quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Calendário para 2010

O ano vai realmente "começar" agora em março, e está mais do que na hora de traçar os objetivos esportivos.

Embora existam algumas questões profissionais e pessoais que possam mudar tudo isso no decorrer da trajetória, a ideia é a seguinte:

14 de março - Circuito das Estações Adidas - Etapa Outono - 10km
21 de março - Track & Field - 10km
18 de abril - Eco Run - 10km
24 de abril - Meia Maratona Noturna - 21km
01 de maio - Gramado Adventure Running
ou 02 de maio - Maratona de São Paulo - 42km
27 de maio - Maratona de Porto Alegre - 42km
30 de maio - Circuito das Estações Adidas - Etapa Inverno - 10km
17 de julho - Festival de Corridas Noturnas do Corpa
ou 18 de julho - Maratona do Rio de Janeiro
22 de agosto - Meia Maratona do Rio de Janeiro
29 de agosto - Circuito das Estações Adidas - Etapa Primavera - 10km
12 de outubro - Maratona de Buenos Aires - 42km
07 de novembro - Maratona de Revezamento Paquetá - 21km
12 de dezembro - Circuito das Estações Adidas - Etapa Verão - 10km

08 de janeiro de 2011 - Meia Maratona da Disney
09 de janeiro de 2011 - Maratona da Disney - 42km

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Notícias do verão


É muita preguiça ficar um mês sem postar nada.

Vamos por partes, como imortalizou nosso célebre Jack, o estripador:

1) Abortei os 50km da Supermaratona de Rio Grande. Não treinei o suficiente (quinta passada, por exemplo, nem treinei) e não me sentia em condições de fazer uma boa prova por lá. Rio Grande é umas das provas que mais se precisa chegar muito, mas muito bem para completá-la sem sofrimento. Na verdade, eu adoro fazê-la, mas sem treinamento adequado seria masoquismo ao extremo.

2)Dia 24 de janeiro estive em Belo Horizonte, participando do Circuito do Sol, prova organizada pela Espera BR Mídia, que edita a revista 02. Obviamente (e ainda bem) que foi na Pampulha, porque creio que BH não tem nada plano além disso. Praticamente tudo por onde andei tinha uma subida e uma descida íngremes. De carro já foi cansativo, imagina a pé.

3)Como não estarei em Rio Grande, prestigiarei a TTT, no mesmo final de semana, só que não irei correr, exceto se alguém da equipe faltar.

4) Semana passada, dia 30, teve a Summer Night Run, prova muito legal que aconteceu em Capão da Canoa, às 21h. Dessa vez, diferentemente da prova noturna de Porto Alegre organizada pela mesma empresa e nos mesmos moldes, o tal túnel sensorial de luz e som funcionou bem direitinho e fez juz ao nome. Verdade que não havia umas tochas que prometeram, mas a prova foi gigante pela própria natureza. Uma super estrutura com muita música, iluminação e telão. Parou tudo ao redor. A área de dispersão depois era muito bacana, com massagem, frutas, sorvete, pão e mais nem sei bem o quê.

5) Quanto às provas em si e ao meu desempenho nelas:

- Summer Night Run:

A largada foi na beira da praia, no meio de muita areia fofa e com pouca iluminação. A lua cheia subindo àquela hora foi um fato marcante que deu uma beleza ímpar ao evento. Mas foi dureza para os corredores o primeiro km pela falta de iluminação e a dificuldade com o terreno.

Corremos mais ou menos uns 2km ali e entramos na Av. Beira Mar, já com asfalto (fazíamos 2x esse trajeto). Um amigo da Equipe Dubira depois comentou comigo que quando entrávamos ali tinha uma "sauna", e acho que o relato dele foi o mais adequado para descrever a situação daquele momento: extremamente abafado. Comecei dentro do previsto, na média de 4:25 por km, o que daria 44 no tempo total, mas... não dormi na noite anterior. Nada, rigorosamente nada, exceto pequenas cochiladas já à tarde, na beira da praia. Aliado a isso, ainda comecei, já no km 2, sentindo novamente aquelas puxadas terríveis entre o abdômem e a costela direita, o que impossibilitava uma respiração adequada e fez com que eu diminuísse o ritmo para conseguir respirar direito.

Mesmo assim, fui até o final com esse enorme incômodo. Passei o km 5 em 22:48 e depois caí mais ainda, mas pouca gente me passou, acho que nem meia dúzia, sendo 2 que tinham as pernas quase do meu tamanho... o que evidencia que, se foi difícil prá mim, para todo mundo também foi.

Terminei em 48:22. Deu 10,26km no GPS. Acho que, apesar de estar muito abafado, meu desempenho foi prejudicado mais pela falta de sono e descanso do corpo do que pela condição climática.

Vamos às parciais:
km 1 - 4:25
km 2 - 4:38
km 3 - 4:34
km 4 - 4:29
km 5- 4:41
km 6 - 4:57
km 7 - 4:48
km 8 - 4:42
km 9 - 4:57
km 10-4:57

- Circuito do Sol em BH:

Uma camiseta muito legal no kit e uma boa estrutura no local da prova. Só me chamou a atenção as poucas assessorias esportivas presentes no evento. Não sei se é o normal de BH, ou se foi o evento em si, mas não havia nem metade do que tem em POA no Circuito da Adidas.

A prova saiu com uma temperatura amena, cerca de 20 graus e o abastecimento foi muito bom, de 2,5 em 2,5km. Comecei no mesmo ritmo, de 4:25 por km, que era minha estratégia, para ver se terminava acelerando um pouco para baixar de 44. Quase deu. Senti cansaço no final. Tinha pulmão, mas não tinha pernas.

O trajeto consistia em ir e voltar 5km, o que era tranquilo, apesar de algumas leves inclinações na pista, que tiraram minha ideia inicial de que era completamente plano. Nada de se reclamar muito, só não era... plano.

Passei os km em 22:01, o que me deu a sensação de que iria baixar do 44, mas, como disse aí no parágrafo anterior, apareceram umas 'inclinações', mais o meu cansaço e não consegui manter. Na verdade, pelo tempo oficial, fechei em 43:59. Só que o GPS marcou 9,1km. Então, podemos colocar mais uns 25s nesse tempo total para fechar os 10km.

Foi uma prova muito boa. Gostei muito da camiseta e da área vip depois da prova. Ah, quase ia esquecendo: a Pati Gomes, do blog Correr para a Vida, me encontrou por lá e batemos um papo. Ela que me quebrou um galho uma vez, pegando o kit da prova da Adidas, para a qual me inscrevi e acabei não indo lá em BH, em julho do ano passado. Procurei-a no final para tirarmos umas fotos juntos, mas não a encontrei.

Parciais:
km 1 - 4:25
km 2- 4:20
km 3 - 4:23
km 4 - 4:28
km 5 - 4:24
km 6 - 4:25
km 7 - 4:29
km 8 - 4:32
km 9 - 4:31
km 10-3:59

A foto do post é da prova.

Por hoje é só, pessoal.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

2010

Bom, estou de volta, acabou a moleza dos dias no litoral. Foi pouco mais de uma semana de muito calor e água propícia para o banho. Passava quase o tempo todo na praia, comendo milho verde e picolé. Consegui correr alguns dias, não tantos quanto gostaria, mas debaixo de calor forte, o que já foi bom, levando-se em consideração que o meu foco são os 50km da Supermaratona de Rio Grande, na segunda quinzena de fevereiro.

Infelizmente, tirando essa parte boa, estávamos à beira do caos. Toda vez que era preciso ir num supermercado, ele andava abarrotado e desabastecido. O trânsito na área onde eu estava (Tramandaí-Imbé) está um pandemônio - e não é de hoje - e com poucas perspectivas de melhorias. Ainda bem que eu tenho uns caminhos alternativos que evitam as ruas principais, mas fiquei com pena das pessoas que ficaram horas presas em engarrafamentos em plena época de descanso e férias. Ninguém merece essa falta de respeito com o cidadão.

Os telefones celulares, para não perder o hábito, estavam quase impossíveis de serem usados perto do revéilon, e eu não tenho paciência mais prá isso. Já não curto ficar escrevendo mensagem, quando não vai, então...
Quem recebeu alguma foi extramemente sortudo... ainda ontem recebi confirmação de entrega de mensagem do dia 31... Quem não recebeu, ficam aqui meus votos de feliz 2010.

Bem, em relação à área esportiva propriamente dita, graças ao esforço e à
pilha da Aninha, que inclusive providenciou as passagens, estarei em BH de 22 a 24 de janeiro, e, casualmente, haverá o Circuito do Sol dia 24, do qual acabarei participando.

Depois, na semana seguinte, haverá uma corrida noturna, o Summer Night Run, aqui no litoral, em Capão da Canoa, e em fevereiro, como já citei, a Supermaratona de Rio Grande, debaixo daquele sol maravilhoso...

Prá começo de ano, já está excelente.

Por hoje é só.

Bom 2010 a todos.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Circuito da Adidas, Natal e Ano Novo


No final das contas, acabei nem escrevendo sobre o Circuito da Adidas, etapa verão, dia 13, no aniversário do meu pai. Foi a maior correria para tentar deixar tudo em dia antes de entrar em férias aqui no escritório.

Resumidamente, corri super bem, apesar de ter corrido 7km antes também, com o Duda e a Danuse, que se preparam para a prova Cruce de Los Andes, no Chile, em fevereiro. Terminei em 44:04, alguns segundos melhor do que na corrida noturna da semana anterior, apesar do vento forte contra no retorno dos últimos 2 quilômetros.

Esse post é mais para desejar Feliz Natal e um ótimo Ano Novo a todo mundo. Dia 26 vou para a praia e retorno só dia 04 à vida trabalhadora. Vou tentar correr o que der no calor, já que a intenção é treinar para minha 5ª participação na Supermaratona de Rio Grande, na segunda quinzena de fevereiro, de preferência para quebrar meu recorde pessoal lá, que é de 4h07. Uma vez mais, não poderei participar da TTT, o revezamento de Torres a Tramandaí, porque parece que há sempre uma "coincidência intencional" entre as datas...

Para 2010, há pequenos projetos:
- Correr as maratonas de SP, POA e Rio.
- Baixar de 3h10 o tempo em uma delas, que só pode ser POA, obviamente.
- Correr em BH.
- Voltar a fazer os 10km perto da marca dos 40, 41 minutos.
- Dividir o quarto de hotel com alguém que tenha o cabelo mais comprido que o Irio...hehe

Acho que esse é o último post do ano, salvo se a chuva que cai aqui em Porto Alegre se repetir pela praia semana que vem.

Mais uma vez, Feliz Natal a todos e excelente ano de 2010!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

POA Night Run - como foi

Bem, no projeto inicial, era para estar no fim-de-semana em BH, correndo a Volta da Pampulha, mas fiquei meio na espera do pessoal da equipe e acabei perdendo as promoções aéreas. Azar, planos mudam todos os dias, desde o momento em que o despertador toca e a gente levanta ou aperta no soneca. Assim, pela segunda vez no ano, BH ficou onde está: a 1.712 km de distância.

Se o local das provas não muda em Porto Alegre, pelo menos fazer uma prova noturna é algo diferente. E bem mais legal. O astral é outro. Muita gente compareceu. Fiquei muito feliz de ter encontrado a Ana Guerra, pena que não tivemos como nos falar. Também foi bom encontrar o meu amigo gremista, Bruno Thomaz, que tinha um dos melhores e mais ativos blogs sobre corridas (Correndo na Chuva), mas, infelizmente, ele parou de postar por lá (ele jura que não, mas tenho certeza que parte é culpa do Tribal Wars, onde somos inimigos). E até o meu amigo Giovani compareceu, acompanhando a namorada, que foi correr os 5 km.

Uma pena o atraso na largada, de praticamente 20 minutos, que gerou uma enorme vaia e descontentamento por parte dos corredores, contornada com bom humor pelo locutor da prova. Disseram que foi em função do túnel de luz que havia já no km 1, e que nem era tudo isso que foi alardeado no site da prova. Estava muito mais prá "tenda iluminada" do que "túnel sensorial com efeitos de luz e som".

Afora isso, a espera pela prova foi muito bacana, com um palco legal e um telão que dava um colorido bonito à medida que foi escurecendo. Nesse aspecto, tudo muito bom. Boa estrutura.

Dada a largada, com o atraso já mencionado, saí naquele mar de gente tentando imprimir meu ritmo de 4:30/km no início. A ideia era essa até a metade e depois acelerar. Passei pela tenda iluminada no km 1 (onde espero que a Raquel tenha feito uma bela foto) e logo em seguida entramos na Augusto de Carvalho, o Edson, da equipe Du Bira, colado em mim. Defronte ao IBGE, numa escuridão danada, tropecei numa saliência do asfalto (fato que se repetiu na volta seguinte, em menor intensidade), causada pela raíz de uma árvore no canteiro central, e quase protagonizo uma videocassetada homérica.

Dobramos na Loureiro da Silva, vulgo av. Perimetral, e segui no mesmo ritmo de 4:23, 4:24/km. Logo à frente, antes do viaduto da Borges, o retorno e "pernas prá que te quero". Finalmente, defronte à Câmara dos Vereadores, um posto de água, mal posicionado (todos corríamos à direita, já que havia um curva nessa direção em seguida e o posto fica na esquerda...) e, novamente, muita escuridão por lá, e um pessoal meio molengão entregando os copinhos...

Passamos pela Usina do Gasômetro e seguimos em direção ao centro, e nesse ponto a pista estreitou de tal maneira que ficou meio complicado correr por cerca de uns 500m, mas depois alargava antes de novo retorno, pouco após o km 4. O km 5 era, logicamente, no pórtico de chegada, e uns metrinhos antes havia um posto de Gatorade, que mais atrapalhou que ajudou, já que não tem como tomar isso no meio de uma prova de 10km, uma vez que estamos rápidos e ele não é tão digerível quanto água. Bom, me atrapalhei um pouco entre o isotônico e a respiração, meio que me afoguei, e o Edson passou de vez e abriu uns 30 metros. Nada de se desesperar... Perdi um tempinho e um guri com uma camiseta do Hospital Moinhos de Vento chegou em mim e corremos no mesmo ritmo por cerca de 1km, passando pelo Edson na curvinha da entrada da Augusto de Carvalho.

Ali, abri um pouco dele, e o ritmo seguia constante. Verdade que não conseguia correr mais a 4:20, como fiz num km, mas nada longe disso. Passamos novamente pela escuridão e os molengões do posto de água, indo para os últimos 1.500m da prova. Não era muito animador ver o povo já chegando, enquanto tínhamos que ir ainda em direção ao centro para retornar.

Retornei, enxerguei o Edson, que estava a uma boa distância para os menos de 1.000m que faltavam, acelerei o que o pulmão deixou e cruzei a chegada em 44:06 (44:08 oficial...), quando um corredor chegou trombando em mim feito um touro bravo.... o Edson.

Devo ter feito as duas metades praticamente iguais ou uns 10 segundos melhor na segunda volta (bom, achei que tinha sido melhor, mas foi igualzinha - ver abaixo). Bem, apesar do chip, os resultados também ainda não aparecem no site. Aguardemos por eles, então, que devem estar vindo no dorso de um pombo correio. Agora já estão.

Ah, a Bruna, claro: fez o melhor 10km da vida dela, terminando em 47:33. O negócio dela é noite...



A área de dispersão estava bem boa, com uns lounges, e novamente com distribuição daqueles picolés da prova da Paquetá, que caíram no gosto da galera.



Como vocês bem perceberam, algumas coisas precisam ser melhoradas para o ano que vem, mas, no cômputo geral, a prova foi muito legal, e tomara que surjam outros eventos noturnos para quebrar a mesmice das corridas em Porto Alegre.

Domingo tem mais, tem o Circuito das Estações da Adidas, muito provavelmente com sol, calor e muita gente.

km 1 - 4:23
km 2 - 4:20
km 3 - 4:24
km 4 - 4:24
km 5 - 4:28 (21:59)
km 6 - 4:28
km 7 - 4:15
km 8 - 4:26
km 9 - 4:29
km 10- 4:21 (43:58)
O GPS deu mais 30m, que devem ser em função do número de pessoas e da tangência por conta disso.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

POA Night Run

Sábado à noite se realizará a 1ª edição da POA Night Run.

A prova, ao que tudo indica, tem tudo para ser bem legal e bem feita, a julgar pelo site e pelas informações que chegam sobre ela. Logicamente, se iluminarem bem a Av.Beira-Rio, porque na meia noturna do Corpa, este quesito, em alguns pontos, foi precaríssimo. O povo tem que lembrar que o pessoal mais veterano (que não é o meu caso...hehe) já tem naturalmente dificuldade em enxergar de dia, quanto mais ainda à noite e com pouca iluminação.

Pelo que se depreende do site, a chegada será num "túnel sensorial com efeitos de luz e som", o que, com certeza, deve dar um grande atrativo e diferencial à prova.

A minha ideia era tentar fazer em 43 minutos, algo próximo disso. Mas já nem sei se irei correr, porque estou com uma espécie de "depressão pós-aniversário" (hehe). Não sei bem se é porque vou entrar em férias e descansar uns dias e não vejo a hora disso ocorrer, se é o final de ano, se é porque mais um irmão meu vai morar fora do estado ou por algumas coisas que aconteceram (ou não aconteceram). Ou se é o somatório de tudo isso. Talvez até lá me empolgue em correr. Ou não.

Só sei que, se eu não aparecer, é porque fui sentar na areia da praia e olhar o mar.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Ainda sobre Curitiba

Não escrevi no post anterior, mas o kit da prova de Curitiba foi pobre. Uma camiseta com tecido prá lá de ultrapassado, à moda das provas do Corpa, aqui em Porto Alegre, com design e recorte meio esquisitos, que não caíam bem no corpo. Não serviu para nada, embora alguns até a tenham usado para correr. Apesar de toda a evolução tecnológica, era bem pior do que de 5 anos atrás. Conversando com um pessoal envolvido na organização, disseram que teria sido pelo fato de a prova ser organizada pela Prefeitura, e que precisava cumprir certos ritos legais e tal, e então acabou atrasando tudo e tivemos por conta disso a camiseta no estilo "foi o que deu para fazer em função do tempo". De qualquer forma, nos outros anos a prova também era organizada pela Prefeitura...

Depois, na loja Procorrer, conseguimos um kit melhorzinho, que eles davam para quem apresentasse o número de peito, e que consistia em camisetas de provas passadas que eles organizaram, boné e mais alguma coisa. Só isso já superou o kit da prova.

Sempre nas maratonas, o pessoal dos Marathon Maniacs têm tentado se encontrar, o que está ficando cada vez mais difícil, à medida que o grupo cresceu, e que cada um tem uma programação diferente para aqueles dois ou três dias que antecedem o evento. Mas lá na feira, no sábado, encontrei o Miguel, mineiro de BH e do Baleias. E ele estava bem mais magro. "Cansei de ser gordo", disse ele. Na Maratona do Rio, em junho, nos encontramos e eu disse para ele que iria emagrecer, que foi o que constatou em Foz, em setembro. Ele disse: "Poxa, tu disseste que iria emagrecer e te encontrei lá em Foz mais magro." Então, ele colocou na cabeça que também podia. E está conseguindo. Que legal. Fiquei muito feliz por ele e por ter ajudado nisso de alguma forma. Tudo melhora quando estamos no peso ideal. Ah, e, finalmente, ele conseguiu me entregar a latinha da prova da Adidas de BH, para a qual me inscrevi, mas faltei na última hora. Não dá para esquecer da Pati, que, gentilmente, fez essa ponte, buscando o kit e entregando a ele.

Aconteceu uma coisa esquisita comigo durante a prova e que não houvera acontecido nunca antes em uma maratona. Diversas vezes, senti dores entre o abdômen e a costela direita, o que causava uma imensa dificuldade em respirar. No km 27, quase parei por conta disso, porque a dor era muito forte, insuportável. Sempre ouvi que isso se devia ao fato de estarmos respirando mal, mas, mais tarde, no hotel, conversando com outros corredores, alguns também relataram algo semelhante, essa dificuldade de respirar. E um deles teorizou de que isso acontecia por conta da umidade alta na prova. Será? Nunca tinha ouvido falar nada a respeito e já corri diversas provas com umidade alta, inclusive em Curitiba.

Curitiba impressionou pela limpeza. No Centro, pelo menos, área em que ficamos. Incrível, mas praticamente não havia sujeira nas ruas. Grande ponto para eles, e um exemplo a ser seguido pelas demais cidades. Na prova, sempre onde havia postos de água, havia garis recolhendo os copos que os corredores atiravam no chão. Curitiba deu show nesse aspecto. E isso é simples.

Por último, para os ciumentos do "Sala de Redação": consegui fazer um post inteiro sem citar a Bruna.

domingo, 22 de novembro de 2009

Maratona de Curitiba


Domingo (hoje), 6h da manhã, acordamos (eu e o Irio) para o café. Não sei quem foi que disse que o tempo estaria chuvoso como ontem, que estava perfeito... para uma maratona: nublado, 21 graus. Hoje, diferentemente, o sol se alinhava no horizonte, prenunciando um dia quente.

Tomamos nosso café e rumamos para o Centro Cívico, que era perto do hotel, uns 15 minutos a pé. Tudo pronto depois daquele ritual de passar vaselina nas áreas de atrito, se bezuntar de protetor solar e passar um óleo de arnica para o aquecimento dos músculos, entramos na área destinada aos maratonistas masculinos (as mulheres largaram às 7h30). Semana passada, a largada tinha a presença da Bruna ao lado. Hoje, ... o Irio. Meio desanimador. Levei uns 42km para superar mais esse obstáculo...hehe

Uns 10 minutos após, deu-se finalmente a largada, meio tumultuada nos primeiros 200m, até que podemos imprimir nosso ritmo. O Irio disse que largaria de forma conservadora, comigo, a 5:30/km mas, sem surpresa alguma, isso não se cumpriu. Nem por 500m.

Tinha acordado com a mesma dor nas costas que me fez caminhar em Foz, com dor na planta dos pés e não muito afim de fazer a prova. E não era nada de nervosismo, estava bem tranquilo, de sangue doce. Na verdade, gosto mesmo de fazer as maratonas de SP, RJ e POA. As outras, não curto muito. A dor na planta dos pés passou logo em seguida, mas, correndo, começou um desconforto no joelho direito, que anda me perseguindo, e que o ortopedista que consultei disse que também deve-se à falta de alongamento constante. Ele deu lá uma explicação da qual não me lembro mais...

Nos primeiros quilômetros, fizemos uma pequena volta que nos colocou na frente do Centro Cívico novamente no km 6. Estava achando meio quente já a essa altura do campeonato. Não que isso estivesse afetando alguma coisa no meu rendimento, só estava suando mais do que o normal.

Passei os 10km em 52:58, dois minutos a menos do que o previsto, mas estava tudo tranquilo àquela hora. Só que lá pelo km 10,5, tive que fazer um pit stop num posto Ipiranga, porque alguma coisa estava fermentando... Pior é que a "casinha" ainda estava ocupada... Comparando depois com o tempo oficial da chegada, vi que perdi 7 minutos e 10 segundos nessa brincadeira. Mas era preciso. (o meu Garmin para quando paro de correr, então meu tempo nele foi o efetivamente corrido).

Bem aliviado, voltei para a prova, a fim de correr atrás do prejuízo. Aí comecei a encontrar boa parte do pessoal que já tinha ultrapassado. Não foi exatamente animador, mas foi até foi engraçado, porque eu passava meio ligeirinho por aquele povo, que era mais da turma das 4h30, e ouvi alguns tecendo comentários sobre isso.

Por aí, o trajeto me parecia o mesmo da última vez em que corri (acho que 2004). Pouco antes do km 13, havia uma bandinha (hello, Porto Alegre!) tocando "A Banda"... (estava à toa na vida, meu amor me chamou para ver a banda passar, cantando coisas de amor...). Logo em seguida, passei pelo japa MM, o Hideaki, e por alguns dos participantes do Desafio das 6 maratonas (o povo que fez todas as maratonas oficiais do Brasil nesse ano). A vida seguia tranquila até aqui, e eu fazia 5:15/km. A essa altura, alguma coisa no trajeto mudou em relação ao meu último ano, porque minha lembrança é que pegávamos um grande retão num corredor de ônibus por volta do km 18. Mas, diferente disso, a gente subia, descia, dobrava à direita, subia novamente, descia, dobrava à esquerda, subia... O trajeto, que antes me parecia mais fácil depois da metade, piorou sensivelmente. E o sol... bem, o sol estava forte desde o km 15 ou 16.

No km 19, tínhamos isotônico, que a escoterinha disse com aquele sotaque que estava morrrrninho, e que veio muito a calhar. Passei os 21 km em 1:50:38, bem demais até. Nessa parte da prova e por um bom período, até o 30 e tantos, havia muita confusão no trânsito, muitos motoristas brigando com os agentes por conta das ruas bloqueadas, causando tumulto e até mesmo tentando invadir a área destinada aos corredores, o que foi um fato negativo na prova, porque repetiu-se inúmeras vezes e chamou muito a atenção. No mais, Curitiba tem um fator sensacional, que é participação e interação das pessoas aplaudindo, pegando mangueiras e atirando água nos corredores ou até mesmo fornecendo em copos, como lá por volta do km 37.

Eu vinha correndo bem até o km 31, quando senti a falta de treino nesse sobe-e-desce danado e dobra aqui-dobra ali. É difícil treinar em Porto Alegre para esse tipo de prova, porque praticamente não houve nenhum momento plano. Ou a gente estava subindo ou descendo durante os 42 km. Quando dobrei à direita e vi uma nova subida, quebrei de vez. Os 5:15/km se foram e já fiz o km seguinte a 5:58 e, depois, isso caiu um pouquinho mais até o 36, quando não aguentei mais aquela dor nas costas que me acompanhava desde início da prova e fui obrigado a caminhar, quase quando chegava no Gabbardo, que também caminhava. Aliás, éramos vários caminhando. O trajeto e o calor quebraram muita gente.

Caminhei ainda até o 39, quando um rapaz passou por mim e me instigou a voltar a correr. Se não fosse ele, certamente teria feito pior. Não vi o número, mas Guilherme (que fazia a 1ª maratona da vida) era o nome dele, o mesmo do meu filho mais velho. Aquele km fiz a incríveis 5:09, deixando-o até um pouco para trás. Aí voltei a caminhar, que era a ideia inicial, para poder ter um gás no último quilômetro. Então, ele chegou novamente em mim, enquanto um temporal se armava e fomos correndo juntos até a linha de chegada, já debaixo de muita, mas muita chuva mesmo. Fechei o km 42 em 5:17 e a prova (o Garmin marcou 42,51km) em 3:58:26 efetivamente corridos, mas o tempo oficial (que recebi em seguida por mensagem no celular!), e que é o que realmente vale, foi de 4:05:39. O Irio havia chegado um pouco antes em 3h57.

Medalha no peito, isotônico e água na mão, tudo que eu queria uma massagem nas costas, embora as pernas também estivessem bem doloridas. E foi fácil de conseguir. E ajudou bastante. Ainda ficamos um tempo por lá, porque o pessoal do Desafio das 6 maratonas (do qual o Irio participava), entregou troféus a todos (32) que completaram. Foi um grande momento para todos eles.

Bem, banho tomado, refeição feita, post publicado, vou descansar (leia-se: dormir), que eu preciso. E acho que mereço.



As parciais por km:
km 1 - 5:31 km 11 - 5:18 km 21 - 5:13 km 31 - 5:23 km 41 - 6:05
km 2 - 5:12 km 12 - 5:15 km 22 - 5:12 km 32 - 5:58 km 42 - 5:17
km 3 - 5:20 km 13 - 5:10 km 23 - 5:12 km 33 - 5:54
km 4 - 5:12 km 14 - 5:18 km 24 - 5:15 km 34 - 6:22
km 5 - 5:20 km 15 - 5:18 km 25 - 5:24 km 35 - 6:29
km 6 - 5:12 km 16 - 5:15 km 26 - 5:16 km 36 - 6:34
km 7 - 5:16 km 17 - 5:05 km 27 - 5:20 km 37 - 7:53
km 8 - 5:14 km 18- 5:14 km 28 - 5:15 km 38 - 8:14
km 9 - 5:17 km 19 - 5:16 km 29 - 5:05 km 39 - 8:33
km 10- 5:19 km 20- 5:12 km 30 - 5:10 km 40 - 5:09

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Está chegando a hora


Domingo, 8h.
A expectativa é boa. Para quem já fez 4 vezes, não há mais mistério. E, depois de Foz, qualquer coisa é "fácil."Se completar (hehe), será minha 37ª maratona. Só 2 não foram terminadas, sendo uma delas justamente em Curitiba, em 2000, na vez em que estava melhor preparado. E justamente por isso. Um dia, explico melhor.

O tempo, ao que parece, vai estar feio, ou seja, bom para corrida. Eu até estava preparado psicologicamente para muito calor, mas, se vier uma chuvinha, é bem melhor. Chuvinha, claro. Não os quase-tornados que estão aparecendo aqui no RS e região sul.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Maratona de Revezamento Paquetá


E, finalmente, chegou o tão esperado dia da prova da Paquetá, anteontem.

E, por muito pouco, não perdi a festa. Acordei meio assustado e pensei comigo mesmo: “Está muito claro.” Corri para ver as horas no celular e: 7h! Com essa brincadeira nada engraçada e atual de nos fazerem pegar o chip no próprio dia da prova, o risco de um contratempo aumentou. Saí alucinado, cometendo quase todas as infrações possíveis de trânsito, mas cheguei ainda com folga para pegar o chip, que, na verdade, já havia sido pego meu treinador, o Daniel.





Tudo pronto, saímos eu, o Duda e a Bruna. E as inimigas dela nas duplas femininas meio que por perto. Mas, logo no km 3, uma delas já ficou para trás. Infelizmente, a numeração não permitia saber se a pessoa estava na dupla feminina ou na mista, de modo que chegamos a nos preocupar com algumas que não eram rivais. Mas seguimos em frente. Íamos a pouco menos de 5min/km, uma boa média, que só conseguiu ser mantida até os 10km.

E, aqui, a grande falha da prova, grosseira, aliás: eram 20km e não 21. Como foram duas voltas no mesmo trajeto, qualquer erro acaba sendo em dobro. Mas, fazer o quê? Menos 1km para correr. Para quem está cansado, até é uma boa...

Passamos os 10 em 49:30. A Bruna me xingando porque achava que a metade era 10,5 e então teríamos que passar em 52, mas, até ali, estava tudo dentro do planejado. Depois é que começamos a entrar na “margem de erro...” hehe



Então, houve uma pequena queda para 5:15 por km, e depois um pouquinho mais... lá pelo 16, 17, estávamos na casa dos 5:30 e, quando ela me perguntava, eu sempre aumentava um pouco para não deixá-la se atirar nas cordas, achando que estava bom... Acho que mais ou menos no 17, a Adri chegou em nós, e o Duda nos largou para ir com ela e chegar na minha frente para poder passar o dia de ontem me infernizando por email por conta disso... Na meia do Rio, em setembro, tinha chegado na frente dele e agora quis dar o troco. Vigarista, trapaceiro...hehe

Pegamos a Loureiro da Silva, eu olhando para trás à procura da moça da União 100% para ver se estava se aproximando e a Bruna só dizia “azar”. Faltando pouco para chegar, ela até ficou mais próxima, mas conseguimos abrir o suficiente para fechar o último km super bem em 5:15 e entregar o chip/pulseira para a Bina (e para o Mário - meu parceiro) com 1h43 e alguma coisinha.

E lá foi ela para a segunda parte da prova, com sol forte abrindo e, ainda por cima, tempo abafado. Nos primeiros 10, a Bina fez o que imaginei, mas deu um grande susto quando parou onde estávamos, defronte à nossa barraca, porque pareceu que desistiria. Ficou mais de 1 minuto ali, mas abasteceu, tomou gel e se foi. Sofrendo com o sol. E a Bruna pegou a bike e foi atrás dela acompanhar.


Depois, ela retornaria e passaria novamente na frente da barraca, que foi quando saí para acompanhá-la. Faltavam 5km. A média, a essa altura, era de 5:40 por km. Nada mal para quem passou a semana com dor de garganta e o mês todo de setembro sem correr. Mas ela tinha dor no joelho, que a acompanhou até o fim.

Quando entramos na Loureiro da Silva, cruzávamos com o pessoal que vinha logo atrás, e uma moça começou a me deixar preocupado, porque vinha bem, sem demonstrar o cansaço da Bina. Isso até foi bom, porque acendeu o sinal de alerta. Mas a moça não chegou em nós, embora tenhamos cruzado novamente com ela em outro ponto de retorno, faltando pouco mais de 500m e a cara dela parecia ser de inimiga de categoria. Mas não era.

No final da contas, se estava difícil para a Bina, para as concorrentes foi mais ainda, porque também cansaram e a diferença aumentou. Fechou a prova em 1h52, com tempo total delas de 3:36:28. De modo que eram pura felicidade quando souberam que tinha ficado em 3º lugar nas duplas femininas. Com direito a dindim!



Na chegada, havia um bom reabastecimento, com sanduíche, suco e até picolé, que, depois da carinha de felicidade das duas, foi o melhor da festa. E, para mim, a prova acabou sendo um ótimo treino para domingo, na maratona de Curitiba. Que seja o que as pernas deixarem!



Demais resultados da prova aqui.

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