, e, no primeiro trecho na beira da praia (repeti 2x), o almoço + o sorvete começaram a dar um desconforto terrível. Tive que fazer um pit stop no nosso QG para prosseguir o segundo trecho. Aliviado, fiz bem melhor essa parte, com uma volta bem rápida, certamente abaixo de 5min/km (o GPS deu uma pane, por conta da bateria que não carreguei). Até conseguiria repetir o trecho pela 3ª vez, mas a escuridão iria atrapalhar muito na volta. Mas deu para correr 17km.

Tinha treino na segunda, mas como voltei no domingo à noite, e as estradas não estavam exatamente fluindo bem, acabei indo dormir quase 2h da manhã, o que inviabilizou o treino, já que o faria mal e ainda no dia seguinte estaria cansado e provavelmente também faria um mau treino. Optei por descansar e correr ontem.

O treino de ontem à noite foi bem bom. Não foi fácil, mas foi tranquilo até o km 21. Fiz 24. Saí do escritório às 19h, peguei a Érico, Aureliano, Beira-Rio em direção à zona sul e fui até a Praça da Tristeza. De lá, voltei pelo mesmo caminho. A temperatura ajudou. Acho que por volta dos 22 graus e a umidade uns 40%. Nada como hoje, que está terrivelmente quente. Desse modo, consegui fazer os 12 primeiros km em 1:04:30, bebendo o repositor energético Sport Drink , rigorosamente de 4 em 4km, e na volta consegui fazer 1:03:39, principalmente porque acelerei nos últimos 3, fazendo 5:15, 5:11 e 5:08/km respectivamente. Saí pensando em 5:30/km de média. Acabei fazendo melhor e tranquilo. Valeu o treino.

Amanhã, quinta, a ideia é repetir o treino no quesito tranquilidade e tentar aumentar a distância para 26 ou 28 km. No sábado pela manhã tenho 30 km para fazer e no outro sábado 40... Tudo para tentar chegar 'na ponta dos cascos' no dia 5 de fevereiro. Para isso, também estou com a ajuda da Simone, nutricionista, que me está me dando o suporte para chegar cheio de energia nos músculos.

Lá em Remanso, vi um adversário fazendo 60km... Não acho que valha a pena esse sofrimento, prefiro deixar para o dia, mas cada um com o seu objetivo. O meu é terminar em algo como 8h30, o que vier além disso é lucro. O dele eu não sei.

Também agora no fim-de-semana, uns 10 integrantes da Equipe Daniel Rech estarão na Disney para fazer o Desafio do Pateta (correr a meia maratona no sábado e a maratona no domingo). Queria desejar boa sorte a eles e que possam realizar duas boas corridas, voltando satisfeitos e cheios de histórias para nos contar. Eu abortei a missão, porque faltou verba no orçamento. Só poderia ir se pudesse deixar de pagar pensão uns 3 meses. Como isso provavelmente acarretaria um pedido de prisão, achei mais inteligente ficar no Brasil. Mas estarei torcendo por eles com todo meu coração.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Por quê?

Estava sábado à noite num bar da Cidade Baixa, bebendo água -claro, e a Bruna, minha colega de equipe, está lá contando para todo mundo que irei correr 82 km sozinho em fevereiro. Bem do tipo dela. Uma das amigas dela diz, estupefata: "Por quê? Isso é insano!"

Não tiro a razão dela. Para quem não corre, realmente é insano. Até para quem corre um pouquinho ou mesmo para quem já fez maratona parece demasiado. Eu mesmo já acho que de vez em quando o povo exagera na dose, fazendo umas super quilometragens sem necessidade e sabe-se lá porquê. Respondi para ela que também estou procurando a resposta...

Para falar a verdade, o que me atraiu é o fato de que é algo diferente, no litoral, na beira da praia, com um grau de dificuldade grande, mas também é uma prova boa, que não tem como dar errado, porque é em linha reta de uma ponta à outra. O 'errado', no caso, é a quilometragem e o calor do dia; tirando-se isso, o percurso é ótimo. E também nem é uma questão de falta de desafio, de estar 'entediado', que nem ouço por aí, ou mesmo de achar que maratona tá 'fácil' de fazer, de que é um objetivo que já foi atingido e que é preciso galgar outro degrau. Maratona nunca é mole e, para mim, ainda é a melhor distância para a gente se aventurar. Mesmo que a gente repita todos os anos a mesma maratona, ela sempre é diferente da anterior.

Claro, quem encara sozinho uma empreitada dessas tem que se virar, achar um pessoal de apoio, senão não tem como fazer bem a prova, pois qualquer água morna já vai ser motivo de reclamação, e convenhamos, não é mole deixar água gelada desde 5h30 até 16h na beira da praia. Nem os quiosques conseguem, muitas vezes, e isso que eles ainda cobram por ela. Nesse ano, houve alguma reclamação em função da água quente durante o percurso, ainda mais que o dia foi fora do comum, mesmo em termos de verão. Deu 40 graus naquele sábado. Todo mundo sofreu. Imagina quem correu sozinho. Mas evidente que quando planejamos uma corrida em fevereiro, no auge do verão, precisamos imaginar que a chance de estar muito quente é quase de 100%. O anormal é não estar.

O sonho de muitos maratonistas experientes é fazer a Comrades, na África do Sul, 89km, mas, se temos uma prova muito semelhante por aqui, por que não valorizá-la? Com todo respeito à Comrades, que é uma prova famosíssima, mas aqui vai ter muito mais gente que conheço torcendo por mim e me sentirei muito mais feliz vendo aqueles rostos peculiares dando uma força durante o trajeto e depois, no final, seja qual for o resultado. Já corri a Maratona de Mônaco e de Florença, em 2003, sem ter ninguém com quem dividir a alegria de ter terminado, e posso garantir que bom mesmo é receber o carinho de quem gostamos na chegada.

Em 2011 todo mundo vai sair às 5h30. É uma ajuda à lisura da competição, evitando (ou minimizando) que tenhamos alguns que possam 'encurtar' o caminho de alguma maneira. Não sejamos ingênuos: existem em todas as provas, não será nessa que não aparecerão os espertos, ainda mais com uma distância dessas. Assim, pelo menos, nós mesmos poderemos controlar de certa forma o desempenho dos adversários, sabendo-se, com alguma precisão, quem é que anda por perto, quem ficou para trás e quem se foi embora.

Por fim, só em fevereiro saberei se todo o esforço dos treinos cansativos e extenuantes com quilometragens altas terá valido a pena e terá me recompensado com uma boa prova. Eu acredito que sim. Então a resposta à pergunta da moça estará completa: porque dá prazer. Nada substitui a sensação de satisfação de terminar uma prova para a qual a gente se dedicou com vontade.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Contagem regressiva


Começou a contagem regressiva. Não para o revéilon, mas para o dia 5 de fevereiro de 2011. Dia da TTT, Travessia Torres-Tramandaí. 82 km em carreira solo. Claro que estou tentando angariar uma porção de ajudantes durante o trajeto, porque, sem apoio, é impossível terminar bem. E, mais do que terminar, quero chegar sem estar esgualepado. Cansado, mas inteiro, dentro do contexto de quem correu 82km, lógico. Para isso também a Simone, minha nutricionista, vai entrar em campo, dando o suporte da área para que esteja bem preparado para o desafio.

Semana passada fiz uns bons treinos. Ainda em quilometragem baixa. O máximo foi 15,8 no sábado retrasado, sendo que havia corrido na sexta à noite. Depois terça fiz 13,1 e quinta o mesmo trajeto, 3 minutos melhor. É pouco, eu sei, mas já deu um entusiasmo para os treinar mais e melhor.

Quando o calor de dezembro estiver no auge, devo estar fazendo 25, talvez 30km, vai depender da evolução nesse período, já que ela precisa ser gradativa para não aparecer nenhuma lesão ou outro contratempo.
Ainda não sei se farei treinos de mais de 42, 50km. Porque vou ter que analisar com o tempo se a relação sacrifício-desgaste/treinamento será vantajosa.

Quando treinei para essa prova da foto (50km da Supermaratona de Rio Grande, 2006), meu maior longo foi 22,5. Infelizmente, não dá para levar como parâmetro e usar uma proporção. Além do mais, 5 anos terão se passado.


A ideia inicial é fazer a prova em 8h, o que daria 6min/km. E a ideia dos treinos é treinar bem mais forte, para poder correr fácil e solto durante um tempo, até as dores começarem a aparecer.
Mas, ao longo dos treinos, terei uma ideia melhor do que será possível correr por lá.

Só que espero que as previsões de tempo continuem a indicar muito sol até lá, o que significa um sofrimento nos treinos, mas também um condicionamento mais adequado para quando chegar a hora da verdade.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Notícias do verão


É muita preguiça ficar um mês sem postar nada.

Vamos por partes, como imortalizou nosso célebre Jack, o estripador:

1) Abortei os 50km da Supermaratona de Rio Grande. Não treinei o suficiente (quinta passada, por exemplo, nem treinei) e não me sentia em condições de fazer uma boa prova por lá. Rio Grande é umas das provas que mais se precisa chegar muito, mas muito bem para completá-la sem sofrimento. Na verdade, eu adoro fazê-la, mas sem treinamento adequado seria masoquismo ao extremo.

2)Dia 24 de janeiro estive em Belo Horizonte, participando do Circuito do Sol, prova organizada pela Espera BR Mídia, que edita a revista 02. Obviamente (e ainda bem) que foi na Pampulha, porque creio que BH não tem nada plano além disso. Praticamente tudo por onde andei tinha uma subida e uma descida íngremes. De carro já foi cansativo, imagina a pé.

3)Como não estarei em Rio Grande, prestigiarei a TTT, no mesmo final de semana, só que não irei correr, exceto se alguém da equipe faltar.

4) Semana passada, dia 30, teve a Summer Night Run, prova muito legal que aconteceu em Capão da Canoa, às 21h. Dessa vez, diferentemente da prova noturna de Porto Alegre organizada pela mesma empresa e nos mesmos moldes, o tal túnel sensorial de luz e som funcionou bem direitinho e fez juz ao nome. Verdade que não havia umas tochas que prometeram, mas a prova foi gigante pela própria natureza. Uma super estrutura com muita música, iluminação e telão. Parou tudo ao redor. A área de dispersão depois era muito bacana, com massagem, frutas, sorvete, pão e mais nem sei bem o quê.

5) Quanto às provas em si e ao meu desempenho nelas:

- Summer Night Run:

A largada foi na beira da praia, no meio de muita areia fofa e com pouca iluminação. A lua cheia subindo àquela hora foi um fato marcante que deu uma beleza ímpar ao evento. Mas foi dureza para os corredores o primeiro km pela falta de iluminação e a dificuldade com o terreno.

Corremos mais ou menos uns 2km ali e entramos na Av. Beira Mar, já com asfalto (fazíamos 2x esse trajeto). Um amigo da Equipe Dubira depois comentou comigo que quando entrávamos ali tinha uma "sauna", e acho que o relato dele foi o mais adequado para descrever a situação daquele momento: extremamente abafado. Comecei dentro do previsto, na média de 4:25 por km, o que daria 44 no tempo total, mas... não dormi na noite anterior. Nada, rigorosamente nada, exceto pequenas cochiladas já à tarde, na beira da praia. Aliado a isso, ainda comecei, já no km 2, sentindo novamente aquelas puxadas terríveis entre o abdômem e a costela direita, o que impossibilitava uma respiração adequada e fez com que eu diminuísse o ritmo para conseguir respirar direito.

Mesmo assim, fui até o final com esse enorme incômodo. Passei o km 5 em 22:48 e depois caí mais ainda, mas pouca gente me passou, acho que nem meia dúzia, sendo 2 que tinham as pernas quase do meu tamanho... o que evidencia que, se foi difícil prá mim, para todo mundo também foi.

Terminei em 48:22. Deu 10,26km no GPS. Acho que, apesar de estar muito abafado, meu desempenho foi prejudicado mais pela falta de sono e descanso do corpo do que pela condição climática.

Vamos às parciais:
km 1 - 4:25
km 2 - 4:38
km 3 - 4:34
km 4 - 4:29
km 5- 4:41
km 6 - 4:57
km 7 - 4:48
km 8 - 4:42
km 9 - 4:57
km 10-4:57

- Circuito do Sol em BH:

Uma camiseta muito legal no kit e uma boa estrutura no local da prova. Só me chamou a atenção as poucas assessorias esportivas presentes no evento. Não sei se é o normal de BH, ou se foi o evento em si, mas não havia nem metade do que tem em POA no Circuito da Adidas.

A prova saiu com uma temperatura amena, cerca de 20 graus e o abastecimento foi muito bom, de 2,5 em 2,5km. Comecei no mesmo ritmo, de 4:25 por km, que era minha estratégia, para ver se terminava acelerando um pouco para baixar de 44. Quase deu. Senti cansaço no final. Tinha pulmão, mas não tinha pernas.

O trajeto consistia em ir e voltar 5km, o que era tranquilo, apesar de algumas leves inclinações na pista, que tiraram minha ideia inicial de que era completamente plano. Nada de se reclamar muito, só não era... plano.

Passei os km em 22:01, o que me deu a sensação de que iria baixar do 44, mas, como disse aí no parágrafo anterior, apareceram umas 'inclinações', mais o meu cansaço e não consegui manter. Na verdade, pelo tempo oficial, fechei em 43:59. Só que o GPS marcou 9,1km. Então, podemos colocar mais uns 25s nesse tempo total para fechar os 10km.

Foi uma prova muito boa. Gostei muito da camiseta e da área vip depois da prova. Ah, quase ia esquecendo: a Pati Gomes, do blog Correr para a Vida, me encontrou por lá e batemos um papo. Ela que me quebrou um galho uma vez, pegando o kit da prova da Adidas, para a qual me inscrevi e acabei não indo lá em BH, em julho do ano passado. Procurei-a no final para tirarmos umas fotos juntos, mas não a encontrei.

Parciais:
km 1 - 4:25
km 2- 4:20
km 3 - 4:23
km 4 - 4:28
km 5 - 4:24
km 6 - 4:25
km 7 - 4:29
km 8 - 4:32
km 9 - 4:31
km 10-3:59

A foto do post é da prova.

Por hoje é só, pessoal.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

2010

Bom, estou de volta, acabou a moleza dos dias no litoral. Foi pouco mais de uma semana de muito calor e água propícia para o banho. Passava quase o tempo todo na praia, comendo milho verde e picolé. Consegui correr alguns dias, não tantos quanto gostaria, mas debaixo de calor forte, o que já foi bom, levando-se em consideração que o meu foco são os 50km da Supermaratona de Rio Grande, na segunda quinzena de fevereiro.

Infelizmente, tirando essa parte boa, estávamos à beira do caos. Toda vez que era preciso ir num supermercado, ele andava abarrotado e desabastecido. O trânsito na área onde eu estava (Tramandaí-Imbé) está um pandemônio - e não é de hoje - e com poucas perspectivas de melhorias. Ainda bem que eu tenho uns caminhos alternativos que evitam as ruas principais, mas fiquei com pena das pessoas que ficaram horas presas em engarrafamentos em plena época de descanso e férias. Ninguém merece essa falta de respeito com o cidadão.

Os telefones celulares, para não perder o hábito, estavam quase impossíveis de serem usados perto do revéilon, e eu não tenho paciência mais prá isso. Já não curto ficar escrevendo mensagem, quando não vai, então...
Quem recebeu alguma foi extramemente sortudo... ainda ontem recebi confirmação de entrega de mensagem do dia 31... Quem não recebeu, ficam aqui meus votos de feliz 2010.

Bem, em relação à área esportiva propriamente dita, graças ao esforço e à
pilha da Aninha, que inclusive providenciou as passagens, estarei em BH de 22 a 24 de janeiro, e, casualmente, haverá o Circuito do Sol dia 24, do qual acabarei participando.

Depois, na semana seguinte, haverá uma corrida noturna, o Summer Night Run, aqui no litoral, em Capão da Canoa, e em fevereiro, como já citei, a Supermaratona de Rio Grande, debaixo daquele sol maravilhoso...

Prá começo de ano, já está excelente.

Por hoje é só.

Bom 2010 a todos.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Maratona do Rio de Janeiro


No final do mês, dia 28, ocorre a Maratona do Rio de Janeiro.

Perguntaram-me, outro dia, se era mais fácil ou difícil que São Paulo. Olha, só corri uma vez no Rio e duas em São Paulo. Apesar de ter feito 3h46 na Cidade Maravilhosa e 3h34 e 3h35 em Sampa, acho que o Rio é melhor de correr.

São Paulo é cheio de sobe-e-desce, entra-e-sai de túneis, e acho que o clima quente e úmido é um fator pior do que o calor do Rio, que, a meu ver, é um calor mais “ameno”. No Rio, o trajeto não quebra o ritmo como em São Paulo. Vai-se costeando a praia praticamente até o fim. Só lá pelo km 40 é que saímos da orla para pegar o caminho da chegada. Nesse aspecto, um ponto positivo.

No Rio, em 2007, cometi um erro que me custou caro. Esqueci de tomar o carboidrato em gel no km 32. No 37, minha energia se foi... do nada. Aí foram 5km intermináveis... Essa é questão que sempre devemos evitar numa maratona: que o ritmo caia drasticamente a ponto de ser um mega sacrifício terminar os últimos quilômetros.

É aquela tecla na qual eu bato sempre: não adianta sair 10, 15s mais rápido no início, porque, lá no final, o preço a ser pago será maior que o economizado no início. Então, se eu treinei e quero fazer uma maratona em 3h30, tenho que sair a 5min/km, não menos. Não haverá mágica no dia da prova que faça algum milagre. É uma questão matemática. É só analisar.

Bom, o Rio, dia 28, tem um percurso muito bonito, com o mar ao lado direito quase o tempo todo. Para quem consegue prestar atenção e se concentrar na prova ao mesmo tempo é uma linda paisagem. Vale a pena.

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