quinta-feira, 17 de maio de 2012
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro

Estive no Rio no fim-de-semana passado, com os filhos, correndo (apenas eu, claro) a meia maratona internacional, prova organizada pela Yescom com apoio da toda poderosa Rede Globo.
Como todas as provas que aparecem na tevê, muita gente se inscreve, é um tumulto por conta disso, e outros tantos não comparecem. Não me perguntem exatamente porque, pois realmente não entendo tantos não aparecerem para correr, apenas pegar o kit e não participar. Talvez ("talvez") se exibir com a camiseta na rua outros dias. Realmente não sei. Assunto para sociólogos, antropólogos e psicólogos.
Sobre a retirada do kit, não tenho nada a comentar, já que o Daniel fez isso para mim. O kit continha a camiseta (que é ótima), aqueles dilatadores nasais, amostras de café 3 Corações e mais algumas instruções, se não esqueci de nada. Nenhum boné, isotônico ou carboidrato em gel (tô ficando exigente).
Ainda não sabia como seria meu desempenho, já que ando com as dores nas panturrilhas oriundas na prova da Mizuno (em 27/6). Desde lá, já consultei nutricionista, cardiologista, ortopedista, angiologista e está só faltando a casa espírita. O cardiologista mandou consultar o ortopedista. O ortopedista disse que não era muscular, sugeriu ver a circulação. O angiologista disse para não ir nesses "ortopedistas comuns" e sim em alguém de medicina do esporte... Disse que está tudo bem, faremos um exame dia 30, mas só para ter 100% de certeza, pois pelo exame clínico já descartou que as dores sejam algo de circulação.
No sábado à noite, coloquei bastante gelo no local e, domingo pela manhã, antes da prova, passei o óleo de arnica da Weleda que costumo usar em algumas ocasiões. E, embora o ortopedista tenha dito que não é muscular, parece que ajudou, pois consegui correr relativamente bem, para quem andava correndo a 6:30/km.
Larguei junto com o Duda e a Danuse, mas logo, acho que ainda era o km 1, não consegui acompanhar o primeiro, nem ela, que me passou pelo 3, se não estou enganado. Meu Garmim deu uma pane (sinal de que está para estragar a qualquer momento) e não funcionou. Apareceu como bateria fraca, embora tenha carregado-o na quinta à noite depois que voltei do treino. Sem relógio é meio esquisito para quem está acostumado, mas fui indo. A grande vantagem em relação ao ano passado, foi que saímos bem mais na frente. Ano passado, levamos 17 minutos para cruzar a largada. Nesse ano, apenas 4:30. Isso ajudou bastante, pois era preciso ultrapassar bem menos pessoas. Até pareceu que a prova estava mais "vazia".
Senti um pouco de cansaço lá pelo 8 ou 9, mas foi passageiro, provavelmente logo após deve ter surtido efeito o gel e os isotônicos que tomei, e recuperei as forças, indo num ritmo relativamente bom, dentro do contexto, lógico, de quem já estava acostumado a correr a 6:30/km. Senti a falta de treino naquele ritmo e o peso que peguei (e que pode ser percebido pela foto) com certeza atrapalhou um pouco. Não é fácil carregar 89kg e fazê-los movimentar a engrenagem.
Acho que lá pelo 15, avistei a Danuse e perto do km devo tê-la ultrapassado. Pouco antes desse ponto, o Daniel, meus filhos e outros acompanhantes estavam colocados, vendo-nos passar e gritando palavras de apoio. O km 17 foi um ponto à parte, que quase todo mundo reclamou, pois havia numa passarela um indicativo de um dos patrocinadores (um curso de inglês) com o aviso de km 17, só que era alarme falso e a plaquinha do 17 apareceu meio km depois. Do ponto de vista psicológico, a essa altura do campeonato, e levando-se em consideração que o percurso já não ajuda nessa parte, uma vez que vemos o povo chegando do outro lado da via, foi uma cacetada na cabeça. Dá uma desanimada momentânea, já que estamos em contagem regressiva, implorando que os quilômetros passem mais rapidamente e eles sempre parecem que tem mais de 1.000 metros.
Procurei o Duda no retorno, imaginando que talvez ele estivesse não muito à minha frente, mas a falta de relógio me tirou a noção de tempo. Ele estava bem mais adiantado. Terminou em 1:42:02, enquanto acabei cruzando a linha de chegada em 1:49:14. A Danuse chegou em 1:51:29, acompanhada do "negrinho" dela, e mais 10 da equipe também chegaram depois.
Missão cumprida - melhor do que eu imaginava, já que nos meus melhores sonhos, estava me arrastando para chegar em 2h, a surpresa boa foi na segunda. Eu e os filhos tínhamos entrevista para o visto americano. Fazia um dia maravilhoso, e após o compromisso consular, pudemos desfrutar, com o resto do pessoal que ficou por lá, de um ótima tarde de praia, com temperatura boa e muito calor.
Como tudo que é bom não dura para sempre, retornamos no início da noite para Porto Alegre. Mas ano que vem tem mais com toda a certeza.
Postado por JC Baldi às 18:05 5 comentários
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Mais uma Maratona de Porto Alegre
Domingo, 23 de maio, 6h da manhã. Ainda era uma escuridão quando chego na nossa barraca armada no Parque da Harmonia, para minha 18ª participação na Maratona de Porto Alegre.
Não dormi tudo que queria, mas também não foi insuficiente. Despertei umas duas vezes durante a noite, fruto da ansiedade e expectativa naturais diante do evento, mas foi só uma questão de virar para o lado e voltar ao descanso.
O dia não amanheceu como seria o ideal para nós maratonistas. Temperatura agradável, com algum vento, céu encoberto e instável, mas não aquele frio que deveria estar nessa época do ano.
Às 7h em ponto, deu-se a largada feminina. 15 minutos depois, largamos nós, homens, e o povo do revezamento em duplas.
Saí com o Zé Luiz, meu amigo carioca, para fazer a média de 5min/km. O primeiro já não deu por conta do tráfego intenso e a via estreita na Loureiro da Silva, mas nos 2 ou 3 seguintes conseguimos ajustar isso. O Pedro da Conceição logo em seguida juntou-se a nós.O começo de maratona sempre é muito tranquilo. Os quilômetros passam ligeirinho. Quando a gente vê já está no 10. Fizemos em 49:43. Bem dentro do previsto. Vez que outra, a gente dava uma aceleradinha por conta de alguma descida, e eu ficava dando pito nos dois, para a gente maneirar.
Logo no retorno da Goethe (km 11 ou 12) enxergo o Edson, o Alessandro e o Valdomiro, mais ou menos juntos, dois deles, a meu ver, mais rápido do que deviam. Esse ponto do trajeto, na minha ótica, é um dos piores, porque tem subida para chegar na Vasco da Gama, durante ela, e depois quando ingressamos na Goethe e viaduto da Silva Só. Claro que comparando Porto Alegre com Porto Alegre, porque com as outras maratonas, aí é filé mignon.
Já na Botafogo, lá pelo km 15, a Esa passa de bike por mim, em busca da Bina e da Bruna, que estavam mais à frente. Passamos pelo Shopping Praia de Belas e ainda na avenida homônima encontro a Nara, na altura do km 18. Pergunto se está tudo bem, ela me responde afirmativamente e sigo em frente, já imaginando que encontraria a dupla de pupilas logo em seguida.
Nesse ínterim, o Pedrão já não nos acompanha e fica pouquinha coisa para trás quando ingressamos na João Alfredo. Retornamos à avenida Loureiro da Silva e vamos em direção ao Gasômetro, já quase chegando na meia maratona, onde havia a troca do revezamento. Lá ouvi uns 2 ou 3 gritarem "Baldi!", mas não me perguntem quem, porque não consegui identificar voz e localização (muita informação ao mesmo tempo) no meio do povo que lá estava. Do outro lado da rua, a "negrinha" e mais alguém que a minha memória não lembra dando aquela força. E nada de encontrar as gurias...
Quase no 24, a Esa passa novamente de bike, e eu já avistava as duas, e só pela passada já dava para ver a Bruna estava cansadíssima. Alcanço-as, a Esa tira uma foto de nós 4, e eu e o Zé seguimos em frente. Mas ele também já dá sinais de cansaço.
Mais alguns quilômetros e já estamos no Barra Shopping, onde passamos o Júlio Cordeiro, dentista e marathon maniac pernambucano. Um pouco mais à frente, encontramos o João Batista, super bem, dentro do contexto de alguém que havia feito, no dia anterior (!), a K42, em Bombinhas-SC. Mais à frente, a Lu Santana também.
O Zé dizia desde mais ou menos o 30 (passamos em 2:29:26): "Vamos ver se conseguimos manter 5 por 1 até o 35, se der, e depois acho que vou ter que baixar, porque tá difícil para mim." Só que, como alguns sabem, eu dou umas "enroladas" psicológicas nas minhas parcerias... e assim fui conseguindo levar o Zé a subir a Wenceslau, que é uma parte ruim àquela altura da prova, dizendo que logo em seguida havia uma descida e a gente descansava... E assim chegamos no 35 (2:54:38).
Pegamos a Diário de Notícias, onde me pareceu que estava bem mais quente, e a Lúcia nos encontrou no km 36, no Barra Shopping, para o suporte da nossa campanha "Adote um maratonista". Pedi um "Twix", que eu adoro e já tinha deixado separado na mochila, e que pareceu que era o mais adequado para aquele momento, já que não estava muito a fim de tomar mais um gel (já havia tomado 3 - no 10, 20 e 28). Vou dizer que não é muito fácil ficar mastigando chocolate enquanto a gente corre, mas acho que caiu bem, pelo menos no plano mental. Se ajudou fisicamente, realmente não sei.
O Zé já tinha me mandado ir embora umas 40 vezes até ali, mas a gente estava praticamente entrando na Beira-Rio para os últimos 4 km, não seria agora que eu iria largá-lo por conta de 2 ou 3 minutos a menos. E eu seguia "castigando-o", puxando o que dava, e ele reclamando de dores na posterior da coxa. Mas era o jeito de chegar...
O ritmo caiu um pouquinho já que ele não suportava mais os 5min/km e para mim também já havia deixado de ser confortável há muito tempo. Fizemos dois a 5:16 e 5:15, respectivamente, e ele reclamando muito de cãibra. Os últimos dois acabaram sendo em 5:29 e 5:34, o que foi extremamente tranquilo para mim na reta final, e concluímos em 3:34:11, 281º e 282º dentre os 1.119 homens que terminaram a prova.
Pouco depois de 5 minutos, chegou a Bina, fechando em 3:55, o que a deixou extremamente contente. A Bruna, apesar de não completar a meta da 4h (fez 4:12), também chegou feliz com a missão cumprida. E vale ressaltar o desempenho do Mário: 3h05, o que não é para qualquer mortal. Mas, amigo, te disse que conseguias.
Dentre mortos e feridos, gritos e gemidos, acho que todos saíram contentes com o desempenho, mesmo nem sempre sendo o esperado. É bom lembrar que não fez os 14, 15 graus que normalmente habitam POA nesse período. Aí o negócio é esquecer as metas e fazer o possível, ou seja, chegar. O que não é pouca coisa. E, claro, agora é treinar mais e melhor para a próxima, porque, a cada dia que passa, sempre é possível melhorar alguma coisa.
No meu caso, a melhora já tem dia, hora e local marcados: 18 de julho, 7h30, Cidade Maravilhosa. Quero fazer abaixo de 3h30, nem que seja um segundo... e depois melhorar bem mais para Buenos Aires, dia 10 de outubro.
Agradecimentos ao Matias, Japa, Lara pelas fotos.
Parciais:
km 1- 5:08
km 2- 4:57
km 3- 4:53
km 4- 4:56
km 5 - 4:56
km 6 - 5:00
km 7 - 4:56
km 8 - 4:56
km 9 - 5:01
km 10 - 4:57
km 11 - 4:55
km 12 - 5:01
km 13 - 4:54
km 14 - 5:00
km 15 - 4:58
km 16 - 4:59
km 17 - 4:51
km 18 - 5:04
km 19 - 4:59
km 20 - 4:55
km 21 - 4:58
km 22 - 4:59
km 23 - 4:54
km 24 - 5:00
km 25 - 5:03
km 26 - 4:59
km 27 - 5:00
km 28 - 5:10
km 29 - 4:57
km 30 - 4:58
km 31 - 5:02
km 32 - 4:57
km 33 - 4:58
km 34 - 5:03
km 35 - 5:09
km 36 - 5:00
km 37 - 5:07
km 38 - 5:16
km 39 - 5:15
km 40 - 5:26
km 41 - 5:29
km 42 - 5:34
(total 42,47km)
Postado por JC Baldi às 07:47 6 comentários
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Histórias estranhas do Rio
Não vimos a violência de que tanto se fala do Rio. Se não fosse pelos noticiários, não se perceberia rigorosamente nada. Arrisco dizer que andamos mais tranquilos do que em Porto Alegre.
Postado por JC Baldi às 22:15 1 comentários
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Como foi a Meia no Rio
E anteontem aconteceu a Meia Maratona do Rio de Janeiro. Evento grandioso em todos os aspectos. Globo transmitindo. Muita gente correndo. Nunca me deparei com uma situação dessas: de correr com tanto povo junto.
Saímos bem atrás, o que acabou sendo uma estratégia errada. Tivemos que ultrapassar muita gente que andava devagar, mas bem devagar, ou mesmo caminhava, ignorando a lógica de que a esquerda é para quem quer correr mais rápido. Bem, mas como disse, tivemos nossa parcela de culpa. O certo seria largar mais à frente. Ou haver pelotões de tempo na largada. Como é uma prova festiva, dificilmente ocorrerá.

Postado por JC Baldi às 20:45 3 comentários
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Meia Maratona do Rio, domingo

No fim-de-semana, realiza-se nossa segunda maior prova do país, a Meia do Rio, que só fica atrás da tradicional Corrida de São Silvestre, que marca a passagem de um ano para outro.
Postado por JC Baldi às 08:50 3 comentários
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Nike 600 km - divulgação em Porto Alegre
Pois ontem à noite, havia, no Mercury Hotel, evento da Nike para as assessorias em função da divulgação da prova aqui em Porto Alegre.
Postado por JC Baldi às 00:43 4 comentários
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Desafio Nike 600 km - de São Paulo ao Rio de Janeiro
Postado por JC Baldi às 19:00 3 comentários
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42 km na Cidade Maravilhosa
Sábado foi correria pura. Tudo é longe no Rio. Talvez isso explique porque eles guiam daquele jeito nas ruas... Direção defensiva acho nem sabem o que é. Parece que está todo mundo alucinado.
Chegamos meio atrasados na retirada do kit, quase perto do meio-dia. Havia uma fila confusa e longa que, só depois de algum tempo, descobrimos que era mais da Family Run e da Meia do que da Maratona. Mas isso a gente só descobre quando está lá na frente, praticamente chegando...
O kit foi bom, embora não houvesse camiseta tamanho "M" para o meu amigo. Não me recordo bem, mas acho que a gente escolhia o tamanho na hora da inscrição... Deram uma revista da Maratona, como é muito comum nas provas no exterior, com bastantes explicações, detalhes e curiosidades sobre o evento. O chip, bem... era meio estranho. E o meu veio trocado com o do Irio. Era meio que um cartão de crédito pela metade. Achei ruim de colocar no tênis. Bem pior que os anteriores da Chip Timing, pretos, de plástico. Me incomodou um pouco durante a prova.
Havia um almoço dos Marathon Maniacs na casa de um na Barra, mas pelas razões expostas anteriormente, não foi possível comparecer. Almoçamos no La Mole da Tijuca, perto da casa de um casal amigo meu que nos acompanhava.
À noite, aí sim, novo encontro com MMs, postulantes a e alguns corredores de Uberlândia também, a maioria estreando na Maratona. Havia até um MM americano, o Jeff (MM 434), que é nível Titanium (33 maratonas em 27 estados americanos diferentes em 1 ano).
(Janta no La Mole em Botafogo)
No domingo, o tempo ajudou. Nada de sol saindo cedo, creio que só foi aparecer, tímido, lá pelo quilômetro 11 ou 12. A largada atrasou um pouquinho, acho que teve a ver com a fila nos guarda-volumes que era grandinha minutos antes das 8h. Uma falha na organização. A maioria das provas encerra o guarda-volumes 15 minutos antes, justamente para evitar a confusão.
(MMs e galera dos Desafio das 6 maratonas 2009 fotografados pelo Pinguim)
Larguei cuidando o Garmin no ritmo de 5:23/km e fui indo assim até onde deu... e isso foi longe. Passei os 21km (não a meia) em 1h53 cravados, o que daria uma maratona mais ou menos em 3h47, 3h48. Logo em seguida, avistei o Írio, que vinha na capa da gaita (pegou um gripão quando chegamos no Rio e passou tomando remédio até o dia). Encostei nele no km 22, dei uma força, logo em seguida chegamos na Lu, fisioterapeuta aqui em POA também, e segui em frente, deixando os outros.

(km 31, no Leblon)
A prova foi excelente. O abastecimento esteve perfeito, à exceção do primeiro posto que foi meio confuso, quando passávamos novamente pela largada e eu, quando vi, se foi o posto, sem eu tomar nada. Havia muita água em todos eles, hidrotônico em alguns, carboidrato em gel (um cara na minha frente pegou uns 15 não sei para que). Um único porém mesmo foi na chegada, em que o povo que entregava as medalhas não queria se abaixar para tirar o chip do nosso tênis. Pedir para alguém que correu quase 4h fazer isso é quase desumano. Acho que faltou um pouquinho de treinamento para eles. E bom senso também. Ano que vem, se for e estiver dentro do peso normal, a meta é 3h30, 3h35.
Postado por JC Baldi às 21:12 7 comentários
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Maratona do Rio de Janeiro
No final do mês, dia 28, ocorre a Maratona do Rio de Janeiro.
Perguntaram-me, outro dia, se era mais fácil ou difícil que São Paulo. Olha, só corri uma vez no Rio e duas em São Paulo. Apesar de ter feito 3h46 na Cidade Maravilhosa e 3h34 e 3h35 em Sampa, acho que o Rio é melhor de correr.
São Paulo é cheio de sobe-e-desce, entra-e-sai de túneis, e acho que o clima quente e úmido é um fator pior do que o calor do Rio, que, a meu ver, é um calor mais “ameno”. No Rio, o trajeto não quebra o ritmo como em São Paulo. Vai-se costeando a praia praticamente até o fim. Só lá pelo km 40 é que saímos da orla para pegar o caminho da chegada. Nesse aspecto, um ponto positivo.
No Rio, em 2007, cometi um erro que me custou caro. Esqueci de tomar o carboidrato em gel no km 32. No 37, minha energia se foi... do nada. Aí foram 5km intermináveis... Essa é questão que sempre devemos evitar numa maratona: que o ritmo caia drasticamente a ponto de ser um mega sacrifício terminar os últimos quilômetros.
É aquela tecla na qual eu bato sempre: não adianta sair 10, 15s mais rápido no início, porque, lá no final, o preço a ser pago será maior que o economizado no início. Então, se eu treinei e quero fazer uma maratona em 3h30, tenho que sair a 5min/km, não menos. Não haverá mágica no dia da prova que faça algum milagre. É uma questão matemática. É só analisar.
Bom, o Rio, dia 28, tem um percurso muito bonito, com o mar ao lado direito quase o tempo todo. Para quem consegue prestar atenção e se concentrar na prova ao mesmo tempo é uma linda paisagem. Vale a pena.
Postado por JC Baldi às 14:52 1 comentários
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Maratonas em seqüência



Algo sobre o qual alguns me criticam, me chamam de louco ou coisas do gênero, é o fato de eu defender que as pessoas corram maratonas seguidas de outras.
Existem estudos técnicos que indicam que o ideal é as pessoas correrem só 2 maratonas por ano. No entanto, isso vale, a meu ver, para pessoas competitivas, diria até profissionais. Nós, pangarés cansados, podemos nos dar ao luxo de correr mais maratonas por ano sem grandes riscos de lesões.
Defendo isso porque acho que o ruim, o xis da questão, é ter que treinar mesmo. Então, em função disso, penso que é razoável em matéria de logística que se aproveite o treino e que corramos outra maratona. É claro que é preciso ter consciência de que uma das provas apenas é que deve ser feita em termos competitivos e a(s) outra(s) apenas para se completar bem, sem esforços extremos.
Em 2003, corri em Mônaco e na semana seguinte em Florença, que tinha um percurso bem mais fácil e na qual poderia ter melhorado o tempo da maratona do principado, mas isso só não foi possível por causa de uma meia mal posta que gerou uma bolha que impediu a melhora.
Em 2006, repeti a estratégia correndo em POA e 15 dias depois em SP, com boa performance em ambas, apesar do cansaço na segunda, mas mais por outras condições (leia-se festa e mulher) do que pelo fato de fazer duas maratonas em duas semanas.
Em 2007, acrescentei a maratona do Rio de Janeiro a essas duas e completei as três em um mês, também com performances dentro do previsto em todas as provas. Verdade que a lesão no ano passado gerou dúvidas em alguns amigos sobre a racionalidade disso tudo, muito embora eu já tenha explicado 123.457 vezes que me lesionei porque fui jogar bola depois de 2 anos, mas a lesão foi a desculpa que queriam para dizer “Eu não disse?”
Agora, em 2009, muitas pessoas pretendem fazer exatamente a mesma coisa, em função de dois motivos em especial: o desafio lançado pela revista Contra Relógio de se disputar as seis maratonas do Brasil e oferecer troféus especiais em razão disso, e o fato da maior popularização dos MMs – Marathon Maniacs, e da consequente perspectiva que muitos têm de ingressarem no grupo.
Postado por JC Baldi às 08:00 7 comentários
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