segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

POA Night Run - como foi

Bem, no projeto inicial, era para estar no fim-de-semana em BH, correndo a Volta da Pampulha, mas fiquei meio na espera do pessoal da equipe e acabei perdendo as promoções aéreas. Azar, planos mudam todos os dias, desde o momento em que o despertador toca e a gente levanta ou aperta no soneca. Assim, pela segunda vez no ano, BH ficou onde está: a 1.712 km de distância.

Se o local das provas não muda em Porto Alegre, pelo menos fazer uma prova noturna é algo diferente. E bem mais legal. O astral é outro. Muita gente compareceu. Fiquei muito feliz de ter encontrado a Ana Guerra, pena que não tivemos como nos falar. Também foi bom encontrar o meu amigo gremista, Bruno Thomaz, que tinha um dos melhores e mais ativos blogs sobre corridas (Correndo na Chuva), mas, infelizmente, ele parou de postar por lá (ele jura que não, mas tenho certeza que parte é culpa do Tribal Wars, onde somos inimigos). E até o meu amigo Giovani compareceu, acompanhando a namorada, que foi correr os 5 km.

Uma pena o atraso na largada, de praticamente 20 minutos, que gerou uma enorme vaia e descontentamento por parte dos corredores, contornada com bom humor pelo locutor da prova. Disseram que foi em função do túnel de luz que havia já no km 1, e que nem era tudo isso que foi alardeado no site da prova. Estava muito mais prá "tenda iluminada" do que "túnel sensorial com efeitos de luz e som".

Afora isso, a espera pela prova foi muito bacana, com um palco legal e um telão que dava um colorido bonito à medida que foi escurecendo. Nesse aspecto, tudo muito bom. Boa estrutura.

Dada a largada, com o atraso já mencionado, saí naquele mar de gente tentando imprimir meu ritmo de 4:30/km no início. A ideia era essa até a metade e depois acelerar. Passei pela tenda iluminada no km 1 (onde espero que a Raquel tenha feito uma bela foto) e logo em seguida entramos na Augusto de Carvalho, o Edson, da equipe Du Bira, colado em mim. Defronte ao IBGE, numa escuridão danada, tropecei numa saliência do asfalto (fato que se repetiu na volta seguinte, em menor intensidade), causada pela raíz de uma árvore no canteiro central, e quase protagonizo uma videocassetada homérica.

Dobramos na Loureiro da Silva, vulgo av. Perimetral, e segui no mesmo ritmo de 4:23, 4:24/km. Logo à frente, antes do viaduto da Borges, o retorno e "pernas prá que te quero". Finalmente, defronte à Câmara dos Vereadores, um posto de água, mal posicionado (todos corríamos à direita, já que havia um curva nessa direção em seguida e o posto fica na esquerda...) e, novamente, muita escuridão por lá, e um pessoal meio molengão entregando os copinhos...

Passamos pela Usina do Gasômetro e seguimos em direção ao centro, e nesse ponto a pista estreitou de tal maneira que ficou meio complicado correr por cerca de uns 500m, mas depois alargava antes de novo retorno, pouco após o km 4. O km 5 era, logicamente, no pórtico de chegada, e uns metrinhos antes havia um posto de Gatorade, que mais atrapalhou que ajudou, já que não tem como tomar isso no meio de uma prova de 10km, uma vez que estamos rápidos e ele não é tão digerível quanto água. Bom, me atrapalhei um pouco entre o isotônico e a respiração, meio que me afoguei, e o Edson passou de vez e abriu uns 30 metros. Nada de se desesperar... Perdi um tempinho e um guri com uma camiseta do Hospital Moinhos de Vento chegou em mim e corremos no mesmo ritmo por cerca de 1km, passando pelo Edson na curvinha da entrada da Augusto de Carvalho.

Ali, abri um pouco dele, e o ritmo seguia constante. Verdade que não conseguia correr mais a 4:20, como fiz num km, mas nada longe disso. Passamos novamente pela escuridão e os molengões do posto de água, indo para os últimos 1.500m da prova. Não era muito animador ver o povo já chegando, enquanto tínhamos que ir ainda em direção ao centro para retornar.

Retornei, enxerguei o Edson, que estava a uma boa distância para os menos de 1.000m que faltavam, acelerei o que o pulmão deixou e cruzei a chegada em 44:06 (44:08 oficial...), quando um corredor chegou trombando em mim feito um touro bravo.... o Edson.

Devo ter feito as duas metades praticamente iguais ou uns 10 segundos melhor na segunda volta (bom, achei que tinha sido melhor, mas foi igualzinha - ver abaixo). Bem, apesar do chip, os resultados também ainda não aparecem no site. Aguardemos por eles, então, que devem estar vindo no dorso de um pombo correio. Agora já estão.

Ah, a Bruna, claro: fez o melhor 10km da vida dela, terminando em 47:33. O negócio dela é noite...



A área de dispersão estava bem boa, com uns lounges, e novamente com distribuição daqueles picolés da prova da Paquetá, que caíram no gosto da galera.



Como vocês bem perceberam, algumas coisas precisam ser melhoradas para o ano que vem, mas, no cômputo geral, a prova foi muito legal, e tomara que surjam outros eventos noturnos para quebrar a mesmice das corridas em Porto Alegre.

Domingo tem mais, tem o Circuito das Estações da Adidas, muito provavelmente com sol, calor e muita gente.

km 1 - 4:23
km 2 - 4:20
km 3 - 4:24
km 4 - 4:24
km 5 - 4:28 (21:59)
km 6 - 4:28
km 7 - 4:15
km 8 - 4:26
km 9 - 4:29
km 10- 4:21 (43:58)
O GPS deu mais 30m, que devem ser em função do número de pessoas e da tangência por conta disso.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

POA Night Run

Sábado à noite se realizará a 1ª edição da POA Night Run.

A prova, ao que tudo indica, tem tudo para ser bem legal e bem feita, a julgar pelo site e pelas informações que chegam sobre ela. Logicamente, se iluminarem bem a Av.Beira-Rio, porque na meia noturna do Corpa, este quesito, em alguns pontos, foi precaríssimo. O povo tem que lembrar que o pessoal mais veterano (que não é o meu caso...hehe) já tem naturalmente dificuldade em enxergar de dia, quanto mais ainda à noite e com pouca iluminação.

Pelo que se depreende do site, a chegada será num "túnel sensorial com efeitos de luz e som", o que, com certeza, deve dar um grande atrativo e diferencial à prova.

A minha ideia era tentar fazer em 43 minutos, algo próximo disso. Mas já nem sei se irei correr, porque estou com uma espécie de "depressão pós-aniversário" (hehe). Não sei bem se é porque vou entrar em férias e descansar uns dias e não vejo a hora disso ocorrer, se é o final de ano, se é porque mais um irmão meu vai morar fora do estado ou por algumas coisas que aconteceram (ou não aconteceram). Ou se é o somatório de tudo isso. Talvez até lá me empolgue em correr. Ou não.

Só sei que, se eu não aparecer, é porque fui sentar na areia da praia e olhar o mar.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Ainda sobre Curitiba

Não escrevi no post anterior, mas o kit da prova de Curitiba foi pobre. Uma camiseta com tecido prá lá de ultrapassado, à moda das provas do Corpa, aqui em Porto Alegre, com design e recorte meio esquisitos, que não caíam bem no corpo. Não serviu para nada, embora alguns até a tenham usado para correr. Apesar de toda a evolução tecnológica, era bem pior do que de 5 anos atrás. Conversando com um pessoal envolvido na organização, disseram que teria sido pelo fato de a prova ser organizada pela Prefeitura, e que precisava cumprir certos ritos legais e tal, e então acabou atrasando tudo e tivemos por conta disso a camiseta no estilo "foi o que deu para fazer em função do tempo". De qualquer forma, nos outros anos a prova também era organizada pela Prefeitura...

Depois, na loja Procorrer, conseguimos um kit melhorzinho, que eles davam para quem apresentasse o número de peito, e que consistia em camisetas de provas passadas que eles organizaram, boné e mais alguma coisa. Só isso já superou o kit da prova.

Sempre nas maratonas, o pessoal dos Marathon Maniacs têm tentado se encontrar, o que está ficando cada vez mais difícil, à medida que o grupo cresceu, e que cada um tem uma programação diferente para aqueles dois ou três dias que antecedem o evento. Mas lá na feira, no sábado, encontrei o Miguel, mineiro de BH e do Baleias. E ele estava bem mais magro. "Cansei de ser gordo", disse ele. Na Maratona do Rio, em junho, nos encontramos e eu disse para ele que iria emagrecer, que foi o que constatou em Foz, em setembro. Ele disse: "Poxa, tu disseste que iria emagrecer e te encontrei lá em Foz mais magro." Então, ele colocou na cabeça que também podia. E está conseguindo. Que legal. Fiquei muito feliz por ele e por ter ajudado nisso de alguma forma. Tudo melhora quando estamos no peso ideal. Ah, e, finalmente, ele conseguiu me entregar a latinha da prova da Adidas de BH, para a qual me inscrevi, mas faltei na última hora. Não dá para esquecer da Pati, que, gentilmente, fez essa ponte, buscando o kit e entregando a ele.

Aconteceu uma coisa esquisita comigo durante a prova e que não houvera acontecido nunca antes em uma maratona. Diversas vezes, senti dores entre o abdômen e a costela direita, o que causava uma imensa dificuldade em respirar. No km 27, quase parei por conta disso, porque a dor era muito forte, insuportável. Sempre ouvi que isso se devia ao fato de estarmos respirando mal, mas, mais tarde, no hotel, conversando com outros corredores, alguns também relataram algo semelhante, essa dificuldade de respirar. E um deles teorizou de que isso acontecia por conta da umidade alta na prova. Será? Nunca tinha ouvido falar nada a respeito e já corri diversas provas com umidade alta, inclusive em Curitiba.

Curitiba impressionou pela limpeza. No Centro, pelo menos, área em que ficamos. Incrível, mas praticamente não havia sujeira nas ruas. Grande ponto para eles, e um exemplo a ser seguido pelas demais cidades. Na prova, sempre onde havia postos de água, havia garis recolhendo os copos que os corredores atiravam no chão. Curitiba deu show nesse aspecto. E isso é simples.

Por último, para os ciumentos do "Sala de Redação": consegui fazer um post inteiro sem citar a Bruna.

domingo, 22 de novembro de 2009

Maratona de Curitiba


Domingo (hoje), 6h da manhã, acordamos (eu e o Irio) para o café. Não sei quem foi que disse que o tempo estaria chuvoso como ontem, que estava perfeito... para uma maratona: nublado, 21 graus. Hoje, diferentemente, o sol se alinhava no horizonte, prenunciando um dia quente.

Tomamos nosso café e rumamos para o Centro Cívico, que era perto do hotel, uns 15 minutos a pé. Tudo pronto depois daquele ritual de passar vaselina nas áreas de atrito, se bezuntar de protetor solar e passar um óleo de arnica para o aquecimento dos músculos, entramos na área destinada aos maratonistas masculinos (as mulheres largaram às 7h30). Semana passada, a largada tinha a presença da Bruna ao lado. Hoje, ... o Irio. Meio desanimador. Levei uns 42km para superar mais esse obstáculo...hehe

Uns 10 minutos após, deu-se finalmente a largada, meio tumultuada nos primeiros 200m, até que podemos imprimir nosso ritmo. O Irio disse que largaria de forma conservadora, comigo, a 5:30/km mas, sem surpresa alguma, isso não se cumpriu. Nem por 500m.

Tinha acordado com a mesma dor nas costas que me fez caminhar em Foz, com dor na planta dos pés e não muito afim de fazer a prova. E não era nada de nervosismo, estava bem tranquilo, de sangue doce. Na verdade, gosto mesmo de fazer as maratonas de SP, RJ e POA. As outras, não curto muito. A dor na planta dos pés passou logo em seguida, mas, correndo, começou um desconforto no joelho direito, que anda me perseguindo, e que o ortopedista que consultei disse que também deve-se à falta de alongamento constante. Ele deu lá uma explicação da qual não me lembro mais...

Nos primeiros quilômetros, fizemos uma pequena volta que nos colocou na frente do Centro Cívico novamente no km 6. Estava achando meio quente já a essa altura do campeonato. Não que isso estivesse afetando alguma coisa no meu rendimento, só estava suando mais do que o normal.

Passei os 10km em 52:58, dois minutos a menos do que o previsto, mas estava tudo tranquilo àquela hora. Só que lá pelo km 10,5, tive que fazer um pit stop num posto Ipiranga, porque alguma coisa estava fermentando... Pior é que a "casinha" ainda estava ocupada... Comparando depois com o tempo oficial da chegada, vi que perdi 7 minutos e 10 segundos nessa brincadeira. Mas era preciso. (o meu Garmin para quando paro de correr, então meu tempo nele foi o efetivamente corrido).

Bem aliviado, voltei para a prova, a fim de correr atrás do prejuízo. Aí comecei a encontrar boa parte do pessoal que já tinha ultrapassado. Não foi exatamente animador, mas foi até foi engraçado, porque eu passava meio ligeirinho por aquele povo, que era mais da turma das 4h30, e ouvi alguns tecendo comentários sobre isso.

Por aí, o trajeto me parecia o mesmo da última vez em que corri (acho que 2004). Pouco antes do km 13, havia uma bandinha (hello, Porto Alegre!) tocando "A Banda"... (estava à toa na vida, meu amor me chamou para ver a banda passar, cantando coisas de amor...). Logo em seguida, passei pelo japa MM, o Hideaki, e por alguns dos participantes do Desafio das 6 maratonas (o povo que fez todas as maratonas oficiais do Brasil nesse ano). A vida seguia tranquila até aqui, e eu fazia 5:15/km. A essa altura, alguma coisa no trajeto mudou em relação ao meu último ano, porque minha lembrança é que pegávamos um grande retão num corredor de ônibus por volta do km 18. Mas, diferente disso, a gente subia, descia, dobrava à direita, subia novamente, descia, dobrava à esquerda, subia... O trajeto, que antes me parecia mais fácil depois da metade, piorou sensivelmente. E o sol... bem, o sol estava forte desde o km 15 ou 16.

No km 19, tínhamos isotônico, que a escoterinha disse com aquele sotaque que estava morrrrninho, e que veio muito a calhar. Passei os 21 km em 1:50:38, bem demais até. Nessa parte da prova e por um bom período, até o 30 e tantos, havia muita confusão no trânsito, muitos motoristas brigando com os agentes por conta das ruas bloqueadas, causando tumulto e até mesmo tentando invadir a área destinada aos corredores, o que foi um fato negativo na prova, porque repetiu-se inúmeras vezes e chamou muito a atenção. No mais, Curitiba tem um fator sensacional, que é participação e interação das pessoas aplaudindo, pegando mangueiras e atirando água nos corredores ou até mesmo fornecendo em copos, como lá por volta do km 37.

Eu vinha correndo bem até o km 31, quando senti a falta de treino nesse sobe-e-desce danado e dobra aqui-dobra ali. É difícil treinar em Porto Alegre para esse tipo de prova, porque praticamente não houve nenhum momento plano. Ou a gente estava subindo ou descendo durante os 42 km. Quando dobrei à direita e vi uma nova subida, quebrei de vez. Os 5:15/km se foram e já fiz o km seguinte a 5:58 e, depois, isso caiu um pouquinho mais até o 36, quando não aguentei mais aquela dor nas costas que me acompanhava desde início da prova e fui obrigado a caminhar, quase quando chegava no Gabbardo, que também caminhava. Aliás, éramos vários caminhando. O trajeto e o calor quebraram muita gente.

Caminhei ainda até o 39, quando um rapaz passou por mim e me instigou a voltar a correr. Se não fosse ele, certamente teria feito pior. Não vi o número, mas Guilherme (que fazia a 1ª maratona da vida) era o nome dele, o mesmo do meu filho mais velho. Aquele km fiz a incríveis 5:09, deixando-o até um pouco para trás. Aí voltei a caminhar, que era a ideia inicial, para poder ter um gás no último quilômetro. Então, ele chegou novamente em mim, enquanto um temporal se armava e fomos correndo juntos até a linha de chegada, já debaixo de muita, mas muita chuva mesmo. Fechei o km 42 em 5:17 e a prova (o Garmin marcou 42,51km) em 3:58:26 efetivamente corridos, mas o tempo oficial (que recebi em seguida por mensagem no celular!), e que é o que realmente vale, foi de 4:05:39. O Irio havia chegado um pouco antes em 3h57.

Medalha no peito, isotônico e água na mão, tudo que eu queria uma massagem nas costas, embora as pernas também estivessem bem doloridas. E foi fácil de conseguir. E ajudou bastante. Ainda ficamos um tempo por lá, porque o pessoal do Desafio das 6 maratonas (do qual o Irio participava), entregou troféus a todos (32) que completaram. Foi um grande momento para todos eles.

Bem, banho tomado, refeição feita, post publicado, vou descansar (leia-se: dormir), que eu preciso. E acho que mereço.



As parciais por km:
km 1 - 5:31 km 11 - 5:18 km 21 - 5:13 km 31 - 5:23 km 41 - 6:05
km 2 - 5:12 km 12 - 5:15 km 22 - 5:12 km 32 - 5:58 km 42 - 5:17
km 3 - 5:20 km 13 - 5:10 km 23 - 5:12 km 33 - 5:54
km 4 - 5:12 km 14 - 5:18 km 24 - 5:15 km 34 - 6:22
km 5 - 5:20 km 15 - 5:18 km 25 - 5:24 km 35 - 6:29
km 6 - 5:12 km 16 - 5:15 km 26 - 5:16 km 36 - 6:34
km 7 - 5:16 km 17 - 5:05 km 27 - 5:20 km 37 - 7:53
km 8 - 5:14 km 18- 5:14 km 28 - 5:15 km 38 - 8:14
km 9 - 5:17 km 19 - 5:16 km 29 - 5:05 km 39 - 8:33
km 10- 5:19 km 20- 5:12 km 30 - 5:10 km 40 - 5:09

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Está chegando a hora


Domingo, 8h.
A expectativa é boa. Para quem já fez 4 vezes, não há mais mistério. E, depois de Foz, qualquer coisa é "fácil."Se completar (hehe), será minha 37ª maratona. Só 2 não foram terminadas, sendo uma delas justamente em Curitiba, em 2000, na vez em que estava melhor preparado. E justamente por isso. Um dia, explico melhor.

O tempo, ao que parece, vai estar feio, ou seja, bom para corrida. Eu até estava preparado psicologicamente para muito calor, mas, se vier uma chuvinha, é bem melhor. Chuvinha, claro. Não os quase-tornados que estão aparecendo aqui no RS e região sul.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Maratona de Revezamento Paquetá


E, finalmente, chegou o tão esperado dia da prova da Paquetá, anteontem.

E, por muito pouco, não perdi a festa. Acordei meio assustado e pensei comigo mesmo: “Está muito claro.” Corri para ver as horas no celular e: 7h! Com essa brincadeira nada engraçada e atual de nos fazerem pegar o chip no próprio dia da prova, o risco de um contratempo aumentou. Saí alucinado, cometendo quase todas as infrações possíveis de trânsito, mas cheguei ainda com folga para pegar o chip, que, na verdade, já havia sido pego meu treinador, o Daniel.





Tudo pronto, saímos eu, o Duda e a Bruna. E as inimigas dela nas duplas femininas meio que por perto. Mas, logo no km 3, uma delas já ficou para trás. Infelizmente, a numeração não permitia saber se a pessoa estava na dupla feminina ou na mista, de modo que chegamos a nos preocupar com algumas que não eram rivais. Mas seguimos em frente. Íamos a pouco menos de 5min/km, uma boa média, que só conseguiu ser mantida até os 10km.

E, aqui, a grande falha da prova, grosseira, aliás: eram 20km e não 21. Como foram duas voltas no mesmo trajeto, qualquer erro acaba sendo em dobro. Mas, fazer o quê? Menos 1km para correr. Para quem está cansado, até é uma boa...

Passamos os 10 em 49:30. A Bruna me xingando porque achava que a metade era 10,5 e então teríamos que passar em 52, mas, até ali, estava tudo dentro do planejado. Depois é que começamos a entrar na “margem de erro...” hehe



Então, houve uma pequena queda para 5:15 por km, e depois um pouquinho mais... lá pelo 16, 17, estávamos na casa dos 5:30 e, quando ela me perguntava, eu sempre aumentava um pouco para não deixá-la se atirar nas cordas, achando que estava bom... Acho que mais ou menos no 17, a Adri chegou em nós, e o Duda nos largou para ir com ela e chegar na minha frente para poder passar o dia de ontem me infernizando por email por conta disso... Na meia do Rio, em setembro, tinha chegado na frente dele e agora quis dar o troco. Vigarista, trapaceiro...hehe

Pegamos a Loureiro da Silva, eu olhando para trás à procura da moça da União 100% para ver se estava se aproximando e a Bruna só dizia “azar”. Faltando pouco para chegar, ela até ficou mais próxima, mas conseguimos abrir o suficiente para fechar o último km super bem em 5:15 e entregar o chip/pulseira para a Bina (e para o Mário - meu parceiro) com 1h43 e alguma coisinha.

E lá foi ela para a segunda parte da prova, com sol forte abrindo e, ainda por cima, tempo abafado. Nos primeiros 10, a Bina fez o que imaginei, mas deu um grande susto quando parou onde estávamos, defronte à nossa barraca, porque pareceu que desistiria. Ficou mais de 1 minuto ali, mas abasteceu, tomou gel e se foi. Sofrendo com o sol. E a Bruna pegou a bike e foi atrás dela acompanhar.


Depois, ela retornaria e passaria novamente na frente da barraca, que foi quando saí para acompanhá-la. Faltavam 5km. A média, a essa altura, era de 5:40 por km. Nada mal para quem passou a semana com dor de garganta e o mês todo de setembro sem correr. Mas ela tinha dor no joelho, que a acompanhou até o fim.

Quando entramos na Loureiro da Silva, cruzávamos com o pessoal que vinha logo atrás, e uma moça começou a me deixar preocupado, porque vinha bem, sem demonstrar o cansaço da Bina. Isso até foi bom, porque acendeu o sinal de alerta. Mas a moça não chegou em nós, embora tenhamos cruzado novamente com ela em outro ponto de retorno, faltando pouco mais de 500m e a cara dela parecia ser de inimiga de categoria. Mas não era.

No final da contas, se estava difícil para a Bina, para as concorrentes foi mais ainda, porque também cansaram e a diferença aumentou. Fechou a prova em 1h52, com tempo total delas de 3:36:28. De modo que eram pura felicidade quando souberam que tinha ficado em 3º lugar nas duplas femininas. Com direito a dindim!



Na chegada, havia um bom reabastecimento, com sanduíche, suco e até picolé, que, depois da carinha de felicidade das duas, foi o melhor da festa. E, para mim, a prova acabou sendo um ótimo treino para domingo, na maratona de Curitiba. Que seja o que as pernas deixarem!



Demais resultados da prova aqui.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Prova da Paquetá chegando...


Depois de um feriado de calor absurdo, semana passada foi de tempo instável aqui no extremo sul do país. Terça, nem corri, porque não tive paciência para aquele dia feio, com chuviscos. Ainda para completar, foi estressa total no serviço e tudo que queria era um sol escaldante para poder sofrer bastante. Mas ele não apareceu. Cansei de correr com frio no inverno, então agora é aproveitar quando está quente e bonito para correr na rua. A gente por aqui tem só uns 4 meses de tempo bom, então o negócio é se esbaldar-se.

Quinta, o dia foi maluco. Só não nevou. Começou nublado, abriu sol, choveu forte e, no final da tarde, bastante abafada, começou a limpar, apesar de ter sentido umas gotas antes de iniciar a corrida. O treino era só de 45 minutos, que eu até queria aumentar para 1h, mas devagar, o que acabou não acontecendo. Somente o primeiro quilômetro foi lento. Depois, eu e a Brun(inh)a começamos a apertar o passo por conta da garoa (rs) que talvez viesse. Bem, não foi por isso que apertamos. Na verdade, nem sei bem porquê.

No fim-de-semana, corri sábado e domingo. Sábado, metade do treino foi debaixo de chuva. Em algumas horas, muita chuva mesmo. Mas foi bom, apesar de sofrido. Fiz 16km. No domingo, mais 12.

Ontem, terça, houve treino de pista. 3 tiros de 2km, mais alguma coisinha além disso. O último fiz em 8:03. Bom para quem não treinava na pista fazia um tempão. Na quinta, o treininho vai ser leve, depois tem show da Mart'nália... e domingo, o grande dia da prova da Paquetá. Vou correr primeiro meus 21km e o Mário, meu colega de equipe, fechará o revezamento. A ideia, na verdade, é acompanhar a Bruna para ver se ela consegue algo em torno de 1h45, e depois a Bina fecha a dupla delas, com boa chance de pódio.

Nós - eu e o Mário, talvez até tivéssemos alguma chance, se não houvesse a minha parada de 15 dias por conta da lesão, porque a prova da Paquetá é uma certa incógnita nas categorias. Em 2007, fiz 1h34 e a Ana, minha parceira (na foto comigo), 1h35. Ficamos em 12º lugar.. Em 2008, teríamos sido terceiros...

Bem, como a gente diz, o que está treinado, está, não há mais o que fazer, a não ser aguardar o domingo para ver o que acontece. Verdade que a previsão é que o sol volte radiante, o que trará algum sofrimento, mas a expectativa é boa. Tenho certeza que no final tudo vai dar certo.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Recomeçando

Voltei a correr essa semana., depois de 15 dias. Como disse, só assiti ao Festival de Corridas do Corpa. Na véspera, até pensei em correr, mas, chegou o domingo pela manhã e deu a maior preguiça de levantar. Passei por lá só para tirar fotos do pessoal.

Na segunda, então, me animei e fui. Foi uma tarde/noite não muito propícia para um retorno, porque ventaaaaaaaaaaaaaaava na Beira-Rio quase que nem em dia de inverno. Lá pela tantas, encontrei a Liane, que me acompanhou o restante do trajeto. Larguei-a na Biofitness, academia que frequentei ano passado, e cheguei no escritório, que é pertinho dali. Foi mais ou menos 1h05 de treino. Não sei precisar bem, pois corri sem relógio, o que, para mim,foi uma sensação bem estranha. Mas, como já estou tão acostumado de correr na Beira-Rio há uns 10 anos, dá quase para saber metro por metro percorrido e, obviamente, tem-se uma projeção de tempo.

Ontem à tardinha, voltei a correr com a Bruna, e o panorama foi quase completamente oposto. Fez o maior calor durante o dia aqui em Porto Alegre, uns 34 graus. E sofri/sofremos bastante, embora tenha sido um bom treino de adaptação à prova da Paqueta, dia 15, na qual, muito possivelmente, estará bem quente.

O bom é que não senti maiores dores, a não ser aquela dor muscular "boa" na terça, resultado da falta de hábito de corrida, perdido naqueles 15 dias parado.

Antes da parada, tinha uma expectativa de fazer os 21km entre 1h36 e 1h39 (fiz 1:35:12 em2006 e 1:34:06 em 2007). Agora, certamente, não será mais possível. Ontem, correndo, imaginei que fazer em 1h45 já estará bom demais. Claro que ainda faltam mais de 15 dias, e eu, normalmente, evoluo rápido, mas esses recomeços dão um certo desânimo, porque estava correndo tão bem. Mas não há o que se fazer, além de ser paciente.

E, depois de ontem, comecei a repensar minha participação na Maratona de Curitiba. Ainda há tempo até lá, mas, hoje, refletindo, a maior probabilidade é trocar os 42 pela corrida de 10km. Não quero arriscar me lesionar novamente e, mais uma vez, recomeçar. Sem falar no sofrimento que certamente será, à medida que não estarei nas minhas melhores condições até dia 22 de novembro.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Parado. De novo.


Bem, estive meio ausente. Um pouco de desorganização e outro pouco de outros projetos cibernéticos nas horas de lazer.

Duas quintas-feiras atrás, no retorno da maratona de Foz, saí para correr com a Bruna, como habitualmente fazemos nesse dia. Trajeto bom, de 12km, com pequenas subidas, pegando a Duque de Caxias pelo Gasômetro, indo em direção à Independência e descendo a Goethe passando pelo Parcão.

Na descida, quase fechando 10km, senti uma eve puxada um pouco acima da parte detrás do joelho. Corri mais uns 300m e veio uma super puxada. Não tive mais como correr. Até caminhar foi difícil.

Desde então, estou parado, e ontem fui ao médico. Aquela consulta que praticamente só serve para pegar requisição de exame. Mesmo porque, conversando com outras pessoas, já sabia que era novamente os isquiotibias da perna direita. Só que dessa vez, ao invés de ser na origem, no ísquio, é na parte quase terminal.

De qualquer forma, o médico repetiu o que já me disseram algumas vezes e que eu, por alguma comodidade ou relaxamento, ou ambos, sempre negligencio: meus músculos são encurtados por falta de alongamento. Isso quer dizer que, submetidos a algum esforço mais excessivo, eles têm uma boa possibilidade de romperem, que foi o que aconteceu. Como vinha da pedreira que foi Foz, uma nova corridinha na subida foi fatal. Uma pena, porque estava quase de volta à velha forma física e estética.

Desse modo, apesar de inscrito nos 20km do Festival de Corridas do Corpa, domingo, ficarei apenas assistindo. Repousando para poder correr 21km na Maratona de Revezamento da Paquetá, dia 15 de novembro, se for possível. E ainda preciso torcer que a Maratona de Curitiba não seja abortada por conta disso.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Patrocínios

Depois da prova de Foz, encontramos o Claudir Rodrigues no corredor do hotel, preparando-se para ir embora, e o Irio, como "vereador" que é, e aglutinador de pessoas, puxou aquelas conversas intermináveis dele.


Claudir, para quem não é do Rio Grande do Sul, e não sabe, ou é desatento como eu, é o melhor corredor que temos por aqui. Foi vencedor da maratona de Porto Alegre por 3 vezes (2002, 2004 e 2006), de Curitiba (2005 e 2008) e de São Paulo (2008), salvo engano meu.

Tempos atrás, ele tinha o patrocínio da Universidade de Caxias do Sul (UCS), onde cursava a faculdade de educação física. Mas eles encerraram os patrocínios na área de atletismo. Em abril, ao chegar em segundo na maratona de Florianópolis, Claudir se machucou. E, pasmem, o então patrocinador dele, uma empresa americana de tênis, presente no Brasil desde agosto de 2007 e marca oficial da Federação Paulista de Atletismo, cortou o patrocínio.

Bem, todo mundo quer baixar custos desnecessários. Hoje em dia, tudo é cifrão, meta, competitividade e retorno. Mas, no atletismo, o cidadão pode se lesionar e parar por alguns meses. É justamente quando precisa de amparo financeiro, porque não pode receber trabalhando. E, evidentemente, nenhum atleta pode treinar e correr bem, sabendo que, se houver alguma lesão, perde o suporte financeiro. Ou seja, tiram o alicerce da vida dele.

Mas o que nos impressionou, além dessa atitude pequena, foi o valor de patrocínio que ele recebia, sendo atleta com esse currículo: R$ 1.000,00 mensais. Isso mesmo, pouco mais de 2 salários mínimos por mês. E o que é isso para uma empresa do ramo esportivo? Nada, uma miséria.

Ficamos consternados e estupefatos com a situação, porque, se quisermos, embora não seja o nosso foco, o meu escritório e a corretora do Irio têm condições de arcar com esse valor, enquanto quem precisa de projeção no mercado não se dispõe a investir num produto desse quilate. E tudo isso por uma lesão que o deixou cerca de apenas 1 mês fora dos treinos.

Depois, conversando com a Helena, esposa do Coquinho, ex-maratonista (2h13 em Roma, 1979) e empresário paranaense, que tem um centro de treinamento em Nova Santa Bárbara, soubemos que os valores giram em torno desse valor mesmo e que, quando o povo se lesiona, adeus grana. Foi também assim com a Marily dos Santos, nossa representante nas Olimpíadas de Pequim-2008. (Aliás, no blog do MM e jornalista da Folha, Rodolfo Lucena, tem uma entrevista comovente dela)

Claro que a gente tinha noção que nem tudo eram flores no meio do atletismo, mas não imaginávamos que fosse tão triste assim. Isso explica em parte porque não surge muita gente boa na área. Porque chega uma hora que até o mais otimista desanima. E larga tudo e vai trabalhar de carteira assinada em alguma área qualquer. Sem ter que sair na chuva, no frio ou no sol escaldante em busca de um futuro que talvez nunca virá.

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