segunda-feira, 4 de junho de 2012

41ª maratona

Porto Alegre foi minha 41ª maratona. Na verdade, 38ª maratona, maratona mesmo, pois fiz duas de 50km em Rio Grande e uma em Urubici-SC, mas conto tudo como maratona, já que quem faz 42, faz 50.


Sábado pré-maratona foi uma correria só. Acordei, passei em cliente em Viamão, voltei para casa, peguei meus amigos cariocas na rodoviária, larguei-os no hotel, esperei por lá, peguei um outro amigo deles em outro hotel no centro, fomos à zona sul, peguei meu filho mais novo, almoçamos no Divino Sabor da Otto Niemayer, saímos de lá para o Jockey, para pegar o kit deles com o Daniel, ficamos por lá um tempo, deixei o filho em casa, larguei-os nos hotéis respectivos, fui para casa, mamãe ligou querendo saber que horas iria lá dormir, mas também porque queria que trocasse a resistência do chuveiro, passei no supermercado antes, de modo que cheguei na casa dela pelas 19h30, quase morto. Tarefas cumpridas, 20h30 já estava na cama. Nunca dormi tão cedo e tão cansado antes de uma maratona. Não teve nem falta de sono por ansiedade pré-maratona.


Durante a semana, senti uma dor no adutor do glúteo (que bonitinho) esquerdo, fruto de ter corrido acompanhando os ironmans lá em Jurerê. Fiquei meio receoso quanto a isso. Não era hora de aparecer dor, mas... Biofenac, Advil e reza.

Domingo, 5h30, acordo. Tomo meu banho, uma batida (vitamina para alguns outros estados) de banana com whey protein e meio saco de bisnaguinhas dos 7 guris (=Seven Boys). Check list mental feito, tudo pronto. Peguei a bicicleta (o apartamento da minha mãe é nem 2 km da largada) e fui para a largada. Ainda estava super escuro. Mal tínhamos luz para ver de quem era qual kit.


Tudo pronto, vaselina nas áreas de atrito, gel no calção, na braçadeira, no boné, e agora: corro com a camiseta por baixo ou não? O Dani disse: vai esquentar, não corre com isso. Mas como sou meio teimoso (meio?), vou correr com ela. Porque é boa para correr, é daquelas grudadas no corpo, e havia muito vento, nesses casos ela regula melhor a temperatura, evita passar o frio.


Largada dada, saímos, eu e o Zé Luiz, meu amigo carioca, para fazer 5/km no ínicio, mas já avistamos o Renato e o Álvaro pouco à frente. Aceleramos para chegar neles, pensei em ficar com eles um tempo, mas seguimos em frente, embora com os dois colados a nós. Me sentia cansado.


Começo dentro do programado, na média de 4:55, um pouco menos por km. Passamos pelo Centro Histórico (hoje em dia, tudo que é cidade tem Centro Histórico - para fins de turismo), por ali o trajeto era o contrário do que sempre foi, indo pela Mauá e retornando Júlio de Castilhos e Siqueira Campos. O ventinho bandido já dava o ar da sua graça a essa altura. Em matéria de clima, tirando essa questão do vento em alguns pontos, o tempo nem ajudou muito, nem prejudicou. A temperatura esteve perto dos 15 no começo e estabilizou pelos 18, 19 no restante da prova.


Saindo do centro, seguimos pela Loureiro da Silva (Perimetral antiga), entramos na Sarmento Leite (da Ufrgs) e ali encaramos o trecho com maiores subidas: tem a subida para chegar no Colégio Rosário, umas duas ou três pequenas subidas na Vasco e depois na Mariante com Goethe até o Parcão. Por ali, na descida, cruzávamos com quem subia. Deu para ver o Renato e o Álvaro logo atrás e, um pouco depois, o Alessandro e o Claiton. Nova subida no viaduto sobre a Protásio Alves. Vínhamos bem até ali, eu e o Zé.


Dobramos na Av. Ipiranga à esquerda. Por ela íamos até o km 21, mais ou menos. Por antes dele, retirei a camiseta que usava por baixo e, sorte, logo em seguida enxergo o Beck, para o qual atiro-a. Fizemos alguns quilômetros a 4:49, o 24 foi a 4:45, e parecia meio difícil. Saímos da Ipiranga, pegamos a Princesa Isabel, Azenha, e o Zé disse, quando passamos com o Estádio Olímpico à esquerda, entrando no corredor da Av. Érico Veríssimo: quilômetro sofrido. Aqui a experiência veio à mente: disse a ele para diminuirmos um pouco o ritmo. Fizemos 2 quilômetros 5 ou 6s mais lentos e foi o suficiente para que eu pudesse descansar e retomar a postura. Já era na Praia de Belas isso. Seguimos por ela, entramos à direita na Aureliano de Figueiredo Pinto e ali tomamos um baque psicológico: a maratona não dobrou à esquerda como sempre fazia na João Alfredo. Eu sabia da mudança, mas não lembrei. E como foi sofrido seguir em frente até a Ipiranga e retornar.


Retornando, enxerguei o Renato uns 100, 150 atrás, e o Álvaro um pouco mais distante. Pensei: mais ou 3 ou 4 quilômetros me pega, porque a diferença diminuiu bastante em relação ao km 21 onde nos avistamos cada um de um lado da Ipiranga. Mas segui em frente no ritmo de 4:54/km. Pegamos a João Alfredo, finalmente, a Loureiro da Silva novamente e rumamos ao Centro.


Chegando no Centro, pegamos desta vez a Siqueira Campos e fomos até quase a Prefeitura, dobrando à esquerda e retornando. E, quando retornávamos, nossa senhora dos ventos uivantes: uma rajada atrás da outra segurando o cara. Pensei: "não acredito que vou fazer 8km no final de maratona com esse vento contra." O km 35 foi o meu pior: 5:18. Mas no 36 já melhorou e depois o vento se controlou. E mais ou menos por aqui deixei o Zé Luiz para trás.


Melhorei um pouco, retomei o ritmo de antes, fiz o 37 e 38 a 4:54 e acho que era quase (ou) km 39 quando o Julio-hermano-argentino e a Bruna chegaram de bicicleta para ajudar. Ela disse que iria ficar comigo, me deram Gatorade, e o xará argentino foi ajudar outros que estavam mais atrás. Embora não olhassse para trás, e a Bruna tivesse dito que o Renato estava longe, imaginei que ele fosse me alcançar. Mas também pensei: vai suar bastante, porque eu estava correndo no mesmo ritmo, fiz bons quilômetros, ele teria que se superar. Mas o maluco vinha (vi hoje) fazendo o km a 4:43. Tirou mais de 50s em 5km e nem foi culpa minha. Ele é que fez o improvável. Dificilmente alguém tem forças para buscar outro corredor que mantém o ritmo no final. E a diferença foi sumindo até que me alcançou quando fechou o 41, se não me engano. Até disse para seguir em frente, mas ficou junto comigo. E até deu para fazermos um sprint nos últimos 400, 500m, fechando a prova em 3:27:38 segundo os dados do meu Garmin (O site do Corpa deu 1:43:09 para a primeira metade e 1:44:27 para a segunda - 3:27:36 tempo oficial. 302º lugar dos 1416 que concluíram, 274/1207 dos homens).


Acabou ficando dentro do previsto. Cheguei a pensar que talvez pudesse fazer 3h25, mas ficou de bom tamanho. É preciso sempre lembrar que cada ano que passa fica mais difícil repetir os anos anteriores.


A chegada foi boa, o pórtico era bem localizado, mas achei a parte das frutas e iogurte meio distante. Não tinha nem a percebido, já que o próprio pórtico do Jockey escondia o espaço. Aí saí do funil porque nem lembrei desse estande, quis pegar depois na "boca do caixa", me barraram e tivemos momentos de tensão, porque não tinha sentido retornar para entrar no funil novamente. Creio que o local de entrega da medalha e esse estande devam estar mais próximos. A gente termina a maratona e ainda está curtindo o término mentalmente, nem sempre consegue juntar o tico e o teco. Seria louvável facilitarem a nossa vida.


O abastecimento na prova foi ótimo, havia bastante água, gatorade, bananas, mas, em alguns pontos, só encontrei água "ambiente", ao invés de gelada. Se esquentasse...não sei não.


O percurso é que me pareceu com muitas quebradas e voltas, principalmente para quem conhece a cidade. Vai no centro, volta. Vai na Ipiranga, volta. Aquele pedaço que passa da João Alfredo, então... Aí vamos ao centro novamente e passamos pela Usina, sabendo que temos que passar ali novamente...


Creio também que fazer as pessoas saírem em direção à Vila Assunção é melhor, pois elas retornam e passam defronte à largada, ajudando na participação do público, meio que fazendo uma "volta de apresentação". E nem precisa ser muita coisa. Poderia ser uns 500m somente. Seria bom do ponto de vista de quem acompanha a prova, um dos pontos fracos da maratona. Pode atrapalhar o revezamento, pode, mas para tudo há solução.


Também vale a pena ressaltar que não vi gente buzinando enlouquecidamente como nos anos anteriores. Aliás, nem ouvi buzina alguma. Pode ter sido fruto da campanha da RBS, com as apresentadoras da tevê participando toda hora dos treinamentos, mostrando matérias, divulgando.  Isso pode ter sensibilizado o público, alertado para a prova. Porque nesse ano teve mais fechamentos de ruas que no ano anterior. Então, a lógica seria mais reclamações. Também penso que diversos alertas através do Facebook possam ter ajudado nossos amigos desavidos e reclamões que adoram cruzar a cidade numa manhã de domingo para visitar a sogra.


Foi uma boa prova. Mas é preciso alguns ajustes pontuais. A área das barracas das equipes ficou pior no Jockey do que era no Barra, do ponto de vista de acompanhar a largada e a prova em si. Parecia um galpão abandonado, já que o Jockey anda meio às moscas. Feio. Mas tudo isso é meio encoberto pelo clima. Quando ele não é contrário, quase todo mundo gosta da prova. Foi o que aconteceu.


Agora é descansar esse adutor do glúteo que está incomodando hoje, porque dia 17, em São Paulo, tem mais maratona. Infelizmente, SP tem percurso pior e sai mais tarde (8:40). Normalmente essas brincadeiras significam de 10 a 15 minutos a mais do que o tempo em Porto Alegre. Mas vamos ver se consigo ficar nas 3h34/3h35 das duas vezes em que corri por lá. Oremos.


(quando tiver mais umas fotos bacanas, incluo no texto)

terça-feira, 29 de maio de 2012

1572

1572 é o número de incritos da Maratona de Porto Alegre. 237 mulheres (15,08%) e 1335 homens (84,92%). Acho que é o maior número de inscritos nos últimos tempos, talvez até recorde.


Do ponto de vista individual, não muda muito, a menos que a pessoa esteja de olho em pódio. Como nunca é o meu caso, já que não tenho cacife para tanto, fica o registro para fins estatísticos. Mesmo subindo o valor da inscrição (acho que foi 100%), os inscritos aumentaram. É um bom número para uma maratona no extremo sul de um país continental, e que andou falhando em alguns aspectos nos últimos anos. Talvez seja o efeito da entrada da Latin Sports na organização. Eles organizam o Ironman que ocorreu domingo em Florianópolis. Quem sabe daqui para frente a maratona cresce em tamanho. E quem sabe o frio, que não vem há 3 anos, dê as caras no domingo.


Uma das coisas que as pessoas mais perguntam quando a gente termina uma maratona é: que colocação tu tiraste? Posição é tudo nessa vida... até no lazer a gente é pressionado a ser bem sucedido. Muito antes de a vida ser online as pessoas já perguntavam isso.


Sempre foi difícil responder à questão, a pergunta sempre soava estranha para um maratonista, por dois motivos: primeiro porque na hora é difícil saber em que posição a gente ficou, às vezes até no dia seguinte ainda não há os resultados. Mas nem é essa a questão principal. A questão é que não importa a posição. Maratona é uma prova que a gente faz contra si mesmo, contra nossos limites psicológicos e físicos. Então, a grande massa, os amadores, lutam para atingir um objetivo pessoal, seja ele apenas terminar ou melhorar tempo. Muita gente não compreende que esse é o barato da coisa.


Com o tempo, fui respondendo de outra forma, tentando explicar como é terminar uma maratona, mas procurando situar a pessoa dentro do contexto, da informação que ela queria. Porque se ela pergunta sobre colocação, não adianta eu responder sobre o prazer de superar um limite, de alcançar uma meta. O maratonista já é taxado de meio louco por correr, imagina tentar explicar um sentimento, uma sensação. Parece um usuário de drogas "viajando".


Por isso, o número de inscritos no início do texto. Como situar alguém que não corre sobre tua colocação? Uso isso como parâmetro: chegando numa colocação perto da metade dos inscritos, estou na média, fui mais ou menos. Fui mal se estiver depois da metade, e bem se me situar acima de 1/3, 1/4 dos inscritos. É como que atribuir uma nota ao teu desempenho.


Há também um outro critério mais objetivo: abaixo de 3h30 tu fizeste uma boa maratona. Abaixo de 3h20 melhor ainda e cada minuto abaixo disso os elogios aumentam na mesma proporção. Se baixar de 3h, então, tu és um monstro.


Mas, o mais importante de tudo é procurar terminar a prova com o mínimo de sofrimento possível. Terminar bem. Cansado do esforço, claro, mas não se arrastando, sofrendo em demasia. Esporte é saúde. Não é loucura ou maluquice. Não é desmaiar na chegada. Na hora até pode ser bacana, um exemplo de superação, mas é muito mais um risco de sequelas neurológicas do que isso. Como tudo na vida, maratona exige um pouco de arriscar e outro de cautela para saber até onde é possível ir.


Até domingo. E que Nossa Senhora das Frentes Frias nos ajude.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Porto Alegre, São Paulo e Rio: e por que não?

Os heróis da resistência que me leem sabem que defendo a teoria de que devemos fazer maratonas na sequência, já que o que mata é o treinamento para elas. Considero que fazer Porto Alegre, São Paulo e Rio é quase perfeito. Elas são distantes o suficiente para não se perder o treinamento e nem ficar sobrecarregado.

Porto Alegre é duas semanas antes de São Paulo, que é três antes da do Rio. Lógico que, depois das três, é preciso descansar cerca de um mês ou um pouco menos, para não sobrecarregar o corpo e a cabeça. Conta também o fato de serem maratonas a custos acessíveis, embora a do Rio tenha passado para julho, o que encarece um pouco mais, em função das férias escolares.

E, fazendo as três, ainda é possível dar um tempo e depois encaixar uma 4ª maratona no ano lá por outubro ou novembro.

Por outro lado, é bom lembrar que maratona sempre é um esforço extremo, salvo se a fazemos com folga, o que quase nunca acontece. Normalmente todo mundo anda perto do seu limite, em busca de recorde pessoal ou de uma boa performance.

Muito provavelmente depois que as condições financeiras melhorarem, lá por 2025, devo incluí-las no calendário anual.



segunda-feira, 7 de maio de 2012

Poa Day Run - Subway

Não é fácil coordenar o corpo, se ele não responde como a gente gostaria. Ontem, na Poa Day Run, da Subway, foi o que aconteceu. Tentei mandá-lo correr a 4:30/km, mas não obedeceu de jeito algum. Tinha corrido 23 km na manhã anterior, então o cansaço muscular era grande.

O dia até que estava bom para correr, embora a umidade estivesse um pouco alta, mas a temperatura girava em torno de 19, 20 graus. Saí correndo a 4:40, 4:38/km, mas isso só durou até o km 4. Depois as pernas pesaram de um modo que não foi possível manter o ritmo. (ver abaixo)

O trajeto da corrida consistia em sair do Barra Shopping, ir para a direita até quase a rótula das cuias e retornar pelo mesmo caminho, sem firulas e invencionices. Fiz a metade em 23:32, voltei em 24:33, totalizando 47:45, 1 minuto pior que a Corrida de Porto Alegre, dia 25 de março.

A prova tinha uma estrutura boa. Medalha entregue na chegada, banana, maçã, água, gatorade. Havia uma banca de iogurte Piá, mas quando cheguei ali não havia mais nada. Entrei na fila da foto. Demorou quase meia hora. E olha que não tinha tanta gente assim, mas era um processo meio demorado: tira foto, envia por email, imprime e entrega. Dali fui para a fila do sanduíche...vamos aproveitar as benesses inclusas na incrição. Como eu curto Subway, ótimo. Ainda havia uma fila para massagem, mas resolvi passar.

O kit da prova tinha uma camiseta bacana (lá da foto de cima), aquelas garrafinhas (squeeze), um vale-sanduíche de peito de peru e a tradicional sacolinha (bag) do evento. Além disso, havia um palco com uma banda boa tocando antes e depois do evento. O público me pareceu menor do que outras vezes, pelo menos a sensação era de que havia menos assessorias esportivas.

Do meu ponto de vista, o Circuito da Subway é um dos que apresenta melhor custo-benefício para quem quer correr, principalmente para quem está começando. A inscrição é justa pelo que é oferecido. 

Especificamente no meu caso, não valeu pelo tempo que fiz. Não fiquei desapontado, mas meio indignado comigo mesmo, que corri mais 10 km no final do dia e que foram melhores do que na prova. Coisas da vida. O foco é a maratona dia 3 de junho.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

5ª Meia Maratona do Corpa

A 5ª edição da Meia do Corpa aconteceu domingo pela manhã, com saída na Usina do Gasômetro, e trajeto até a Vila Assunção. Simplificaram o percurso, ia e voltava e ponto final. A temperatura estava boa, uns 14 graus, propícia para bons desempenhos.

Larguei com o Claiton, fizemos os primeiros quilômetros a 4:40/min até o km 7, mais ou menos, onde havia um posto de água, e ele ficou um pouco para trás. Uns 200m à frente, iam o Álvaro e o Renato. O Mário nem era possível ser visto...

Na virada da metade do trajeto, quase na Nicolau Dias de Farias, o Álvaro e o Renato iam cerca de 35s na minha frente. Nisso, molhei o Garmin (que é touch) e tive problemas de relacionamento com a tecnologia. O bicho enlouqueceu, começou a apitar o tempo todo, como se eu estivesse tocando-o. Tentei arrumar e piorei: acabou gravando o local em que eu passava e não mostrava mais a tela principal. Mas, pelo menos, ainda marcava quando fechava os quilômetros. Comecei, então, a tentar buscar a diferença antes que fosse tarde demais.

Pouco mais à frente, cruzei com o Daniel que colocou lenha na fogueira, avisando que a diferença era 30s. Fui tentando diminuir, mas os dois à frente também andavam bem. Já dava para ver que o Renato abria uma diferença em relação ao Álvaro. Fui diminuindo, achando que dava para pegar o Álvaro, até que cheguei no km 18 relativamente perto. Só que aí as pernas não responderam mais. Morri totalmente. Do 18 para o 19 fechei em 4:42. Até ali andava a 4:35, 4:36. O km 20 também foi nessa linha e fui para fechar em 1h37 mais ou menos. (ver dados do Garmin abaixo)

Como o Garmin estava numa tela que eu não sabia mexer, nem parar o cronômetro consegui. Mais tarde vi no site do Corpa que o tempo oficial tinha sido 1:36:59, dentro do previsto, embora tivesse uma relativa esperança de que pudesse correr um pouquinho abaixo disso. Mas a corrida da semana anterior, em Gramado, tinha causado muitas dores musculares que cobraram seu preço durante a prova. De qualquer modo, foi bem bom. Mas é preciso melhorar bastante nesse mês para tentar baixar de 3h20 na maratona. E, principalmente, baixar o peso.

Domingo agora tem 10km na Poa Day Run, da Subway. Embora o foco seja a maratona, me inscrevi porque queria ver como posso me sair nos 10km, pois também há o desafio de baixar de 40 minutos nesse ano. Evidente que ficarei bem longe disso, mas vamos ver o que acontece.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Gramado Adventure Running 2012

 

Sábado, subimos a serra para a prova em Gramado. Saímos às 7h e pouco. Chegamos lá por volta das 9h.
Tudo tranquilo para pegar número e chip. A camiseta e o resto do kit havia pegado na Paquetá do Iguatemi na quinta à noite.

A largada mudou de local em relação ao ano passado, o que me pareceu melhor. Deixamos a Bruna ali e fomos para o trecho 2. Na verdade, nem precisava, pois dá tempo tranquilo de ver a largada e ir para o posto de troca, mas...

A Bruna fez um pouquinho pior do que costuma fazer (já correu 2x o mesmo trecho), mas, nesse ano, havia 1km a mais do que nos anteriores. E era 1km a mais de subida, o que piorou a média. Conheço-a suficientemente bem ver que tinha sofrido mais quando chegou para a troca. Estava menos treinada, mas mesmo assim correu bem, só não tão bem quanto outras vezes.

Saí para fazer o trecho da fazenda correndo atrás do povo das duplas que já estava na frente, inclusive a feminina, já que, por exemplo, a Bina (que fazia dupla com a Manair) fez o trecho absurdamente bem (como toda a prova). Mas a Manair eu alcancei em seguida, já quando dobrávamos à esquerda, entrando no que já acho que era a área da fazenda. Estávamos subindo, o Álvaro me alcançou e seguimos juntos até o final da trilha.

Aí veio o asfalto. E a confusão. A minha lembrança (já fiz 2x o trajeto) era que devíamos ir para a esquerda. Entramos à direita. Ok, o trajeto mudou. Logo à frente, posto de água. Seguimos em frente. O Álvaro, pouco antes, perguntou: "Dobramos ali (no posto de água)?" "Acho que sim." Creio que também disse a ele que não lembrava daquela parte. Mas não dobramos, seguimos em frente ao asfalto e depois havia uma placa "FIM DO ASFALTO". Ainda pensei: "Como se fosse preciso avisar que o asfalto acabou..." O Álvaro ficou uns metros à frente. Pouco antes, o km fechou em 4:41 e eu pensei "Está forte demais, pois ainda tenho 2 trechos e ele só vai correr mais 1." Então segui no ritmo que achei que era o mais correto. Entramos na estrada de chão batido, que tinha uma subida considerável e, quase lá no alto, vem uma tropa de mais ou menos uns 30 corredores. O idiota aqui ainda pensou: "Mais à frente deve ser o retorno, mas esses caras correm muito mais que eu..." Foi então que começaram a dizer que não era por ali, que o percurso estava incorreto...

Bom, desânimo total. Lembro que todo mundo começou a ir num trote mais ou menos junto, e passou um carro de alguma equipe de apoio gritando que deveríamos ter entrado à esquerda (lá onde citei antes). O pessoal ainda desceu e ia em direção ao asfalto do lado direito, quando esse carro gritou que era à esquerda... Todo mundo voltando de onde havia passado... nisso enxergo o Daniel (organizador da prova) conversando com o cara da água. Ali parece que deveria ter sido o retorno. De qualquer forma, do meu ponto de vista, ir até ali e voltar é um erro. É uma chance de dar algo errado. Como deu. É que nem eu digo aqui no escritório quando colocam uma xícara na ponta da mesa: alguém uma hora vai bater, ela vai cair e quebrar.

Moral da história: corri uns 2,2km a mais, pelas minhas contas. Mas o problema nem foi esse. Foi que isso estragou a prova. O comentário majoritário do povo que corria era de que seria necessário anular o trecho. Provavelmente a decisão mais lógica, mas, mesmo assim, injusta e que não corrigiria o que aconteceu. Nada corrigiria.

Muitas pessoas foram sendo avisadas no meio do caminho de que o trajeto estava errado. Algumas foram até o posto de água, outras voltaram antes. Teve gente correndo 6,5 km, eu fiz 10,93 e outros fizeram até 7km a mais. Quanto mais à frente a pessoa estava, mais prejudicada foi. Quem vinha mais atrás acabou se beneficiando. E eu, depois disso, não mantive mais o ritmo que fazia. Não vou colocar a culpa de correr mal no erro do trajeto, mas que o ritmo caiu depois disso, isso sim, basta ver a estatística do Garmin aí embaixo. Tudo bem, havia subidas, mas desmotivou total. Todo o pessoal que largou atrás de ti estava a maioria agora à frente.

Sofri até chegar o próximo ponto de troca, que era nos Móveis Lustro. A Bruna ainda perguntou diante da confusão: "Eu preciso correr mesmo?" "Vai", eu disse. O trecho dela era curto, de modo que mal chegamos lá (quase no Parque do Caracol), não deu acho que nem 5 minutos e ela chegou (fez em 38 ou 39 minutos). Saí atrás do Dani (que fazia dupla com a Dalila), mas logo o alcancei (ele dobrava o trecho) e seguimos juntos até o Parque da Ferradura. Ele até me disse "não te prende por mim" uma hora, mas acho que precisava de companhia. Não foi um bom dia.

No retorno da Ferradura, havia uma subida forte e ele abriu uns poucos metros. O suficiente para a gente não ter mais contato, pois quando começou a ser possível correr ele se foi e eu fiquei. Aí abriu a porteira e houve o estouro da boiada: um festival de gente me passou. Eu só caminhava. Acho que, quando tinha uns 8km (dos 12 do trecho), o Clênio chegou também em mim e disse algo como "aproveita a descida". Que descida b _ _ ta nenhuma. Não tinha o menor ânimo, o corpo todo doía nem sei do que exatamente. Mas aí gritei para ele e depois alcancei-o e repeti: "Fala para a Bruna que se ela não estiver bem e não quiser correr o último trecho, tudo bem, porque eu estou mal e vou me arrastar no meu." E ele foi embora.

Então, faltava menos que 1 km quando o Rodrigo também me alcançou e me acompanhou até o final. Quando passamos pelo Caracol, já deu ver a Bruna me esperando antes do ponto de troca, o que indicava que ela estava propensa a me acompanhar na desistência. Cheguei nela, fizemos uma reunião rápida (como tu estás? vamos parar? que que tu achas? eu não consigo dobrar. vou me arrastar. já estamos mal mesmo. desistimos? então paramos.) e então paramos mesmo. Não foi literalemente assim, mas foi mais ou menos isso.

Fiz 1:23:42 nesse trecho, como pode-se ver aí abaixo. Um fiasco total. Ano passado (que já havia corrido mal) foi 1:12:56 e no anterior, quando ganhamos na dupla, foi 1:02:02 para 11,36 km - média de 5:28).

De modo que paramos, portanto. Minhas costas doíam muito. E minhas coxas também, coisa que só acontece quando estou estressado no escritório.
Difícil encontrar uma explicação simples para correr tão mal. Sempre o que acontece, para o bem ou para o mal, é um somatório de diversos fatores.

Não dormi bem na noite anterior. No fim-de-semana, onde moro, há sempre muito barulho, porque é a subida da Lucas de Oliveira. Os carros embalam, correm, cantam pneu, acontece de tudo. E sempre tem umas turmas que passam gritando, fazendo algazarra, bêbados, de modo que acordei diversas vezes durante a noite. Viro para o lado e durmo, ok, mas foi um sono interrompido a todo momento. Terça havia feito um treino excelente, quarta um péssimo, pois tive muitos problemas durante o dia, dos quais não consegui me desvencilhar na hora de correr. Sexta à tardinha e à noite fui diversas vezes no banheiro. Isso pode ter me deixado fraco para sábado. Aí erram o percurso e estragam a corrida... tudo isso, somado, deu numa prova péssima. 

A sorte é que a Bruna foi compreensiva, sabe que eu corro bem melhor do que isso, confia bastante em mim e viu que para eu querer desistir é porque realmente não estava em condições. Tanto que disse que, em uma situação normal, o cara da dupla que ganhou não correria tão mais do que eu... Exageradamente enchendo a minha bola.

O jeito agora é se recuperar no domingo, na Meia do Corpa.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Eu correria até você

Amanhã, sábado, tem Gramado Adventure Running. Estou na dupla mista, com a Bruna novamente, mas esse ano a coisa vai ser bem mais pegada.

E, como hoje é sexta, dia mundial do alto astral, apesar de todas as coisas ruins que têm acontecido nos últimos tempos, e em desacordo com a proposta do blog, que é falar sobre corrida, vou postar esse vídeo bacana da Nike. Porque ele é alegre e entusiasmante.


terça-feira, 17 de abril de 2012

Apuração dos tempos nas provas

Está meio engraçada a apuração dos tempos nas provas no Brasil. A Maratona de Boston dava os tempos na hora, tu podias acessar o nome ou número de qualquer corredor e sabia como o cara andava. Terminou a prova, vai lá ver quanto o cara fez e está lá. 

Pois aqui no Brasil, passa 1 ou 2 dias e o resultado ainda não está no site. Quando era sem chip era mais rápido... A Volta à Ilha, que foi feita no sábado, segunda à tardinha ainda não tinha os resultados finais. E, igual a ela, tem mais uma centena de provas com o mesmo problema. É mais fácil encontrar tua foto no evento do que o resultado final.

Não sei se uma questão de custo, de qualidade da empresa, de cadastromal feito, ou de tudo isso junto, sei lá. Sei que isso precisa ser revisto. Não há confiabilidade nenhuma em um resultado que é divulgado 48h depois.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Maratona e o calor

Hoje, segunda, foi realizada a Maratona de Boston, nos EUA. A maratona mais antiga do mundo. O tempo do vencedor (2:12:40) piorou em quase 10 minutos em relação ao ano anterior. Tudo por conta de uma coisa chamada calor.

Quando a gente corre uma prova longa como a maratona, tem que colocar na cabeça que o tempo no dia é fundamental, além do percurso, claro. Mas condição climática é quase sempre responsável pelo sucesso ou insucesso. Fez calor, esqueça o tempo. Faça uma maratona para chegar inteiro. Do contrário, é quebra quase na certa.

Muita gente tenta repetir o tempo que faz nos treinos com condições climáticas muito mais favoráveis. Não vai dar. Aqui no RS, então, a coisa é muito mais grave. Passamos quase 6 meses sem calor forte, quando saímos a correr pelo mundo afora e nos deparamos com calor, a coisa degringola. Na verdade, nem é preciso ir muito longe, basta subir a São Paulo ou Rio que já sofremos...

Mas o que quero salientar é que muita gente (experiente até) continua a cometer esse erro de achar que vai conseguir repetir performance no calor ou pensar que "quebraria de qualquer forma" ou "vou até quando aguentar". Outro dia fui convidado a opinar sobre "split negativo" e quebra num site de revista especializada. Minha opinião é bem simples: quando a pessoa arrisca uma melhor marca, quase sempre quebra. Aí me replicaram dizendo que fulano de tal fez sua melhor marca fazendo a segunda metade da prova pior. Ok, é possível. Só que, se não arriscasse no início, e fosse de forma mais conservadora, faria sua melhor marca melhor ainda.

Então, é possível arriscar e dar certo. Mas quase sempre dá errado. E quando está calor, então, aí a chance de dar errado é 99,99%! A maioria das pessoas tem uma perda na segunda metade de uma maratona, mas é preciso que essa perda seja algo aceitável. Tu não podes fazer a primeira metade em 1h30 e a segunda em 2h e culpar o calor... Não, amigo, a culpa é tua mesmo. A não ser que estivesse 10 graus e depois subisse para 30 em 2h...

Boston é a maratona em que reúne só gente "qualificada". É preciso índice para participar dela. Não é qualquer pangaré que chega lá. O cara que liderou até o km 10, Glenn Randall, um desconhecido até aquele momento, tinha 2h20 na edição anterior. Ponteou até quando deu, mas não tinha como dar por conta do calor. Arriscou seus 15 minutos de fama. Terminou em 2h37, ou seja, piorou por arriscar no calor.

Agora, se um corredor de ponta arrisca e se dá mal, imagina o que acontece com um pangaré que nem nós, que está menos treinado ainda do que eles? O cara se arrasta, desidrata, excomunga a sogra, diz que nunca mais corre maratona, fica uma semana descendo escadas de lado e por aí vai.

Portanto, fez calor, não tente bancar o super-homem. Faça o feijão-com-arroz e se contente com o for possível. Deixe uma quebra de recorde para quando a temperatura ajudar.

Ah, ainda sobre a Maratona de Boston: como é comum em algumas maratonas no exterior, era possível acompanhar o desempenho dos corredores online, a cada 5km. Igualzinho às nossas...rs E isso que eram 40.000 corredores. Aqui são 1.000, 2.000 e não conseguem disponibilizar algo parecido. Mas ainda tenho esperança em dias melhores.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Maratona de Porto Alegre 2012, ainda

Saiu um site bacana da Maratona de Porto Alegre, aqui. Esteticamente bacana, quero dizer. Problema é que o percurso da prova, que havia sido divulgado, sumiu. As novidades são que agora a prova é feita também pela Latin Sports, que organiza o Ironman, e tem o patrocínio da Caixa, que já empresta seu nome para outras provas como a Maratona do Rio de Janeiro. Bom, na teoria, deve melhorar. Claro que, como para tudo nessa vida, há um custo. A inscrição dobrou de preço (R$ 80,00). Faz parte do pacote. Afinal, tem mais gente para ganhar dinheiro junto agora. Mas no site não há informação de até quando estarão abertas. Tem premiação até o 10º lugar no geral e 5º na categoria.

De qualquer forma, é muito "engraçado" as inscrições estarem abertas, e não termos o percurso, nem informações sobre o kit. Mas, sabe como é: hoje em dia a gente vê de tudo.

A largada não será no Barra Shopping, mas no Jockey Club, que, na prática, é 100m ao lado.

A maratona feminina e a rústica (8km) saem às 7h. Às 7h15, sai a maratona masculina. Revezamento (2, 4 e 8 participantes) sai às 8h. Do meu ponto de vista, o horário de largada do revezamento deveria ser mais próximo das 7h15 por duas razões básicas:
1) Menos tempo atrapalhando o trânsito.
2) Mais envolvimento das pessoas com a prova principal (maratona).

Quando há um espaçamento grande entre uma prova e outra, as pessoas que correm o revezamento não têm como acompanhar também a maratona, na qual vários de seus amigos estão participando. Isso tira boa parte do brilho da prova. Meio que cria eventos distintos dentro de uma mesma prova.

Ok, ok, talvez exista uma razão de logística para isso (chegada rústica??). Talvez.

Enquanto o percurso não volta para o site (quando será?), deem uma olhada no mapa da Maratona de Santiago, que ocorreu ontem na capital chilena. Isso é uma MAPA de maratona. Com km por km, posto de hidratação, de carboidrato em gel, tudo como manda o figurino de uma maratona decente.


  ©Template by Dicas Blogger.

TOPO