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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Peso, nutrição e corrida


Tomei um pito ontem da minha nutricionista, a Simone da Luz Silveira. Não consegui atingir as metas que ela tinha estabelecido desde a minha última visita, que eram baixar de peso - para 82kg, e de índice de gordura, de 20,7 para 18.

Para completar a desgraça, mostrei colesterol total (213), Hdl colesterol bom (40) e triglicerídeos (161). "Mas cooooomo?", diz ela. Aí a gente analisa o que eu como, e vê que não dá para fazer milagre. Como "salada não leva a nada", cria-se uma dificuldade imensa de melhorar esses índices. Recomendou-me tentar esquecer a pizzaria, pois além do carboidrato, vem muita gordura e sal, o que não é bom para quem é hipertenso. E eu tenho uma imensa facilidade de ganhar peso. Consigo a proeza de engordar 4kg fácil numa semana.

Só que então, depois de um imenso sermão, ela calcula todos os índices de gordura do corpo, e, mesmo fazendo muita coisa errada, baixei para 19,6 o percentual de gordura, embora a meta de peso ainda esteja bem distante: estava com 86,8. Já cheguei a passar por lá com 84. E a ideia era chegar em 82...

Tenho duas metas nas duas próximas maratonas: fazer menos de 3h30 no Rio e algo em torno de 3h10 (!!) em Buenos Aires. Isso só será possível, se me enquadrar nos parâmetros que ela estabeleceu, pois 2 kg já são suficientes para ser preciso treinar mais para conseguir render a mesmíssima coisa... Então, logicamente, a gente precisa sempre estar dentro de um peso ideal, senão é muito mais esforço. Isso que a Simone até me elogia. Disse que corro muito bem para a estrutura ósseo-corporal que tenho, que a minha genética ajuda, pois consigo correr mesmo abdicando de muita coisa nutritiva, de uma alimentação mais saudável e balanceada, e que umas farinhas e uns carboidratos já servem para a minha máquina funcionar bem.

Pior é que nessa semana de ressaca pós-maratona, uma porção de pessoas já ficou sedenta por novas maratonas, inclusive eu, que estou com uma coceirinha nos pés para treinar longos, já imaginando bons desempenhos ali na frente. Só não faço ainda, porque sei que tão importante quanto o treino, é o descanso, ainda mais depois de um esforço grande que é fazer uma maratona.

Por enquanto, o jeito é se contentar com os 10km da Adidas no domingo.

sábado, 8 de agosto de 2009

A nutricionista e a balança


Ontem, fui na nutricionista que havia consultado na quarta -indicada por outros amigos corredores - para pegar o plano de ação que ela me propunha para perder peso, coisa para a qual eu estava tendo dificuldades desde que adquiri 10kg depois da lesão no fêmur, em setembro do ano passado.


Embora não ache tão difícil emagrecer assim, por algumas razões profissionais e outras de ordem pessoal, não estava conseguindo. Então, apesar de considerar uma certa incompetência como indivíduo, procurei ajuda com uma profissional da nutrição. Porque precisava que alguém me cobrasse certas metas na área, que estava negligenciando, talvez por dedicar mais minha atenção a estas outras questões que estão me incomodando.

Claro que a questão estética influenciou, afinal de contas ninguém gosta de estar muito acima do peso, como estou, mas ando bastante preocupado com uma possível lesão em função disso também, ainda mais que durante a semana senti dores no joelho direito, mesmo em dias que não corri. Depois, na quinta, após um treino sem dor, até pensei que alguns tênis e os sapatos para o trabalho possam estar contribuindo para isso, o que até deve ser verídico, mas convém não dar chance para o azar. Se qualquer quilo a mais já nos dá um certo desconforto, imagine-se 10 então.

Além do mais, fiquei 4 meses parado, e já voltei a correr há 8, o tempo de voltar a correr como antes já deveria ter chegado, mas continuo correndo quase como fazia lá por março. Houve pouca evolução, porque o peso é o limitador.

Com um plano de ação de 8 folhas, ela incorporou "salada à vontade" (ha ha ha), uma porção de coisas das quais nunca ouvi falar na vida, que preciso comprar no mercado público, como batata yacon e outras que jamais pensei em ingerir, mas, como ela mesma disse, são apenas 15 dias de sofrimento, depois é mais uma questão de administração. Engraçado que ela iria me dar uma meta mais "frouxa" para ser atingida, pois havia me pesado na quarta e eu disse: "Não vais me pesar novamente?" Ela me questiona: "Porque, perdeste peso de lá prá cá?" Na quarta, disse para ela que voltaria com 94,3 (estava com 94,9). Pois voltei com 93,5, 1,4 kg a menos, dois dias depois. Até brinquei com ela que, se perder isso a cada dois dias, na volta, daqui a duas semanas, será nosso último encontro.

Pois então, deu-me uma meta pouca coisa maior, perder 3,5 kg até lá, o que já começou ontem à noite mesmo, embora fosse para hoje. Ou talvez mesmo já tivesse começado na quarta, comendo menos desde lá, apenas sem uma ajuda específica e profissional. De qualquer forma, eu que tenho verdadeira paixão por pão, estou tendo que apenas observar as bisnaguinhas da Seven Boys que comprei para as crianças. Mas o grande teste mesmo é amanhã, com o churrasco do Dia dos Pais.

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