42 km na Cidade Maravilhosa
Sábado foi correria pura. Tudo é longe no Rio. Talvez isso explique porque eles guiam daquele jeito nas ruas... Direção defensiva acho nem sabem o que é. Parece que está todo mundo alucinado.
Chegamos meio atrasados na retirada do kit, quase perto do meio-dia. Havia uma fila confusa e longa que, só depois de algum tempo, descobrimos que era mais da Family Run e da Meia do que da Maratona. Mas isso a gente só descobre quando está lá na frente, praticamente chegando...
O kit foi bom, embora não houvesse camiseta tamanho "M" para o meu amigo. Não me recordo bem, mas acho que a gente escolhia o tamanho na hora da inscrição... Deram uma revista da Maratona, como é muito comum nas provas no exterior, com bastantes explicações, detalhes e curiosidades sobre o evento. O chip, bem... era meio estranho. E o meu veio trocado com o do Irio. Era meio que um cartão de crédito pela metade. Achei ruim de colocar no tênis. Bem pior que os anteriores da Chip Timing, pretos, de plástico. Me incomodou um pouco durante a prova.
Havia um almoço dos Marathon Maniacs na casa de um na Barra, mas pelas razões expostas anteriormente, não foi possível comparecer. Almoçamos no La Mole da Tijuca, perto da casa de um casal amigo meu que nos acompanhava.
À noite, aí sim, novo encontro com MMs, postulantes a e alguns corredores de Uberlândia também, a maioria estreando na Maratona. Havia até um MM americano, o Jeff (MM 434), que é nível Titanium (33 maratonas em 27 estados americanos diferentes em 1 ano).
(Janta no La Mole em Botafogo)
No domingo, o tempo ajudou. Nada de sol saindo cedo, creio que só foi aparecer, tímido, lá pelo quilômetro 11 ou 12. A largada atrasou um pouquinho, acho que teve a ver com a fila nos guarda-volumes que era grandinha minutos antes das 8h. Uma falha na organização. A maioria das provas encerra o guarda-volumes 15 minutos antes, justamente para evitar a confusão.
(MMs e galera dos Desafio das 6 maratonas 2009 fotografados pelo Pinguim)
Larguei cuidando o Garmin no ritmo de 5:23/km e fui indo assim até onde deu... e isso foi longe. Passei os 21km (não a meia) em 1h53 cravados, o que daria uma maratona mais ou menos em 3h47, 3h48. Logo em seguida, avistei o Írio, que vinha na capa da gaita (pegou um gripão quando chegamos no Rio e passou tomando remédio até o dia). Encostei nele no km 22, dei uma força, logo em seguida chegamos na Lu, fisioterapeuta aqui em POA também, e segui em frente, deixando os outros.

(km 31, no Leblon)
A prova foi excelente. O abastecimento esteve perfeito, à exceção do primeiro posto que foi meio confuso, quando passávamos novamente pela largada e eu, quando vi, se foi o posto, sem eu tomar nada. Havia muita água em todos eles, hidrotônico em alguns, carboidrato em gel (um cara na minha frente pegou uns 15 não sei para que). Um único porém mesmo foi na chegada, em que o povo que entregava as medalhas não queria se abaixar para tirar o chip do nosso tênis. Pedir para alguém que correu quase 4h fazer isso é quase desumano. Acho que faltou um pouquinho de treinamento para eles. E bom senso também. Ano que vem, se for e estiver dentro do peso normal, a meta é 3h30, 3h35.