quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Mais sobre a prova da Garoto

Recebi, por email, relato do meu treinador, Daniel Rech, sobre a prova da Garoto no fim-de-semana. Achei interessante postar, porque ele dá uma abordagem diferente da que eu dei no post anterior, focando-se em outros detalhes. Vamos a ele:

No final de semana que passou fomos fazer uma corrida em Vitoria - ES.
Quem estava la: O Emilio e esposa, Vitor e Leila, Nilton e Silvana, Eu, Baldi, Roslank, Danuse, Robertinha e Lucia.

No domingo teria a Corrida 10 milhas da Garoto e coincidentemente eu estava fazendo 8 meses exatos da minha cirurgia de joelho. Achei que depois de fazer alguns treinos ja dava pra correr um pouco forte.

Saimos de Porto Alegre, quase todos juntos na sexta feira a tardinha, chegamos em Vitoria perto da Meia Noite, ate entrarmos nos quartos com a lentidao do pessoal do hotel, bahhh demorou pra caramba. Depois de instalados, fomos comer alguma coisa num barzinho ali perto. Comemos e bebemos um pouco, depois ja era tarde e voltamos pro hotel.

No outro dia pela manha, tinhamos marcado com o cara que tinha nos levado do aerporto ate o hotel que ele nos pegaria e nos levaria ate a entrega dos kits. bahh o cara as veiz( so quem tava junto entende heheh) nos dava uns tapas pra poder nos mostrar uma coisa que depois da primeira ida ate a entrega dos kits ninguem mais queria sentar ao lado do motorista. Ate a Sil levou porrada heheh.


Depois de pegarmos os kits voltamos caminhando pro hotel, ahhh, mas antes na Kombi ainda, ja estavamos esbocando alguma reacao sobre a prova do outro dia, porra tinha uma lomba que coloca qualquer uma aqui de Porto Alegre no chinelo, baita lomba mesmo. Ali ja nem pensava mais em correr a 5 min/km ainda mais com o calor. Eu o e baldi tinhamos um plano de acompanhar a Danuse ate onde aguentassemos. Ainda bem que ate a Danuse ja estava arrepiando com a subida e com o calor.



Voltamos pro hotel caminhando mesmo, nos arrumamos e depois fomos jantar, bahh os caras sao muito lentos em tudo, ganhamos uns petit gato ( assim q se escreve?) e pedimos mais dois, bahh sem mentira levaram facil uma meia hora pra trazer os negocios.

Bom conseguimos comer e depois fomos para o hotel dormir e nos prepararmos pra prova.

8 horas todo mundo em frente ao Hotel, prontos para a largada as 9 horas, saimos caminhando e em 5 minutos estavamos na largada e o sol pegando.
Eu so pensava me ralei, queria fazer pra 1 h e 20, mas ia ser foda. Tomara que a Danuse nao esteja tao inspirada.

Vimos a largada da Elite e depois era a nossa. A minha tatica era correr com a Danuse e o Baldi, mas ja saindo forte, pra depois ainda poder ter uma gordura no final e quem sabe chegar perto da 1 h e 20, mas achando impossivel.

Deu a largada, de cara ja perdi a Danuse e o Baldi, larguei com o Roslank, fui com ele ate o 1 km, depois ele me mandou embora, continuei forte ate que na minha frente vejo a Danuse sozinha. Pensei onde foi o Baldi?
Ja passou a Danuse? nao pode o cara deve estar louco, mas tudo bem.

Encostei ao lado da Danuse, ela nao falou nada, fiquei um pouco ali e ela nada, ate que daqui a pouco ela me disse:- Dani pode ir, putz ta bom, entao agora tenho que achar o Baldi.

E continuei forte, ja tava cansado e ainda nem tinha comecado a subir, entramos na ponte(subida), comecei forte, fui passando muita gente, o calor aumentando, um bafo fudido e eu so pensando: Onde esta o baldi, fui subindo forte, ate que comecou a descida, mas isso depois de 2 km de subida, na descida continuei forte, ate que no km 8 tava com aquela dorzinha chata do lado. Aliviei um pouco, continuei firme e nada do Baldi, no km 10 queria chegar com 50 minutos pra estar no tempo ainda.

Beleza cheguei com 47.59(tempaco) tomei um gel e pensei: - o Baldi nao pode estar na minha frente e continuei firme ate que no km 12 ou 13 vem alguem atras de mim e diz:- olha quem esta aqui? Pensei nao acredito o Baldi me achou, mas gracas a Deus nao era ele, ufa. E continuei ate o final metendo lenha, quando cheguei no km 13 tinha 1 h e 01 de prova, ja tava mais aliviado pois tinha tempo pra chegar nas 1 h e 20 que eu queria.

Foi dificil mas continuei firme e terminei a prova com 1 h 19 segundos e 05 centesimos, terminei quase desmaiando, olho pra tras e vem o nosso monstro chamado Danuse, tambem quase desmaiando e logo atras do monstro o Baldi.

Tiramos o chip e iamos buscar as gurias que deviam estar sofrendo com o calor, ai passou o Roslank, depois vimos o Nilton, vimos o Vitor, e eu e o Baldi fomos atras das gurias.

So que tivemos que dar uma super volta ate entrar na corrida de novo de tras para frente, e logo que chegamos era uma curva e demos de cara com a Lucia toda sorridente e com um copo dagua na mao, faltava a Robertinha e a Leila. Continuamos e depois encontramos a Leila e com o seu tranquinho vinha passando bastante gente, nos viu quase chorou, e seguimos juntos ate a entrada do funil de chegada.
Quando encontramos o pessoal todo a Robertinha ja estava sentada e descansando, tambem bem contente com o resultado dela.

E quero dizer que fiquei bem feliz com o meu resultado, logico, mas tambem tenho que parabenizar a todos pela super corrida num lugar tao quente e tao dificil. Eu fiquei muito contente com o desempenho de todos.

Fiquei muito orgulhoso de todos terem terminado bem e felizes. Tenho certeza que o Rio vai ser bem mais facil.( o Vitor jura que nao heheh)
Nao posso tambem esquecer do Emilio, que nao vimos na corrida, mas chegou bem e bem demais.

DESEMPENHO DOS ATLETAS

EMILIO: 1.11.12 um gigante correndo
EU: 1.19.05 acho que voltei a correr bem
DANUSE: 1.20.02 um monstro
BALDI: 1.20.36 ta voltando a velho forma
ROSLANK: 1.25.49 imagine se treinasse o desgracado
NILTON: 1.28.50 corrida pra readquirir a confianca
VITOR: 1.37.22 corrida administrada segundo ele proprio
ROBERTA: 1.41.22 resultado expressivo
LUCIA: 1.59.45 comecou a correr feito gente
LEILA: 2.08.00 todos sabemos que com esse tranquinho vai longe

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

20ª edição das Dez Milhas Garoto





Sexta, praticamente à meia-noite, chegamos (eu e 7 da equipe Daniel Rech) em Vitória-ES para se juntar ao casal que já estava por lá. Domingo era dia das Dez Milhas da Garoto, prova tradicional que sai de Vitória e termina em Vila Velha, defronte à fabrica de chocolates da Garoto.

O paraibano que nos pegou no aeroporto e nos levou de Kombi até o Ibis Praia do Canto foi um capítulo à parte na nossa viagem. Era um contador de histórias. É realmente incrível como esse povo mais humilde puxa assunto. Nos divertimos um bocado com ele nos levando para cima e para baixo, de Vitória a Vila Velha.

Sábado à tarde, fomos pegar o kit. Nada de extraordinário. Modestinho, até. Uma camiseta excelente da Adidas, o chip e mais nada. Sem filas ou atropelos, tudo transcorreu bem nesse quesito. À noite, a chuva anunciada veio forte, mas não ficou para a manhã seguinte.

Às 8h de domingo, partimos os 9 que iriam correr (somente a esposa de um não foi) em direção à largada, que era coisa de 5 minutos do nosso hotel. O calor já era forte. E foi assim durante toda a prova. Eu já havia corrido em 2006, debaixo das mesmas condições metereológicas.


Mas, na verdade, além do calor, subir a 3ª Ponte é o grande desafio. Ela tem quase 3,5 km de extensão, sendo que 2 são praticamente subindo. Achei que subi bem... depois é que vi que meu quilômetro no ápice da mesma foi 5:45. Tinha uma estratégia de não me desgastar no início, que é o que normalmente faço, para realizar uma prova uniforme e constante, e evitar uma quebra de ritmo no final.

Sempre defendo e penso que não adianta dar a máquina no começo, porque aquilo que se economiza correndo bem no início, perde-se em dobro no final, quando o cansaço chega, justamente por conta desse excesso inicial.

Embora tenha me sentido cansado na parte final da prova, a partir do km 10, meu desempenho foi melhor nos últimos 8 (39:20) do que nos primeiros (40:26). Claro, tinha a subida da 3ª Ponte que desequilibra a brincadeira, mas se não houvesse ela, também não haveria todo o cansaço da parte final...

Terminei em 1h20m33s os 16.090 m (meu GPS marcou 90m a mais), 1 minuto e 15s pior do que quando corri em 2006. O Daniel, treinador da equipe, foi o primeiro a chegar com 1h19m06s, seguido da Danuse, com 1h19m57s. Eu em terceiro e, depois, na sequência, o Roslank (1h26), o Nilton (1h26), Vitor (1h37), Roberta (1h41), Lúcia (1h58) e Leila (2h09). Infelizmente, estes tempos podem não estar lá muito precisos, porque até o presente momento, apesar do chip, os resultados ainda não apareceram no site da Garoto.

A prova foi ótima de ser feita, embora alguns "poréns" que valem para quase todas as corridas: depois de um certo número de corredores, é imprescindível a largada por pelotões. O que se perde de tempo tentando se desvencilhar de gente que sai lento não é brincadeira. É um verdadeiro exercício de paciência. Além disso, as autoridades de trânsito insistem em não bloquear totalmente algumas vias. Na ponte, por exemplo, apesar de as pessoas já estarem mais dispersas por ser o km 4, não era possível ultrapassar dentro da zona limítrofe que criaram para os corredores, tendo-se que invadir a área destinada aos automóveis, com risco à segurança dos atletas. No final, o espaço destinado aos corredores acaba se mostrando exíguo para tanta gente. É o que veremos se repetir no domingo, no Circuito das Estações da Adidas, infelizmente. As autoridades sempre na contramão das demandas da população.

Houve alguma discórdia entre nós da equipe em relação ao abastecimento de água. Não creio que tenha faltado, mas, como estava muito calor para quem sai do frio que faz aqui no sul, pareceu para alguns que entre o km 4 e o 8, na ponte, devesse ter um posto de água. Mas havia depois no 10, 12 e 14. Seis pontos, contando com a chegada, o que, a meu ver, é bom. O kit de chegada frustou um pouco o povo que esperava mais chocolates, o que é perfeitamente plausível de se imaginar numa prova de uma fábrica de chocolates. Talvez o calor ou a pressão da criançada pedinte que fica junto à chegada possa ter influenciado isso, mas é uma mera hipótese da minha cabeça. A medalha era simplória para uma 20ª edição e cairia bem ter um isotônico na chegada também. E a fila para pegar o kit era coisa do capeta...

Apesar desses pequenos desgostos e contratempos, valeu muito fazer a prova. Saímos praticamente todos satisfeitos com o desempenho. E quem sabe até voltaremos ano que vem se a Gol nos brindar com outra promoção a R$ 140,00, ida e volta. Junto com a promoção permanente que o Ibis tem para corredor, fica extremamente irresistível e convidativo.

E, finalmente, saiu o resultado:
666º dentre os 3.255 concluintes e 643º lugar dentre 2.718 homens.

sábado, 8 de agosto de 2009

A nutricionista e a balança


Ontem, fui na nutricionista que havia consultado na quarta -indicada por outros amigos corredores - para pegar o plano de ação que ela me propunha para perder peso, coisa para a qual eu estava tendo dificuldades desde que adquiri 10kg depois da lesão no fêmur, em setembro do ano passado.


Embora não ache tão difícil emagrecer assim, por algumas razões profissionais e outras de ordem pessoal, não estava conseguindo. Então, apesar de considerar uma certa incompetência como indivíduo, procurei ajuda com uma profissional da nutrição. Porque precisava que alguém me cobrasse certas metas na área, que estava negligenciando, talvez por dedicar mais minha atenção a estas outras questões que estão me incomodando.

Claro que a questão estética influenciou, afinal de contas ninguém gosta de estar muito acima do peso, como estou, mas ando bastante preocupado com uma possível lesão em função disso também, ainda mais que durante a semana senti dores no joelho direito, mesmo em dias que não corri. Depois, na quinta, após um treino sem dor, até pensei que alguns tênis e os sapatos para o trabalho possam estar contribuindo para isso, o que até deve ser verídico, mas convém não dar chance para o azar. Se qualquer quilo a mais já nos dá um certo desconforto, imagine-se 10 então.

Além do mais, fiquei 4 meses parado, e já voltei a correr há 8, o tempo de voltar a correr como antes já deveria ter chegado, mas continuo correndo quase como fazia lá por março. Houve pouca evolução, porque o peso é o limitador.

Com um plano de ação de 8 folhas, ela incorporou "salada à vontade" (ha ha ha), uma porção de coisas das quais nunca ouvi falar na vida, que preciso comprar no mercado público, como batata yacon e outras que jamais pensei em ingerir, mas, como ela mesma disse, são apenas 15 dias de sofrimento, depois é mais uma questão de administração. Engraçado que ela iria me dar uma meta mais "frouxa" para ser atingida, pois havia me pesado na quarta e eu disse: "Não vais me pesar novamente?" Ela me questiona: "Porque, perdeste peso de lá prá cá?" Na quarta, disse para ela que voltaria com 94,3 (estava com 94,9). Pois voltei com 93,5, 1,4 kg a menos, dois dias depois. Até brinquei com ela que, se perder isso a cada dois dias, na volta, daqui a duas semanas, será nosso último encontro.

Pois então, deu-me uma meta pouca coisa maior, perder 3,5 kg até lá, o que já começou ontem à noite mesmo, embora fosse para hoje. Ou talvez mesmo já tivesse começado na quarta, comendo menos desde lá, apenas sem uma ajuda específica e profissional. De qualquer forma, eu que tenho verdadeira paixão por pão, estou tendo que apenas observar as bisnaguinhas da Seven Boys que comprei para as crianças. Mas o grande teste mesmo é amanhã, com o churrasco do Dia dos Pais.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Frio


Vida de corredor gaúcho é dura. Não somos agraciados com dias de sol durante boa parte do ano. Ou, quando ele aparece, por vezes não faz o efeito que gostaríamos que existisse.

As últimas duas, três semanas, têm sido de um frio absurdo, fora até mesmo da nossa realidade, daquilo que estamos acostumados a sentir todos os anos. Verdade que tem feito frio fora dos padrões em diversas áreas do país.

Mas, aqui, correr com 3, 4, 5 graus tem-se tornado rotina. Salvo se alguém mais afortunado faz seus treinos à tarde. Aí pode até pegar uns 18, 20 graus, com um pouquinho de sorte. Agora, se a pessoa treina à noite, como é o meu caso, fica complicado. Quinta retrasada, por exemplo, fazia um frio de 'renguear cusco', como se diz por aqui. Corri até de moletom o tempo todo. Isso que, já em função do frio, tenho evitado correr pela beira do rio, porque senão seria pior ainda a coisa, porque lá venta o tempo todo.

Quinta agora, embora estivesse um pouco menos frio que na semana anterior, levei um tempo até o corpo aquecer relativamente bem que não parecesse que as pernas fossem blocos de pedra. Porque tem horas que, com todo o frio que faz, parece que nunca aquecemos. É diferente correr. É frio demais até para nós que estamos acostumados com ele.

Então, o jeito é correr com mais roupa que o normal e tentar andar pelo centro da cidade e arredores, como tenho feito, para que os prédios possam dar um pouquinho de cobertura ao vento que porventura queira baixar ainda mais a sensação térmica que já não anda tão agradável assim.

Agosto ainda deve ser assim, com muito frio. E setembro e outubro esperamos que sejam uma contagem regressiva para um calorzinho que chegará mais tarde, embora, normalmente, sejam dois meses com característica de vento constante e forte. Mas, se eles ajudarem, aí , quem sabe, voltemos a ver as pessoas nas ruas correndo, porque, por enquanto, está quase todo mundo correndo escondido.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

No site da Prefeitura...

Foto: Divulgação/PMPA


Então, sexta à tarde, fui na Secretaria Municipal de Esportes, que se localiza ali no Parque Marinha do Brasil, em frente ao Shopping Praia de Belas, e doei aqueles tênis do post ali debaixo.

E, com esse gesto, me colocaram no site da Prefeitura, mostrando a brincadeira...

Quem não souber o que fazer com seus tênis usados, mas ainda em condições, faça o mesmo e entregue lá na Secretaria. Existe um projeto com corredores carentes que saberão aproveitar bem o material. No meu caso, alguns pares estavam guardados há anos no guarda-roupa.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Tênis para o Mountain Do

Segunda, fui atrás de um tênis para correr o Mountain Do, em outubro. Estava à procura de um modelo para trail, com boa tração para correr na lama, na areia, em terrenos escorragadios e nos outros obstáculos da prova.

Não existem tantos modelos para competição na área. Se eu quiser caminhar em trilhas, beleza, há diversos. Mas quero correr, e com boa performance. Daria até para ser com os tênis normais, mas, a meu ver, um específico terá maiores facilidades e ajudará no desempenho.

Olhei bastante na internet, principalmente no site da Amazon.com, onde dá para conferir que a gente ainda tem uns modelos velhos por aqui... O Brooks Cascadia, por exemplo, está na versão 4, enquanto vendem por aqui a 2ª versão.

Há umas 3 ou 4 semanas, cheguei a quase comprar um modelo que estava em promoção, por R$ 174,90, na loja da Adidas aqui em Porto Alegre, o Adizero XT. Só que ele pareceu que salientaria minha pronação do pé direito. Era muito visível a pronação ao calçá-lo. Aí não adiantou ser bonito, confortável, barato e quase ideal. Desisti.

Antigamente, a Adidas teve um modelo muito popular, que era o Estes. Com perdão do trocadilho, este serviria. Na linha Response, o Trail poderia ser uma boa opção, mas não o encontrei em lugar algum. O Supernova Riot (abaixo) é um modelo a ser levado em consideração, já que tem o Formotion, ao qual me adaptei super bem e que zera minha pronação, mas aqui em Porto Alegre só há numeração feminina e não é um modelo muito barato. Custa cerca de R$ 350,00. Para correr provas de aventura duas ou três vezes por ano creio que não compensa.

Como se pode perceber pelos modelos da Brooks, os dois da Adidas e até o Salomon (abaixo), as cores são meio parecidas para encarar a lama. Amarelo e marrom predominam.

Olhei uns modelos da Salomon, conhecida por provas dessa natureza. O XA Pro 3D (abaixo) é possível de ser encontrado aqui em Porto Alegre, mas, de novo, esbarra-se no preço: R$ 380,00. Encontrei um modelo mais barato na Centauro, o Trail Comp II, que custava R$ 199,00. Experimentei. Era leve, calçou bem, mas... de novo pareceu que iria acentuar minha pronação, apesar de haver algo escrito sobre ser moderador de pronação. Não levei fé nesse quesito.

Na mesma Centauro, do Bourbon Country, havia o Adidas Kanadia em promoção, por R$ 159,00 (embora na World Tennis esteja por R$ 99,00). Mas, em ambas, o mesmo problema: não há numeração. Na Centauro até havia bastantes, mas não para mim. Costumo usar 42 (10 americano) para os tênis da Adidas, mas ficou apertado e 43 não existia. Bye, bye.

Meio teimoso, fui em outra Centauro, no Bourbon Ipiranga. Lá encontrei o Puma Trail 100. Mesmo problema: 42 ficou apertado. Mas lá havia o 43 (10,5 americano). E ficou bom, embora eu preferisse a cor da foto. Acabei contentando-me com um preto. Agora é treinar no meio do mato, trilhas e subidas, e ver o que acontece na prova em outubro. Na verdade, até tenho um pouco de resistência à Puma, pois tenho um Prevail IV e, toda vez que corro com ele, sinto dor no joelho direito e na planta dos pés. Então, deixei-o só para ir ao jogo do Grêmio, já que é azul.

A estratégia é a mesma da Maratona do Rio: sair sem se entusiasmar, devagar. É uma prova de resistência, não de velocidade. Não adianta sair rápido nos primeiros trechos. No ano passado, que só assisti, vi muito corredor bom chegando esbagaçado nas últimas partes. Então, mais prudente é ser prudente no começo e poupar tudo que dá até o último trecho. Porque será preciso.

Por último, procurando imagens na internet, achei esse modelo dessa marca, Somnio. Bonito, pelo menos. Se alguém tiver paciência para ler a história desse tênis no site, verá que ela é bem interessante. Só não dá para saber se o tênis é eficiente.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Pinóquios e egos


Não sei se porque fazia muito tempo que não lia a O2, mas me pareceu que a edição deste mês está bem melhor, com uma série de boas matérias.


Na verdade, havia horas que sentia uma certa raiva da revista até, por isso que parei de ler. Porque não era para corredor normal, para mim. Era para riquinho paulista. Playboy que começou a correr ontem e que só o faz porque está na moda correr, ser saudável. Aí entrevistavam alguém e na legenda estava "fulano de tal, empresário, correu 5 vezes em Nova Iorque e 2 em Boston." "siclana, arquitet,a, correu 2 vezes em Paris, 1 em Chicago." Ah, tá, maratona no Brasil não vale no currículo? Tudo bem, alguém tem que patrocinar a revista, pagá-la.

Ma isso me soava como uma arrogância, uma zombaria com quem corre maratona. Grande boston fazer uma maratona em Boston. Eu nunca faria. Fiz maratona em Mônaco, Florença e Amsterdam e não fico arrotando por causa disso. Tenho muito orgulho das maratonas que fiz no Brasil. Maratona tem 42 km 195 metros aqui, em Nova Iorque, Paris ou na puta-que-pariu. Não importa onde a gente faz, maratona é maratona. Quero ver é o tempo nessas maratonas. Se correram mesmo ou se foram só passear. Porque eu olho o resultado desse povo todo depois e os tempos são de chorar. Eu nem sabia direito o que era uma maratona quando fiz pela primeira vez, caminhei desde o km 15 e terminei em 5h02. Pois tem gente com assessoria, treinador, tênis top dos tops que chega depois disso. Com todo o respeito, vamos treinar, né!

Bem, voltando ao assunto inicial, a revista de julho têm umas matérias bem legais, como "Corra no ritmo ideal", que aborda aquilo sobre o que já falei por aqui, que é o fato de a gente ter que conhecer o corpo e correr naquilo que ele aguenta, mas constantentemente, ou seja, se vou fazer 10 km em 45 minutos, com 4:30/km, é nesse ritmo que tenho que sair, não é mais forte. Outra matéria interessante é "Corrida contra a balança", que explica um pouco porque às vezes a gente não emagrece simplesmente só pelo fato de correr. Há uma outra sobre treinar descalço para dar maior flexibilidade aos pés e, com isso, melhorar o desempenho nas corridas, outra sobre correr com cachorros (por incrível que pareça, tem gente sem noção que os leva para competições), uma sobre ir ao banheiro no meio da corrida, dentre tantas que merecem destaque. Ah, e uma do Marcos Caetano (da ESPN Brasil) sobre tênis como ícones de consumo.

Mas tem uma que fez pensar em escrever esse post, que é uma entrevista com o inglês vencedor do concurso de "melhor emprego do mundo", aquele da ilha paradisíaca na Austrália. Pois aí lembrei que muito corredor tem mania patológica de aumentar ou inventar umas coisas. Nunca estão treinados ou sempre estão com dor em algum lugar, ou seja, dando desculpa para algum eventual insucesso.

Pois o inglês disse (e publicaram) que, perto da Comrades (a ultra africana de 87 km), "se deu conta" que o último treino de corrida dele havia sido há 6 semanas! Alto lá! Para o mundo que eu quero descer! Então ele estava há 1 mês e meio sem correr? Depois ainda "lembrou" que só havia feito 10 treinos entre janeiro e junho, ou seja, 10 treinos em 180 dias! A cada 18 dias ele corria uma vez. Tá bom, pinóquio. Conta outra. Quando ele treinar então, vai bater o recorde mundial da maratona, fácil, fácil. E completou com "graças ao meu duro trabalho mental que consegui terminar as provas." Ok, ok, eu defendo que a questão psicológica é fundamental numa maratona (ou ultra), mas não tem mentalização que suporte tanta falta de treino.

Então, boa parte da entrevista dele chega a ser cômica, entra mais na questão de folclore de corredor, porque não dá para levar a sério quando ele diz, por exemplo, que a namorada ajudou "muito", da melhor maneira possível: ficava na metade do percurso e dava um beijo na hora em que as coisas estavam ficando difíceis... Acho que ele levou bem a sério aquelas coisas que as mães dizem quando somos pequenos: se beijar, sara...

Assim, depois de completar uma maratona, pense bem antes de dizer que não sofreu, que não está sentindo dores, que não treinou quase nada, que nunca desceu uma escada de lado, porque vai ser difícil de acreditar, e seremos obrigados a chamar o seu Gepetto para dar um jeito em você.

Circuito das Estações - Pesquisa de satisfação

Recebi, agora há pouco, uma pesquisa de satisfação do Circuito das Estações pela etapa de Belo Horizonte, que acabei não correndo.


Mesmo assim, é louvável a iniciativa deles em ver o que o povo mais gostou e desgostou. As perguntinhas básicas foram:

1) Em qual faixa etária você se encaixa?
2) Qual o seu sexo?
3) O que você achou da prova de domingo?
4) Como ficou sabendo da prova?
5) Qual o maior atrativo da corrida?
6) Qual a marca do tênis que você utilizou para correr?
7) O que você achou da retirada de kits?
8) O que você achou do kit da prova?
9) Qual souvenir você mais gostou?
10) Se você pudesse, o que gostaria de acrescentar ao kit da prova?

Creio que só faltou um campo para colocar alguma outra sugestão ou crítica que não tenha a ver com o kit, mas com a prova em si.

De qualquer forma, saber que alguém está preocupado em verificar o grau de satisfação das pessoas que correram já é alguma coisa. Imagino que nas etapas seguintes, como a daqui de Porto Alegre, dia 23 de agosto, vá existir essa mesma pesquisa.

Aqui, é preciso começar a pensar em como resolver o atropelo inicial de tanta gente correndo em uma via tão estreita. A largada por pelotões amenizou o problema, mas não resolveu.

Tênis velhos e histórias

Ontem, pratiquei o desapego. Não sem um pouquinho de dor no coração, é verdade... Separei 11 pares de tênis para se somarem aos dois que eu já havia dado na terça.

Tênis guardado estraga. Mofa. A cola solta. Alguma coisa acaba deteriorando com a ação do tempo. Não adianta ficar com eles. Melhor dar a quem possa usá-lo de alguma forma. Que possa dar um destino útil. Seja lá qual for. Mas um destino.

A maioria deles era muito bom e já tinha quase 10 anos de uso.

Bom, quase todos, porque desse Reebok Track Master, comprado em 2005, por R$ 159,90, certamente não terei saudade. Duro, machucava na parte de dentro do pé. Corri só duas vezes com ele, 25km no total. Deu para ver que não prestava e só serviu para passear depois. Está inteirinho, quase novo. Mas é uma porcaria. Uma amiga que comprou reclamou das mesmas coisas.


Já esse Adidas Bolder, comprado em junho/2002, por R$ 69,90, era bom, embora só tenha corrido 7 vezes com ele, 66 km no total. Só que ele era mais para trilhas ou treinos em terrenos acidentados. Ou seja, não era muito fácil usá-lo aqui em Porto Alegre. O único porém dele era uma questão estética. O desenho que fica pela parte de dentro, simétrico à da parte externa acima da sola, era costurado. Ao fazer o movimento natural da curvatura do pé, essa costura com o tempo foi soltando, o que era uma coisa óbvia, se alguém tivesse pensado nisso quando desenhou o tênis.


Esse Nike Zoom Swift, de perfil baixo, propício para competições, era muito bom. Muito corri e treinei com ele. Custou R$ 169,90 em maio/99. Usei na Maratona de Curitiba, em novembro do mesmo ano. Verdade que não fiz um bom tempo, mas certamente não teve a ver com ele. Fiz 800 e poucos kms com ele, o que é mais do que o recomendado. Mas a gente quer utilizar até quando dá e não aparece dor pela falta de amortecimento. Corri a Meia Maratona de Passo Fundo, em agosto de 2000, onde fiz 1:32:02, meu segundo melhor tempo na distância. Meia muito difícil, diga-se de passagem, cheia de sobe-e-desce o tempo todo. E não era qualquer subidinha...

Esse Nike Terra Grande até tentei segurar para o Guilherme, já que ele já está quase calçando o mesmo número que eu, mas ele não curtiu muito o modelo. Também, comprei em novembro/1999, já está meio defasado esteticamente. Custou R$ 169,00. Era na mesma linha do Bolder, para corridas em trilhas. Está praticamente inteirinho. Fiz 73 km com ele, mas me apertava um pouco, por ser 9,5 americano, embora o Zoom Swift acima também fosse. Só que, pode ser coincidência ou não, nessa semana, experimentando tênis pro Mountain Do, a maioria dos modelos para trilhas era sempre um número maior do que o meu habitual. Foi algo que me chamou a atenção. Mas, como disse, pode ser uma coincidência mesmo.


Esse Nike Presto Faze foi comprado muito em função da perfeição do modelo abaixo, pois foi lançado no ano seguinte, 2001. Custou R$ 199,90. No começo, até senti um pouco a pressão desse sistema sem cadarço. Mas foi só o tempo de se acostumar. Modelo muito bom mesmo, super confortável. Tinha uma numeração mais limitada, como toda a linha Presto, porque, por ser em neoprene, era mais adapatável ao pé da pessoa. Pena que a Nike descontinuou os modelos Presto. Era a melhor coisa que tinham criado na vida. Corri os 50 km de Rio Grande, em 2003, as maratonas de Porto Alegre de 2002, 2003 e 2004, e as duas na Europa em sequencia, em novembro de 2003: Mônaco e Florença. Até que percebi que ele já estava com 1.000 km. E ficou guardado um tempão. Mas, como disse no início, tênis guardado estraga... e foi o que aconteceu ano passado quando resolvi reusá-lo para ir na academia. Aí aquela parte plástica da "amarração" arrebentou, provavelmente porque ressecou com o tempo e a falta de uso.


O Nike Presto abaixo, para mim, e para muita gente que teve esse tênis, foi o melhor que já existiu na história. O neoprene deixava o tênis tão confortável que nunca machucava em ponto algum do pé. E era leve, mas com ótimo amortecimento. Fiz meu melhor tempo em maratonas com ele, aqui em Porto Alegre, em 2001 (3h11). Depois de aposentá-lo em 2003, desencavei-o em 2006, para fazer meu melhor tempo em meia, em Uruguaina (1h26) e, duas semanas depois, meu segundo melhor tempo em maratonas, novamente aqui em Porto Alegre, com 3h13.

Esse Adidas Supernova Cushion foi o responsável por eu aposentar o Asics Kayano XI que tinha. Depois de usá-lo, não conseguia mais calçar o Kayano, porque parecia que estava com um pé de pato... a forma do Kayano era mais larga e dava essa sensação, enquanto o Supernova ficava bem ajustado no pé. Comprei em julho de 2006 e aposentei-o ao final de 2007. Não era um modelo adequado ao meu tipo de pisada, pronada, o que fez com que ele, depois de uma certa quilometragem, fosse ficando pronado no pé direito. Por isso, parei de correr com ele com pouco mais de 600 km. Mas, por ser bem confortável e com excelente amortecimento, começou a me chamar a atençã para os modelos da Adidas.



Antes do Supernova acima, tive esse Adidas Ozone, que também era excelente no amortecimento. Comprei em março/2001, por R$ 199,90. 75 dias de uso e mais de 1.000 km para aposentá-lo. Cometi um erro na conservação dele: lavava-o com uma escova, ao invés de usar um pano. Isso, com o tempo, fez com que o tecido, logo acima do solado, estragasse, por conta do atrito com as cerdas da escova, o que me obrigou a levá-lo para colocarem uma costura interna. Mesmo com esse percalço, não há nada a reclamar dele. Mas a Adidas nunca trouxe para o Brasil os modelos seguintes...


Já esse Adidas Harmony quase só me deu dor de cabeça. Comprei em junho/2001, por R$ 199,90. Usei mais para passear do que para correr. Corri apenas 2 dias com ele. E ainda assim na teimosia. Porque, antes disso, no uso normal do dia-a-dia para amaciá-lo, a parte debaixo do solado começou a soltar. Até aí, tudo bem, era só colar novamente. O problema é que o material do amortecimento, como pode-se ver na parte branca da foto, começou a se deteriorar, por alguma razão inexplicável, praticamente dividindo a parte traseira da sola em duas partes. Aí nunca arrisquei correr muito com ele, porque temia que ficasse sem tênis no meio do caminho. Mas, internamente, era bem confortável, e eu achava-o bonito, embora a cor não combinasse com nada do resto que eu vestia...

Comprei esse Adidas Clima Solar em maio/2005 por R$ 229,90. Os modelos da linha Clima eram notabilizados pelo fato de serem mais arejados, com furinhos na parte debaixo do tênis, o que, para alguns, era um desconforto quando chovia, porque molhava o tênis (mas qual o tênis que não molha quando chove?). Para mim, sempre foi um ponto a favor. Era um modelo para triatlo, com sistema de amarração rápido, sem cadarço, e com um elástico por dentro. Aposentei quando atingiu 60 dias de corrida e quase 900 km, por volta de agosto de 2006. Usei na Maratona de Floripa em agosto de 2005 (3h36), na Maratona de Amsterdam, em outubro de 2005 (3h21), nos 50 km de Rio Grande em 2006 (4h07) e na Maratona de São Paulo 2006 (3h34).

Em janeiro de 2007 comprei esse Adidas Adizero SN, em São Paulo, por R$ 129,99. Se arrependimento matasse, estaria morto. Me arrependi. De não ter comprado outro igual. Porque esse tênis custava R$ 350,00 em média e até na Outlet da Adidas estava por R$ 250,00. Então, estava dado. E era um modelo com ótimo amortecimento, inclusive na frente, relativamente leve e que se adaptou bem ao meu pé. Não houve efeito nenhum de pronação no tênis. Talvez em função disso, a borracha do solado tenha durado mais que outros modelos, como o Supernova ou mesmo o Kayano que tive. Se fosse só em função do desgaste da sola, daria para correr mais uns 300 km além dos 700 que fiz com ele. Usei na Maratona de Porto Alegre de 2007, na Maratona de São Paulo na semana seguinte, um mês depois na Maratona do Rio de Janeiro e em setembro do ano passado, na Maratona de Punta Del Este. O Adizero Tempo me parece similar, mas é só uma impressão sem embasamento de conhecimento.


Bem, guarda-roupa esvaziado. Espero que alguém os use bem, seja lá como for. Vou ver se consigo repassá-los a um vereador que elaborou um projeto para utilização de calçados antigos no meio esportivo junto a crianças carentes.


quarta-feira, 22 de julho de 2009

Circuito das meias-maratonas


Lendo a revista Contra-Relógio, descobri que saiu um circuito de meias-maratonas pelo nordeste, que começou com uma prova em Salvador, dia 12.


A região, infelizmente, tem poucas provas do gênero e nenhuma, nenhuma mesmo, maratona. É uma boa iniciativa e tomara que vingue.

O calendário completo é:

Maceió - 30 de agosto
Fortaleza - 20 de setembro
Recife - 25 de outubro
João Pessoa - 15 de novembro

Se houver essas promoções de milhas, quem sabe consigo correr em alguma capital nordestina, de preferência naquelas duas em que tenho onde ficar gratuitamente...


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