terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Pronto ou não, lá vou eu!

Queria estar melhor preparado do que estou. Disse para a Simone, minha nutricionista, que só correria a TTT se estivesse bem preparado. Não estou como gostaria de estar.

Fiquei 3 meses parado por conta das dores nas panturrilhas. Voltei em setembro, caí, fraturei a costela, fiquei mais um mês parado, retornei na metade de outubro. Novembro fiz a meia da Paquetá, depois fui inventar de jogar futebol e as dores nas panturrilhas voltaram. Fiquei uns 10 dias que não conseguia correr quase nada. Meia hora e estava morto de dores.

Meti gelo, óleo de arnica, vitaminas. Melhorou. Entrei em férias depois do Natal, corri legal pela praia, ainda que um pouco sofrido. Evoluí bastante depois, mas gostaria de ter feito mais quilometragens antes, uns 15, 20 dias antes. Nem tantos kms, mas mais vezes 24 km, por exemplo. Gostaria de estar correndo 30 km a 5 por km. Isso para mim seria estar bem treinado para com folga fazer 65 km a 5:30/km. Mas não fiz. Azar.

De qualquer forma, sábado é a TTT. Pronto ou não, não tem mais volta. Está mais do que na hora de fazer a prova, porque peguei infecção na bursa do cotovelo esquerdo 20 dias atrás. Outro dia fiz 6 tiros de 2 km e depois fomos jantar. E eu estava com dificuldade de urinar, ardência, urina turva, porque provavelmente, apesar de todo meu cuidado com a hidratação, nessa época quente a perda de líquidos é muito forte e "estoura" na urina, numa pedra nos rins... Aí quinta fiz 15km fortes e acordei no outro dia com um gripão daqueles que dói no corpo todo e abate a gente. Fiquei assim até domingo. Faltando 15 dias para a prova... Segunda melhorei, terça e quarta corri direitinho, mas pouco.

Tudo isso indica que estamos em reta final de treinamento e que o momento de fazer a prova é agora, antes que outras coisas apareçam... Porque, como disse a amiga da Bruna: "isso é insano". Por mais que treinemos adequadamente, é uma agressão ao corpo, um excesso que cometemos e que ele não está preparado para suportar. Não de forma pacífica.

Sábado, termina tudo isso. Finalmente. Duas semanas seguidas ficando doente abalaram um pouco a confiança, me deixaram preocupado se realmente não seria um martírio participar, envolver uma cambada de gente para não conseguir completar. Parte dessa cambada também não está dizendo aquelas palavras de apoio que eu gostaria de ouvir...

Não estou exatamente nervoso, porque não fico nervoso com maratonas e provas, acho que nunca fiquei, do tipo perder o sono e tal, mas há, claro, uma excitação pela expectativa (e essa preocupação) de como será a prova, como me comportarei depois dos 50, 60 km... como será o sofrimento.


Mas, aconteça o que acontecer, sábado à noite será hora de brindar com champanhe junto ao povo da EDR lá em Remanso. Se não der, não deu, ficarei frustrado, mas faz parte. A gente só acerta ou erra, se tentar. Não dá para se entregar, sem nem ao menos lutar.

Semana que vem conto com foi.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Treino de sábado, uma semana antes




Ainda bem que eu quase sempre treino mal uma semana antes da prova, senão estaria preocupado...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Faltam duas semanas


Daqui duas semanas, no sábado, estarei saindo às 6h (acho que é isso) para correr a TTT em carreira solo.

A Simone, nutricionista, fez um plano de ação para os últimos 20 dias de treino, uma dieta do tipo "acúmulo de glicogênio". Glicogênio, para os desavisados, é isso aqui. Simplificando, é o que abastece os músculos, lhes dá energia.

Fiquei intrigado com um tal de mirtilo, que estava lá na prescriação da dieta. "Que bicho será isso?"
Descobri que é uma frutinha do tamanho de uma passa de uva, bem gostosa, não muito baratinha, mas com boas propriedades para a finalidade de que preciso até o dia 5 de fevereiro.

E até lá, estarei me "bombando" com alimentos que possam dar mais energia no dia da prova. Além disso, quem diz que correr é só calçar um tênis e sair pelas ruas afora está muito enganado. Para uma prova dessas, há toda uma logística, um apoio de outras pessoas que preciso e até tenho que fazer uma planilha com tudo que será preciso tomar, beber, comer, durante a prova, na hora "x", de modo a minimizar os efeitos da longa duração do desafio. Protetor solar a cada hora, por exemplo.

Minha dica para quem faz maratona ou ultra é consultar uma nutricionista e fazer um planejamento para a prova, de modo a ter uma alimentação mais direcionada ao objetivo que se tem em mente. Massa antes e gel na prova ajudam, claro, mas chegar com os estoques de glicogênio em nível máximo ajuda mais ainda.

Só quero ver quem vai me conseguir o caldo de cana que ela indicou para tomar a cada 10 km...rs

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Falta 1 mês

Primeiramente, Feliz 2011. Tomara que seja um ano melhor para a maioria de nós. Espero que tenham passado uma boa virada. A minha foi super legal, com a turma da equipe na praia de Remanso, ao lado de Xangri-lá.

Daqui a exatamente um mês, estarei correndo a TTT, travessia Torres-Tramandaí, na modalidade solo, totalizando 82 km. A ideia é correr a 5:30/km até o km 65 e depois ver o que acontece. Dá para chegar em 8h30 se tudo correr conforme o planejado.

Na semana pós-Natal, fechamos o escritório e estive na praia descansando. Fiz 2 bons treinos por lá, dentro do possível. Na terça, 28, corri 22km em 2h02. Deu 5:32/km de média. Tentei correr 24, mas cansei no final e não tinha saco de encarar as subidas dos últimos 2 km. Saí às 10h10 prá correr. Dia quente, sol relativamente forte, mas não abafado, que é o meu grande temor.

Na quinta, 29, o dia estava "feio". Para praia. Porque, sem sol brilhando intensamente, a umidade estava alta, e então com 5km eu já estava completamente encharcado. Havia chovido no dia anterior, e a areia da praia estava bastante fofa. Foi um grande teste para a TTT. Consegui manter 5:30/km nos 13 km de ida, mas a volta... Complicou. Além da areia fofa dificultando as coisas, havia um vento terrível. Não iria conseguir manter a média. Pensei: "vou correr lento, mas fazer o treino." Azar. Foi isso que aconteceu. Melhor esquecer a média por km e focar no tempo correndo, que foi o que me restou. A média caiu bastante, já que além do vento, havia o cansaço gerado pela umidade alta da ida. Fiz 6:30 por km na volta. No mesmo tempo que fiz 22 na terça, fiz apenas 20 km. Mas desta vez encarei os últimos 2km, mesmo em subida, porque ali o vento cessou, e pude até fechar o 26º em 4:59. Bom, em termos gerais.

Findo o treino, peguei a estrada para me juntar ao pessoal da equipe na praia de Remanso. Fui o primeiro a chegar lá. No dia seguinte, fizemos uma grande festa da virada e no dia 1º um treino "cura-ressaca". Não deu para correr muito tempo, pois começamos quase 19h. Havíamos almoçado tarde, e, no primeiro trecho na beira da praia (repeti 2x), o almoço + o sorvete começaram a dar um desconforto terrível. Tive que fazer um pit stop no nosso QG para prosseguir o segundo trecho. Aliviado, fiz bem melhor essa parte, com uma volta bem rápida, certamente abaixo de 5min/km (o GPS deu uma pane, por conta da bateria que não carreguei). Até conseguiria repetir o trecho pela 3ª vez, mas a escuridão iria atrapalhar muito na volta. Mas deu para correr 17km.

Tinha treino na segunda, mas como voltei no domingo à noite, e as estradas não estavam exatamente fluindo bem, acabei indo dormir quase 2h da manhã, o que inviabilizou o treino, já que o faria mal e ainda no dia seguinte estaria cansado e provavelmente também faria um mau treino. Optei por descansar e correr ontem.

O treino de ontem à noite foi bem bom. Não foi fácil, mas foi tranquilo até o km 21. Fiz 24. Saí do escritório às 19h, peguei a Érico, Aureliano, Beira-Rio em direção à zona sul e fui até a Praça da Tristeza. De lá, voltei pelo mesmo caminho. A temperatura ajudou. Acho que por volta dos 22 graus e a umidade uns 40%. Nada como hoje, que está terrivelmente quente. Desse modo, consegui fazer os 12 primeiros km em 1:04:30, bebendo o repositor energético Sport Drink , rigorosamente de 4 em 4km, e na volta consegui fazer 1:03:39, principalmente porque acelerei nos últimos 3, fazendo 5:15, 5:11 e 5:08/km respectivamente. Saí pensando em 5:30/km de média. Acabei fazendo melhor e tranquilo. Valeu o treino.

Amanhã, quinta, a ideia é repetir o treino no quesito tranquilidade e tentar aumentar a distância para 26 ou 28 km. No sábado pela manhã tenho 30 km para fazer e no outro sábado 40... Tudo para tentar chegar 'na ponta dos cascos' no dia 5 de fevereiro. Para isso, também estou com a ajuda da Simone, nutricionista, que me está me dando o suporte para chegar cheio de energia nos músculos.

Lá em Remanso, vi um adversário fazendo 60km... Não acho que valha a pena esse sofrimento, prefiro deixar para o dia, mas cada um com o seu objetivo. O meu é terminar em algo como 8h30, o que vier além disso é lucro. O dele eu não sei.

Também agora no fim-de-semana, uns 10 integrantes da Equipe Daniel Rech estarão na Disney para fazer o Desafio do Pateta (correr a meia maratona no sábado e a maratona no domingo). Queria desejar boa sorte a eles e que possam realizar duas boas corridas, voltando satisfeitos e cheios de histórias para nos contar. Eu abortei a missão, porque faltou verba no orçamento. Só poderia ir se pudesse deixar de pagar pensão uns 3 meses. Como isso provavelmente acarretaria um pedido de prisão, achei mais inteligente ficar no Brasil. Mas estarei torcendo por eles com todo meu coração.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Por quê?

Estava sábado à noite num bar da Cidade Baixa, bebendo água -claro, e a Bruna, minha colega de equipe, está lá contando para todo mundo que irei correr 82 km sozinho em fevereiro. Bem do tipo dela. Uma das amigas dela diz, estupefata: "Por quê? Isso é insano!"

Não tiro a razão dela. Para quem não corre, realmente é insano. Até para quem corre um pouquinho ou mesmo para quem já fez maratona parece demasiado. Eu mesmo já acho que de vez em quando o povo exagera na dose, fazendo umas super quilometragens sem necessidade e sabe-se lá porquê. Respondi para ela que também estou procurando a resposta...

Para falar a verdade, o que me atraiu é o fato de que é algo diferente, no litoral, na beira da praia, com um grau de dificuldade grande, mas também é uma prova boa, que não tem como dar errado, porque é em linha reta de uma ponta à outra. O 'errado', no caso, é a quilometragem e o calor do dia; tirando-se isso, o percurso é ótimo. E também nem é uma questão de falta de desafio, de estar 'entediado', que nem ouço por aí, ou mesmo de achar que maratona tá 'fácil' de fazer, de que é um objetivo que já foi atingido e que é preciso galgar outro degrau. Maratona nunca é mole e, para mim, ainda é a melhor distância para a gente se aventurar. Mesmo que a gente repita todos os anos a mesma maratona, ela sempre é diferente da anterior.

Claro, quem encara sozinho uma empreitada dessas tem que se virar, achar um pessoal de apoio, senão não tem como fazer bem a prova, pois qualquer água morna já vai ser motivo de reclamação, e convenhamos, não é mole deixar água gelada desde 5h30 até 16h na beira da praia. Nem os quiosques conseguem, muitas vezes, e isso que eles ainda cobram por ela. Nesse ano, houve alguma reclamação em função da água quente durante o percurso, ainda mais que o dia foi fora do comum, mesmo em termos de verão. Deu 40 graus naquele sábado. Todo mundo sofreu. Imagina quem correu sozinho. Mas evidente que quando planejamos uma corrida em fevereiro, no auge do verão, precisamos imaginar que a chance de estar muito quente é quase de 100%. O anormal é não estar.

O sonho de muitos maratonistas experientes é fazer a Comrades, na África do Sul, 89km, mas, se temos uma prova muito semelhante por aqui, por que não valorizá-la? Com todo respeito à Comrades, que é uma prova famosíssima, mas aqui vai ter muito mais gente que conheço torcendo por mim e me sentirei muito mais feliz vendo aqueles rostos peculiares dando uma força durante o trajeto e depois, no final, seja qual for o resultado. Já corri a Maratona de Mônaco e de Florença, em 2003, sem ter ninguém com quem dividir a alegria de ter terminado, e posso garantir que bom mesmo é receber o carinho de quem gostamos na chegada.

Em 2011 todo mundo vai sair às 5h30. É uma ajuda à lisura da competição, evitando (ou minimizando) que tenhamos alguns que possam 'encurtar' o caminho de alguma maneira. Não sejamos ingênuos: existem em todas as provas, não será nessa que não aparecerão os espertos, ainda mais com uma distância dessas. Assim, pelo menos, nós mesmos poderemos controlar de certa forma o desempenho dos adversários, sabendo-se, com alguma precisão, quem é que anda por perto, quem ficou para trás e quem se foi embora.

Por fim, só em fevereiro saberei se todo o esforço dos treinos cansativos e extenuantes com quilometragens altas terá valido a pena e terá me recompensado com uma boa prova. Eu acredito que sim. Então a resposta à pergunta da moça estará completa: porque dá prazer. Nada substitui a sensação de satisfação de terminar uma prova para a qual a gente se dedicou com vontade.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

De olho nos adversários

Hoje estava olhando meus adversários na TTT (nem sei porque faço isso), dia 5 de fevereiro de 2011.
Há uma certa controvérsia sobre a distância. Uns falam em 81, outros em 82, e já vi até 84. Eu, sinceramente, achei que era um pouco menos. Mas 2 ou 3 km não fazem diferença em 80.

Vejamos aí o povo que terminou ano passado:


CATEGORIA: IM - MASCULINO INDIVIDUAL
1 00025 RICARDO NILSON M 06:50:56 11,863 BODYSULL RUNNERS
2 00009 FRANCO JAVIER CAMMAROTA GEROSA M 07:11:00 11,311 OXIGÊNIO SPORTS
3 00008 EDUARDO KOFF ACORDI M 08:21:08 9,728 OXIGÊNIO SPORTS
4 00027 ROOSEVELT ARMANDO LISKA DE ALMEIDA M 08:43:09 9,319 PETISKEIRA/VIDA NATURAL
5 00007 EDSON JOEL CUNHA DA SILVEIRA M 08:56:44 9,083 PETISQUEIRA/ACORESTEIO
6 00001 ADALBERTO TAVARES LEWIS M 09:37:30 8,442 FAMILIA EXTREMA/MIRIAM CALDASSO
7 00011 JOÃO BATISTA DE MATOS DANDA M 10:20:50 7,852 MIRIAM CALDASSO
8 00012 JOÃO GABBARDO DOS REIS M 10:25:08 7,798 ACADEMIA 10/CLÍNICA LUCCHESE
9 00015 LÉO ALGER ALVES ROTELES M 10:30:27 7,733 ROTELES
10 00010 GÉLCIO DIAS DOS SANTOS M 10:36:54 7,654 SUPERAÇÃO
11 00026 ROGERIO LISKA DE ALMEIDA M 10:38:06 7,640 PETISKEIRA/VIDA NATURAL
12 00030 ALEXANDRE KERN M 10:40:06 7,616 PAULO ALVARES
13 00013 JOSÉ LUIS STRAPPAZZON M 10:40:26 7,612 AVULSO
14 00005 CLEBER KOHLS DOS SANTOS M 11:12:33 7,249 INDIVIDUAL
15 00033 JOÃO FRANCISCO MACHADO DE MACEDO M 11:27:37 7,090 AVULSO
16 00021 MAURO ROSA DO NASCIMENTO M 11:28:00 7,086 MAURO NASCIMENTO
SUB-TOTAL DE COMPETIDORES CATEGORIA : 16

O primeiro é professor de educação física e tem maratona para 2h41 em Punta Del Este, onde eu tenho 3h35. Tudo bem que tive fratura por estresse no fêmur durante a prova, mas não faria menos que 3h20, o que já seria uma enorme diferença.

O segundo também é professor de educação física e tem maratona para 2h54 na Maratona de POA ano passado. De tirar o chapéu também.

O terceiro já fez Ironman, o que, convenhamos, não é para qualquer mané*. Se bem que depende também do tempo em que o mané completa. No caso dele foi em 12h, 4h18 na maratona, mas isso já com 3,8km de natação e 180km de ciclismo antes. E foi em 2005. Deve ter evoluído. Claro, também podemos olhar pelo lado positivo: ficou mais velho e piorou... mas eu também fiquei mais velho...

Acho melhor parar de olhar no terceiro mesmo. Não adianta ficar sofrendo por antecipação. O dia é o dia, embora não existam milagres. Mas a curiosidade também me levou a ver os inscritos para 2011:


Nome da Equipe

Nome do Responsável

Atletas

1

3 figueiras strider 1

EDUARDO MARQUES

1

2

3Msports 3

Marcel Meregalli Soares

1

3

ADRIANO ALVES

GOHL RUNNING

1

4

Alexandre Kern

Alexandre Kern

1

5

Andre de Canossa Macedo

Seival Pua - Percorrer

1

6

ANDRÉ REINERT BRUCH

FITS RUNNING

1

7

DANIEL GOHL

GOHL RUNNING

1

8

DANIEL RECH 6

DANIEL RECH

1

9

Edson Joel Cunha da Silveira

Petiskeira

1

10

EDUARDO RAMOS DA SILVA

DER ENDURANCE TEAM/BASE 1

1

11

ELOIZA TESTOLIN RODRIGUES

AVULSO

1

12

FRANCISCO RAINONE JR.

RCS

1

13

Gélcio Dias Santos

superação

1

14

Gentil Goularte Junior

AFDG/DANA/PRÓ-FISIO

1

15

Giorgio Rabolini

Oxigênio Sports

1

16

H2 STUDIO PILATES

LEONARDO HAUBER DA SILVA

1

17

H2 STUDIO PILATES

LEONARDO HAUBER DA SILVA

1

18

igor samuel kunst

eu

1

19

João Batista da Silveira

Chão Bento

1

20

João Gabbardo dos Reis

Academia 10 / Instituto de Cardiologia

1

21

jose flavio paim junior

the flash

1

22

JOSÉ LUIZ STRAPPAZZON

CORPA

1

23

LUCIANE SANT'ANA

Win/Petiskeira/SNC

1

24

LUCIANO BRABOSA DARRIAGA

INTEGRA PRÓ SAÚDE

1

25

MAICON DE OLIVEIRA DIAS

Winners

1

26

Marcelo Ramos Raymundo

Academia Energia Vital

1

27

MÁRCIA DENISE SOARES DE LIMA

OXIGÊNIO SPORTS

1

28

MARIALDO RODRIGUES

MARIALDO RODRIGUES

1

29

MARIALDO RODRIGUES

AVULSO

1

30

Oscar Luiz Jaeger Neto

Win Sports

1

31

PERCORRER 7

LEONARDO RIBAS

1

32

Petisqueira - SNC Fitness Hall

Cleimar Rodrigo Tomazeli

1

33

RAFAEL ZOBARAN

AVULSO

1

34

RAFAEL ZORTEA

RICARDO DUNKER

1

35

RICARDO JAURIS FRANCO

ADAO DOMINGOS/GBSSSS

1

36

RICARDO LUÍS RAVAZZOLO

MD MULTISPORT

1

37

ROGÉRIO GASPAR K. HEITLING

GBSSSS/ADÃO DOMINGOS

1

38

Ronei Bitencourt

Oxigênio Sports

1

39

TIAGO DE MELO

LEONARDO RIBAS

1

40

WINNERS

ÁTILA VIERO DE CONTI

1

41

WINNERS

ÁTILA VIERO DE CONTI

1

42

WINNERS

ÁTILA VIERO DE CONTI

1


Não dá para saber ainda realmente quem é quem de todos, mas já dá para saber que haverá bem mais loucos que em 2010. Estou excitado pelos treinamentos e curioso para saber como será meu desempenho. Tenho boas expectativas. Posso estar demasiadamente confiante e subestimando o desgaste que a distância deve gerar depois dos 50km, mas a ideia é terminar em 8h. Daqui 2 meses saberemos.

* Antes que outra pessoa interprete diferente do que escrevi:
mané = cara, cidadão, pessoa
Não chamei de mané quem faz Iron, disse, pelo contrário, que "não é para qualquer mané" fazê-lo!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Contagem regressiva


Começou a contagem regressiva. Não para o revéilon, mas para o dia 5 de fevereiro de 2011. Dia da TTT, Travessia Torres-Tramandaí. 82 km em carreira solo. Claro que estou tentando angariar uma porção de ajudantes durante o trajeto, porque, sem apoio, é impossível terminar bem. E, mais do que terminar, quero chegar sem estar esgualepado. Cansado, mas inteiro, dentro do contexto de quem correu 82km, lógico. Para isso também a Simone, minha nutricionista, vai entrar em campo, dando o suporte da área para que esteja bem preparado para o desafio.

Semana passada fiz uns bons treinos. Ainda em quilometragem baixa. O máximo foi 15,8 no sábado retrasado, sendo que havia corrido na sexta à noite. Depois terça fiz 13,1 e quinta o mesmo trajeto, 3 minutos melhor. É pouco, eu sei, mas já deu um entusiasmo para os treinar mais e melhor.

Quando o calor de dezembro estiver no auge, devo estar fazendo 25, talvez 30km, vai depender da evolução nesse período, já que ela precisa ser gradativa para não aparecer nenhuma lesão ou outro contratempo.
Ainda não sei se farei treinos de mais de 42, 50km. Porque vou ter que analisar com o tempo se a relação sacrifício-desgaste/treinamento será vantajosa.

Quando treinei para essa prova da foto (50km da Supermaratona de Rio Grande, 2006), meu maior longo foi 22,5. Infelizmente, não dá para levar como parâmetro e usar uma proporção. Além do mais, 5 anos terão se passado.


A ideia inicial é fazer a prova em 8h, o que daria 6min/km. E a ideia dos treinos é treinar bem mais forte, para poder correr fácil e solto durante um tempo, até as dores começarem a aparecer.
Mas, ao longo dos treinos, terei uma ideia melhor do que será possível correr por lá.

Só que espero que as previsões de tempo continuem a indicar muito sol até lá, o que significa um sofrimento nos treinos, mas também um condicionamento mais adequado para quando chegar a hora da verdade.

sábado, 20 de novembro de 2010

Boicote e super treinão


Repercutiu bastante duarnte a semana o post no blog da Revista Runner's World sobre o protesto que nós, corredores gaúchos, iremos fazer dia 12 de dezembro, na Etapa do Circuito das Estações Adidas. Não é um protesto contra a empresa de material esportiva, mas contra a organização do evento e, casualmente, e infelizmente, essa foi a prova escolhida para o boicote. Bom, nada melhor que o presidente da AGCRS, Associação Gaúcha de Grupos de Corrida do RS, Rogério Menegassi, para abordar o tema. Reproduzo aqui o comentário que ele postou no aludido blog:

"Passamos todo esse ano de 2010 mandando relatórios de Avaliação das Provas, com pontos Positivos, Negativos e Sugestões. Estamos, como clientes que somos, dando o nosso feedback sobre as provas, e não só reclamando, mas trazendo sugestões. Mas por incrível que pareça essa empresa não quer ouvir o seu cliente. Parece surreal, pois em pleno século 21, o que as empresas mais querem é a opinião de seus clientes, chegam a pagar por isso, e nós da Associação fazendo com a maior das boas intenções, simplesmente para melhorarmos as provas. Acreditamos que com o crescimento desse setor, todos têm a ganhar. Os organizadores de provas, as lojas de materiais esportivos, os Profissionais de Ed. Física, as Academias, os Corredores, ou seja, todos que estão ligados com a prática esportiva.

Imaginem se dobrasse o nº de corredores, todo o segmento iria ganhar, inclusive o Governo que teria uma população mais saudável. Essa é a nossa filosofia, nosso objetivo é - Unir os interesses de uma "classe" ou setor - Trocar experiências entre os seus integrantes - Ser uma entidade representativa - Propor sugestões, benefícios e melhorias que atendam a todos entre outras coisas.

A gota d’ água do nosso descontentamento foi a prova noturna da Fila, muito mal organizada, sem iluminação e segurança na área das assessorias, além de ficarmos em um local inapropriado e longe da “arena” fato esse que acontece frequentemente. O que mais nos indignou é que passamos toda a semana que antecedia a prova perguntando sobre essas questões, inclusive alertando sobre um longo trecho do percurso que estava sem nenhuma iluminação para os corredores e ainda com “lombadas”, o que já causou quedas de vários atletas, mas nada adiantou. A prova aconteceu precariamente. E o “pior” é que no mês anterior aconteceu aqui em Porto Alegre a POA Night Run, prova noturna muitíssimo bem organizada, com iluminação para as assessorias (parecia dia), as tendas dentro da arena, percurso com túnel de luzes e som, DJ e VJ, banda de samba, um lounge com iogurte, picolé, salada de frutas, massagens, entre outras coisas.

Então sabemos que dá para organizar bem uma prova, sabemos que tem organizadores de eventos preocupados com os corredores e as assessorias. Nesse mês de novembro aconteceu aqui a Maratona de Revezamento da Paquetá, outra prova belissimamente organizada. Percurso diferente, ótima área para as assessorias ficarem, kit com camiseta, squeeze, mochila e toalhinha por R$ 50,00. Fizemos reuniões antecipadas com os organizadores, demos as nossas sugestões e a prova foi maravilhosa, cerca de 4 mil corredores satisfeitos.

Gostaria de reforçar que não temos nada contra a Adidas, decidimos não participar da próxima prova que a Vetor Esportes fosse organizar, e para infelicidade da Adidas foi o Circuito das Estações. E para fechar o ano, vamos organizar o nosso 1º Super Treinão de Confraternização, que será realizado dia 11 de dezembro, um dia antes da prova da Adidas. Essa prova conta com a participação e organização da maioria dos grupos de corrida da Associação e temos a expectativa de contar com mil corredores. O percurso é diferente e as distâncias variam de 04Km a 18Km, possibilitando a participação dos mais diferentes níveis de corredores. Agradeço as palavras de apoio de todos. Esperamos, sinceramente, estarmos contribuindo para o crescimento das corridas de rua.
"

Diante disso, optou-se por fazer um grande treinão entre todas as assessorias esportivas da Associação na véspera da prova. E, no final, a ideia ficou muito legal. Tomara que muita gente participe (do treinão). E que se repita nos anos seguintes.

Eu, como já tinha salientado nesse post, já havia dito que ano que vem não participaria mais do Circuito da Adidas se não houvesse troca de percurso.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

6ª Maratona de Revezamento Paquetá/Asics

Quem não foi, perdeu uma grande prova ontem.
A começar pelo kit, que continha camiseta, mochila, squeeze e também uma fita para ingressar na área vip depois. Pelo R$ 50,00 da inscrição, acho que mais que justo. Ok, a camiseta era pequena para quase todo mundo, mas, em relação a anos anteriores, houve um salto de qualidade geral. Quem lembra da camiseta das duas primeiras edições sabe do que estou falando. O Gabriel, meu filho menor, ficou com a minha. Mesmo porque já ando com camisetas de corridas demais lotando o armário.

Eu corria o segundo trecho e cheguei por volta da 9h15 no Barra Shopping, na zona sul da cidade. A estrutura era bem boa, com tudo aparentemente bem disposto e uma mega tenda da Asics para o pós-prova.

O povo se dispunha dentro das baias que estavam separadas por duplas, quartetos e octetos. Verdade que o espaço era limitado, mas o staff chamava pelo número à medida que os corredores iam chegando e, creio eu, não deu maiores problemas no revezamento, exceto, claro, a 'boca-abertice" de alguns que ficam fazendo não sei o que ao invés de prestarem atenção na sua equipe. Sempre tem aqueles que conseguem a proeza de serem chamados no microfone...

O dia estava lindo (leia-se sol forte), abrilhantando a festa. Valdomiro, 71 anos, meu parceiro de dupla, fez o primeiro trecho de 21 em 1:44:19. E então eu saí para enfrentar o calor. O trajeto era simples, já que a EPTC não libera mais coisas em matéria de fechamento de ruas: saíamos de dentro do Shopping, em direção ao centro, para, logo em seguida, fazermos o retorno e irmos costeando o rio até chegar na praça da Tristeza. De lá retornávamos pelo mesmo trajeto. Duas vezes, no caso. Não era exatamente uma beleza, mas, dentro do contexto da tecnocracia que se apoderou da 'imobilidade urbana' nos últimos tempos, talvez até devêssemos agradecer de joelhos. Ainda vai chegar esse tempo, pelo visto.

Embora eu tenha pego água quente em um posto de abastecimento, em linhas gerais esse quesito esteve bom. Lá na Tristeza havia uma banca de Gatorade, sendo distribuído em copos, o que também ajudava. E, pouco antes, umas moças bonitas entregavam gel em sachê para os corredores.

Minha primeira 'perna' foi feita em 53 minutos. Bom, levantando-se em consideração que voltei a correr dia 16 de outubro, o que significou, de lá para cá, 8 dias de treino. Mas, mal saí para a segunda volta, e o meu rendimento caiu. Nem tanto pelo sol, que já estava forte àquela hora, mas mais pela falta de sono, já que saí no sábado à noite e dormi apenas 3 horas. Poucas horas de sono e corrida não combinam. Até pode acontecer, como já aconteceu comigo, de fazer uma boa prova, mas é preciso estar muito bem treinado, o que não era o caso, e certamente será sempre uma exceção. Acho também que, apesar do calor que fez, principalmente para quem correu a segunda metade de prova, tivemos sorte em a umidade estar baixa. Seria o caos se fosse alta.

Sofri bastante nos 2 ou 3 primeiros quilômetros da segunda volta, mas depois a coisa melhorou um pouco e, quando fiz a volta lá na praça da Tristeza, aí a mentalização de que faltavam cerca de 5km deu um ânimo extra, sem falar na letra de "Regret", do New Order, que não me saía da cabeça durante o trajeto.
"Wake up every day that would be a start. I would not complain of my wounded heart. I was a short fuse, burning all the time. You were a complete stranger, now you are mine." Culpa da festa de ontem. Mas que ajudou bastante a manter o foco na prova e a ver os quilômetros irem passando.

Lá pelo km 18, uma pequena nova caída de ritmo, já que as pernas cansadas pareciam blocos de pedra. Foi penoso subir a Av. Guaíba defronte à vilinha da Assunção, pouco antes do Veleiros, mas logo em seguida, com cerca de 2,5 km restando, não teve como não apressar o passo. Engraçado que, desde antes, já achava que estava correndo num ritmo bom, mas olhava para o relógio e todo aquele meu esforço era para correr em 5:10/km. Era a falsa impressão que o cansaço pela falta de sono produziu. Não tinha mais como ter um parâmetro certo, pois não era uma situação normal de treino.

Mas, assim, cansado e achando que estava correndo bem, cheguei finalmente em 1:49:03, 56:03 para o segundo trecho, 3 minutos a mais que a primeira parte. Dentro do contexto, achei bom. Recebi a medalha, entrei na área vip, mais Gatorade, água e tinha umas frutas também, que acabei nem pegando, pois entrei na fila da foto, que a Asics disponibilizava, nos mesmos moldes da Meia do Rio. Deram uma tolha também e me disseram que havia sanduíche, mas não vi nada disso, mesmo porque a foto demorou bastante mesmo e não teve como desfrutar do resto.


A premiação já tinha começado quando finalmente tirei a tão esperada foto e me dirigi à barraca da equipe. Muita gente já tinha ido embora. Alonguei, descansei, bati papo, não necessariamente nessa ordem e fui embora, enfrentar a fila de carros para a saída, já que ela ela livre do pagamento do estacionamento até as 13h, e o povo deixou para sair meio que em cima do laço.

Pelo que ouvi do povo, muita gente achou a prova ótima. Eu também. Acho que entramos num excelente patamar de organização e estrutura, falta só a EPTC colaborar com os trajetos...

E falta também nós, corredores, colaborarmos com a nossa parte. Porque eu vi gente correndo em mais de uma equipe ( e subindo no pódio), o que não era permitido, e vi também umas mulheres das duplas, que eram as segundas corredoras, bem antes de mim e até do Adriano (!) da Petiskeira. A não ser que o (a) companheiro (a) delas tenha quebrado o recorde mundial, não era possível...

Então, nesse aspecto, demos um mau exemplo. Acho que já está mais que na hora de o povo parar de correr com o chip dos outros e inventar jeitinho de burlar as regras. Fica feio. É desonesto. Prejudica outros. Depois reclamam da corrupção, do governo, da política, etc, mas têm exatamente a mesma atitude. O mesmo jeito de tirar proveito das coisas em benefício próprio. Me faz lembrar da Corrida Maluca, em que o Dick Vigarista tentava sempre uma trapaça, e o Muttley dava aquelas risadinhas e pronuciava sua frase clássica, que ajudou a inspirar o nome do blog: "Medalha, medalha, medalha!" Pense nisso.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Vem chegando o verão


Finalmente, os dias nublados, cheios de vento, chuviscos, garoa, parecem ter ficado para trás.
Depois de tanto tempo, tivemos parques lotados no fim-de-semana que passou. Comentei até com a minha irmã que veio de Brasília e que estava indo na Feira do Livro, quando passamos pelo Gasômetro, que outro dia me perguntaram o que havia em tal lugar. Respondi: sol. Aquele era o "evento".

Com tantos dias feios, tanto tempo de inverno, quando o sol dá sua cara com força no final de semana, os parques lotam. As pessoas saem para tomar chimarrão com os amigos, se exercitar, ficar na rua. Sol é vida, como dizia um médico que costuma consultar.

Nesse contexto, o horário de verão ajuda bastante, pois temos luz natural até mais tarde, possibilitando que aqueles que saiam do trabalho, possam praticar esportes ao ar livre, tranquilamente. No fim do dia, a Av. Beira-Rio, perto do Gasômetro, fica abarrotada de gente caminhando. É preciso ter cuidado para não haver nenhuma colisão.

Acho que já comentei outras vezes por aqui, sem querer "puxar brasa pro nosso assado", mas é preciso bastante força de vontade para ficar encarando nosso inverno, com quase ninguém nas ruas correndo, te acompanhando, todo mundo fugindo do frio. Tem que gostar muito.

Então, agora é a hora de aproveitar o atraso, correr no sol, sofrer com o calor, que lá por janeiro deve ser cruel como de costume. Domingo, provavelmente debaixo destas condições, teremos a Meia Maratona de Revezamento Paquetá, em sua 6ª edição. O trajeto mudou, sairá do Barra Shopping em direção à Zona Sul e teremos que correr duas vezes o percurso. Não é uma maravilha, mas já é alguma coisa mais diferente e melhor do que correr na Av. Beira-Rio.

O entorno do shopping é uma área de bastante movimento, e esperemos que dê tudo certo para que possamos correr com tranquilidade durante o percurso, sem maiores percalços. Domingo saberemos.

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