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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Porto Alegre, São Paulo e Rio: e por que não?

Os heróis da resistência que me leem sabem que defendo a teoria de que devemos fazer maratonas na sequência, já que o que mata é o treinamento para elas. Considero que fazer Porto Alegre, São Paulo e Rio é quase perfeito. Elas são distantes o suficiente para não se perder o treinamento e nem ficar sobrecarregado.

Porto Alegre é duas semanas antes de São Paulo, que é três antes da do Rio. Lógico que, depois das três, é preciso descansar cerca de um mês ou um pouco menos, para não sobrecarregar o corpo e a cabeça. Conta também o fato de serem maratonas a custos acessíveis, embora a do Rio tenha passado para julho, o que encarece um pouco mais, em função das férias escolares.

E, fazendo as três, ainda é possível dar um tempo e depois encaixar uma 4ª maratona no ano lá por outubro ou novembro.

Por outro lado, é bom lembrar que maratona sempre é um esforço extremo, salvo se a fazemos com folga, o que quase nunca acontece. Normalmente todo mundo anda perto do seu limite, em busca de recorde pessoal ou de uma boa performance.

Muito provavelmente depois que as condições financeiras melhorarem, lá por 2025, devo incluí-las no calendário anual.



sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Patrocínios

Depois da prova de Foz, encontramos o Claudir Rodrigues no corredor do hotel, preparando-se para ir embora, e o Irio, como "vereador" que é, e aglutinador de pessoas, puxou aquelas conversas intermináveis dele.


Claudir, para quem não é do Rio Grande do Sul, e não sabe, ou é desatento como eu, é o melhor corredor que temos por aqui. Foi vencedor da maratona de Porto Alegre por 3 vezes (2002, 2004 e 2006), de Curitiba (2005 e 2008) e de São Paulo (2008), salvo engano meu.

Tempos atrás, ele tinha o patrocínio da Universidade de Caxias do Sul (UCS), onde cursava a faculdade de educação física. Mas eles encerraram os patrocínios na área de atletismo. Em abril, ao chegar em segundo na maratona de Florianópolis, Claudir se machucou. E, pasmem, o então patrocinador dele, uma empresa americana de tênis, presente no Brasil desde agosto de 2007 e marca oficial da Federação Paulista de Atletismo, cortou o patrocínio.

Bem, todo mundo quer baixar custos desnecessários. Hoje em dia, tudo é cifrão, meta, competitividade e retorno. Mas, no atletismo, o cidadão pode se lesionar e parar por alguns meses. É justamente quando precisa de amparo financeiro, porque não pode receber trabalhando. E, evidentemente, nenhum atleta pode treinar e correr bem, sabendo que, se houver alguma lesão, perde o suporte financeiro. Ou seja, tiram o alicerce da vida dele.

Mas o que nos impressionou, além dessa atitude pequena, foi o valor de patrocínio que ele recebia, sendo atleta com esse currículo: R$ 1.000,00 mensais. Isso mesmo, pouco mais de 2 salários mínimos por mês. E o que é isso para uma empresa do ramo esportivo? Nada, uma miséria.

Ficamos consternados e estupefatos com a situação, porque, se quisermos, embora não seja o nosso foco, o meu escritório e a corretora do Irio têm condições de arcar com esse valor, enquanto quem precisa de projeção no mercado não se dispõe a investir num produto desse quilate. E tudo isso por uma lesão que o deixou cerca de apenas 1 mês fora dos treinos.

Depois, conversando com a Helena, esposa do Coquinho, ex-maratonista (2h13 em Roma, 1979) e empresário paranaense, que tem um centro de treinamento em Nova Santa Bárbara, soubemos que os valores giram em torno desse valor mesmo e que, quando o povo se lesiona, adeus grana. Foi também assim com a Marily dos Santos, nossa representante nas Olimpíadas de Pequim-2008. (Aliás, no blog do MM e jornalista da Folha, Rodolfo Lucena, tem uma entrevista comovente dela)

Claro que a gente tinha noção que nem tudo eram flores no meio do atletismo, mas não imaginávamos que fosse tão triste assim. Isso explica em parte porque não surge muita gente boa na área. Porque chega uma hora que até o mais otimista desanima. E larga tudo e vai trabalhar de carteira assinada em alguma área qualquer. Sem ter que sair na chuva, no frio ou no sol escaldante em busca de um futuro que talvez nunca virá.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Nike 600 km - divulgação em Porto Alegre

Pois ontem à noite, havia, no Mercury Hotel, evento da Nike para as assessorias em função da divulgação da prova aqui em Porto Alegre.


Serão 20 equipes, como já foi dito, sendo 8 de SP, 4 do RJ, 1 de POA, 1 de Curitiba, 1 de Brasília, 1 de Belo Horizonte, 1 Nike+ e mais 3 que a Nike irá formar também.

As assessorias irão indicar seus atletas, que já deviam fazer parte de seus quadros em 30 de junho, sendo que é preciso, no caso masculino, correr em até 45 minutos os 10km e a meia maratona em até 1h45, comprovadamente nos últimos 12 meses, e, para as mulheres, 50 nos 10km e a meia em 5:25/km, isso dá 1h51, se não estou enganado.

As inscrições encerram em 31 de julho e haverá uma prova seletiva dia 16 de agosto (em Curitiba é dia 09), com congresso técnico no dia anterior. Serão selecionadas no máximo 200 pessoas que, como teste, terão 3,5 km, 7km e 10,5km, com intervalo de 30 minutos no primeiro caso e 1h no segundo. Será feita uma média das 3 provas e aqueles com as 12 melhores serão os escolhidos.

Eu, como estarei em Vitória correndo as 10 Milhas da Garoto, já estou fora da disputa. Na verdade, já estava porque não tenho os tempos exigidos nos últimos 12 meses, já que estive praticamente sem correr metade desse tempo.

Na prova, cada corredor deve correr 20km por dia, aproximadamente, divididos em 3 "pernas", que variam de 7 a pouco mais de 10km. As equipes devem perfazer cada trecho em no máximo 17 horas por dia. Cada corredor será acompanhando por um motociclista no seu trajeto. E haverá as Nike Villages, para descansar e dormir, que serão 3, sendo a primeira em São Sebastião, a segunda em Angra e a última no Rio do Janeiro, a praticamente 10km do final. Nesse ponto, no domingo, todos os 12 integrantes das 20 equipes irão correr, sendo que será considerado o tempo do 7º integrante da equipe para a soma total, computados os 3 dias anteriores. Assim, apura-se a equipe campeã.

É um evento grandioso, inovador e restrito a poucos. Se houver obediência às regras, com rigor da organização, evitando que corredores "profissionais" estejam travestidos de amadores, tem tudo para ser uma prova excelente.

Ah, como já era de se esperar, essa turma toda que correr irá ganhar um kit completo para a corrida, incluindo camiseta, calção e tênis com a tecnologia Nike+, que vem com GPS para aferição do trajeto. Os sortudos aqui de Porto Alegre farão um teste dia 03 de setembro para poderem avaliar seu tipo de pisada e receberem o tênis apropriado.

No mais, o resto é tudo por conta dos felizardos, que devem estar em São Paulo, dia 21 de outubro, já que a brincadeira começa no dia seguinte, às 5h da manhã.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Saucony


Existe um tênis pelo qual tenho curiosidade. É o Saucony. Aqui em Porto Alegre não tem onde encontrar, mas, como recebo diversas ofertas via email de lojas como a Fast Runner, isso tem me aguçado o interesse por ele.


Quando estive em São Paulo tempos atrás, fui numa dessas lojas na Alameda dos Arapanés, e toquei, senti, quase provei de fato. O modelo top de linha é extremamente confortável, com material de primeira mesmo, mas o preco é proibitivo: R$ 720,00. Eu, que não pago mais que R$ 300,00 por nenhum tênis, certamente estou fora dessa disputa. Restou olhar o site e esperar que façam nova promoção no concurso cultural e, quem sabe, consiga me inspirar e criar uma frase que possa me gerar uma vitória e a possibilidade de experimentar aquela que é considerada pela conceituada Revista Runner's World a melhor tecnologia existente para tênis de corrida.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Desafio Nike 600 km - de São Paulo ao Rio de Janeiro


Uma prova que está atiçando a curiosidade das pessoas que correm, principalmente os maratonistas, é o Desafio dos 600 km, de SP ao Rio, que a Nike criou, com bastante pompa e num grande lance de markenting, soltando pequenas informações ao longo das últimas semanas, e sobre a qual ainda pairam diversas dúvidas no ar.

O que se sabe, por enquanto, é que é uma prova de revezamento, limitada a 20 equipes com 10 corredores cada, com no mínimo 3 mulheres, e mais dois reservas, um de cada sexo. Cada corredor deve perfazer 20 km por dia. Dia 22 de outubro, saindo do Ibirapuera e chegando dia 25 na praia de Ipanema, no Rio. O resto? Aguardemos...

Maiores informação no Blog da Nike:

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Maratonas em seqüência




Algo sobre o qual alguns me criticam, me chamam de louco ou coisas do gênero, é o fato de eu defender que as pessoas corram maratonas seguidas de outras.

Existem estudos técnicos que indicam que o ideal é as pessoas correrem só 2 maratonas por ano. No entanto, isso vale, a meu ver, para pessoas competitivas, diria até profissionais. Nós, pangarés cansados, podemos nos dar ao luxo de correr mais maratonas por ano sem grandes riscos de lesões.

Defendo isso porque acho que o ruim, o xis da questão, é ter que treinar mesmo. Então, em função disso, penso que é razoável em matéria de logística que se aproveite o treino e que corramos outra maratona. É claro que é preciso ter consciência de que uma das provas apenas é que deve ser feita em termos competitivos e a(s) outra(s) apenas para se completar bem, sem esforços extremos.

Em 2003, corri em Mônaco e na semana seguinte em Florença, que tinha um percurso bem mais fácil e na qual poderia ter melhorado o tempo da maratona do principado, mas isso só não foi possível por causa de uma meia mal posta que gerou uma bolha que impediu a melhora.

Em 2006, repeti a estratégia correndo em POA e 15 dias depois em SP, com boa performance em ambas, apesar do cansaço na segunda, mas mais por outras condições (leia-se festa e mulher) do que pelo fato de fazer duas maratonas em duas semanas.

Em 2007, acrescentei a maratona do Rio de Janeiro a essas duas e completei as três em um mês, também com performances dentro do previsto em todas as provas. Verdade que a lesão no ano passado gerou dúvidas em alguns amigos sobre a racionalidade disso tudo, muito embora eu já tenha explicado 123.457 vezes que me lesionei porque fui jogar bola depois de 2 anos, mas a lesão foi a desculpa que queriam para dizer “Eu não disse?”

Agora, em 2009, muitas pessoas pretendem fazer exatamente a mesma coisa, em função de dois motivos em especial: o desafio lançado pela revista Contra Relógio de se disputar as seis maratonas do Brasil e oferecer troféus especiais em razão disso, e o fato da maior popularização dos MMs – Marathon Maniacs, e da consequente perspectiva que muitos têm de ingressarem no grupo.

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