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segunda-feira, 4 de junho de 2012

41ª maratona

Porto Alegre foi minha 41ª maratona. Na verdade, 38ª maratona, maratona mesmo, pois fiz duas de 50km em Rio Grande e uma em Urubici-SC, mas conto tudo como maratona, já que quem faz 42, faz 50.


Sábado pré-maratona foi uma correria só. Acordei, passei em cliente em Viamão, voltei para casa, peguei meus amigos cariocas na rodoviária, larguei-os no hotel, esperei por lá, peguei um outro amigo deles em outro hotel no centro, fomos à zona sul, peguei meu filho mais novo, almoçamos no Divino Sabor da Otto Niemayer, saímos de lá para o Jockey, para pegar o kit deles com o Daniel, ficamos por lá um tempo, deixei o filho em casa, larguei-os nos hotéis respectivos, fui para casa, mamãe ligou querendo saber que horas iria lá dormir, mas também porque queria que trocasse a resistência do chuveiro, passei no supermercado antes, de modo que cheguei na casa dela pelas 19h30, quase morto. Tarefas cumpridas, 20h30 já estava na cama. Nunca dormi tão cedo e tão cansado antes de uma maratona. Não teve nem falta de sono por ansiedade pré-maratona.


Durante a semana, senti uma dor no adutor do glúteo (que bonitinho) esquerdo, fruto de ter corrido acompanhando os ironmans lá em Jurerê. Fiquei meio receoso quanto a isso. Não era hora de aparecer dor, mas... Biofenac, Advil e reza.

Domingo, 5h30, acordo. Tomo meu banho, uma batida (vitamina para alguns outros estados) de banana com whey protein e meio saco de bisnaguinhas dos 7 guris (=Seven Boys). Check list mental feito, tudo pronto. Peguei a bicicleta (o apartamento da minha mãe é nem 2 km da largada) e fui para a largada. Ainda estava super escuro. Mal tínhamos luz para ver de quem era qual kit.


Tudo pronto, vaselina nas áreas de atrito, gel no calção, na braçadeira, no boné, e agora: corro com a camiseta por baixo ou não? O Dani disse: vai esquentar, não corre com isso. Mas como sou meio teimoso (meio?), vou correr com ela. Porque é boa para correr, é daquelas grudadas no corpo, e havia muito vento, nesses casos ela regula melhor a temperatura, evita passar o frio.


Largada dada, saímos, eu e o Zé Luiz, meu amigo carioca, para fazer 5/km no ínicio, mas já avistamos o Renato e o Álvaro pouco à frente. Aceleramos para chegar neles, pensei em ficar com eles um tempo, mas seguimos em frente, embora com os dois colados a nós. Me sentia cansado.


Começo dentro do programado, na média de 4:55, um pouco menos por km. Passamos pelo Centro Histórico (hoje em dia, tudo que é cidade tem Centro Histórico - para fins de turismo), por ali o trajeto era o contrário do que sempre foi, indo pela Mauá e retornando Júlio de Castilhos e Siqueira Campos. O ventinho bandido já dava o ar da sua graça a essa altura. Em matéria de clima, tirando essa questão do vento em alguns pontos, o tempo nem ajudou muito, nem prejudicou. A temperatura esteve perto dos 15 no começo e estabilizou pelos 18, 19 no restante da prova.


Saindo do centro, seguimos pela Loureiro da Silva (Perimetral antiga), entramos na Sarmento Leite (da Ufrgs) e ali encaramos o trecho com maiores subidas: tem a subida para chegar no Colégio Rosário, umas duas ou três pequenas subidas na Vasco e depois na Mariante com Goethe até o Parcão. Por ali, na descida, cruzávamos com quem subia. Deu para ver o Renato e o Álvaro logo atrás e, um pouco depois, o Alessandro e o Claiton. Nova subida no viaduto sobre a Protásio Alves. Vínhamos bem até ali, eu e o Zé.


Dobramos na Av. Ipiranga à esquerda. Por ela íamos até o km 21, mais ou menos. Por antes dele, retirei a camiseta que usava por baixo e, sorte, logo em seguida enxergo o Beck, para o qual atiro-a. Fizemos alguns quilômetros a 4:49, o 24 foi a 4:45, e parecia meio difícil. Saímos da Ipiranga, pegamos a Princesa Isabel, Azenha, e o Zé disse, quando passamos com o Estádio Olímpico à esquerda, entrando no corredor da Av. Érico Veríssimo: quilômetro sofrido. Aqui a experiência veio à mente: disse a ele para diminuirmos um pouco o ritmo. Fizemos 2 quilômetros 5 ou 6s mais lentos e foi o suficiente para que eu pudesse descansar e retomar a postura. Já era na Praia de Belas isso. Seguimos por ela, entramos à direita na Aureliano de Figueiredo Pinto e ali tomamos um baque psicológico: a maratona não dobrou à esquerda como sempre fazia na João Alfredo. Eu sabia da mudança, mas não lembrei. E como foi sofrido seguir em frente até a Ipiranga e retornar.


Retornando, enxerguei o Renato uns 100, 150 atrás, e o Álvaro um pouco mais distante. Pensei: mais ou 3 ou 4 quilômetros me pega, porque a diferença diminuiu bastante em relação ao km 21 onde nos avistamos cada um de um lado da Ipiranga. Mas segui em frente no ritmo de 4:54/km. Pegamos a João Alfredo, finalmente, a Loureiro da Silva novamente e rumamos ao Centro.


Chegando no Centro, pegamos desta vez a Siqueira Campos e fomos até quase a Prefeitura, dobrando à esquerda e retornando. E, quando retornávamos, nossa senhora dos ventos uivantes: uma rajada atrás da outra segurando o cara. Pensei: "não acredito que vou fazer 8km no final de maratona com esse vento contra." O km 35 foi o meu pior: 5:18. Mas no 36 já melhorou e depois o vento se controlou. E mais ou menos por aqui deixei o Zé Luiz para trás.


Melhorei um pouco, retomei o ritmo de antes, fiz o 37 e 38 a 4:54 e acho que era quase (ou) km 39 quando o Julio-hermano-argentino e a Bruna chegaram de bicicleta para ajudar. Ela disse que iria ficar comigo, me deram Gatorade, e o xará argentino foi ajudar outros que estavam mais atrás. Embora não olhassse para trás, e a Bruna tivesse dito que o Renato estava longe, imaginei que ele fosse me alcançar. Mas também pensei: vai suar bastante, porque eu estava correndo no mesmo ritmo, fiz bons quilômetros, ele teria que se superar. Mas o maluco vinha (vi hoje) fazendo o km a 4:43. Tirou mais de 50s em 5km e nem foi culpa minha. Ele é que fez o improvável. Dificilmente alguém tem forças para buscar outro corredor que mantém o ritmo no final. E a diferença foi sumindo até que me alcançou quando fechou o 41, se não me engano. Até disse para seguir em frente, mas ficou junto comigo. E até deu para fazermos um sprint nos últimos 400, 500m, fechando a prova em 3:27:38 segundo os dados do meu Garmin (O site do Corpa deu 1:43:09 para a primeira metade e 1:44:27 para a segunda - 3:27:36 tempo oficial. 302º lugar dos 1416 que concluíram, 274/1207 dos homens).


Acabou ficando dentro do previsto. Cheguei a pensar que talvez pudesse fazer 3h25, mas ficou de bom tamanho. É preciso sempre lembrar que cada ano que passa fica mais difícil repetir os anos anteriores.


A chegada foi boa, o pórtico era bem localizado, mas achei a parte das frutas e iogurte meio distante. Não tinha nem a percebido, já que o próprio pórtico do Jockey escondia o espaço. Aí saí do funil porque nem lembrei desse estande, quis pegar depois na "boca do caixa", me barraram e tivemos momentos de tensão, porque não tinha sentido retornar para entrar no funil novamente. Creio que o local de entrega da medalha e esse estande devam estar mais próximos. A gente termina a maratona e ainda está curtindo o término mentalmente, nem sempre consegue juntar o tico e o teco. Seria louvável facilitarem a nossa vida.


O abastecimento na prova foi ótimo, havia bastante água, gatorade, bananas, mas, em alguns pontos, só encontrei água "ambiente", ao invés de gelada. Se esquentasse...não sei não.


O percurso é que me pareceu com muitas quebradas e voltas, principalmente para quem conhece a cidade. Vai no centro, volta. Vai na Ipiranga, volta. Aquele pedaço que passa da João Alfredo, então... Aí vamos ao centro novamente e passamos pela Usina, sabendo que temos que passar ali novamente...


Creio também que fazer as pessoas saírem em direção à Vila Assunção é melhor, pois elas retornam e passam defronte à largada, ajudando na participação do público, meio que fazendo uma "volta de apresentação". E nem precisa ser muita coisa. Poderia ser uns 500m somente. Seria bom do ponto de vista de quem acompanha a prova, um dos pontos fracos da maratona. Pode atrapalhar o revezamento, pode, mas para tudo há solução.


Também vale a pena ressaltar que não vi gente buzinando enlouquecidamente como nos anos anteriores. Aliás, nem ouvi buzina alguma. Pode ter sido fruto da campanha da RBS, com as apresentadoras da tevê participando toda hora dos treinamentos, mostrando matérias, divulgando.  Isso pode ter sensibilizado o público, alertado para a prova. Porque nesse ano teve mais fechamentos de ruas que no ano anterior. Então, a lógica seria mais reclamações. Também penso que diversos alertas através do Facebook possam ter ajudado nossos amigos desavidos e reclamões que adoram cruzar a cidade numa manhã de domingo para visitar a sogra.


Foi uma boa prova. Mas é preciso alguns ajustes pontuais. A área das barracas das equipes ficou pior no Jockey do que era no Barra, do ponto de vista de acompanhar a largada e a prova em si. Parecia um galpão abandonado, já que o Jockey anda meio às moscas. Feio. Mas tudo isso é meio encoberto pelo clima. Quando ele não é contrário, quase todo mundo gosta da prova. Foi o que aconteceu.


Agora é descansar esse adutor do glúteo que está incomodando hoje, porque dia 17, em São Paulo, tem mais maratona. Infelizmente, SP tem percurso pior e sai mais tarde (8:40). Normalmente essas brincadeiras significam de 10 a 15 minutos a mais do que o tempo em Porto Alegre. Mas vamos ver se consigo ficar nas 3h34/3h35 das duas vezes em que corri por lá. Oremos.


(quando tiver mais umas fotos bacanas, incluo no texto)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Porto Alegre, São Paulo e Rio: e por que não?

Os heróis da resistência que me leem sabem que defendo a teoria de que devemos fazer maratonas na sequência, já que o que mata é o treinamento para elas. Considero que fazer Porto Alegre, São Paulo e Rio é quase perfeito. Elas são distantes o suficiente para não se perder o treinamento e nem ficar sobrecarregado.

Porto Alegre é duas semanas antes de São Paulo, que é três antes da do Rio. Lógico que, depois das três, é preciso descansar cerca de um mês ou um pouco menos, para não sobrecarregar o corpo e a cabeça. Conta também o fato de serem maratonas a custos acessíveis, embora a do Rio tenha passado para julho, o que encarece um pouco mais, em função das férias escolares.

E, fazendo as três, ainda é possível dar um tempo e depois encaixar uma 4ª maratona no ano lá por outubro ou novembro.

Por outro lado, é bom lembrar que maratona sempre é um esforço extremo, salvo se a fazemos com folga, o que quase nunca acontece. Normalmente todo mundo anda perto do seu limite, em busca de recorde pessoal ou de uma boa performance.

Muito provavelmente depois que as condições financeiras melhorarem, lá por 2025, devo incluí-las no calendário anual.



quarta-feira, 2 de maio de 2012

5ª Meia Maratona do Corpa

A 5ª edição da Meia do Corpa aconteceu domingo pela manhã, com saída na Usina do Gasômetro, e trajeto até a Vila Assunção. Simplificaram o percurso, ia e voltava e ponto final. A temperatura estava boa, uns 14 graus, propícia para bons desempenhos.

Larguei com o Claiton, fizemos os primeiros quilômetros a 4:40/min até o km 7, mais ou menos, onde havia um posto de água, e ele ficou um pouco para trás. Uns 200m à frente, iam o Álvaro e o Renato. O Mário nem era possível ser visto...

Na virada da metade do trajeto, quase na Nicolau Dias de Farias, o Álvaro e o Renato iam cerca de 35s na minha frente. Nisso, molhei o Garmin (que é touch) e tive problemas de relacionamento com a tecnologia. O bicho enlouqueceu, começou a apitar o tempo todo, como se eu estivesse tocando-o. Tentei arrumar e piorei: acabou gravando o local em que eu passava e não mostrava mais a tela principal. Mas, pelo menos, ainda marcava quando fechava os quilômetros. Comecei, então, a tentar buscar a diferença antes que fosse tarde demais.

Pouco mais à frente, cruzei com o Daniel que colocou lenha na fogueira, avisando que a diferença era 30s. Fui tentando diminuir, mas os dois à frente também andavam bem. Já dava para ver que o Renato abria uma diferença em relação ao Álvaro. Fui diminuindo, achando que dava para pegar o Álvaro, até que cheguei no km 18 relativamente perto. Só que aí as pernas não responderam mais. Morri totalmente. Do 18 para o 19 fechei em 4:42. Até ali andava a 4:35, 4:36. O km 20 também foi nessa linha e fui para fechar em 1h37 mais ou menos. (ver dados do Garmin abaixo)

Como o Garmin estava numa tela que eu não sabia mexer, nem parar o cronômetro consegui. Mais tarde vi no site do Corpa que o tempo oficial tinha sido 1:36:59, dentro do previsto, embora tivesse uma relativa esperança de que pudesse correr um pouquinho abaixo disso. Mas a corrida da semana anterior, em Gramado, tinha causado muitas dores musculares que cobraram seu preço durante a prova. De qualquer modo, foi bem bom. Mas é preciso melhorar bastante nesse mês para tentar baixar de 3h20 na maratona. E, principalmente, baixar o peso.

Domingo agora tem 10km na Poa Day Run, da Subway. Embora o foco seja a maratona, me inscrevi porque queria ver como posso me sair nos 10km, pois também há o desafio de baixar de 40 minutos nesse ano. Evidente que ficarei bem longe disso, mas vamos ver o que acontece.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Maratona de Porto Alegre 2012, ainda

Saiu um site bacana da Maratona de Porto Alegre, aqui. Esteticamente bacana, quero dizer. Problema é que o percurso da prova, que havia sido divulgado, sumiu. As novidades são que agora a prova é feita também pela Latin Sports, que organiza o Ironman, e tem o patrocínio da Caixa, que já empresta seu nome para outras provas como a Maratona do Rio de Janeiro. Bom, na teoria, deve melhorar. Claro que, como para tudo nessa vida, há um custo. A inscrição dobrou de preço (R$ 80,00). Faz parte do pacote. Afinal, tem mais gente para ganhar dinheiro junto agora. Mas no site não há informação de até quando estarão abertas. Tem premiação até o 10º lugar no geral e 5º na categoria.

De qualquer forma, é muito "engraçado" as inscrições estarem abertas, e não termos o percurso, nem informações sobre o kit. Mas, sabe como é: hoje em dia a gente vê de tudo.

A largada não será no Barra Shopping, mas no Jockey Club, que, na prática, é 100m ao lado.

A maratona feminina e a rústica (8km) saem às 7h. Às 7h15, sai a maratona masculina. Revezamento (2, 4 e 8 participantes) sai às 8h. Do meu ponto de vista, o horário de largada do revezamento deveria ser mais próximo das 7h15 por duas razões básicas:
1) Menos tempo atrapalhando o trânsito.
2) Mais envolvimento das pessoas com a prova principal (maratona).

Quando há um espaçamento grande entre uma prova e outra, as pessoas que correm o revezamento não têm como acompanhar também a maratona, na qual vários de seus amigos estão participando. Isso tira boa parte do brilho da prova. Meio que cria eventos distintos dentro de uma mesma prova.

Ok, ok, talvez exista uma razão de logística para isso (chegada rústica??). Talvez.

Enquanto o percurso não volta para o site (quando será?), deem uma olhada no mapa da Maratona de Santiago, que ocorreu ontem na capital chilena. Isso é uma MAPA de maratona. Com km por km, posto de hidratação, de carboidrato em gel, tudo como manda o figurino de uma maratona decente.


terça-feira, 25 de maio de 2010

Mais uma Maratona de Porto Alegre

Domingo, 23 de maio, 6h da manhã. Ainda era uma escuridão quando chego na nossa barraca armada no Parque da Harmonia, para minha 18ª participação na Maratona de Porto Alegre.

Não dormi tudo que queria, mas também não foi insuficiente. Despertei umas duas vezes durante a noite, fruto da ansiedade e expectativa naturais diante do evento, mas foi só uma questão de virar para o lado e voltar ao descanso.

O dia não amanheceu como seria o ideal para nós maratonistas. Temperatura agradável, com algum vento, céu encoberto e instável, mas não aquele frio que deveria estar nessa época do ano.

Às 7h em ponto, deu-se a largada feminina. 15 minutos depois, largamos nós, homens, e o povo do revezamento em duplas.

Saí com o Zé Luiz, meu amigo carioca, para fazer a média de 5min/km. O primeiro já não deu por conta do tráfego intenso e a via estreita na Loureiro da Silva, mas nos 2 ou 3 seguintes conseguimos ajustar isso. O Pedro da Conceição logo em seguida juntou-se a nós.



O começo de maratona sempre é muito tranquilo. Os quilômetros passam ligeirinho. Quando a gente vê já está no 10. Fizemos em 49:43. Bem dentro do previsto. Vez que outra, a gente dava uma aceleradinha por conta de alguma descida, e eu ficava dando pito nos dois, para a gente maneirar.

Logo no retorno da Goethe (km 11 ou 12) enxergo o Edson, o Alessandro e o Valdomiro, mais ou menos juntos, dois deles, a meu ver, mais rápido do que deviam. Esse ponto do trajeto, na minha ótica, é um dos piores, porque tem subida para chegar na Vasco da Gama, durante ela, e depois quando ingressamos na Goethe e viaduto da Silva Só. Claro que comparando Porto Alegre com Porto Alegre, porque com as outras maratonas, aí é filé mignon.

Já na Botafogo, lá pelo km 15, a Esa passa de bike por mim, em busca da Bina e da Bruna, que estavam mais à frente. Passamos pelo Shopping Praia de Belas e ainda na avenida homônima encontro a Nara, na altura do km 18. Pergunto se está tudo bem, ela me responde afirmativamente e sigo em frente, já imaginando que encontraria a dupla de pupilas logo em seguida.

Nesse ínterim, o Pedrão já não nos acompanha e fica pouquinha coisa para trás quando ingressamos na João Alfredo. Retornamos à avenida Loureiro da Silva e vamos em direção ao Gasômetro, já quase chegando na meia maratona, onde havia a troca do revezamento. Lá ouvi uns 2 ou 3 gritarem "Baldi!", mas não me perguntem quem, porque não consegui identificar voz e localização (muita informação ao mesmo tempo) no meio do povo que lá estava. Do outro lado da rua, a "negrinha" e mais alguém que a minha memória não lembra dando aquela força. E nada de encontrar as gurias...

Quase no 24, a Esa passa novamente de bike, e eu já avistava as duas, e só pela passada já dava para ver a Bruna estava cansadíssima. Alcanço-as, a Esa tira uma foto de nós 4, e eu e o Zé seguimos em frente. Mas ele também já dá sinais de cansaço.


Mais alguns quilômetros e já estamos no Barra Shopping, onde passamos o Júlio Cordeiro, dentista e marathon maniac pernambucano. Um pouco mais à frente, encontramos o João Batista, super bem, dentro do contexto de alguém que havia feito, no dia anterior (!), a K42, em Bombinhas-SC. Mais à frente, a Lu Santana também.

O Zé dizia desde mais ou menos o 30 (passamos em 2:29:26): "Vamos ver se conseguimos manter 5 por 1 até o 35, se der, e depois acho que vou ter que baixar, porque tá difícil para mim." Só que, como alguns sabem, eu dou umas "enroladas" psicológicas nas minhas parcerias... e assim fui conseguindo levar o Zé a subir a Wenceslau, que é uma parte ruim àquela altura da prova, dizendo que logo em seguida havia uma descida e a gente descansava... E assim chegamos no 35 (2:54:38).

Pegamos a Diário de Notícias, onde me pareceu que estava bem mais quente, e a Lúcia nos encontrou no km 36, no Barra Shopping, para o suporte da nossa campanha "Adote um maratonista". Pedi um "Twix", que eu adoro e já tinha deixado separado na mochila, e que pareceu que era o mais adequado para aquele momento, já que não estava muito a fim de tomar mais um gel (já havia tomado 3 - no 10, 20 e 28). Vou dizer que não é muito fácil ficar mastigando chocolate enquanto a gente corre, mas acho que caiu bem, pelo menos no plano mental. Se ajudou fisicamente, realmente não sei.

O Zé já tinha me mandado ir embora umas 40 vezes até ali, mas a gente estava praticamente entrando na Beira-Rio para os últimos 4 km, não seria agora que eu iria largá-lo por conta de 2 ou 3 minutos a menos. E eu seguia "castigando-o", puxando o que dava, e ele reclamando de dores na posterior da coxa. Mas era o jeito de chegar...



O ritmo caiu um pouquinho já que ele não suportava mais os 5min/km e para mim também já havia deixado de ser confortável há muito tempo. Fizemos dois a 5:16 e 5:15, respectivamente, e ele reclamando muito de cãibra. Os últimos dois acabaram sendo em 5:29 e 5:34, o que foi extremamente tranquilo para mim na reta final, e concluímos em 3:34:11, 281º e 282º dentre os 1.119 homens que terminaram a prova.

Pouco depois de 5 minutos, chegou a Bina, fechando em 3:55, o que a deixou extremamente contente. A Bruna, apesar de não completar a meta da 4h (fez 4:12), também chegou feliz com a missão cumprida. E vale ressaltar o desempenho do Mário: 3h05, o que não é para qualquer mortal. Mas, amigo, te disse que conseguias.

Dentre mortos e feridos, gritos e gemidos, acho que todos saíram contentes com o desempenho, mesmo nem sempre sendo o esperado. É bom lembrar que não fez os 14, 15 graus que normalmente habitam POA nesse período. Aí o negócio é esquecer as metas e fazer o possível, ou seja, chegar. O que não é pouca coisa. E, claro, agora é treinar mais e melhor para a próxima, porque, a cada dia que passa, sempre é possível melhorar alguma coisa.

No meu caso, a melhora já tem dia, hora e local marcados: 18 de julho, 7h30, Cidade Maravilhosa. Quero fazer abaixo de 3h30, nem que seja um segundo... e depois melhorar bem mais para Buenos Aires, dia 10 de outubro.




Agradecimentos ao Matias, Japa, Lara pelas fotos.

Parciais:
km 1- 5:08
km 2- 4:57
km 3- 4:53
km 4- 4:56
km 5 - 4:56
km 6 - 5:00
km 7 - 4:56
km 8 - 4:56
km 9 - 5:01
km 10 - 4:57
km 11 - 4:55
km 12 - 5:01
km 13 - 4:54
km 14 - 5:00
km 15 - 4:58
km 16 - 4:59
km 17 - 4:51
km 18 - 5:04
km 19 - 4:59
km 20 - 4:55
km 21 - 4:58
km 22 - 4:59
km 23 - 4:54
km 24 - 5:00
km 25 - 5:03
km 26 - 4:59
km 27 - 5:00
km 28 - 5:10
km 29 - 4:57
km 30 - 4:58
km 31 - 5:02
km 32 - 4:57
km 33 - 4:58
km 34 - 5:03
km 35 - 5:09
km 36 - 5:00
km 37 - 5:07
km 38 - 5:16
km 39 - 5:15
km 40 - 5:26
km 41 - 5:29
km 42 - 5:34
(total 42,47km)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A entrega do kit da maratona


Antes que eu esqueça de falar sobre, ontem, quinta, fui pegar meus amigos que chegaram do Rio para participar da Maratona.

Eles estão hospedados na Cidade Baixa, no Hotel Master que fica na Sarmento Leite. E a entrega do kit é na loja Win da Nilo Peçanha... Acho que ninguém se deu conta da mão-de-obra que criaram para as pessoas que não são de Porto Alegre. Todo mundo que vem de fora logicamente se hospeda nos hotéis próximos à largada. Evidentemente, a entrega do kit deveria ser ali perto e não lá no fim do mundo. Fim do mundo até para quem é daqui. Como as pessoas chegarão até lá para pegar o kit? Pegam 2 ônibus, duas horas de descolamento para ir, mais duas para voltar? Criaram um transtorno terrível para o povo, só para fazer uma propagandinha para a loja. Que, no final das contas, periga ser até negativa.

Não obstante a distância até para quem é de Porto Alegre, e torcendo para que eu queime minha língua, mas, sinceramente, aquela loja não tem estrutura para atender às 4.000 pessoas que iriam pegar os kits, mesmo sendo possível isso em 3 dias. Não há espaço físico para atender tanta gente. Nem tempo. É uma questão matemática: a loja fica aberta das 9h às 19h. São 10 h x 3 dias = 30 horas. Se temos 4.000 pessoas para pegar os kits em 30 horas, teremos 133 pessoas por hora, mais de duas por minuto... Isso, supondo que seja uma entrega uniforme, sem picos de horários. Claro, mais de uma pessoa pode atender ao mesmo tempo. Mas aí a gente olha o tamanho do local e vê que isso fica meio complicado... Ou seja, já dá para antever o caos que deve estar por lá. Tenho pena de quem for buscar o kit amanhã, sábado. O meu já estava separado, pois o Daniel iria pegar de toda equipe, mas isso não me faz indiferente aos transtornos que as pessoas terão para pegar os seus.

Se lembramos de um passado não muito distante, já houve filas imensas no Ginásio da Brigada, que é 20 vezes maior. Então, é de ficarmos preocupados.

Porto Alegre já foi referência na entrega dos kits. Houve uma época em que chegávamos no Ginásio da Brigada, procurávamos nosso nome numa listagem, olhávamos o número correspondente e íamos na banca respectiva. Simples assim. Aí era só testar o chip e pronto. Coisa de 5 minutos. Eu tenho uma imensa dificuldade, mas imensa mesmo, em entender porque mudaram.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Maratona de Porto Alegre, domingo


Domingo, teremos a maratona de Porto Alegre.

Embora não exista uma fórmula para fazer bem uma, assim como não há fórmula para o sucesso, algumas coisas são básicas e devem ser levadas em consideração.

Uma delas é dormir bem durante a semana. Lógico que há sempre um componente de ansiedade, nervosismo, pressão antes de uma maratona. Isso acontece até com quem já completou 37 maratonas (e não completou outras duas) , como eu. Mas é fundamental dormir bem. Deitar na cama e desligar. Ou pelo menos tentar. Se a gente fica pensando nas coisas, aí mesmo que o sono não vem de jeito algum. E cansado por ter dormido pouco, ninguém fará uma boa prova.

Durante muito tempo, talvez uns 10 anos, não terminava correndo as provas. Em 1994, terminei em 3h20, e caminhei no quilômetro 40. Uma idiotice, se formos pensar hoje. Era uma época amadora ainda, informações restritas, muito entusiasmo e pouca sabedoria da minha parte. Numa dessas maratonas, fiz a primeira metade em 1h30. Mantido o ritmo, teria sido meu melhor tempo na história. Mas não havia como manter, pois foi um erro de estratégia.

Se existe um segredo numa maratona, assim como em qualquer prova, é a regularidade. Se eu sei e acho que vou fazer em 3h30, numa média de 5min/km, não adianta me entusiasmar, por estar me sentindo
momentaneamente bem, e ficar correndo a 4:45/km. Não existe mágica. Ali na frente, o corpo vai cobrar essa diferença que parece pouca de 15s por quilômetro, mas não é: isso são 10 minutos no tempo total.

Ah, mas eu estava me sentindo bem, por isso andei a 4:45... Evidente, estamos treinados para uma maratona, vai dar para correr a 4:45 um bom tempo, mas quando não der mais... a casa cai. E cai com tudo.

Até achar o 'caminho das pedras', em 2001, com 3h11, inúmeras vezes errei pelo ímpeto desmedido. Mesmo nessa maratona em que quebrei meu recorde, cometi erros. Saí forte até onde agüentei e depois 'quebrei', só que eu quis correr o risco, porque sabia que iria estabelecer uma nova marca.

Outra questão chave é a parte psicológica. E são duas partes. A primeira é estar confiante antes de a prova começar. Confiante, mas não auto-suficiente. E jamais pessimista ou desesperançoso. "Treinei menos do que queria". Azar! Vamos fazer o que treinamos, então! Se não imaginarmos que iremos fazer uma boa prova, certamente não faremos.

A segunda parte é lidar com o sofrimento depois do km 30 e poucos. Porque todo mundo vai sentir o esforço numa hora da prova. Eu normalmente sinto lá pelo km 36. É onde o ritmo cai um pouco (ou bastante... 2 vezes no Rio, por exemplo). E é preciso saber administrar isso. Muita coisa dói no corpo, o cansaço é inevitável e a vontade de caminhar também. E não dá para deixar que ela vença a nossa vontade de terminar a prova, e logo. Não importa se outros estão caminhando também. Foi porque erraram em algum momento da estratégia. Saíram forte demais. Há estatísticas que dizem que 80% dos corredores saem mais forte do que deveriam!

Puxa, maratona já é, de certa forma, um sofrimento. Por mais que estejamos treinados, correr 3h e tanto desgasta qualquer um. E se a gente erra, sofre mais ainda.

É preciso saber se conhecer, saber o que o nosso corpo pode ou não. Os treinos servem justamente prá isso. Para a gente errar e aprender.

Porto Alegre é a melhor maratona do Brasil. É aqui que se deve debutar, é aqui onde é possível se obter a melhor marca, em função do relevo e da temperatura. Quanto a ela, ainda é uma incógnita nessa semana final. Está fresquinho, 14 graus pela manhã, mas pode abrir sol e esquentar, o que seria um desgaste a mais para aqueles que correrão.

Outra coisa que não se pode prescindir é a hidratação e a reposição dos carboidratos. Sempre levo 3 ou 4 sachês de carboidratos em gel, e tomo, a princípio, no km 12, no 22, no 32, e o outro é um coringa, se for preciso readaptar esse planejamento. Tomar água em todos os postos, mesmo que seja só um pouquinho, jogar na cabeça e no resto do corpo (ajuda a baixar a temperatura), tudo isso não pode ser esquecido. E a vaselina nas partes que podem gerar atrito e tornar a corrida desconfortável depois de um certo tempo. Lógico que, se o tempo esquentar demais, é preciso rever tudo isso e se adaptar.

Gosto de dividir sempre a maratona em 3 partes de 14km. Dá para ter uma noção de quanto vai ser o tempo final e, assim, ao passar pelo primeiro período, tenho uma parcial e, depois comparo com a segunda parte, que, necessariamente, tem que estar bem próxima, afinal, maratona, acima de tudo é constância. Depois, o resto, é uma contagem regressiva. E ela tem que ser otimista.

Lá pelos trinta e poucos, multiplico os quilômetros por 5 minutos (no caso, meu ritmo) e começo a mentalizar: “Faltam quarenta minutos. Falta meia-hora.” Pode ser que eu não consiga manter a média de 5min/km, e, muitas vezes, não consigo mesmo, mas não é essa a questão. O fato é esquecer que já se passaram 30,35 quilômetros, e que falta pouco, muito pouco para completar um objetivo que foi traçado há algum tempo e que demandou um considerável esforço de nossa parte. E a gente tem que ser forte, porque não existe prazer sem algum tipo de sofrimento.

Queria ter treinado um pouco mais, para tentar fazer a prova abaixo de 3h20, o que não será possível, já que os primeiros 4 meses foram uma loucura de trabalho aqui no escritório. Não foi só a falta de treino, mas também de foco, porque não conseguia me desligar dos problemas. Mas azar, em outubro, no feriadão do dia das crianças, tem a Maratona de Buenos Aires, para a qual já estou inscrito. E as fichas estarão depositadas naquela prova. É para ela que treinarei forte. Domingo agora, o jeito vai ser sair a 5min/km até a metade da prova e depois ver se dá para acelerar e terminar bem. A ideia é este corredor de número 133 cruzar a linha de chegada em 3h25. O que der abaixo disso é lucro e me deixará bem contente. Mas, claro, tem que haver uma conspiração positiva do tempo, meu principal aliado (ou inimigo).

Nessa edição, vai ter muita gente da nossa equipe dando suporte com bikes durante o trajeto, no projeto que denominamos "Adote um maratonista." Creio que isso ajudará muitos corredores nem tão experientes ou que estejam começando.

E, se o tempo colaborar com um friozinho, pouca umidade e vento, semana que vem estarei aqui contando que tudo certo para todo mundo. Tomara.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Corrida de Aniversário de Porto Alegre

Quinta, nossa muy leal e valorosa fez 238 anos, e ontem, domingo, tivemos a corrida em comemoração ao aniversário.

Organizada pela empresa Coletivo Plano B, cujo diretor conheci no aeroporto rumo à maratona de Foz do Iguaçu, em setembro, e inaugurando o circuito gaúcho que eles pretendem fazer durante 2010, a prova teve alguma dificuldade nas inscrições, que, até nem ficavam a cargo deles e sim por conta do site Minhas Inscrições. Tentei por algumas vezes realizá-la no site, só que mesmo colocando meu CPF e obtendo meus dados, como nome e email, não tinha jeito de conseguir efetuar a inscrição, já que a minha senha não era aceita e, teoricamente, iriam mandá-la por email, mas isso não aconteceu. E foram várias as vezes que eu tentei. Como
sou brasileiro e não desisto nunca, acabei ligando para a empresa, que me forneceu uma senha para efetuar a inscrição. Mas, olha, quase larguei de mão por conta desse contratempo.

Sábado, fui retirar o kit, na loja da Win Sports, na Nilo Peçanha, perto do Shopping Iguatemi. Embora não houvesse muita gente, achei meio lento o esquema e fiquei pensando em como deveria ter sido num horário de maior afluxo de pessoas. Bom, mas isso foi só uma impressão minha, momentânea.

O kit era simples, como uma camiseta 'dry fit/red bull' (te dá asas...), daquele tecidinho já ultrapassado que deveria ser abolido de toda e qualquer prova, e eu diria até do mercado... Além disso, alguns folders de provas, como a do meu treinador, Daniel Rech, a 2ª Gramado Adventure Running, dia 1º de maio, da qual pretendo participar em dupla mista, se as dores que sinto, agora, enquanto escrevo, no quadril/fêmur/virilha passarem... O bom é que o chip já vinha na hora do kit, então não tínhamos aquela mão-de-obra danada que é pegá-lo no outro dia pela manhã.

A prova saiu com um atraso de cerca de 8 ou 9 minutos, em função da corrida infantil que largou às 8h30 e que, acertadamente, por questões de segurança, a organização esperou que houvesse o último participante concluído. Nosso glorioso prefeito, candidato a governador do estado, José Fogaça, foi quem deu a largada com o tradicional buzinaço que vemos nas corridas. Parênteses nesse ponto, para aqueles que não são daqui que me leem: Fogaça compôs a música mais representativa da cidade, tocada à exaustão durante esse período pré-aniversário citadino, nas belas peças publicitárias da Cia Zaffari, e cantada por sua esposa, Isabela Fogaça, : "Porto Alegre é Demais".

Considerações músico-histórico-culturais à parte, o tempo estava bom para corrermos, embora aquela já tradicional alta umidade característica da nossa cidade. Saí lado a lado com o Claiton, também da equipe, mas logo em seguida, pedi para ele seguir em frente, pois eu parecia que estava travado, consequência natural de duas noites seguidas de churrasco e a última com 5 horas de sono, já que estava ajeitando algumas coisas para a mudança de apartamento, que fiz no final da tarde de domingo.

Depois de ontem, acho até que irei fazer uma camiseta com os dizeres: "Não aceito convites para churrasco até o dia 23 de maio. Por favor, não insista." Vou dar uma explicação (ou desculpa, como queiram): desde 2000, tomo remédio para pressão alta. Logicamente que, que tem pressão alta, tem maiores retenções de líquidos. O sal é nosso inimigo número 1. Só que ele e o churrasco são amigões... Carnes vermelhas já têm uma digestão mais demorada, o que, por si só, já diminuiria a performance. Agora tranportemos isso para um hipertenso, no qual o orgão responsável já tem dificuldade de expelir o básico, quanto mais o excesso... Bem, com todo o cuidado que eu já tenho de tomar água feito doido durante o
churras para minimizar esse efeito, mesmo assim acordei umas 4 vezes durante a madrugada com aquela sede do cão. Fiquem imaginando alguém tentando evitar um churrasco no Rio Grande do Sul... é uma tarefa ingrata. Um dia disse isso para uma amiga vegetariana.

O Claiton se mandou, e eu fiquei correndo por volta de 4:42/km. Fiz os 5 em 23:32, mas logo em seguida avistei-o novamente e fui alcançá-lo e passá-lo no km 6. Foquei depois numa guria que passou por mim lá pelo km 3 e tentei tomá-la como base, já que estava num bom ritmo. Antes que alguém pense alguma bobagem em relação à 'guerra dos sexos' ou coisa do gênero, vou deixar claro que ela foi apenas um parâmetro. Acho importante que às vezes a gente se guie em alguém para evitar que a 'peteca caia'. Foi o que fiz. Consegui ultrapassá-la acho que no km 9, e ela veio bem na minha cola até um bom pedaço antes da chegada, quando abri uma distância razoável.

Terminei a prova em 47:07, 23:35 na volta, quase igual à primeira parte, e bem pior que os 44:39 da Adidas duas semanas atrás. Mas foi o que deu para fazer. Às vezes é preciso se contentar com o que alcançamos e esquecer o que queríamos. Sem frustações.

domingo, 14 de março de 2010

Circuito da Adidas - Etapa Outono

A noite de sábado prenunciava um domingo chuvoso para a prova do Circuito das Estações da Adidas - etapa Outono, o que não se confirmou. Ainda bem, pois uma chuva certamente tiraria o brilho da prova e ocasionaria alguns transtornos na arena montada junto ao Parque Harmonia. O local pareceu adequado ao evento, mas a SMAM, que colocou alguns obstáculos aos treinadores na sexta anterior, deveria ter providenciado o corte da grama no local. Foi uma falha grave.

A prova largou às 9h em ponto, com sol querendo sair, mas temperatura agradável e algum vento. Como eu disse, estávamos concentrados no Parque Harmonia e a largada foi na Av. Augusto de Carvalho, onde já foi o Sambódromo um dia (o blog também é história...). Defronte ao pórtico, dividiram o povo que largava nos 5km e no 10km, cada um para um lado, embora isso não estivesse muito claro na hora. Eu, pelo menos, não percebi, cheguei e entrei no lugar errado e depois não tinha mais como sair de lá. De qualquer forma, não foi nenhum grande contratempo, pois logo após o início da prova era possível pegar o lado certo e tudo ficava tranquilo.

Decisão mais que acertada foi a de fazer trajetos distintos nos 5 e 10km, o que evitou aquela confusão que tinha sido as etapas do ano passado. Desse jeito, foi possível correr com tranquilidade e sem atropelos, finalmente.

Larguei procurando baixar dos meus 44' na última prova de 10km, e tentando assegurar uma vaga no pelotão Quênia (para aqueles que correm abaixo de 45) na próxima etapa do Circuito. Saí na faixa de 4:30/km, com a ideia de baixar um pouco depois, mas, mais uma vez, meu batimento estava alto e parece que isso atrapalhou. Menos mal que o "homem da faca" não atacou novamente e não senti dor nenhuma na região ao lado do abdômen.

A prova retornava perto do km 4, e fechei metade em 22:20. Lá pelo km 7, dei uma 'quebrada' de meio minuto, acho, logo após um posto d'água e deu vontade de só terminar a prova, em qualquer tempo... Mas a lembrança de que não largaria no pelotão Quênia na próxima etapa afugentou esses maus pensamentos.

No final da prova, íamos quase até a Usina do Gasômetro, para pegar a Perimetral (Av. Loureiro da Silva), passar defronte à Receita Federal e ingressar à direita para os últimos 200m. Terminei em 44:39, fazendo praticamente igual as duas partes, graças ao último km, que foi feito em 4:15.

Não foi de todo satisfatório, mas, de qualquer forma, o foco é a maratona, em maio, então não dá para querer tudo ao mesmo tempo... Depois, na chegada, tivemos salada de frutas e açaí na barraca da equipe, e quem não foi perdeu... Além disso, dá prá saudar o fato de o Mário ter feito 39:55 na corrida, quebrando seu recorde pessoal e a marca dos 40'.

Agora, treinos mais longos nas próximas duas semanas e a prova de aniverário de Porto Alegre no dia 28. Aí tem que ser menos de 44, de qualquer jeito, faça chuva ou faça sol.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Patrocínios

Depois da prova de Foz, encontramos o Claudir Rodrigues no corredor do hotel, preparando-se para ir embora, e o Irio, como "vereador" que é, e aglutinador de pessoas, puxou aquelas conversas intermináveis dele.


Claudir, para quem não é do Rio Grande do Sul, e não sabe, ou é desatento como eu, é o melhor corredor que temos por aqui. Foi vencedor da maratona de Porto Alegre por 3 vezes (2002, 2004 e 2006), de Curitiba (2005 e 2008) e de São Paulo (2008), salvo engano meu.

Tempos atrás, ele tinha o patrocínio da Universidade de Caxias do Sul (UCS), onde cursava a faculdade de educação física. Mas eles encerraram os patrocínios na área de atletismo. Em abril, ao chegar em segundo na maratona de Florianópolis, Claudir se machucou. E, pasmem, o então patrocinador dele, uma empresa americana de tênis, presente no Brasil desde agosto de 2007 e marca oficial da Federação Paulista de Atletismo, cortou o patrocínio.

Bem, todo mundo quer baixar custos desnecessários. Hoje em dia, tudo é cifrão, meta, competitividade e retorno. Mas, no atletismo, o cidadão pode se lesionar e parar por alguns meses. É justamente quando precisa de amparo financeiro, porque não pode receber trabalhando. E, evidentemente, nenhum atleta pode treinar e correr bem, sabendo que, se houver alguma lesão, perde o suporte financeiro. Ou seja, tiram o alicerce da vida dele.

Mas o que nos impressionou, além dessa atitude pequena, foi o valor de patrocínio que ele recebia, sendo atleta com esse currículo: R$ 1.000,00 mensais. Isso mesmo, pouco mais de 2 salários mínimos por mês. E o que é isso para uma empresa do ramo esportivo? Nada, uma miséria.

Ficamos consternados e estupefatos com a situação, porque, se quisermos, embora não seja o nosso foco, o meu escritório e a corretora do Irio têm condições de arcar com esse valor, enquanto quem precisa de projeção no mercado não se dispõe a investir num produto desse quilate. E tudo isso por uma lesão que o deixou cerca de apenas 1 mês fora dos treinos.

Depois, conversando com a Helena, esposa do Coquinho, ex-maratonista (2h13 em Roma, 1979) e empresário paranaense, que tem um centro de treinamento em Nova Santa Bárbara, soubemos que os valores giram em torno desse valor mesmo e que, quando o povo se lesiona, adeus grana. Foi também assim com a Marily dos Santos, nossa representante nas Olimpíadas de Pequim-2008. (Aliás, no blog do MM e jornalista da Folha, Rodolfo Lucena, tem uma entrevista comovente dela)

Claro que a gente tinha noção que nem tudo eram flores no meio do atletismo, mas não imaginávamos que fosse tão triste assim. Isso explica em parte porque não surge muita gente boa na área. Porque chega uma hora que até o mais otimista desanima. E larga tudo e vai trabalhar de carteira assinada em alguma área qualquer. Sem ter que sair na chuva, no frio ou no sol escaldante em busca de um futuro que talvez nunca virá.

domingo, 30 de agosto de 2009

Circuito Caixa



Sem o mesmo glamour e o número de corredores da prova da Adidas, ocorreu, hoje pela manhã, a etapa de Porto Alegre do Circuito Caixa.


Nem metade dos participantes da semana passada resolveram encarar o lindo dia de sol e muito calor (mais tarde, às 14h, alguns termômetros marcavam 35ºC). Mesmo assim, aquele atropelo inicial verificou-se novamente, embora em menor escala.

Tinha expectativa de baixar meu tempo da Adidas, mas, ontem, depois do treino da manhã, também debaixo de muito sol, comecei a achar que ficaria difícil. Aí uma saída à noite e poucas horas de sono reforçaram minha desconfiança... (desculpas de corredor). Bem, foi um risco calculado... e a vida não é senão correr riscos.

De qualquer forma, apesar do cansaço, saí relativamente bem, mais ou menos dentro do que esperava, mas fui vendo, com o passar dos quilômetros, que a meta de baixar dos 45 ficaria complicada. Passei os 5km em 23 minutos. Até não senti tanto o calor, embora jogasse bastante água no corpo por conta das passagens nos postos de hidratações, mas isso é normal para mim em qualquer prova, com qualquer temperatura. As pernas é que realmente estavam pesadas pela falta de descanso.

Na mesma balada que eu, vinha a Isabel, da Equipe Du Bira, com o marido dela um pouco à nossa frente e a Cecília, da minha equipe, nas nossas pegadas. Viramos no km 7,5 e a Isabel diz "Me puxa, Júlio!". Obediente que sou, fiz isso. Mas ela nem sempre vinha junto... e eu tinha que dar uma pequena aliviada. Assim, apesar do cansaço dela, fomos alcançando algumas mulheres (passamos a Márcia, Ângela e mais uma). E a Cecília ainda na nossa cola... Fomos avistando a chegada, e a Cecília encosta de vez, diz para chegarmos os 3 juntos, mas digo para ela seguir em frente que estava melhor e é o que ela faz. A Isabel ainda tenta dar um gás e acompanhar, mas não tem pulmão ou pernas para tanto. Finalizamos em 46:22, 2s depois da Cecília, que acabou em primeiro na categoria dela.

Devolvo o chip, pego meu kit (uma boa medalha, barra de cereal, água e isotônico) e vamos 'quarar' naquele sol, porque a premiação foi mais demorada que fazer os 10km... Noveeeeela!

Fotos? Fico devendo, porque o (quase) sempre eficiente Japa, ainda não postou no site do Picasa.
E o resultados também ainda não aparecem no site do Circuito da Caixa.



segunda-feira, 27 de julho de 2009

No site da Prefeitura...

Foto: Divulgação/PMPA


Então, sexta à tarde, fui na Secretaria Municipal de Esportes, que se localiza ali no Parque Marinha do Brasil, em frente ao Shopping Praia de Belas, e doei aqueles tênis do post ali debaixo.

E, com esse gesto, me colocaram no site da Prefeitura, mostrando a brincadeira...

Quem não souber o que fazer com seus tênis usados, mas ainda em condições, faça o mesmo e entregue lá na Secretaria. Existe um projeto com corredores carentes que saberão aproveitar bem o material. No meu caso, alguns pares estavam guardados há anos no guarda-roupa.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Diário de bordo

Sem querer assustar, mas assustando:

Terça, cheguei em casa da corrida, coloquei as roupas na máquina e estendi-las depois de lavadas. Quarta, ao retornar do trabalho, elas ainda estavam lá, molhadas. As escadas do meu prédio vertiam água. Isso significa que a umidade do ar está alta aqui em Porto Alegre. Nenhuma novidade.

A única questão é com esse tempinho, a possibilidade de sofrimento para o povo que vai fazer a maratona aumentam. Hoje, sexta, meio-dia, está 28 graus. Essa é a hora que muita gente está terminando a prova ou recém completou. Se o tempo permanecer assim, e deve, adeus melhoras nas marcas pessoais.

Podem esquecer tempo, e o negócio é correr para completar com segurança. Uma pena, porque Porto Alegre fica aqui no cantinho do país e, muita gente que vem de fora, o faz somente para melhorar suas performances anteriores.

Meu amigo carioca e a esposa, que chegaram ontem por aqui, estavam preocupados com o frio. Aí na chegada, já se assustaram com o calor... Tem horas que Porto Alegre é 8 ou 80. Ou frio ou calor demais.

Pelo frio, acho que não dá mais para torcer. Então, o negócio é esperar que, pelo menos, dê uma amenizada no calor, senão... I'm sorry, runners.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Maratona de Porto Alegre, domingo


A maratona tá chegando, já é no domingo, e eu ainda não escrevi nada. Estou atrapalhado mesmo... 
Então, resgatei um texto do ano passado, que escrevi num outro blog, mais intimista, que, infelizmente, está restrito a amigos convidados, mas que é sempre atual para qualquer maratona. Ei-lo:

Não existe uma fórmula para fazer bem uma, assim como não há fórmula para o sucesso, mas o componente psicológico é importantíssimo. Talvez mais que 50%. Em 2006, fui a São Paulo, e saí com uma linda menina de olhos verdes, estudante de arquitetura, na sexta e no sábado, véspera da maratona. Dormi 5 horas em cada noite. Muito pouco para quem iria correr uma maratona. Mal havia largado, já senti o cansaço tomar conta do corpo no quilômetro 8. Parecia que tinha sido atropelado por um caminhão. O resto da prova praticamente todo foi dosando a energia e trabalhando isso na cabeça. Foi uma prova altamente psicológica. Verdade que eu estava bem treinado, confiante, e pude correr o risco. Mas podia ter dado errado. A vida é uma eterna escolha. Uma noite bem dormida é fundamental, lembre-se. E o despertador vai tocar, não se preocupe.

Durante muitos anos, talvez uns 10, não terminava correndo as provas. Em 1994, terminei em 3h20, e caminhei no quilômetro 40. Uma idiotice, se formos pensar hoje. Era uma época amadora ainda, informações restritas, muito entusiasmo e pouca sabedoria da minha parte. Numa dessas maratonas, fiz a primeira metade em 1h30. Mantido o ritmo, teria sido meu melhor tempo na história. Mas não havia como manter. 

Se existe um segredo numa maratona, assim como em qualquer prova, é a regularidade. Se eu sei e acho que vou fazer em 3h30, numa média de 5min/km, não adianta me entusiasmar, por estar me sentindo momentaneamente bem, e ficar correndo a 4:45/km. Não existe mágica. Ali na frente, o corpo vai cobrar essa diferença que parece pouca de 15s por quilômetro, mas não é:  são 10 minutos no tempo total.

Até achar o 'caminho das pedras', em 2001, com 3h11, inúmeras vezes errei pelo ímpeto desmedido. Mesmo nessa maratona em que quebrei meu recorde, cometi erros. Saí forte até onde agüentei e depois 'quebrei', só que eu quis correr o risco, porque sabia que iria estabelecer uma nova marca. Nos treinos para ela, fiz um de 30km, que foi a única vez em que corri uma distância tão grande nos preparativos que antecedem uma prova. Era um teste. Corri forte para ver o que eu suportava. Depois, era só fazer um cálculo básico dos 12km que faltavam e pronto, sucesso garantido. 

Eu realmente não gosto de treinos acima de 2h30. Acho que o desgaste posterior não compensa o esforço, embora reconheça que, para muitos, esse treino funciona muito mais na questão da confiança, assim como, para mim, funcionou o de 30km. Só que hoje eu já sei que preciso apenas alguns bons treinos de 25km para terminar uma maratona. É uma questão importante nas corridas: a gente precisa se conhecer, saber o que o nosso corpo pode ou não. Mas isso só se aprende com o tempo e alguns erros, infelizmente.

Quando conto que já fiz várias maratonas, o pessoal me olha meio incrédulo. É quase como se eu fosse um super-homem. A maioria recém inciou nas maratonas e tudo isso parece realmente um grande feito, ainda mais levando-se em consideração que tenho 35 maratonas em 39 anos de idade, e que já corri 3 vezes duas maratonas em semanas consecutivas, e que meu biotipo atlético não é assim exatamente de queniano. Mas eu comecei cedo e isso explica muita coisa. Quando entrei no meu grupo de corrida, meu objetivo era fazer amizades, criar vínculos afetivos. Quem já correu mais de 30 maratonas não tem muito o que melhorar ou mesmo aprender, embora a gente sempre esteja. Tem gente que até me cobra, que tenho potencial, que deveria ser mais dedicado, que poderia baixar das 3h até, mas tudo sempre tem um custo alto, de treinamento, que realmente eu não estou disposto a pagar. Uma das coisas que a gente tem que saber medir sempre é quanto vale o sacrifício em função do prazer. 

Porto Alegre é a melhor maratona no Brasil para se obter uma boa marca. Infelizmente, no meu caso, coincide com uma época de muito trabalho e, portanto, não é nada fácil conciliar treinamentos com atividade profissional e com a função de pai.

Todas as maratonas são diferentes umas das outras. Como tudo na vida, a gente sempre vai melhorando o desempenho com o passar do tempo, à medida em que ficamos habituados a fazer determinada coisa. E, em cada maratona, nosso condicionamento não está igual à anterior. Nem nossa cabeça e nossa confiança. Pode estar melhor ou pior. E, obviamente, isso se refletirá na nossa performance. Eu acho que, enquanto a pessoa não sabe exatamente como chegar num índice legal, que nos satisfaça, o negócio é ser conservador, correr com folga, porque lá pelos 30, 35, o corpo vai sentir o cansaço, de qualquer forma, bem condicionado ou não, e é preciso saber trabalhar isso na mente. É o que eu faço quando vou em alguma maratona pela primeira vez. E que deve ser observado sempre quando o dia estiver quente, sem exceção, porque, nesses dias, o desgaste é muito maior. Então, apareceu o calor, esqueça suas metas anteriores. Apenas complete.

Outra coisa que não se pode prescindir é a hidratação e a reposição dos carboidratos. Sempre levo 3 ou 4 sachês de carboidratos em gel (eu uso o Power Gel), e tomo, a princípio, no km 12, no 22, no 32, e o outro é um coringa, se for preciso readaptar esse planejamento. Tomar água, jogar na cabeça e no resto do corpo (ajuda a baixar a temperatura), tudo isso não pode ser esquecido. E a vaselina nas partes que podem gerar atrito e tornar a corrida desconfortável depois de um certo tempo.

Gosto de dividir sempre a maratona em 3 partes de 14km. Dá para ter uma noção de quanto vai ser o tempo final e, assim, ao passar pelo primeiro período, tenho uma parcial e, depois comparo com a segunda parte, que, necessariamente, tem que estar bem próxima, afinal, maratona, acima de tudo é constância. Depois, é uma contagem regressiva. E ela tem que ser otimista. Lá pelos trinta e poucos, multiplico os quilômetros por 5 minutos e começo a mentalizar: “Faltam quarenta minutos. Falta meia-hora.” Pode ser que eu não consiga manter a média de 5min/km, e, muitas vezes, não consigo mesmo, mas não é essa a questão. O fato é esquecer que já se passaram 30,35 quilômetros, e que falta pouco, muito pouco para completar um objetivo que foi traçado há algum tempo e que demandou um considerável esforço de nossa parte. E a gente tem que ser forte, mais mentalmente do que fisicamente nessa hora, porque não existe prazer sem algum tipo de sofrimento.

Boa sorte a quem vai participar. No final, tudo dá certo. Acredite.
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