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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Pronto ou não, lá vou eu!

Queria estar melhor preparado do que estou. Disse para a Simone, minha nutricionista, que só correria a TTT se estivesse bem preparado. Não estou como gostaria de estar.

Fiquei 3 meses parado por conta das dores nas panturrilhas. Voltei em setembro, caí, fraturei a costela, fiquei mais um mês parado, retornei na metade de outubro. Novembro fiz a meia da Paquetá, depois fui inventar de jogar futebol e as dores nas panturrilhas voltaram. Fiquei uns 10 dias que não conseguia correr quase nada. Meia hora e estava morto de dores.

Meti gelo, óleo de arnica, vitaminas. Melhorou. Entrei em férias depois do Natal, corri legal pela praia, ainda que um pouco sofrido. Evoluí bastante depois, mas gostaria de ter feito mais quilometragens antes, uns 15, 20 dias antes. Nem tantos kms, mas mais vezes 24 km, por exemplo. Gostaria de estar correndo 30 km a 5 por km. Isso para mim seria estar bem treinado para com folga fazer 65 km a 5:30/km. Mas não fiz. Azar.

De qualquer forma, sábado é a TTT. Pronto ou não, não tem mais volta. Está mais do que na hora de fazer a prova, porque peguei infecção na bursa do cotovelo esquerdo 20 dias atrás. Outro dia fiz 6 tiros de 2 km e depois fomos jantar. E eu estava com dificuldade de urinar, ardência, urina turva, porque provavelmente, apesar de todo meu cuidado com a hidratação, nessa época quente a perda de líquidos é muito forte e "estoura" na urina, numa pedra nos rins... Aí quinta fiz 15km fortes e acordei no outro dia com um gripão daqueles que dói no corpo todo e abate a gente. Fiquei assim até domingo. Faltando 15 dias para a prova... Segunda melhorei, terça e quarta corri direitinho, mas pouco.

Tudo isso indica que estamos em reta final de treinamento e que o momento de fazer a prova é agora, antes que outras coisas apareçam... Porque, como disse a amiga da Bruna: "isso é insano". Por mais que treinemos adequadamente, é uma agressão ao corpo, um excesso que cometemos e que ele não está preparado para suportar. Não de forma pacífica.

Sábado, termina tudo isso. Finalmente. Duas semanas seguidas ficando doente abalaram um pouco a confiança, me deixaram preocupado se realmente não seria um martírio participar, envolver uma cambada de gente para não conseguir completar. Parte dessa cambada também não está dizendo aquelas palavras de apoio que eu gostaria de ouvir...

Não estou exatamente nervoso, porque não fico nervoso com maratonas e provas, acho que nunca fiquei, do tipo perder o sono e tal, mas há, claro, uma excitação pela expectativa (e essa preocupação) de como será a prova, como me comportarei depois dos 50, 60 km... como será o sofrimento.


Mas, aconteça o que acontecer, sábado à noite será hora de brindar com champanhe junto ao povo da EDR lá em Remanso. Se não der, não deu, ficarei frustrado, mas faz parte. A gente só acerta ou erra, se tentar. Não dá para se entregar, sem nem ao menos lutar.

Semana que vem conto com foi.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Faltam duas semanas


Daqui duas semanas, no sábado, estarei saindo às 6h (acho que é isso) para correr a TTT em carreira solo.

A Simone, nutricionista, fez um plano de ação para os últimos 20 dias de treino, uma dieta do tipo "acúmulo de glicogênio". Glicogênio, para os desavisados, é isso aqui. Simplificando, é o que abastece os músculos, lhes dá energia.

Fiquei intrigado com um tal de mirtilo, que estava lá na prescriação da dieta. "Que bicho será isso?"
Descobri que é uma frutinha do tamanho de uma passa de uva, bem gostosa, não muito baratinha, mas com boas propriedades para a finalidade de que preciso até o dia 5 de fevereiro.

E até lá, estarei me "bombando" com alimentos que possam dar mais energia no dia da prova. Além disso, quem diz que correr é só calçar um tênis e sair pelas ruas afora está muito enganado. Para uma prova dessas, há toda uma logística, um apoio de outras pessoas que preciso e até tenho que fazer uma planilha com tudo que será preciso tomar, beber, comer, durante a prova, na hora "x", de modo a minimizar os efeitos da longa duração do desafio. Protetor solar a cada hora, por exemplo.

Minha dica para quem faz maratona ou ultra é consultar uma nutricionista e fazer um planejamento para a prova, de modo a ter uma alimentação mais direcionada ao objetivo que se tem em mente. Massa antes e gel na prova ajudam, claro, mas chegar com os estoques de glicogênio em nível máximo ajuda mais ainda.

Só quero ver quem vai me conseguir o caldo de cana que ela indicou para tomar a cada 10 km...rs

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Maratona de Buenos Aires


Sexta, estou indo para Buenos Aires. Volto só na terça, no final do feriado.
Não vai dar mais para correr, como era o previsto, e tentar fazer uma boa prova, que era o objetivo maior, mas... planos mudam, desde o momento em que a gente coloca o despertador para tocar e acaba apertando na tecla "soneca".

Do povo da equipe, 4 irão correr: Mário, Claiton, Duda e Bruna. O Duda acabou se machucando jogando futebol depois da meia do Rio e também vai descontado. O Irio, que iria, acabou abortando a missão na última hora.



Uma pena que não dê para correr, pois tinha uma boa expectativa lá em Buenos Aires, que, pelo que sei da prova, é um local propício para fazer uma maratona bem, já que o percurso não é difícil "tirando os 42km, claro...rs) e a temperatura ajuda.

Amanhã completam 3 semanas que estou sem correr, desde a queda no primeiro treino depois da prova de Gramado. O bom é que, no fim-de-semana que passou, parece que as dores na costela diminuíram bastante e há uma grande esperança de que, voltando de Buenos Aires, possa retomar os treinos.

Tenho um convite para participar da prova da Paquetá em novembro, num octeto, mas, sinceramente, creio que seja prematuro voltar nela, ainda mais numa distância curta, em que a possibilidade de alguma lesão para quem recém está retornando acaba sendo grande.

Esse ano, de tudo que foi planejado, só deu para correr a maratona de POA e a meia do Rio, praticamente. E teve a Meia do Corpa e a sensacional vitória na dupla do Gramado Adventure Running. O resto tudo foi cancelado por algum motivo de lesão, então acho que a hora é de ter paciência e aguardar o momento certo para o retorno. Ficar só treinando e não entrar em nada que possa atrapalhar meus treinos para o grande desafio que tenho ano que vem: correr individualmente a Travessia Torres-Tramandaí, dia 5 de fevereiro, em pleno verão, debaixo de muito sol. É verdade que posso cair (como aconteceu) e isso literalmente derrubar qualquer planejamento.

Na verdade, é um grande desafio. Já corri 3 vezes a Supermaratona de Rio Grande (50km, na mesma época do ano) e fui mal duas vezes! Rá, rá. Mas a última participação é que foi a boa, isso que interessa. Deu para acertar a fórmula para correr bem no calor do verão. Claro, em linhas gerais, porque cada prova difere da outra, e temos mais 30km nessa outra brincadeira.

Na edição desse ano, acompanhei a Bruna em um trajeto e a Dalila em outro, e o sol castigou o povo durante o dia todo. Deu 40 graus naquele dia. Para o ano que vem, mudaram o horário da largada da prova individual, pelo que soube, para 5h da manhã (tem que gostar muito mesmo). Uma iniciativa para minimizar o efeito do sol para os que se aventurarem. Talvez preferirisse correr com mais sol, já que a minha chance contra corredores "magrinhos" e sabidamente melhores é se eles quebrarem, e isso só é possível em condições mais adversas, onde é possível acontecer qualquer coisa.

De qualquer forma, por enquanto, vamos ver como será a prova de Buenos Aires no domingo, e se consigo voltar aos treinos depois dela.

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