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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

As inscrições abusivas


Esse negócio de corrida virou realmente um negócio. Lucrativo.


Estava a fim de participar dos 10km da Track and Field, dia 13 de setembro, lá na área do Iguatemi. Pois a inscrição custa R$ 76,00. Na verdade, segundo os organizadores, é R$ 70,00, mas como não há outra maneira de realizá-la a não ser através do site da Ativo.com, sai mais R$ 6,00 a título de "taxa de serviço". A meu ver, propaganda enganosa e de má fé, já que é impossível inscrever-se por R$ 70,00. O custo da inscrição é R 76,00. É isso que é efetivamente pago por quem vai correr. R$ 76,00 por 45 minutos de corrida. Serviço bem remunerado...

Tudo bem, cada um cobra quanto quiser e paga quem não tiver juízo. Só que, por exemplo, nessa prova da TF nem direito a escolher o tamanho da camiseta será possível. Ou seja, vai ser o que houver. Ano passado, acabei ficando com uma camiseta de manga longa que não chega no pulso...

Outras provas andam na mesma direção: o Circuito da Adidas, que acontece pelo primeiro ano aqui em Porto Alegre, já na segunda etapa aumentou em R$ 10,00 os valores. Provavelmente para se equiparar ao resto do país.

Semana retrasada, aconteceu a K42, maratona de aventura em Bombinhas. Pois as inscrições eram de R$ 200,00. Paga-se caro para ser largado no meio do mato. O Mountain Do, que acontece em outubro, em Florianópolis, cobra mais ou menos o mesmo valor para as duplas. No caso de a pessoa correr em octetos, o valor da inscrição gira em torno de R$ 90,00. Salgadinho. Por motivo semelhante, não gostei da prova do Desafrio Urubici (50km), pois, no meu entendimento, R$ 80,00 (em 2006) era muita grana para o pouco que se ofereceu por lá. Da mesma turma que organiza essa prova, o Desafio Praias e Trilhas está cobrando R$ 230,00 esse ano! É para correr uma vez e nunca mais... Ou nenhuma.

Desse jeito, a corrida, que tem crescido em termos de adeptos nos últimos anos, ficará inviável. Aí temos a seguinte situação: uma maratona cobra em média R$ 40,00, colocando o staff à disposição dos corredores por cerca de 5h, em alguns casos, 6h. E uma corrida de 10km cobra R$ 60,00 ou R$ 70,00, sendo que o último corredor não leva mais que 1h30 para completá-la. Tem algo errado nesse cálculo de custo. Ou, que é o que eu penso, encontraram uma forma de ganhar dinheiro fácil com a moda que virou a corrida.

Aliás, por um preço justo, tem a prova de aventura que o meu treinador está organizando, em Gramado, na serra gaúcha: 1º Gramado Adventure Running. Infelizmente, perderei a festa, pois estarei em Foz do Iguaçu para correr a maratona, no dia seguinte.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Tênis para o Mountain Do

Segunda, fui atrás de um tênis para correr o Mountain Do, em outubro. Estava à procura de um modelo para trail, com boa tração para correr na lama, na areia, em terrenos escorragadios e nos outros obstáculos da prova.

Não existem tantos modelos para competição na área. Se eu quiser caminhar em trilhas, beleza, há diversos. Mas quero correr, e com boa performance. Daria até para ser com os tênis normais, mas, a meu ver, um específico terá maiores facilidades e ajudará no desempenho.

Olhei bastante na internet, principalmente no site da Amazon.com, onde dá para conferir que a gente ainda tem uns modelos velhos por aqui... O Brooks Cascadia, por exemplo, está na versão 4, enquanto vendem por aqui a 2ª versão.

Há umas 3 ou 4 semanas, cheguei a quase comprar um modelo que estava em promoção, por R$ 174,90, na loja da Adidas aqui em Porto Alegre, o Adizero XT. Só que ele pareceu que salientaria minha pronação do pé direito. Era muito visível a pronação ao calçá-lo. Aí não adiantou ser bonito, confortável, barato e quase ideal. Desisti.

Antigamente, a Adidas teve um modelo muito popular, que era o Estes. Com perdão do trocadilho, este serviria. Na linha Response, o Trail poderia ser uma boa opção, mas não o encontrei em lugar algum. O Supernova Riot (abaixo) é um modelo a ser levado em consideração, já que tem o Formotion, ao qual me adaptei super bem e que zera minha pronação, mas aqui em Porto Alegre só há numeração feminina e não é um modelo muito barato. Custa cerca de R$ 350,00. Para correr provas de aventura duas ou três vezes por ano creio que não compensa.

Como se pode perceber pelos modelos da Brooks, os dois da Adidas e até o Salomon (abaixo), as cores são meio parecidas para encarar a lama. Amarelo e marrom predominam.

Olhei uns modelos da Salomon, conhecida por provas dessa natureza. O XA Pro 3D (abaixo) é possível de ser encontrado aqui em Porto Alegre, mas, de novo, esbarra-se no preço: R$ 380,00. Encontrei um modelo mais barato na Centauro, o Trail Comp II, que custava R$ 199,00. Experimentei. Era leve, calçou bem, mas... de novo pareceu que iria acentuar minha pronação, apesar de haver algo escrito sobre ser moderador de pronação. Não levei fé nesse quesito.

Na mesma Centauro, do Bourbon Country, havia o Adidas Kanadia em promoção, por R$ 159,00 (embora na World Tennis esteja por R$ 99,00). Mas, em ambas, o mesmo problema: não há numeração. Na Centauro até havia bastantes, mas não para mim. Costumo usar 42 (10 americano) para os tênis da Adidas, mas ficou apertado e 43 não existia. Bye, bye.

Meio teimoso, fui em outra Centauro, no Bourbon Ipiranga. Lá encontrei o Puma Trail 100. Mesmo problema: 42 ficou apertado. Mas lá havia o 43 (10,5 americano). E ficou bom, embora eu preferisse a cor da foto. Acabei contentando-me com um preto. Agora é treinar no meio do mato, trilhas e subidas, e ver o que acontece na prova em outubro. Na verdade, até tenho um pouco de resistência à Puma, pois tenho um Prevail IV e, toda vez que corro com ele, sinto dor no joelho direito e na planta dos pés. Então, deixei-o só para ir ao jogo do Grêmio, já que é azul.

A estratégia é a mesma da Maratona do Rio: sair sem se entusiasmar, devagar. É uma prova de resistência, não de velocidade. Não adianta sair rápido nos primeiros trechos. No ano passado, que só assisti, vi muito corredor bom chegando esbagaçado nas últimas partes. Então, mais prudente é ser prudente no começo e poupar tudo que dá até o último trecho. Porque será preciso.

Por último, procurando imagens na internet, achei esse modelo dessa marca, Somnio. Bonito, pelo menos. Se alguém tiver paciência para ler a história desse tênis no site, verá que ela é bem interessante. Só não dá para saber se o tênis é eficiente.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Competividade saudável


Sábado pela manhã, estávamos no local habitual de treinos da equipe Daniel Rech, ali no monumento das cuias (que, popularmente o pessoal chama de "tetas"), naquela conversa pós-treino.


Falando sobre o Mountain Do - Lagoa da Conceição, em outubro, em Floripa, lançamos uma aposta entre 3 (eu, o Rodrigo e o Duda), bem coisa de homem: os dois que fizerem pior seus trechos irão correr pelados pela Beira-Rio. Claro que ninguém vai correr assim, porque seremos presos, mas o desafio foi lançado.

A competividade e a rivalidade esportivas, dentro de um certo nível, são extremamente salutares. Ao lançar o desafio, certamente nós três treinaremos mais para não sermos batidos pelos outros dois. Faremos performances melhores, com certeza. Mas as pessoas precisam saber muito bem não ultrapassar essa linha da brincadeira saudável e não deixar que isso suba à cabeça.

Vamos correr em duplas. O Duda foi segundo no ano passado e primeiro no Costão do Santinho, em abril. O Rodrigo também já correu em duplas. Acho que foi quinto ou sexto. Para outubro, todos têm planos ambiciosos. Vamos ver o que vai dar.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Equipe

Como eu disse em outro post, quando entramos numa equipe precisamos ver a dimensão desse ato. Evidentemente que os objetivos são pessoais, mas é necessário perceber que outras pessoas existem e que estão em volta, com objetivos parecidos. E que política de boa vizinhança não faz mal a ninguém.

Os revezamentos são os grandes responsáveis por esse boom no segmento de corridas e nas equipes. Em grupo, é mais fácil de se criar uma equipe de 4 ou 8 componentes para participar do Mountain Do, por exemplo. Sozinho, sem equipe, até posso conseguir juntar os amigos, mas, convenhamos, é bem mais complicado.

Houve uma época em que sempre que alguém ficava sabendo que eu correria, lá vinha a pergunta: “Tu corres por qual equipe?” Parecia um espanto dizer que corria por conta, sem orientação. Não acho que seja prescindível a questão do técnico, mas creio que, no nível de experiência que tinha, sinceramente, entrar ou não numa não me faria diferença. Entrei porque queria contato com outras pessoas, já que trabalhava praticamente só com minha funcionária o dia todo.

Uma coisa que incomoda alguns é a questão de seguir o treinamento à risca. Eu sou contra. Penso que os treinamentos devem ser prazerosos. Óbvio que um dia ou outro a gente vai lá meio que na obrigação de correr, mas isso não pode se tornar constante. A satisfação em correr precisa ser bem maior do que a incomodação de ter que cumprir alguma planilha rigorosamente.

Creio que seja importante nos treinos coletivos as pessoas interagirem, verem como o colega está se saindo nos treinos, trocar experiências, ver o que ele tem acho dessa brincadeira toda. E também ver se a gente tem condições de viver em harmonia com os colegas da equipe. A razão precípua de uma equipe é agregar, somar esforços. Nem todo mundo se dá conta disso. Ou é capaz.

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