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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Poa Day Run - Subway

Não é fácil coordenar o corpo, se ele não responde como a gente gostaria. Ontem, na Poa Day Run, da Subway, foi o que aconteceu. Tentei mandá-lo correr a 4:30/km, mas não obedeceu de jeito algum. Tinha corrido 23 km na manhã anterior, então o cansaço muscular era grande.

O dia até que estava bom para correr, embora a umidade estivesse um pouco alta, mas a temperatura girava em torno de 19, 20 graus. Saí correndo a 4:40, 4:38/km, mas isso só durou até o km 4. Depois as pernas pesaram de um modo que não foi possível manter o ritmo. (ver abaixo)

O trajeto da corrida consistia em sair do Barra Shopping, ir para a direita até quase a rótula das cuias e retornar pelo mesmo caminho, sem firulas e invencionices. Fiz a metade em 23:32, voltei em 24:33, totalizando 47:45, 1 minuto pior que a Corrida de Porto Alegre, dia 25 de março.

A prova tinha uma estrutura boa. Medalha entregue na chegada, banana, maçã, água, gatorade. Havia uma banca de iogurte Piá, mas quando cheguei ali não havia mais nada. Entrei na fila da foto. Demorou quase meia hora. E olha que não tinha tanta gente assim, mas era um processo meio demorado: tira foto, envia por email, imprime e entrega. Dali fui para a fila do sanduíche...vamos aproveitar as benesses inclusas na incrição. Como eu curto Subway, ótimo. Ainda havia uma fila para massagem, mas resolvi passar.

O kit da prova tinha uma camiseta bacana (lá da foto de cima), aquelas garrafinhas (squeeze), um vale-sanduíche de peito de peru e a tradicional sacolinha (bag) do evento. Além disso, havia um palco com uma banda boa tocando antes e depois do evento. O público me pareceu menor do que outras vezes, pelo menos a sensação era de que havia menos assessorias esportivas.

Do meu ponto de vista, o Circuito da Subway é um dos que apresenta melhor custo-benefício para quem quer correr, principalmente para quem está começando. A inscrição é justa pelo que é oferecido. 

Especificamente no meu caso, não valeu pelo tempo que fiz. Não fiquei desapontado, mas meio indignado comigo mesmo, que corri mais 10 km no final do dia e que foram melhores do que na prova. Coisas da vida. O foco é a maratona dia 3 de junho.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

POA Night Run - como foi

Bem, no projeto inicial, era para estar no fim-de-semana em BH, correndo a Volta da Pampulha, mas fiquei meio na espera do pessoal da equipe e acabei perdendo as promoções aéreas. Azar, planos mudam todos os dias, desde o momento em que o despertador toca e a gente levanta ou aperta no soneca. Assim, pela segunda vez no ano, BH ficou onde está: a 1.712 km de distância.

Se o local das provas não muda em Porto Alegre, pelo menos fazer uma prova noturna é algo diferente. E bem mais legal. O astral é outro. Muita gente compareceu. Fiquei muito feliz de ter encontrado a Ana Guerra, pena que não tivemos como nos falar. Também foi bom encontrar o meu amigo gremista, Bruno Thomaz, que tinha um dos melhores e mais ativos blogs sobre corridas (Correndo na Chuva), mas, infelizmente, ele parou de postar por lá (ele jura que não, mas tenho certeza que parte é culpa do Tribal Wars, onde somos inimigos). E até o meu amigo Giovani compareceu, acompanhando a namorada, que foi correr os 5 km.

Uma pena o atraso na largada, de praticamente 20 minutos, que gerou uma enorme vaia e descontentamento por parte dos corredores, contornada com bom humor pelo locutor da prova. Disseram que foi em função do túnel de luz que havia já no km 1, e que nem era tudo isso que foi alardeado no site da prova. Estava muito mais prá "tenda iluminada" do que "túnel sensorial com efeitos de luz e som".

Afora isso, a espera pela prova foi muito bacana, com um palco legal e um telão que dava um colorido bonito à medida que foi escurecendo. Nesse aspecto, tudo muito bom. Boa estrutura.

Dada a largada, com o atraso já mencionado, saí naquele mar de gente tentando imprimir meu ritmo de 4:30/km no início. A ideia era essa até a metade e depois acelerar. Passei pela tenda iluminada no km 1 (onde espero que a Raquel tenha feito uma bela foto) e logo em seguida entramos na Augusto de Carvalho, o Edson, da equipe Du Bira, colado em mim. Defronte ao IBGE, numa escuridão danada, tropecei numa saliência do asfalto (fato que se repetiu na volta seguinte, em menor intensidade), causada pela raíz de uma árvore no canteiro central, e quase protagonizo uma videocassetada homérica.

Dobramos na Loureiro da Silva, vulgo av. Perimetral, e segui no mesmo ritmo de 4:23, 4:24/km. Logo à frente, antes do viaduto da Borges, o retorno e "pernas prá que te quero". Finalmente, defronte à Câmara dos Vereadores, um posto de água, mal posicionado (todos corríamos à direita, já que havia um curva nessa direção em seguida e o posto fica na esquerda...) e, novamente, muita escuridão por lá, e um pessoal meio molengão entregando os copinhos...

Passamos pela Usina do Gasômetro e seguimos em direção ao centro, e nesse ponto a pista estreitou de tal maneira que ficou meio complicado correr por cerca de uns 500m, mas depois alargava antes de novo retorno, pouco após o km 4. O km 5 era, logicamente, no pórtico de chegada, e uns metrinhos antes havia um posto de Gatorade, que mais atrapalhou que ajudou, já que não tem como tomar isso no meio de uma prova de 10km, uma vez que estamos rápidos e ele não é tão digerível quanto água. Bom, me atrapalhei um pouco entre o isotônico e a respiração, meio que me afoguei, e o Edson passou de vez e abriu uns 30 metros. Nada de se desesperar... Perdi um tempinho e um guri com uma camiseta do Hospital Moinhos de Vento chegou em mim e corremos no mesmo ritmo por cerca de 1km, passando pelo Edson na curvinha da entrada da Augusto de Carvalho.

Ali, abri um pouco dele, e o ritmo seguia constante. Verdade que não conseguia correr mais a 4:20, como fiz num km, mas nada longe disso. Passamos novamente pela escuridão e os molengões do posto de água, indo para os últimos 1.500m da prova. Não era muito animador ver o povo já chegando, enquanto tínhamos que ir ainda em direção ao centro para retornar.

Retornei, enxerguei o Edson, que estava a uma boa distância para os menos de 1.000m que faltavam, acelerei o que o pulmão deixou e cruzei a chegada em 44:06 (44:08 oficial...), quando um corredor chegou trombando em mim feito um touro bravo.... o Edson.

Devo ter feito as duas metades praticamente iguais ou uns 10 segundos melhor na segunda volta (bom, achei que tinha sido melhor, mas foi igualzinha - ver abaixo). Bem, apesar do chip, os resultados também ainda não aparecem no site. Aguardemos por eles, então, que devem estar vindo no dorso de um pombo correio. Agora já estão.

Ah, a Bruna, claro: fez o melhor 10km da vida dela, terminando em 47:33. O negócio dela é noite...



A área de dispersão estava bem boa, com uns lounges, e novamente com distribuição daqueles picolés da prova da Paquetá, que caíram no gosto da galera.



Como vocês bem perceberam, algumas coisas precisam ser melhoradas para o ano que vem, mas, no cômputo geral, a prova foi muito legal, e tomara que surjam outros eventos noturnos para quebrar a mesmice das corridas em Porto Alegre.

Domingo tem mais, tem o Circuito das Estações da Adidas, muito provavelmente com sol, calor e muita gente.

km 1 - 4:23
km 2 - 4:20
km 3 - 4:24
km 4 - 4:24
km 5 - 4:28 (21:59)
km 6 - 4:28
km 7 - 4:15
km 8 - 4:26
km 9 - 4:29
km 10- 4:21 (43:58)
O GPS deu mais 30m, que devem ser em função do número de pessoas e da tangência por conta disso.

domingo, 30 de agosto de 2009

Circuito Caixa



Sem o mesmo glamour e o número de corredores da prova da Adidas, ocorreu, hoje pela manhã, a etapa de Porto Alegre do Circuito Caixa.


Nem metade dos participantes da semana passada resolveram encarar o lindo dia de sol e muito calor (mais tarde, às 14h, alguns termômetros marcavam 35ºC). Mesmo assim, aquele atropelo inicial verificou-se novamente, embora em menor escala.

Tinha expectativa de baixar meu tempo da Adidas, mas, ontem, depois do treino da manhã, também debaixo de muito sol, comecei a achar que ficaria difícil. Aí uma saída à noite e poucas horas de sono reforçaram minha desconfiança... (desculpas de corredor). Bem, foi um risco calculado... e a vida não é senão correr riscos.

De qualquer forma, apesar do cansaço, saí relativamente bem, mais ou menos dentro do que esperava, mas fui vendo, com o passar dos quilômetros, que a meta de baixar dos 45 ficaria complicada. Passei os 5km em 23 minutos. Até não senti tanto o calor, embora jogasse bastante água no corpo por conta das passagens nos postos de hidratações, mas isso é normal para mim em qualquer prova, com qualquer temperatura. As pernas é que realmente estavam pesadas pela falta de descanso.

Na mesma balada que eu, vinha a Isabel, da Equipe Du Bira, com o marido dela um pouco à nossa frente e a Cecília, da minha equipe, nas nossas pegadas. Viramos no km 7,5 e a Isabel diz "Me puxa, Júlio!". Obediente que sou, fiz isso. Mas ela nem sempre vinha junto... e eu tinha que dar uma pequena aliviada. Assim, apesar do cansaço dela, fomos alcançando algumas mulheres (passamos a Márcia, Ângela e mais uma). E a Cecília ainda na nossa cola... Fomos avistando a chegada, e a Cecília encosta de vez, diz para chegarmos os 3 juntos, mas digo para ela seguir em frente que estava melhor e é o que ela faz. A Isabel ainda tenta dar um gás e acompanhar, mas não tem pulmão ou pernas para tanto. Finalizamos em 46:22, 2s depois da Cecília, que acabou em primeiro na categoria dela.

Devolvo o chip, pego meu kit (uma boa medalha, barra de cereal, água e isotônico) e vamos 'quarar' naquele sol, porque a premiação foi mais demorada que fazer os 10km... Noveeeeela!

Fotos? Fico devendo, porque o (quase) sempre eficiente Japa, ainda não postou no site do Picasa.
E o resultados também ainda não aparecem no site do Circuito da Caixa.



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