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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ultra Desafio Farroupilha 24h


Parque Marinha do Brasil, sábado de sol, 28 graus, umidade alta, 10h da manhã. Com essa atmosfera, foi dada a largada para a indiada das 24h do Ultra Desafio Farroupilha 24h, organizado pela Audax4, o mesmo povo que organiza a São Chico Eco Running.


O kit da prova tinha uma camiseta boa, alguns brindes e não muito mais que isso. Mas a inscrição dava direito também a 4 refeições durante a prova, que foram o almoço (massa com molho de frango), janta (2 tipos de massa com o mesmo molho de frango, batata e cenoura), uma sopa (maravilhosa) durante a madrugada e sanduíche pela manhã. Alguns reclamaram da primeira massa, mas achei justo o conjunto da obra pelo valor da inscrição.


Isto posto, vou começar pelos agradecimentos, pois, como a prova foi longa, o relato será igualmente longo, e quem lê já chega cansado e mal percebe o nome das pessoas lá no final, onde costumam estar. Em primeiríssmo lugar, meus(nossos) agradecimentos ao nosso chefe, Daniel Rech, que esteve presente em praticamente as 24h da prova. "Dani, precisamos de mais gelo." E lá vai ele comprar. "E a luz? Depois das 18h vai escurecer (hahaha)". E lá vai o Thomas Edison. "Dani, repelente." (É, teve gente que pediu...) Em 2º lugar, o Lionel, que esteve nos ajudando em boa parte da noite e da madrugada. Sem esses dois, tudo seria mais difícil, bem mais difícil. A toda hora, precisávamos ajeitar coisas, e sem o auxílio de ambos, deslocar isopor cheio, mochilas, colocar proteção na barraca quando desabou água durante a madrugada, tudo isso seria mais complicado e cansativo. Esses 2 foram top, top. Excelentes parcerias. Depois a Conceição, que trouxe biscoitos e chocolate quente (se não tomamos tudo foi porque o organismo não aceitava mais), e esteve presente com aquela simpatia de sempre. O Juarez e a Márcia também andaram por lá e deixaram guloseimas. O resto, embora não menos importante, não irei nominar, porque é muita gente e certamente esquecerei de alguém e estaria cometendo uma grande injustiça. Portanto, meus sinceros e generalizados agradecimentos àqueles que mandaram mensagem, telefonaram (bêbadas) ou passaram por lá, só para desejar um simples "boa sorte". Vocês não sabem a força que o gesto de vocês tem.


Agora vamos falar da prova propriamente dita: nossa estratégia era correr cada um 2h, 2h, 1h e 1h. Completamente equivocada! hahaha. Coisa de quem nunca havia participado de uma corrida desse porte. Ninguém iria conseguir correr bem desse jeito. Mas isso só foi possível perceber porque o calor estava insuportável. Então o Davi, que foi quem começou a corrida, chamou o Claiton para falar que não tinha como fazer 2h com aquele tempo, não haveria como manter o ritmo. Baixamos, portanto, para 1h, que consistia em fazer 4 voltas de 3km no circuito. No meu GPS não deu exatamente 3km, mas isso é outra história.





A sequência da nossa equipe era: Davi, Claiton, Mário e eu. Os 3 malucos correram alucinados a parte deles, 4:40/km. Eu não iria fazer isso, porque certamente quebraria no meio do caminho. Não estou correndo tanto quanto eles. Semana passada, mal consegui fazer o treino de 30 km no Lami... Então, pensei: "Vou correr a 5:00/km, que é para tentar ir mais longe sem caminhar."


Corri assim minhas primeiras 4 voltas. Eles baixaram o ritmo um pouco depois também. E o Mário, ao invés de 4, dava 5 voltas... Teve horas que achei que quando acabasse a prova, ele iria pedir para continuar correndo mais um pouco...


A gente corria, tomava um banho e descansava nos colchões. Isso foi extremamente útil, porque foi possivel esticar as pernas, relaxar e se alimentar nos intervalos entre uma corrida e outra.


Se não me engano, na primeira parcial, estávamos em 5º das 6 equipes nos quartetos. Enquanto isso, lá na frente, um pega doido entre a Sub-4 e a Cia. dos Cavalos. Alguém não iria aguentar aquele tranco por muito tempo. A prova não estava nem na metade, e eles se matando para ver quem ganhava. É que nem eu digo: "Isso tem tudo para dar errado." E claro que deu: alguém da Sub-4 se machucou. Ficaram só com 3. Desistiram. A gente, que não tinha nada a ver com isso (até aquele momento), subiu uma posição, mas acho que logo em seguida já havíamos passado o 4º lugar e, consequentemente, agora estávamos em terceiro. A equipe em segundo era de uns "veteranos" de Brasília (na foto mais abaixo conosco). Estavam com a barraca bem na frente da nossa. As outras equipes eram de Imbé/Tramandaí e do Vale do Taquari, a Adrennon (blog aqui).






Durante a prova, o Davi (que era o mais cansado de todos) ditou a estratégia: cada vez que a última volta começava a ficar complicada, ele chorava e a gente diminuía na próxima, exceto um alopradinho que sempre fazia uma a mais... Assim, fizemos 3 voltas, depois diminuímos para duas.


Com o passar das horas, fomos abrindo distância do 4º lugar, e do 2º estávamos a 3 voltas ( +/- 9km). E isso ficou um bom tempo assim, pois nosso ritmo era parecido com o deles, pouca coisa mais lenta apenas. De modo que, durante a madrugada, criou-se um caloroso debate: não alcançaremos mais o 2º lugar e não perderemos o 3º. Correr para que até às 10h da manhã? O Davi levantou o tema, e eu fiquei propenso a aceitar a proposta, mas os outros 2 endiabrados não toparam de jeito algum. O que foi bom, porque, sinceramente, foi muito legal chegar até o final correndo praticamente igual a como começamos, mesmo sem ter chance de alcançar o segundo lugar. Aliás, foi uma das minhas melhores corridas nos últimos tempos. Em meus sonhos mais otimistas, jamais imaginei que correria o tempo todo, sem caminhar, e ainda mais com o ritmo praticamente igual do início ao fim. Minha pior volta foi 5:15/km e a média geral deve ter dado 5:05/km, em mais ou menos 6h de corrida, 69 km.


Só que lá pelas tantas o palhaço do Davi avacalhou tudo. Nós fazendo duas voltas a 30, 31 minutos e o cara vem e faz em... 39. Disse que a cabeça perguntava para as pernas: "Tá correndo pra que, seu idiota?" E então ele voltava caminhando, batendo papo, contemplando a natureza do parque...


Então, diminuímos para uma volta cada um. Novamente, todo mundo dando volta a 15, 16 e o palhaço dá uma a 19... Ainda bem que a gente estava de bom humor.

A parte ruim, digamos assim, da prova foi que, como eu era o último a correr, a gente sentava, se reunia e começavam as contas: faltam tantas voltas, tanto isso, tanto aquilo, só que para mim sempre faltava uma a mais, já que eles tinham feito as deles e eu ainda não.

Às 7 e pouco, o Davi correu pela última vez, pois tinha um curso às 9h, e então ficamos só nós 3. Complicou um pouco mais, pois o descanso diminuiu para cerca de 30 minutos. Era colocar um roupa seca, deitar, dar um micro cochilada e levantar para correr novamente. Mas continuamos firmes e fortes até eu fechar a prova uns 3 minutos antes das 10h de domingo. Foi uma indiada e tanto, mas valeu cada momento. Só não me convidem novamente, ok?





Das curiosidades da prova: costumo tomar 4 ou 5 sachês de carboidrato em gel durante uma maratona, mais ou menos em 3h30. Tomei 1 e meio durante a prova inteira, 24h. Tinha hora que não descia mais nada: água, powerade, gel, comida, nadinha. Claro que as refeições que serviam ajudaram a não precisar de gel, mas, mesmo assim, muito tem a ver com o desgaste do organismo. Como a gente corria e parava, sempre acabava se hidratando, provavelmente em excesso, por isso o organismo rejeitava. Corri com 3 tênis diferentes, para aproveitar melhor o amortecimento deles (melhor que usar um só 6 horas). Isso já ajudava também a ficar sem tênis um tempo, para os pés descansarem. E usei uns 12 pares de meias, segundo o Dani. Não tinha porque ficar usando meia molhada e arriscar uma bolha ou algum machucado no pés. Se não dava para correr com tênis secos, pelo menos as meias estavam antes de começar a correr. E procurei usar meias com cano mais longo, já que corríamos num trajeto de areia e, depois, com a chuva, aquilo virou um barro só.




* A indiada foi tanta que o Garmin enlouqueceu e não ligou mais desde então. Se ligar, posto aqui as parciais e o total de km, que, teoricamente, foi algo perto de 69km para mim e o Claiton, 63 para o Davi e 87 para o Mário.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Não deu


Bem, não foi possível completar os 82 km da TTT no sábado. Tentei, mas parei no km 34, 3º posto de troca (eram 8).

A largada foi às 6h da manhã, ainda escuro, e houve alguns trechos em que era meio complicado de enxergar onde pisávamos. Saí dentro do previsto, fazendo 6:00/km até o km 26, como se pode ver no anexo abaixo (Garmin). O Duda me ajudou bastante, correu comigo até o km 22, que era onde havia o 2º posto de troca (em Rondinha).


A partir do 1º posto de troca, o Júlio argentino nos auxiliou de bike e isso, em parte, me quebrou... Explico: o programado era a Betinha, uma loirinha de olhos verdes aparecer, mas, ao invés disso, aparece um argentino... Não tem psicológico que aguente!


Brincadeiras à parte, o "Rúlio" ajudou bastante, tentou diversas vezes me animar, dar força, prometeu mundos e fundos (que as meninas iriam cumprir...), mas não teve como. As pernas não respondiam. Senti-as muito pesadas na parte detrás das coxas, aí o cansaço fazia perder a postura e então as costas doíam, o pé dentro do tênis começou a ficar diferente do normal, bater errado e, lá pelas tantas, comecei a sentir uma dor de cabeça preocupante. E nem estava calor ainda. Embora abafado, não devia estar mais que 27 graus. Depois, sim, que a coisa ficou punk.

Como o ritmo caiu de 6 para 7:30/km (km 31), ficou impossível de administrar esse sofrimento, faltando ainda quase 50 km para o fim da prova. Seria chegar destruído, caminhando metade da prova somente por causa de uma medalha. Sofrimento maior que prazer. Não estou na corrida por isso. No km 34, portanto, 3º posto, abandonei. Lógico que fiquei frustrado, bastante chateado na hora, mas a gente tem que saber a hora de parar. Faz parte da maturidade esportiva. Não é feio desistir, mas é preciso saber lidar com a frustação, como disse o Daniel.




Agora, por que deu errado?

O dia de hoje explica muito coisa. Evidente, que existe um somatório de coisas, nunca a gente fracassa por um único motivo. Mas o principal foi que hoje estou doente de novo. 3ª vez em 1 mês. Febre de 38º, dor no corpo, nas pernas tal qual senti quando tive que parar. Quando abandonei, como disse antes, estava com dor de cabeça. Tive que tomar um remédio depois que desisti da prova. Estou no paracetamol novamente. E, desde lá, perdi a conta do número de vezes que tive que ir ao banheiro até hoje.

Minha teoria, que me parece bastante plausível, é que não me recuperei bem de nenhuma das duas vezes em que fiquei doente, dia 11 e dia 21. Então, mesmo com ajuda de nutricionista, o corpo debilitado não teve reservas suficientes e fui perdendo as forças até que me arrastei a 7:30/km. Não me ocorreu isso na hora, mas pensando agora, todas as vezes que quebrei por cansaço físico jamais corri a 7:30, normalmente girou em torno de 6:30 por km.

Outro aspecto importante é que aquelas duas vezes doente estragaram todo o planejamento. Fiz 30 km numa semana e 27 km na outra, quando deveria fazer em torno de 80 em cada uma. Não há milagre desse jeito. E, claro, corria debilitado, sem me recuperar, mas não tinha muita saída: ou desistia sem tentar, ou ia à luta correndo, que achei mais adequado. Desse modo, como já tinha relatado em outro post, treinei menos do que deveria. Achei que podia chegar em Capão (km 55) ainda correndo a 6:00/km e depois terminar "na cabeça".

Outra questão é que o sono na semana da prova foi ruim nos últimos 3 dias. Embora eu estivesse atento a isso há tempos, chegou na hora abandonei a programação. Primeiro, jogo do Grêmio, quarta, depois janta e entrega dos kits, quinta, e, por último, chegada tarde na praia. Dormi 4h45 na véspera. Tudo isso contribui negativamente, claro, mas não mudaria o panorama da prova se fosse diferente, apenas me levaria uns quilômetros à frente.

Quinta, antevéspera da prova, comecei a ficar muito tenso, com dores nos ombros e nas pernas, provavelmente pelo nervosismo da prova. É, eu sei que disse que não ficava nervoso para as provas (a única vez que me lembro foi num revezamento em que corria míseros 5 km), mas creio que rolou uma tensão forte, ainda mais com a correria de deixar tudo sem pendências no serviço para poder viajar depois do meio-dia de sexta.

No final das contas, me chamou atenção o tempo das únicas duas mulheres que terminaram: a Lu Sant'ana e a Márcia Lima, que fizeram respectivamente em 8h28 e 8h51, o que mostra que era perfeitamente viável minha meta de 8h30, pois elas normalmente chegam perto ou pouco atrás de mim nas provas.

Queria agradecer muito a todos da EDR (e agregados) que ajudaram de qualquer forma, seja pedalando, na torcida, tentando participar, dizendo alguma palavra de apoio antes, durante ou depois da prova. Sem vocês, jamais poderia ter sonhado em terminar. É esse espírito de solidariedade que faz uma equipe.

Enquanto tudo dava certo e parecia que realmente daria até o final, era das coisas legais que disseram e fizeram que lembrava, e encontrava nelas a força para seguir em frente, mas depois ela foi sumindo, sumindo, sumindo...

Não deu, não deu, faz parte. A gente aprende para errar menos na próxima.



terça-feira, 25 de maio de 2010

Mais uma Maratona de Porto Alegre

Domingo, 23 de maio, 6h da manhã. Ainda era uma escuridão quando chego na nossa barraca armada no Parque da Harmonia, para minha 18ª participação na Maratona de Porto Alegre.

Não dormi tudo que queria, mas também não foi insuficiente. Despertei umas duas vezes durante a noite, fruto da ansiedade e expectativa naturais diante do evento, mas foi só uma questão de virar para o lado e voltar ao descanso.

O dia não amanheceu como seria o ideal para nós maratonistas. Temperatura agradável, com algum vento, céu encoberto e instável, mas não aquele frio que deveria estar nessa época do ano.

Às 7h em ponto, deu-se a largada feminina. 15 minutos depois, largamos nós, homens, e o povo do revezamento em duplas.

Saí com o Zé Luiz, meu amigo carioca, para fazer a média de 5min/km. O primeiro já não deu por conta do tráfego intenso e a via estreita na Loureiro da Silva, mas nos 2 ou 3 seguintes conseguimos ajustar isso. O Pedro da Conceição logo em seguida juntou-se a nós.



O começo de maratona sempre é muito tranquilo. Os quilômetros passam ligeirinho. Quando a gente vê já está no 10. Fizemos em 49:43. Bem dentro do previsto. Vez que outra, a gente dava uma aceleradinha por conta de alguma descida, e eu ficava dando pito nos dois, para a gente maneirar.

Logo no retorno da Goethe (km 11 ou 12) enxergo o Edson, o Alessandro e o Valdomiro, mais ou menos juntos, dois deles, a meu ver, mais rápido do que deviam. Esse ponto do trajeto, na minha ótica, é um dos piores, porque tem subida para chegar na Vasco da Gama, durante ela, e depois quando ingressamos na Goethe e viaduto da Silva Só. Claro que comparando Porto Alegre com Porto Alegre, porque com as outras maratonas, aí é filé mignon.

Já na Botafogo, lá pelo km 15, a Esa passa de bike por mim, em busca da Bina e da Bruna, que estavam mais à frente. Passamos pelo Shopping Praia de Belas e ainda na avenida homônima encontro a Nara, na altura do km 18. Pergunto se está tudo bem, ela me responde afirmativamente e sigo em frente, já imaginando que encontraria a dupla de pupilas logo em seguida.

Nesse ínterim, o Pedrão já não nos acompanha e fica pouquinha coisa para trás quando ingressamos na João Alfredo. Retornamos à avenida Loureiro da Silva e vamos em direção ao Gasômetro, já quase chegando na meia maratona, onde havia a troca do revezamento. Lá ouvi uns 2 ou 3 gritarem "Baldi!", mas não me perguntem quem, porque não consegui identificar voz e localização (muita informação ao mesmo tempo) no meio do povo que lá estava. Do outro lado da rua, a "negrinha" e mais alguém que a minha memória não lembra dando aquela força. E nada de encontrar as gurias...

Quase no 24, a Esa passa novamente de bike, e eu já avistava as duas, e só pela passada já dava para ver a Bruna estava cansadíssima. Alcanço-as, a Esa tira uma foto de nós 4, e eu e o Zé seguimos em frente. Mas ele também já dá sinais de cansaço.


Mais alguns quilômetros e já estamos no Barra Shopping, onde passamos o Júlio Cordeiro, dentista e marathon maniac pernambucano. Um pouco mais à frente, encontramos o João Batista, super bem, dentro do contexto de alguém que havia feito, no dia anterior (!), a K42, em Bombinhas-SC. Mais à frente, a Lu Santana também.

O Zé dizia desde mais ou menos o 30 (passamos em 2:29:26): "Vamos ver se conseguimos manter 5 por 1 até o 35, se der, e depois acho que vou ter que baixar, porque tá difícil para mim." Só que, como alguns sabem, eu dou umas "enroladas" psicológicas nas minhas parcerias... e assim fui conseguindo levar o Zé a subir a Wenceslau, que é uma parte ruim àquela altura da prova, dizendo que logo em seguida havia uma descida e a gente descansava... E assim chegamos no 35 (2:54:38).

Pegamos a Diário de Notícias, onde me pareceu que estava bem mais quente, e a Lúcia nos encontrou no km 36, no Barra Shopping, para o suporte da nossa campanha "Adote um maratonista". Pedi um "Twix", que eu adoro e já tinha deixado separado na mochila, e que pareceu que era o mais adequado para aquele momento, já que não estava muito a fim de tomar mais um gel (já havia tomado 3 - no 10, 20 e 28). Vou dizer que não é muito fácil ficar mastigando chocolate enquanto a gente corre, mas acho que caiu bem, pelo menos no plano mental. Se ajudou fisicamente, realmente não sei.

O Zé já tinha me mandado ir embora umas 40 vezes até ali, mas a gente estava praticamente entrando na Beira-Rio para os últimos 4 km, não seria agora que eu iria largá-lo por conta de 2 ou 3 minutos a menos. E eu seguia "castigando-o", puxando o que dava, e ele reclamando de dores na posterior da coxa. Mas era o jeito de chegar...



O ritmo caiu um pouquinho já que ele não suportava mais os 5min/km e para mim também já havia deixado de ser confortável há muito tempo. Fizemos dois a 5:16 e 5:15, respectivamente, e ele reclamando muito de cãibra. Os últimos dois acabaram sendo em 5:29 e 5:34, o que foi extremamente tranquilo para mim na reta final, e concluímos em 3:34:11, 281º e 282º dentre os 1.119 homens que terminaram a prova.

Pouco depois de 5 minutos, chegou a Bina, fechando em 3:55, o que a deixou extremamente contente. A Bruna, apesar de não completar a meta da 4h (fez 4:12), também chegou feliz com a missão cumprida. E vale ressaltar o desempenho do Mário: 3h05, o que não é para qualquer mortal. Mas, amigo, te disse que conseguias.

Dentre mortos e feridos, gritos e gemidos, acho que todos saíram contentes com o desempenho, mesmo nem sempre sendo o esperado. É bom lembrar que não fez os 14, 15 graus que normalmente habitam POA nesse período. Aí o negócio é esquecer as metas e fazer o possível, ou seja, chegar. O que não é pouca coisa. E, claro, agora é treinar mais e melhor para a próxima, porque, a cada dia que passa, sempre é possível melhorar alguma coisa.

No meu caso, a melhora já tem dia, hora e local marcados: 18 de julho, 7h30, Cidade Maravilhosa. Quero fazer abaixo de 3h30, nem que seja um segundo... e depois melhorar bem mais para Buenos Aires, dia 10 de outubro.




Agradecimentos ao Matias, Japa, Lara pelas fotos.

Parciais:
km 1- 5:08
km 2- 4:57
km 3- 4:53
km 4- 4:56
km 5 - 4:56
km 6 - 5:00
km 7 - 4:56
km 8 - 4:56
km 9 - 5:01
km 10 - 4:57
km 11 - 4:55
km 12 - 5:01
km 13 - 4:54
km 14 - 5:00
km 15 - 4:58
km 16 - 4:59
km 17 - 4:51
km 18 - 5:04
km 19 - 4:59
km 20 - 4:55
km 21 - 4:58
km 22 - 4:59
km 23 - 4:54
km 24 - 5:00
km 25 - 5:03
km 26 - 4:59
km 27 - 5:00
km 28 - 5:10
km 29 - 4:57
km 30 - 4:58
km 31 - 5:02
km 32 - 4:57
km 33 - 4:58
km 34 - 5:03
km 35 - 5:09
km 36 - 5:00
km 37 - 5:07
km 38 - 5:16
km 39 - 5:15
km 40 - 5:26
km 41 - 5:29
km 42 - 5:34
(total 42,47km)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A entrega do kit da maratona


Antes que eu esqueça de falar sobre, ontem, quinta, fui pegar meus amigos que chegaram do Rio para participar da Maratona.

Eles estão hospedados na Cidade Baixa, no Hotel Master que fica na Sarmento Leite. E a entrega do kit é na loja Win da Nilo Peçanha... Acho que ninguém se deu conta da mão-de-obra que criaram para as pessoas que não são de Porto Alegre. Todo mundo que vem de fora logicamente se hospeda nos hotéis próximos à largada. Evidentemente, a entrega do kit deveria ser ali perto e não lá no fim do mundo. Fim do mundo até para quem é daqui. Como as pessoas chegarão até lá para pegar o kit? Pegam 2 ônibus, duas horas de descolamento para ir, mais duas para voltar? Criaram um transtorno terrível para o povo, só para fazer uma propagandinha para a loja. Que, no final das contas, periga ser até negativa.

Não obstante a distância até para quem é de Porto Alegre, e torcendo para que eu queime minha língua, mas, sinceramente, aquela loja não tem estrutura para atender às 4.000 pessoas que iriam pegar os kits, mesmo sendo possível isso em 3 dias. Não há espaço físico para atender tanta gente. Nem tempo. É uma questão matemática: a loja fica aberta das 9h às 19h. São 10 h x 3 dias = 30 horas. Se temos 4.000 pessoas para pegar os kits em 30 horas, teremos 133 pessoas por hora, mais de duas por minuto... Isso, supondo que seja uma entrega uniforme, sem picos de horários. Claro, mais de uma pessoa pode atender ao mesmo tempo. Mas aí a gente olha o tamanho do local e vê que isso fica meio complicado... Ou seja, já dá para antever o caos que deve estar por lá. Tenho pena de quem for buscar o kit amanhã, sábado. O meu já estava separado, pois o Daniel iria pegar de toda equipe, mas isso não me faz indiferente aos transtornos que as pessoas terão para pegar os seus.

Se lembramos de um passado não muito distante, já houve filas imensas no Ginásio da Brigada, que é 20 vezes maior. Então, é de ficarmos preocupados.

Porto Alegre já foi referência na entrega dos kits. Houve uma época em que chegávamos no Ginásio da Brigada, procurávamos nosso nome numa listagem, olhávamos o número correspondente e íamos na banca respectiva. Simples assim. Aí era só testar o chip e pronto. Coisa de 5 minutos. Eu tenho uma imensa dificuldade, mas imensa mesmo, em entender porque mudaram.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Como foi a Meia no Rio

E anteontem aconteceu a Meia Maratona do Rio de Janeiro. Evento grandioso em todos os aspectos. Globo transmitindo. Muita gente correndo. Nunca me deparei com uma situação dessas: de correr com tanto povo junto.

Foi diferente. E difícil. Bastante difícil.

Não teve sol, mas não faltou calor. Estava extremamente abafado. 72% de umidade. E, com tanta gente correndo, não se percebe o ar. Ele não circula.

Saímos bem atrás, o que acabou sendo uma estratégia errada. Tivemos que ultrapassar muita gente que andava devagar, mas bem devagar, ou mesmo caminhava, ignorando a lógica de que a esquerda é para quem quer correr mais rápido. Bem, mas como disse, tivemos nossa parcela de culpa. O certo seria largar mais à frente. Ou haver pelotões de tempo na largada. Como é uma prova festiva, dificilmente ocorrerá.

Foi um início bem legal. Levamos cerca de 18 minutos para ultrapassar o tapete inicial e começarmos a correr. Íamos tentando abrir caminho, cortando daqui, dali, passando por cima de calçada, parecendo ensandecidos perto daqueles outros que estavam em ritmo bem mais lento naquela pequena subida dos 4 primeiros quilômetros. Era bonito de ver, porque formávamos uma pequena fila de camisetinhas da equipe Daniel Rech/Unimed Porto Alegre, um seguindo o outro: Emilio, Daniel, Claiton, Roslank, Danuse, Duda e eu. Mais ou menos nessa ordem, vez que outra se revezando por conta do tráfego.

O Duda me disse depois que muitos comentavam quando passávamos: "Deixa, esses não vão chegar..." Eu dizia para ele: "Cara, estamos fortes. Subimos na média 4:45/km e está abafado. Vamos segurar um pouco." Mas quem disse que segurávamos? Nos dispersamos um pouco depois, vínhamos só eu e o Duda, com a Danuse um logo atrás. O Roslank e o Claiton tinham ficado, mas eu nem vi, porque era tanta gente que me concentrava mais no meu trajeto para não bater em ninguém à minha frente.

Nisso, em alguma curva, achei ter visto o boné do Daniel. Não deu muito tempo e eu e o Duda confirmamos que era ele mesmo, já quebrado; pela passada dava para perceber. Dei uma apertada, deixei o Duda para trás e alcancei-o. Mas ele e a Danuse vinham nas nossas pegadas. Foi quando comecei a me desgarrar deles de vez. Isso era um pouco depois do km 8. No 10 (passei em 48:30 -4:51/km), logo após um posto de água, e onde havia muita gente, dei de cara com um bêbado caminhando no meio dos corredores, na contramão. O cérebro não comandou nenhum movimento, e acabei dando uma trombada nele, que se estatelou no chão. Só deu para ouvir uns gritos de espanto dos espectadores, e segui em frente. Não foi culpa minha...

Pouquinho depois de a Conceição gritar meu nome (ela foi mais esperta e saiu bem na frente), havia um túnel. Ali me senti extremamente cansado, parecia que iria quebrar, diminui o ritmo instintivamente para encará-lo, onde devia estar uns 10 graus mais abafado que o bafo que já estava fora dele. Saí meio indignado comigo mesmo pela quebra de ritmo e acabei descontando meu mau humor num outro corredor. Claro que ele deu motivo, ao sair da direita para esquerda e me dar uma trombada só para aparecer numa câmera (ou máquina fotográfica?) da organização que ficava no meio da pista. Isso era bem no km 12.

Só que, passado esse estresse, aquela saída no túnel me deu um novo gás. Havia uma boa brisa e isso parece que me revigorou. Consegui voltar a imprimir meu ritmo anterior, entre 4:45 e 4:50/km e segui assim. Lá pelo 15, finalmente houve os únicos 500m de toda a prova em que foi possível correr sem se preocupar em desviar de ninguém e sem quebrar o ritmo por conta disso, em que deu para encontrar a postura e passadas mais adequadas e corretas.


Pouco mais à frente, avistávamos, à nossa esquerda, na outra pista, a chegada, enquanto recém passávamos pelo km 16. Faltavam 5km. Contagem regressiva. Menos de meia hora. Mas estava cansado. Pegava uns 3 copos em cada posto, bebia um e atirava os outros dois no corpo para tentar baixar a temperatura. Acho que quase no 19 viramos para pegar a pista contrária em direção ao final da prova. Tentei mais ou menos puxar alguma coisa, mas já satisfeito por conseguir manter o ritmo, diante das adversidades. Acabei cruzando a chegada em 1:44:46, o que daria quase 5:00/km, se não fosse o fato de praticamente todos os GPSs do pessoal marcarem 21,7 ou 21,8 ao invés dos 21,097 que deveriam ser. O meu não pode ser levado em consideração porque marcou "só" 21,33km e 1:42:33, porque naquele túnel perdeu o sinal e parou. "Fiz" 3:07 nesse quilômetro segundo ele...

Não creio que tenha havido erro de marcação e sim o fato de que o trajeto é feito tangenciando as curvas, pelo menor caminho possível, enquanto nós tivemos que correr a maior parte do tempo pela esquerda, por fora, evitando o congestionamento das pessoas, o que acabou aumentando nossa distância. Pelo menos penso que foi isso que aconteceu, porque errar em 700m numa prova seria muito discrepante.

Fiquei muito feliz, não só por ser o segundo da equipe a chegar (o Emilio foi o primeiro com 1h40), mas por conseguir mais ou menos manter aquilo a que me propus (deu 4:48/km, ajustando o tempo que faltou e os metros a mais). E só tenho a melhorar daqui para frente. Além disso, o fim-de-semana com todo o pessoal da equipe provou mais uma vez que somos uma espécie de grande família, que sempre se acerta e desfruta de grandes momentos juntos. Como costumamos brincar: correr é só a desculpa para se divertir.

Resultados:

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Meia Maratona do Rio, domingo


No fim-de-semana, realiza-se nossa segunda maior prova do país, a Meia do Rio, que só fica atrás da tradicional Corrida de São Silvestre, que marca a passagem de um ano para outro.


Eu e mais uns 30 da equipe Daniel Rech estaremos por lá. Voaremos de manhã cedo, na sexta, e retornaremos segunda à noite.

Nunca corri a meia do Rio. Sempre houve vontade, mas também sempre apareceram outras provas por perto, maratonas em geral, para as quais acabei dando prioridade. Nesse ano, deixo de correr a maratona de Punta para estar lá com o povo da equipe.

Ainda não sei ao certo qual o tempo devo fazer. Calculei de cabeça meio errado e a minha ideia era chegar perto de 1h38, 1h39. Isso dá 4:38/km. Meio complicado, levando-se em consideração que é pouquinha coisa mais lenta que minha performance nos 10km da Adidas semana passada. Quem já correu por lá disse que é difícil imprimir um ritmo no início da prova, o que compromete, de certa forma, a obtenção de um tempo pretendido.

Acho que consigo manter 4:45/km em toda a prova, o que daria 1h40. Mas, evidentemente, tudo vai depender do "tráfego" do começo e, principalmente, do calor, já que ainda não estamos habituados a ele aqui pelas bandas do sul. A única vantagem, se é que pode-se assim dizer, é que conheço grande parte do trajeto por ter corrido a maratona duas vezes por lá. Mas é sempre uma prova diferente. Numa meia, a gente tende a dar todo o gás que pode, enquanto na maratona não é lógico dar um tiro de 42km.

Será uma experiência diferente, porque minhas meias normalmente giram em torno de 1h35 (6 das 14 que eu fiz), o que, evidentemente, não será possível ainda (a meta é na Paquetá, em novembro). Acima de 1h45 (5:00/km), só fiz 3: a do debut, em 1999, em Viamão, e as duas últimas, em abril e maio desse ano, que fiz mais para acompanhar alguém, embora não conseguisse fazer muito melhor do que fiz, se fosse sozinho.

Ainda estou num dilema, causado pela ansiedade pré-prova, de qual o tênis usar: aquele com o qual corri nos 16km de Vitória, com mais amortecimento, mas, consequentemente, mais pesado, ou com outro, mais leve. Amanhã ou quarta farei um 'teste' final. E, domingo, saberemos como terminou essa e tantas outras histórias que existirão por lá.

Os resultados estarão no site da Yescom:
http://www.yescom.com.br/meiadorio/2009/portugues/index.asp

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Mais sobre a prova da Garoto

Recebi, por email, relato do meu treinador, Daniel Rech, sobre a prova da Garoto no fim-de-semana. Achei interessante postar, porque ele dá uma abordagem diferente da que eu dei no post anterior, focando-se em outros detalhes. Vamos a ele:

No final de semana que passou fomos fazer uma corrida em Vitoria - ES.
Quem estava la: O Emilio e esposa, Vitor e Leila, Nilton e Silvana, Eu, Baldi, Roslank, Danuse, Robertinha e Lucia.

No domingo teria a Corrida 10 milhas da Garoto e coincidentemente eu estava fazendo 8 meses exatos da minha cirurgia de joelho. Achei que depois de fazer alguns treinos ja dava pra correr um pouco forte.

Saimos de Porto Alegre, quase todos juntos na sexta feira a tardinha, chegamos em Vitoria perto da Meia Noite, ate entrarmos nos quartos com a lentidao do pessoal do hotel, bahhh demorou pra caramba. Depois de instalados, fomos comer alguma coisa num barzinho ali perto. Comemos e bebemos um pouco, depois ja era tarde e voltamos pro hotel.

No outro dia pela manha, tinhamos marcado com o cara que tinha nos levado do aerporto ate o hotel que ele nos pegaria e nos levaria ate a entrega dos kits. bahh o cara as veiz( so quem tava junto entende heheh) nos dava uns tapas pra poder nos mostrar uma coisa que depois da primeira ida ate a entrega dos kits ninguem mais queria sentar ao lado do motorista. Ate a Sil levou porrada heheh.


Depois de pegarmos os kits voltamos caminhando pro hotel, ahhh, mas antes na Kombi ainda, ja estavamos esbocando alguma reacao sobre a prova do outro dia, porra tinha uma lomba que coloca qualquer uma aqui de Porto Alegre no chinelo, baita lomba mesmo. Ali ja nem pensava mais em correr a 5 min/km ainda mais com o calor. Eu o e baldi tinhamos um plano de acompanhar a Danuse ate onde aguentassemos. Ainda bem que ate a Danuse ja estava arrepiando com a subida e com o calor.



Voltamos pro hotel caminhando mesmo, nos arrumamos e depois fomos jantar, bahh os caras sao muito lentos em tudo, ganhamos uns petit gato ( assim q se escreve?) e pedimos mais dois, bahh sem mentira levaram facil uma meia hora pra trazer os negocios.

Bom conseguimos comer e depois fomos para o hotel dormir e nos prepararmos pra prova.

8 horas todo mundo em frente ao Hotel, prontos para a largada as 9 horas, saimos caminhando e em 5 minutos estavamos na largada e o sol pegando.
Eu so pensava me ralei, queria fazer pra 1 h e 20, mas ia ser foda. Tomara que a Danuse nao esteja tao inspirada.

Vimos a largada da Elite e depois era a nossa. A minha tatica era correr com a Danuse e o Baldi, mas ja saindo forte, pra depois ainda poder ter uma gordura no final e quem sabe chegar perto da 1 h e 20, mas achando impossivel.

Deu a largada, de cara ja perdi a Danuse e o Baldi, larguei com o Roslank, fui com ele ate o 1 km, depois ele me mandou embora, continuei forte ate que na minha frente vejo a Danuse sozinha. Pensei onde foi o Baldi?
Ja passou a Danuse? nao pode o cara deve estar louco, mas tudo bem.

Encostei ao lado da Danuse, ela nao falou nada, fiquei um pouco ali e ela nada, ate que daqui a pouco ela me disse:- Dani pode ir, putz ta bom, entao agora tenho que achar o Baldi.

E continuei forte, ja tava cansado e ainda nem tinha comecado a subir, entramos na ponte(subida), comecei forte, fui passando muita gente, o calor aumentando, um bafo fudido e eu so pensando: Onde esta o baldi, fui subindo forte, ate que comecou a descida, mas isso depois de 2 km de subida, na descida continuei forte, ate que no km 8 tava com aquela dorzinha chata do lado. Aliviei um pouco, continuei firme e nada do Baldi, no km 10 queria chegar com 50 minutos pra estar no tempo ainda.

Beleza cheguei com 47.59(tempaco) tomei um gel e pensei: - o Baldi nao pode estar na minha frente e continuei firme ate que no km 12 ou 13 vem alguem atras de mim e diz:- olha quem esta aqui? Pensei nao acredito o Baldi me achou, mas gracas a Deus nao era ele, ufa. E continuei ate o final metendo lenha, quando cheguei no km 13 tinha 1 h e 01 de prova, ja tava mais aliviado pois tinha tempo pra chegar nas 1 h e 20 que eu queria.

Foi dificil mas continuei firme e terminei a prova com 1 h 19 segundos e 05 centesimos, terminei quase desmaiando, olho pra tras e vem o nosso monstro chamado Danuse, tambem quase desmaiando e logo atras do monstro o Baldi.

Tiramos o chip e iamos buscar as gurias que deviam estar sofrendo com o calor, ai passou o Roslank, depois vimos o Nilton, vimos o Vitor, e eu e o Baldi fomos atras das gurias.

So que tivemos que dar uma super volta ate entrar na corrida de novo de tras para frente, e logo que chegamos era uma curva e demos de cara com a Lucia toda sorridente e com um copo dagua na mao, faltava a Robertinha e a Leila. Continuamos e depois encontramos a Leila e com o seu tranquinho vinha passando bastante gente, nos viu quase chorou, e seguimos juntos ate a entrada do funil de chegada.
Quando encontramos o pessoal todo a Robertinha ja estava sentada e descansando, tambem bem contente com o resultado dela.

E quero dizer que fiquei bem feliz com o meu resultado, logico, mas tambem tenho que parabenizar a todos pela super corrida num lugar tao quente e tao dificil. Eu fiquei muito contente com o desempenho de todos.

Fiquei muito orgulhoso de todos terem terminado bem e felizes. Tenho certeza que o Rio vai ser bem mais facil.( o Vitor jura que nao heheh)
Nao posso tambem esquecer do Emilio, que nao vimos na corrida, mas chegou bem e bem demais.

DESEMPENHO DOS ATLETAS

EMILIO: 1.11.12 um gigante correndo
EU: 1.19.05 acho que voltei a correr bem
DANUSE: 1.20.02 um monstro
BALDI: 1.20.36 ta voltando a velho forma
ROSLANK: 1.25.49 imagine se treinasse o desgracado
NILTON: 1.28.50 corrida pra readquirir a confianca
VITOR: 1.37.22 corrida administrada segundo ele proprio
ROBERTA: 1.41.22 resultado expressivo
LUCIA: 1.59.45 comecou a correr feito gente
LEILA: 2.08.00 todos sabemos que com esse tranquinho vai longe

terça-feira, 21 de julho de 2009

Competividade saudável


Sábado pela manhã, estávamos no local habitual de treinos da equipe Daniel Rech, ali no monumento das cuias (que, popularmente o pessoal chama de "tetas"), naquela conversa pós-treino.


Falando sobre o Mountain Do - Lagoa da Conceição, em outubro, em Floripa, lançamos uma aposta entre 3 (eu, o Rodrigo e o Duda), bem coisa de homem: os dois que fizerem pior seus trechos irão correr pelados pela Beira-Rio. Claro que ninguém vai correr assim, porque seremos presos, mas o desafio foi lançado.

A competividade e a rivalidade esportivas, dentro de um certo nível, são extremamente salutares. Ao lançar o desafio, certamente nós três treinaremos mais para não sermos batidos pelos outros dois. Faremos performances melhores, com certeza. Mas as pessoas precisam saber muito bem não ultrapassar essa linha da brincadeira saudável e não deixar que isso suba à cabeça.

Vamos correr em duplas. O Duda foi segundo no ano passado e primeiro no Costão do Santinho, em abril. O Rodrigo também já correu em duplas. Acho que foi quinto ou sexto. Para outubro, todos têm planos ambiciosos. Vamos ver o que vai dar.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Equipe

Como eu disse em outro post, quando entramos numa equipe precisamos ver a dimensão desse ato. Evidentemente que os objetivos são pessoais, mas é necessário perceber que outras pessoas existem e que estão em volta, com objetivos parecidos. E que política de boa vizinhança não faz mal a ninguém.

Os revezamentos são os grandes responsáveis por esse boom no segmento de corridas e nas equipes. Em grupo, é mais fácil de se criar uma equipe de 4 ou 8 componentes para participar do Mountain Do, por exemplo. Sozinho, sem equipe, até posso conseguir juntar os amigos, mas, convenhamos, é bem mais complicado.

Houve uma época em que sempre que alguém ficava sabendo que eu correria, lá vinha a pergunta: “Tu corres por qual equipe?” Parecia um espanto dizer que corria por conta, sem orientação. Não acho que seja prescindível a questão do técnico, mas creio que, no nível de experiência que tinha, sinceramente, entrar ou não numa não me faria diferença. Entrei porque queria contato com outras pessoas, já que trabalhava praticamente só com minha funcionária o dia todo.

Uma coisa que incomoda alguns é a questão de seguir o treinamento à risca. Eu sou contra. Penso que os treinamentos devem ser prazerosos. Óbvio que um dia ou outro a gente vai lá meio que na obrigação de correr, mas isso não pode se tornar constante. A satisfação em correr precisa ser bem maior do que a incomodação de ter que cumprir alguma planilha rigorosamente.

Creio que seja importante nos treinos coletivos as pessoas interagirem, verem como o colega está se saindo nos treinos, trocar experiências, ver o que ele tem acho dessa brincadeira toda. E também ver se a gente tem condições de viver em harmonia com os colegas da equipe. A razão precípua de uma equipe é agregar, somar esforços. Nem todo mundo se dá conta disso. Ou é capaz.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Companhias


Ontem à noite, em meio a uma confraternização de última hora pré-feriado, me perguntavam sobre o treino de domingo, em que corri acompanhando duas mulheres, a 6min/km.

Queriam saber se eu não ficava chateado ou irritado em correr devagar (para quem já correu bem mais rápido). Não, realmente não fico. Quando corro sozinho, até posso ficar chateado comigo mesmo: "Puxa, não consigo correr a 5min/km. Queria, mas não consigo." Mas, apesar de a corrida ser um esporte extremamente individual, quando a gente vai a um treino coletivo de equipe, pode aproveitar o momento e levar a expressão ao pé da letra.

Então, para mim, que estou bem longe da forma ideal, em processo de recuperação, treinar com alguém, mesmo que essa pessoa esteja em patamar de condicionamento inferior ao meu, me dá alegria e satisfação. E, se for numa prova, melhor ainda. Parece que a gente participa ativamente da vitória pessoal daquela pessoa. Pelo menos eu sinto assim. Freud explica.

Já tive treinos memoráveis com amigos, alguns que estão hoje na equipe Du Bira - até iria treinar com eles pela manhã, às 8h, se o evento social de ontem não tivesse me consumido - na pura parceria, todo mundo se ajudando, se esmerando para atingir o objetivo do treino. E, principalmente, sem excesso de competividade.

Muitas vezes, a gente não percebe que, estar numa equipe, sobretudo, é atuar como tal. Obviamente, que entramos numa com metas individuais, mas, sinceramente, eu vejo como uma atitude extremamente egoísta a gente não se preocupar em ajudar os demais membros dela ou mesmo competir com eles em um nível não salutar, que conspire contra a harmonia do grupo. Porque daí é bem mais honesto e corajoso ir correr sozinho, contra si mesmo.

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