quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Vem chegando o verão


Finalmente, os dias nublados, cheios de vento, chuviscos, garoa, parecem ter ficado para trás.
Depois de tanto tempo, tivemos parques lotados no fim-de-semana que passou. Comentei até com a minha irmã que veio de Brasília e que estava indo na Feira do Livro, quando passamos pelo Gasômetro, que outro dia me perguntaram o que havia em tal lugar. Respondi: sol. Aquele era o "evento".

Com tantos dias feios, tanto tempo de inverno, quando o sol dá sua cara com força no final de semana, os parques lotam. As pessoas saem para tomar chimarrão com os amigos, se exercitar, ficar na rua. Sol é vida, como dizia um médico que costuma consultar.

Nesse contexto, o horário de verão ajuda bastante, pois temos luz natural até mais tarde, possibilitando que aqueles que saiam do trabalho, possam praticar esportes ao ar livre, tranquilamente. No fim do dia, a Av. Beira-Rio, perto do Gasômetro, fica abarrotada de gente caminhando. É preciso ter cuidado para não haver nenhuma colisão.

Acho que já comentei outras vezes por aqui, sem querer "puxar brasa pro nosso assado", mas é preciso bastante força de vontade para ficar encarando nosso inverno, com quase ninguém nas ruas correndo, te acompanhando, todo mundo fugindo do frio. Tem que gostar muito.

Então, agora é a hora de aproveitar o atraso, correr no sol, sofrer com o calor, que lá por janeiro deve ser cruel como de costume. Domingo, provavelmente debaixo destas condições, teremos a Meia Maratona de Revezamento Paquetá, em sua 6ª edição. O trajeto mudou, sairá do Barra Shopping em direção à Zona Sul e teremos que correr duas vezes o percurso. Não é uma maravilha, mas já é alguma coisa mais diferente e melhor do que correr na Av. Beira-Rio.

O entorno do shopping é uma área de bastante movimento, e esperemos que dê tudo certo para que possamos correr com tranquilidade durante o percurso, sem maiores percalços. Domingo saberemos.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Maratonista cria fórmula de carboidratos

Saiu na Folha de São Paulo de sábado.

Maratonista cria fórmula de carboidratos

Cálculo define a quantidade exata de calorias necessárias para completar uma prova

DA REUTERS

Maratonistas podem treinar meses para se preparar para a grande corrida e, mesmo assim, ter dificuldade para terminar o percurso, se as suas reservas de carboidrato acabarem muito rápido.
Uma nova fórmula, criada por um maratonista estudante de Harvard e do MIT (Massachusetts Institute of Technology) permite calcular exatamente quantas calorias de carboidratos são necessárias para percorrer os 42 km.
De acordo com Benjamin Rapoport, autor do estudo publicado na revista "PLoS Computational Biology", 40% dos maratonistas chegam ao seu limite durante a corrida. Queimam os carboidratos guardados no fígado e nos músculos da perna, o que os força a diminuir o ritmo, ao passo que o corpo começa a queimar gordura.
Segundo Rapoport, muitos corredores acreditam que isso é inevitável. "Isso não é verdade de jeito nenhum", diz ele, que já correu 18 maratonas. Seu melhor tempo foi de duas horas e 55 minutos, na prova de Boston.
Para fazer os cálculos, é preciso saber três coisas: o peso, o tempo que a pessoa quer fazer na maratona e a capacidade máxima de uso de oxigênio. "Essa é uma medida do condicionamento aeróbico", disse o estudante.
A capacidade aeróbica mede quanto oxigênio o corpo consegue transportar para os músculos e consumir durante uma atividade física.
Para ter esse número, é preciso fazer um teste de esteira. Mas dá para fazer uma estimativa disso dividindo a frequência cardíaca máxima pela frequência cardíaca em repouso e multiplicar por 15. Para saber qual é a frequência cardíaca máxima, o estudante recomenda subtrair a idade em anos de 220 batidas por minuto.
Ele construiu até um calculadora on-line que faz as contas para o atleta (http://endurancecalculator.com/).
Muitos corredores, diz Rapoport, usam suplementos de carboidratos durante a prova, em forma de gel ou bebidas, mas dá para carregar mais "combustível" nas pernas e no fígado, se a pessoa souber de quanto ela precisa.
Antes, os maratonistas precisavam fazer estimativas. Agora, dá para calcular os números com exatidão. "É meu presente para os colegas corredores", disse.



Bom, agora só não leva a quantidade suficiente de gel quem não quer.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Nosotros en Buenos Aires

Eram mais ou menos 13h15, quando eu, o Gabriel e o Duda chegamos ao Aeroporto Salgado Filho sexta passada, para embarcar rumo a Buenos Aires. O dia foi de confusão, já que choveu forte durante a manhã e os voos foram cancelados naquele período. Grandes filas se formavam nos guichês da TAM e da GOL, mas, sorte nossa - na teoria - íamos pela Pluna. Pouca gente no check in, no entanto, mesmo assim, levamos mais de meia hora para sermos atendidos. E então surgiu o problema: não lembrei que deveria levar uma autorização da mãe para poder viajar com o Gabriel para o exterior. E agora? A atendente - que nem nos atendia, meio de mau humor, diz que vai fechar o voo em 15 minutos, o que gera um certo estresse, já que esperamos um tempão pelo atendimento. Ligo para a mãe dele, armamos uma operação de guerra e ela consegue chegar a tempo, graças ao atraso no voo. Salvo pelo gongo.

Mas, novas surpresas: tentamos entrar na área de embarque, e a funcionária da Infraero diz ao Duda que não está na hora, que voltemos em 20 minutos. Não me dou por satisfeito, já que o painel está apontando que o voo sai às 15:45, que é o horário que ela nos manda voltar. Vou lá e ela repete o mesmo discurso. Ok, voltamos na hora certa. Só que agora ela diz: "Pluna? Já saiu, vocês estão atrasados! Entrou todo mundo!" Nova correria. E então damos de cara com a mesma atendente de antes, com o mau humor², espumando raiva pelos poros. Tento argumentar e ela replica: "Eu avisei vocês para virem direto, e vocês ficam passeando no aeroporto!" A tentativa de acalmar a gordinha é em vão: "Eu ia cancelar o voo de vocês e mandar retirar as bagagens! Agora tenho que chamar a Polícia Federal só por causa de vocês 3!" Ela continua espumando raiva, ódio, mau humor, falta de amor no coração, etc, até que somos atendidos pela PF e liberados para pegar o ônibus dentro do pátio do aeroporto e embarcar na aeronave.

O voo é tranquilo, chegamos pouco depois da 17h em Montevidéo, local de escala. Lá está em horário de verão, com 1h na frente. Nosso voo em direção a Buenos Aires é às 20:00, horário de lá. Encontramos o Valdomiro, o Fernando, Helena e filhos, e outro pessoal daqui na espera. O voo deles em POA era às 9h, mas não saiu em função da chuva e eles ainda aguardavam o desenrolar da confusão, já que perderam conexões em função de tudo. Com isso e com atraso, saímos pouco depois das 20h30, mas antes deles, em direção a Buenos Aires. Eles só chegam depois da meia-noite.

Nosso aeroporto era o Aeroparque, que fica dentro da cidade, uns 15, 20 minutos do centro, onde ficamos. Eram quase 23h quando chegamos ao nosso destino, o Hostel Suites, na Florida.





Na manhã seguinte, acordamos, meio atrasados, verdade, e na correria para pegar o tour da organização da prova pelo percurso. Chegamos com meia hora de atraso, mas os ônibus ainda não haviam saído de lá. Dentro dele, encontro o Miguel, mineiro de BH da equipe Baleias, responsável pelo excelente blog da equipe.


(Gabriel e o Duda no ônibus, no nosso passeio pelo percurso da maratona)

O passeio é o meio monótono, longo, interminável, programa de índio, e os guias são meios evasivos e desconcentrados durante ele. Adormeço metade do caminho. Quando estamos perto de nosso Hostel, decidimos descer e voltar ao local da entrega dos kits (de onde os ônibus saíam), já que o tour ainda levaria 1h30, com pausa para lanche e tudo mais.

O local da feira para a entrega do kit é amplo, suficiente para as pessoas, e tudo funcionava muito bem. A entrega, como já bem frisei outras vezes, é feita como deve ser: bancas por números, o que a faz fluir com rapidez. O kit é relativamente simples: a camiseta (que o Duda mostra na foto acima), algum produto para "micose", o chip, a revista da maratona e o regulamento com o mapa do percurso. É possível colocar o nome nas costas da camiseta, o que é feito por quase todos os corredores, e que levava meia hora até ficar pronto. Embora da Adidas, a camiseta era de poliéster (e menor que o normal) e não poliamida, como é na Meia do Rio, por exemplo, também patrocinada por ela. Devolvo os 4 chips que peguei do povo que não foi e não iria correr. Havia um "urna" em que era depositado o chip, o que foi louvável e funcionou eficientemente, com muitos devolvendo-o.

Passeamos no tempo que nos resta na Villa Crespo, local das inúmeras outlets com preços relativamente bons, e pertinho de Palermo Soho, bairro da badalação noturna.

Na entrega do kit, havíamos encontrado o Mário e o Claiton e combinado uma janta no Broccolino (foto abaixo), na rua Esmeralda, que se realizou depois dessa brincadeira. A massa era bem boa por lá, a melhor que comi no fim-de-semana todo, e o preço acessível. Recomendo.


Na manhã seguinte, vamos comprar as coisas para o café (já que no Hostel só serviam às 8h) e encontramos a Bruna nos aguardando, atucanada, falando pelos cotovelos (mais ainda), nervosa por não ter falado conosco durante o sábado todo (o voo dela chegou só às 5h da madrugada e não nos encontramos no kit), e preocupada em não nos achar por lá (já tinha deixado alguns recados, que ninguém nos passou). Mas deu tudo certo e rumamos para o Estádio do River Plate, onde era a largada. O táxi não leva todos nós, e então sigo depois deles. Encontro um corredor argentino, que aguardava por uma carona de um amigo, me oferece também, mas o amigo dele já havia combinado com mais 2. Nisso, os táxis seguem passando, sempre com alguém dentro. Outro corredor aparece, um pernambuco, e dividimos o táxi até lá.

Em lá chegando, encontro o Zé Luiz, meu parceiro de maratona aqui, e a esposa, meus amigos cariocas. Tiramos umas fotos, me despeço deles, desejando boa sorte e logo em seguida encontro o resto do povo.


(O segredo do Mário para "voar" do jeito que voa: meias de compressão e tênis discretos)

(A galera reunida antes da largada)

A largada foi uma grande festa como pode ser vista já na primeira foto do post. Ela era dividida por "baias" de tempo. Os corredores, lá na entrega do kit, recebiam um pulseira colorida alusiva ao tempo que pretendia fazer na prova. Baseado nisso, se colocavam na área respectiva e saíam. Verdade que depois da largada tudo mais ou menos se misturou, mas, pelo menos, na teoria, todo mundo estaria junto "dos seus", no seu ritmo, quando desse para começar a correr propriamente.

Saí dali, peguei um táxi, com o mapa do percurso na mão, e iria tentar pegá-los em algum ponto. Combinamos mais ou menos pelo 30, mas olhando o trajeto, tentei pegar antes e acompanhar outros momentos da prova. Não me faço entender bem pelo taxista, ele passa do ponto que eu queria e me deixa na Av. 9 de Julio, próximo ao Obelisco. De qualquer forma, foi melhor, pois os corredores passavam ali perto. Andei nem duas quadras e cheguei à Tucumán, onde tiro as fotos que seguem abaixo. Nesse ponto, eram pouco mais de 10km.



(Mário)
(Zé Luiz e Maria Helena)

(Claiton)

(Valdomiro)
(Duda)

Enquanto eles iriam em direção à La Boca, onde passaram pela La Bombonera, estádio do Boca Juniors, eu só tinha que seguir pela Tucumán no sentido inverso ao deles e em cerca de 1km chegava no ponto mais ou menos do km 28 da maratona. Nem foi preciso táxi. Claro, lá tive que esperar um tempo. Deu para tomar e comer alguma coisa e gravar alguns vídeos de outros corredores mais rápidos, que postei no Youtube.


De lá, peguei outro táxi, e o Duda pediu para eu alcançar Red Bull para ele por volta do km 32. Disse que talvez não desse tempo para chegar lá. Deu para chegar antes até, mas ele já estava passando, ali pelo km 30, e só pude dar para a Bruna. Só que acabei entrando numa roubada nesse ponto do trajeto: não tinha táxi passando por ali, pois era uma área contígua ao Porto, sem casas, sem nada praticamente, na Av. Costanera.

Tento ir acompanhando o trajeto, o Gabriel junto, procurando encontrar algum ponto que pudesse sair para um local mais movimentado, pegar um táxi e seguir em frente. Mas não há. Vamos caminhando, o Gabriel já meio cansado, coitadinho, e nisso passa a ambulância que recolhe os corredores que não completam a prova. A moça ali nos oferece carona. Caiu do céu. Diz que quando recolher outros corredores teremos que descer, mas isso só acontece por volta do km 35, onde já é entrada de um parque (um dos tantos da cidade) e um local bem movimentado, onde poderemos pegar o tal do táxi tão sonhado. Mas pegar táxi em Buenos Aires é uma tarefa árdua. Eles passam aos borbotões, mas estão sempre com alguém dentro. Então, esperamos, esperamos, esperamos, até que conseguimos pegar um, que logo em seguida para no trânsito engarrafado pela própria maratona. Ficamos tranquilamente mais de meia hora nessa brincadeira, tentando alcançar o estádio do River novamente, onde terminava a prova. Quando finalmente chegamos, o povo já está lá, o Duda, a Bruna, o Valdomiro. O Mário e o Claiton que haviam terminado a prova mais cedo, já tinham ido. Encontro o Hideaki, grande organizador e propagandista dos Marathon Maniacs, e tiramos a foto abaixo.


(Os maratonistas e suas respectivas medalhas)

Eles terminaram assim:
Mário -> 3:10:13
Claiton -> 3:46:54
Duda -> 3:51:12
Bruna -> 4:02:00
(ela disse que o GPS dela marcou mais 400m)

No cômputo geral, Buenos Aires foi uma prova excelente, mesmo vendo de fora. Houve uma invasão brasielira e um recorde de inscritos e concluintes (6.400 e 5.093, respectivamente), firmando a maratona como a maior da América do Sul. Ano que vem deve superar tudo isso e certamente estaremos por lá. A cidade tem inúmeros parques, tem uma vocação para a atividade esportiva e para o turismo, e não há, diferentemente daqui (alô, EPTC!) uma preocupação absurda com o "transtorno" que irá causar ao trânsito num domingo pela manhã. Nossos tecnocratas têm que aprender com los hermanos como é que se faz uma maratona numa cidade que tem o dobro do tamanho de Porto Alegre e que cruza boa parte dela, passando por inúmeros pontos turísticos. Isso só é possível quando se tem a mente aberta e a consciência de que a prática de esportes é um bem para todos, e que deve ser estimulada, mesmo que pareça "um capricho de um bando de loucos que não têm o que fazer." Não é, e certamente quando vemos pessoas de outras cidades vindo correr aqui, gostaríamos de ouvi-los dizendo que o percurso é bonito, que passa por 'n' pontos principais da cidade, ao invés de ouvir "que chato aquele vaivém pelo mesmo trajeto". A lembrança que as pessoas trazem da cidade é a riqueza mais preciosa que ela pode ter. Quem sabe insistindo bastante no mesmo ponto consigamos mudar o pensamento por aqui.

Bom, maiores informações sobre a prova no site do evento.
Mais tarde, outras fotos sobre as incursões em terras argentinas estarão disponíveis no meu espaço do Picasa.

No fim-de-semana, devo tentar dar uma corrida e ver como está a costela, que ainda causa um leve desconforto. Mas é hora de começar a treinar para os cerca de 80 km da 7ª TTT, próximo desafio, ano que vem, em fevereiro.


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Maratona de Buenos Aires


Sexta, estou indo para Buenos Aires. Volto só na terça, no final do feriado.
Não vai dar mais para correr, como era o previsto, e tentar fazer uma boa prova, que era o objetivo maior, mas... planos mudam, desde o momento em que a gente coloca o despertador para tocar e acaba apertando na tecla "soneca".

Do povo da equipe, 4 irão correr: Mário, Claiton, Duda e Bruna. O Duda acabou se machucando jogando futebol depois da meia do Rio e também vai descontado. O Irio, que iria, acabou abortando a missão na última hora.



Uma pena que não dê para correr, pois tinha uma boa expectativa lá em Buenos Aires, que, pelo que sei da prova, é um local propício para fazer uma maratona bem, já que o percurso não é difícil "tirando os 42km, claro...rs) e a temperatura ajuda.

Amanhã completam 3 semanas que estou sem correr, desde a queda no primeiro treino depois da prova de Gramado. O bom é que, no fim-de-semana que passou, parece que as dores na costela diminuíram bastante e há uma grande esperança de que, voltando de Buenos Aires, possa retomar os treinos.

Tenho um convite para participar da prova da Paquetá em novembro, num octeto, mas, sinceramente, creio que seja prematuro voltar nela, ainda mais numa distância curta, em que a possibilidade de alguma lesão para quem recém está retornando acaba sendo grande.

Esse ano, de tudo que foi planejado, só deu para correr a maratona de POA e a meia do Rio, praticamente. E teve a Meia do Corpa e a sensacional vitória na dupla do Gramado Adventure Running. O resto tudo foi cancelado por algum motivo de lesão, então acho que a hora é de ter paciência e aguardar o momento certo para o retorno. Ficar só treinando e não entrar em nada que possa atrapalhar meus treinos para o grande desafio que tenho ano que vem: correr individualmente a Travessia Torres-Tramandaí, dia 5 de fevereiro, em pleno verão, debaixo de muito sol. É verdade que posso cair (como aconteceu) e isso literalmente derrubar qualquer planejamento.

Na verdade, é um grande desafio. Já corri 3 vezes a Supermaratona de Rio Grande (50km, na mesma época do ano) e fui mal duas vezes! Rá, rá. Mas a última participação é que foi a boa, isso que interessa. Deu para acertar a fórmula para correr bem no calor do verão. Claro, em linhas gerais, porque cada prova difere da outra, e temos mais 30km nessa outra brincadeira.

Na edição desse ano, acompanhei a Bruna em um trajeto e a Dalila em outro, e o sol castigou o povo durante o dia todo. Deu 40 graus naquele dia. Para o ano que vem, mudaram o horário da largada da prova individual, pelo que soube, para 5h da manhã (tem que gostar muito mesmo). Uma iniciativa para minimizar o efeito do sol para os que se aventurarem. Talvez preferirisse correr com mais sol, já que a minha chance contra corredores "magrinhos" e sabidamente melhores é se eles quebrarem, e isso só é possível em condições mais adversas, onde é possível acontecer qualquer coisa.

De qualquer forma, por enquanto, vamos ver como será a prova de Buenos Aires no domingo, e se consigo voltar aos treinos depois dela.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

2ª São Chico Eco Running

Enquanto parte da EDR (Equipe Daniel Rech) se preparava para participar da Goldsztein Cyrela POA Night Run, outra parcela acordou cedinho no sábado e rumou para São Francisco de Paula, na serra, distante 47km de Gramado, para participar da 2ª Edição da São Chico Eco Running. A primeira eu comentei aqui.

Eu, a Bruna e Bina chegamos lá por volta da 9h. Elas duas iriam correr, junto com a Nara. Ventava bastante, dando uma sensação de frio antes da largada.

Havia também uma competição de bikes, que largou pouco antes dos corredores. Não havia muita gente, o que, de certa forma, foi bom, porque os carros, mesmo assim, causaram alguma confusão em certos pontos de troca.




Enquanto a Bruna chegava no primeiro posto de troca, para passar a vez para a Bina no trio feminino, o Mário já havia feito sua passagem para o Claiton, que rumou para o trecho mais enlamaçado da prova. Deu dó ver como os corredores chegavam depois dele. Teve um deles que relatou que correu cerca de 800m dentro do barro, sem nenhuma outra possibilidade. Mas assim é prova de aventura. Mas aí também surgiu uma preocupação: a Bina, além de chegar repleta de barro, também chegou sentindo a coxa esquerda.


No posto de troca que iniciava o trecho 3, junto à Madeireira Rauber, o sol apareceu e o tempo esquentou. Pelo menos durante algum período... As meninas vinham bem, em terceiro lugar, com o outro trio da EDR seguindo de perto. O Mário e o Claiton também estavam em terceiro na dupla, fazendo uma disputa acirrada com outros competidores.

O trecho 3, segundo o Mário que correu, era dureza, como quase tudo é numa prova de aventura. Tem aqueles que são pedreira e os que são "fáceis" quando comparamos com os outros, porque fácil mesmo é correr na Av. Beira-Rio. E a gente ainda reclama do vento... Nesse ponto, comecei a dar assistência aos 2, que estavam sozinhos, e as gurias, como eram 3, e ainda o Álvaro com suporte, poderiam se virar. De qualquer forma, nos encontraríamos nos pontos de troca. No trio feminino, a Nara que fez essa parte.

O trecho 4 começava no Lago, que era o ponto de melhor acesso, sem muito tumulto. Ali, davam mais ou menos uma volta na quadra dele, passavam por nós novamente até chegar ao 'Recanto das Cabritas', uns 8km dali. Trecho complicado, segundo o povo que correu, com trilhas impossíveis de se fazer a não ser caminhando.


O quinto trecho consistia em cerca de 15,5km, em que o povo saía por um lado do morro e voltava pelo outro, o que facilitava e muito o suporte, já que os dois postos de troca eram no mesmo ponto. Mas, claro, como disse antes: o trânsito complicou naquela rua estreita, com tanta gente reunida ao mesmo tempo. O Mário e a Bruna fizeram esse. Ela reclamou bastante, não do percurso em si, que foi menos assustador do que havíamos relatado, mas do fato de que encontrou um pitbull no meio do caminho, e que não dava para continuar, o que só foi possível quando outro atleta da equipe chegou e ajudou-a com um pedregulho em mãos. Ela fez bem esse trecho, em 1h32, o mesmo tempo que fiz na edição passada, em março. O Mário em 1h17.


O Claiton já saiu em segundo nesse ponto para fazer o sexto e último trecho, e as gurias eram terceiras, com mais ou menos 8 minutos atrás das segundas e 14 na frente das quartas, também da nossa equipe. Fiquei um tempo por ali com o Mário, até sairmos para ver como o Claiton andava. Encontramo-lo caminhando, quando ainda faltavam cerca de 3km. Estava com dores na posterior, ou no adutor talvez da coxa direita. Falei para o Mário acompanhá-lo, já que alguém do lado sempre ajuda bastante nessas horas. Acho que ajudou.



A chegada era no Hotel Araucárias, e deu alguma confusão. Teoricamente, era apenas circular o hotel e entrar na chegada, mas isso para quem já sabia dessa informação, quem já havia corrido na edição anterior. Aí o tempo passa e nem o primeiro aparecia, nem o Mário e o Claiton.

Até que surge o cara da primeira dupla no sentido inverso, reclamando que não achava o caminho... o Mário e o Claiton também se perderam, pois disseram que havia as faixas indicando, mas, no entanto, havia uma seta dando a entender que deviam seguir em direção à direita, quando o correto seria costear pela esquerda fazendo a curva. Ainda bem que tudo isso foi resolvido com os 3 chegando antes do competidor seguinte, senão iria dar uma bela encrenca. No final das contas, o quarto colocado também chegou em seguida e, se não engano em matéria de tempo, todas as 4 duplas chegaram em menos de 5 minutos de diferença, o que mostra que a coisa foi bem parelha e disputada.

No calor dessa hora, vendo o Mário e o Claiton perdidos e o 3º colocado entrando para dar a volta que terminaria a prova, acabei discutindo com um dos organizadores, razão pela qual peço desculpas, embora, de alguma forma, eu tenha razão, já que 3 corredores se perderam, o que não é exatamente normal. No momento, o sangue subiu vendo que a coisa poderia complicar. Mas, menos mal, tudo resolveu-se sem maiores problemas. Faz parte também de uma prova de aventura...




A Nara fechou o último trecho das gurias, diminuindo a diferença para a segunda colocada, mas não o suficiente para ameaçá-la.

No cômputo geral, apesar da falta de chip e da estrutura relativamente 'amadora' (no sentido de ser feita por poucos, pessoalmente) São Chico é uma prova muita bacana de ser feita, num local super bonito, com bons trajetos para se realizar uma prova legal. Já estamos de olho na próxima edição.

Nossos agradecimentos mais que especiais aos 'técnicos' da EPTC, que com sua postura intransigente, fazem com que gostemos e façamos cada vez mais de provas fora da cidade, longe do asfalto, e em percursos que sejam diferentes da mesmice da Av. Beira-Rio. Qualquer dia, ainda proibem as corridas em Porto Alegre, porque atrapalham o trânsito... num domingo de manhã cedo.

Mais fotos da prova (e também da Night Run) no Picasa da equipe.

Àqueles que porventura possam estar perguntando, a costela ainda dói (é sem acento agora?), e a perspectiva é de que não corra ainda até o final de semana que vem, no qual estarei em Buenos Aires, para dar algum apoio ao povo que irá correr a Maratona por lá.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

10 Milhas Noturnas Gramado e uma queda


Sábado à noite tivemos a 1ª Edição das 10 Milhas Noturnas de Gramado, prova organizada pelo 'chefe', Daniel Rech.
Eu, particularmente, gostaria que a prova fosse mais "rural", com pouco asfalto, no meio do mato, das trilhas, com subidas, pedras e outras adversidades, mas, Gramado é Gramado, e a prova me surpreendeu positivamente.

Acho que a chuva que caía insistentemente - deu uma pequena trégua no inicio da prova apenas - pode ter contribuído para isso, pois, a meu ver, quebrou a monotonia da prova, do percurso no asfalto, embora ele não tenha sido fácil. Fazíamos 4 vezes o mesmo trajeto, o que significa subir 4 vezes a entrada da Expogramado, que era a grande pedreira da prova.

A primeira metade de cada parte era fácil até, já que tinha praticamente só descida. Mas, como canta o Nei Lisboa em Deixa o Bicho: "Quem desce um dia vai voltar". E era onde todo mundo sofria.

A prova saiu com um pouquinho de atraso, 15 minutos, e cada volta tinha, na verdade, pouquinha coisa menos que 2km, de modo que meu GPS marcou 15,7 km no total. Essa é a parte ruim num circuito que se repete: cada metro a menos ou a mais multiplica em x vezes a diferença. Fiz a primeira volta em 19:34, a segunda em 20:53, a terceira em 21:00 e a última em 19:09, como tem que ser, com algum gás ainda no final, fechando em 1:20:36, média de 5:08/km.



(troféus e medalhas prontos para os felizardos)


(o local de entrega dos kits, que era bem legal, a propósito)


(O Daniel e o Matias na correria dos instantes pré-entrega dos kits)

Mas o grande lance do evento aconteceu no domingo: a Gramadinho, corrida da piazada. Com a chuva, o Daniel cancelou a prova ao ar livre e teve que improvisar uma pista dentro do prédio da Expogramado. Dividida em diversas baterias por idade, a prova contagiou os pais, que corriam feitos loucos em volta da pista para tirar fotos e ver seus pupilos correndo. Foi muito legal, apesar de os meus filhos terem abortado a prova e não terem participado.



(A Bina, assessora para assuntos de largada da Gramadinho)

Depois da prova, acontecia o almoço, com a premiação. Alguns problemas na apuração dos resultados aconteceram, por causa da falta do chip, que, penso eu, que apesar do custo alto, não pode faltar na próxima edição, sob pena de pairar algum arranhão na credibilidade dos resultados.

De qualquer forma, mesmo assim, o "almoço de premiação", nos mesmos moldes do Mountain Do, foi uma grande festa e confraternização, mais uma vez com o ponto alto na hora em que o Daniel chamou a gurizada toda que participou da Gramadinho a subir no palco.

No cômputo geral, um grande evento, com kit bacana, que, claro, teve suas pequenas falhas, já que organizados por pessoas não profissionais, mas que, também por isso, deve ter a compreensão das corredores e demais envolvidos.

Sobre a prova e o evento em si era isso.

Agora, trocando de assunto, terça saí para correr 7km, mais ou menos, apenas para dar um "trotezinho" (eta termo meio esquisito), o tal do treino regenerativo, como se diz. O dia até que estava bom, com sol, mas o sol também trouxe o vento, que será comum aqui em Porto Alegre até mais ou menos o final de outubro.

Eu, particularmente, detesto vento. Posso correr debaixo de chuva, com calor ou frio forte, mas o vento me irrita profundamente, incomoda psicologicamente, pelo menos nos treinos. E eu ia em direção ao Gasômetro pensando nisso, que até quase novembro teremos que conviver com ele na cidade. E ele estava forte até lá. Tem dias que a gente corre, faz o trajeto inverso, pensa que o vento vai ajudar, mas não acontece isso. Dá vontade sumir pro Rio de Janeiro, porque são quase 6 meses com tempo ruim. Tem que ter muita vontade. Ou chove, ou está frio ou venta demais.

Pois a primeira metade do trajeto foi essa porcaria de luta contra o vento. No retorno, o vento insistia em incomodar, até que amenizou quando fiz a curva do Gasômetro quase perto do monumento das cuias. Ali, consegui correr bem, sem as dores que me afligiam nos últimos tempos nas panturrilhas e vinha até empolgado com isso e com meu desempenho (apesar de que era para ser um treino de "trote").

Passei pelas "torres gêmeas" do Ministério Público, atravessei a Borges, passei pela Praça que fica defronte ao Corpo de Bombeiros, atravessei também a Praia de Belas e foi quando aconteceu. No meio do caminho tinha uma raiz de árvore. Plaft. Me esburrachei. Vinha distraído pensando no que escrever no blog sobre o vento e o treino e tropecei com o pé esquerdo. Não deu nem tempo direito de me defender com as mãos. Bati o joelho e a costela esquerda. Até o coração doeu com o impacto. Levantei rapidinho, já que a vergonha da queda é maior ainda que a dor decorrente dela, e saí para terminar os quase 2km que ainda restavam até o escritório.

Fazia mais de 7 anos, pelo menos, que não caía em treinos. Mas aconteceu novamente. Nem foi cansaço, aquela coisa de o passo já estar curto, de a gente não levantar o pé o suficiente para suplantar os desníveis das calçadas. Foi pura distração mesmo.

Só que cheguei em casa, mais tarde, o corpo esfriou e comecei a sentir os efeitos do tombo. Fui deitar e fiquei quase uma hora tentando achar uma posição que não fosse desconfortável para dormir. E foi extremamente complicado encontrar. Dormi e acordei na mesma posição, sem me mexer praticamente, acho que coisa do subconsciente mesmo, de saber que qualquer movimento seria um martírio.

Ontem, não conseguia me abaixar direito para pegar nada, e então fui no começo da noite no Hospital Mãe de Deus. Casualmente, o médico plantonista da Traumatologia era meu amigo de corrida, me examinou e já foi dizendo para eu me preparar para voltar mesmo só em umas 4 semanas, porque mesmo que não tivesse quebrado alguma costela, a recuperação no local sempre exige algum cuidado e cautela. Pois ele se foi, que o plantão trocava, e o outro médico que analisou minha radiografica confirmou a quebra de uma costela, "sem deslocamento", como ele mesmo disse, ou seja, uma fissura, sem ela sair do local. Não enfaixou, nem nada do gênero, me deu apenas um remédio para tomar por cerca de 10 dias e foi isso.

Portanto, com diz um amigo, estou
fora de combate por pelo menos uns 15 dias, salvo se a dor aliviar assim como num passe de mágica. A prova da semana que vem, em São Chico, que eu iria fazer em dupla com o Duda, já está descartada. E a maratona de Buenos Aires, no feriadão de outubro, que já estava difícil de ser feita, agora ficou 99% fora dos planos. Só vai me restar curtir tango na capital argentina.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro


Estive no Rio no fim-de-semana passado, com os filhos, correndo (apenas eu, claro) a meia maratona internacional, prova organizada pela Yescom com apoio da toda poderosa Rede Globo.

Como todas as provas que aparecem na tevê, muita gente se inscreve, é um tumulto por conta disso, e outros tantos não comparecem. Não me perguntem exatamente porque, pois realmente não entendo tantos não aparecerem para correr, apenas pegar o kit e não participar. Talvez ("talvez") se exibir com a camiseta na rua outros dias. Realmente não sei. Assunto para sociólogos, antropólogos e psicólogos.

Sobre a retirada do kit, não tenho nada a comentar, já que o Daniel fez isso para mim. O kit continha a camiseta (que é ótima), aqueles dilatadores nasais, amostras de café 3 Corações e mais algumas instruções, se não esqueci de nada. Nenhum boné, isotônico ou carboidrato em gel (tô ficando exigente).

Ainda não sabia como seria meu desempenho, já que ando com as dores nas panturrilhas oriundas na prova da Mizuno (em 27/6). Desde lá, já consultei nutricionista, cardiologista, ortopedista, angiologista e está só faltando a casa espírita. O cardiologista mandou consultar o ortopedista. O ortopedista disse que não era muscular, sugeriu ver a circulação. O angiologista disse para não ir nesses "ortopedistas comuns" e sim em alguém de medicina do esporte... Disse que está tudo bem, faremos um exame dia 30, mas só para ter 100% de certeza, pois pelo exame clínico já descartou que as dores sejam algo de circulação.

No sábado à noite, coloquei bastante gelo no local e, domingo pela manhã, antes da prova, passei o óleo de arnica da Weleda que costumo usar em algumas ocasiões. E, embora o ortopedista tenha dito que não é muscular, parece que ajudou, pois consegui correr relativamente bem, para quem andava correndo a 6:30/km.

Larguei junto com o Duda e a Danuse, mas logo, acho que ainda era o km 1, não consegui acompanhar o primeiro, nem ela, que me passou pelo 3, se não estou enganado. Meu Garmim deu uma pane (sinal de que está para estragar a qualquer momento) e não funcionou. Apareceu como bateria fraca, embora tenha carregado-o na quinta à noite depois que voltei do treino. Sem relógio é meio esquisito para quem está acostumado, mas fui indo. A grande vantagem em relação ao ano passado, foi que saímos bem mais na frente. Ano passado, levamos 17 minutos para cruzar a largada. Nesse ano, apenas 4:30. Isso ajudou bastante, pois era preciso ultrapassar bem menos pessoas. Até pareceu que a prova estava mais "vazia".

Senti um pouco de cansaço lá pelo 8 ou 9, mas foi passageiro, provavelmente logo após deve ter surtido efeito o gel e os isotônicos que tomei, e recuperei as forças, indo num ritmo relativamente bom, dentro do contexto, lógico, de quem já estava acostumado a correr a 6:30/km. Senti a falta de treino naquele ritmo e o peso que peguei (e que pode ser percebido pela foto) com certeza atrapalhou um pouco. Não é fácil carregar 89kg e fazê-los movimentar a engrenagem.

Acho que lá pelo 15, avistei a Danuse e perto do km devo tê-la ultrapassado. Pouco antes desse ponto, o Daniel, meus filhos e outros acompanhantes estavam colocados, vendo-nos passar e gritando palavras de apoio. O km 17 foi um ponto à parte, que quase todo mundo reclamou, pois havia numa passarela um indicativo de um dos patrocinadores (um curso de inglês) com o aviso de km 17, só que era alarme falso e a plaquinha do 17 apareceu meio km depois. Do ponto de vista psicológico, a essa altura do campeonato, e levando-se em consideração que o percurso já não ajuda nessa parte, uma vez que vemos o povo chegando do outro lado da via, foi uma cacetada na cabeça. Dá uma desanimada momentânea, já que estamos em contagem regressiva, implorando que os quilômetros passem mais rapidamente e eles sempre parecem que tem mais de 1.000 metros.

Procurei o Duda no retorno, imaginando que talvez ele estivesse não muito à minha frente, mas a falta de relógio me tirou a noção de tempo. Ele estava bem mais adiantado. Terminou em 1:42:02, enquanto acabei cruzando a linha de chegada em 1:49:14. A Danuse chegou em 1:51:29, acompanhada do "negrinho" dela, e mais 10 da equipe também chegaram depois.

Missão cumprida - melhor do que eu imaginava, já que nos meus melhores sonhos, estava me arrastando para chegar em 2h, a surpresa boa foi na segunda. Eu e os filhos tínhamos entrevista para o visto americano. Fazia um dia maravilhoso, e após o compromisso consular, pudemos desfrutar, com o resto do pessoal que ficou por lá, de um ótima tarde de praia, com temperatura boa e muito calor.

Como tudo que é bom não dura para sempre, retornamos no início da noite para Porto Alegre. Mas ano que vem tem mais com toda a certeza.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

10 Milhas Noturnas Gramado


Mais uma prova organizada pelo Daniel: teremos a 1ª edição das 10 Milhas Noturnas Gramado, na cidade situada na nossa serra, distante 110km daqui de Porto Alegre.

Tem tudo para ser outro sucesso, como foi a Gramado Adventure Running, realizada dia 1º de maio, em que consegui a proeza de ganhar a prova em dupla mista, na parceria com a Bruna.
Não tem como reeditar essa dupla, mesmo porque um raio não cai duas vezes no mesmo local...

Aproveitando o charme de Gramado, o evento será mais que a simples prova às 19h do dia 11 de setembro, data do inesquecível e deplorável acidente nas torres gêmeas do World Trade Center, e aniversário da Amandinha, nossa colega de equipe que se foi para o norte do país lecionar geologia.

Haverá, no dia seguinte, almoço com premiação e confraternização, nos mesmos moldes do Mountain Do, que se realiza em Floripa. Com isso, é possível aproveitar o fim-de-semana em Gramado, correr, fazer compras, apreciar as belezas naturais e os passeios turísticos da cidade. Dá para participar individualmente, em dupla ou quarteto.

O evento tem convênio com o renomado Hotel Serra Azul, podendo ser possível se hospedar lá por preço bem mais acessível do que a proibitiva tarifa normal.

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Ainda não sei exatamente como vou correr por lá, já que as dores nos gastrocnêmios, como dizia uma ex-namorada bióloga, retornaram. Depois da meia maratona do Rio, mês passado, provavelmente o esforço da prova gerou novas microlesões, e, segunda, quando fui correr, as dores estavam muito além do suportável.

Fui na nutricionista, como já relatei, no cardiologista (colesterol
278, triglicerídeos 112, glicose 87, dentre outros), mas a consulta com o ortopedista é só semana que vem, já que ele estava em congresso, férias, algo do gênero, ou seja, não podia atender. Só ele poderá determinar com mais exatidão qual é o problema que está gerando essas dores; se é o esforço muscular intenso ou alguma outra razão até então desconhecida. Mesmo assim, muito provavelmente, ainda terei que fazer ressonância na região, o que protelará a resposta à questão.

No entanto, já dei um jeito de não ficar parado e pelo menos movimentar o corpo, já que tenho uma tendência a ganho de peso em qualquer parada. Ontem (quinta), fiz 12km em 1:17:13, média de 6:26/km. Extremamente lento, que é justamente para não forçar muito a região, já que correr mais rápido traz junto consigo no pacote dores mais fortes. Difícil mesmo foi trabalhar a cabeça para aceitar correr a passo de tartaruga, vendo tudo passar ao lado em câmera lenta. Mas, por outro lado, foi legal, porque não pensei que aguentaria correr tanto tempo. Não só consegui, como também terminei super inteiro, sem maiores sacrifícios. E treinei a cabeça também para a grande prova que pretendo fazer ano que vem, no verão, no nosso litoral, dia 20 de fevereiro: a 6ª edição da TTT - Travessia Torres-Tramandaí, de forma solo, 75km.

O jeito é tentar ir fazendo isso, por enquanto, para não perder o pique para as peleias mais próximas: Meia Maratona Internacional do Rio, a citada 10 Milhas Notunas Gramado e Maratona de Buenos Aires. Claro que, tudo isso se o médico não recomendar depois o repouso total. Nesse caso, terei que procurar outro médico...

terça-feira, 20 de julho de 2010

E não é que deu tudo certo?


Foi melhor do que eu imaginava. Não caiu aquele caldo antes da prova, nem durante. Acordamos às 4:50 (é, tem que gostar muito mesmo), já que a minha largada era às 7h, no km 21, e a do José Luiz às 7h30, no Recreio dos Bandeirantes.

Tinha decidido que correria a meia, mas não consegui trocar na organização, durante a retirada do kit. Só que isso gerou um contratempo: onde deixar minhas roupas, meu abrigo, antes de começar a prova? O guarda-volumes (nos ônibus) é numerado, e a numeração era da meia; a da maratona estava lá no Recreio... Ainda bem que me dei conta disso antes de descer do carro, senão sei lá como iria me virar. Só que, o custo disso é que já tive que ficar de calção e regata com aquela garoa caindo no lombo. Friozinho na largada. Que, aliás, atrasou quase 15 minutos, gerando muitas vaias.

Não sabia o que poderia render, haja visto que não corria praticamente desde o dia 27 de junho, nas 10 Milhas da Mizuno. Mas a "memória esportiva do nosso corpo" é uma coisa fantástica. Achei que iria correr por volta de 5:30, até comentei com o Zé e a esposa que talvez fosse minha pior meia da vida, que o negócio era só chegar. Me preparei para sofrer. Só que na hora, com nada de dores nas panturrilhas, me arrisquei no que o corpo aguentava. E ele respondeu bem. Pena que esqueci de carregar meu Garmin e, quando me dei conta disso, na sexta-feira, no serviço, era tarde demais para buscar em casa. Assim, não deu para saber com precisão a quanto estava correndo, mas era em torno de 5:00/km no início.

Suportei bem esse ritmo até mais ou menos o km 12, onde o corpo sentiu a falta de treino nas últimas semanas. Ali, caí provavelmente para algo em torno de 5:30 e a galera foi me passando, até que lá pelo km 16 passou uma loira tur-bi-na-da, que havia largado praticamente ao meu lado.
Não sei bem porque aquilo parece que me deu um ânimo danado, e creio também que o gel que havia tomado uns quilômetros antes começou a surtir efeito, junto com os isotônicos que distribuíam, e as forças vieram novamente, como que do nada. Dali em diante, acelerei e certamente devo ter corrido perto dos 4:50/km até o final da prova. O relógio marcava 1:50:07 quando cheguei, tempo bruto, e estimei mais ou menos uns 3 minutos perdidos na largada. Encontrei a loira depois na área vip da Asics, e ela me disse que havia feito em 1h47. Então foi mais ou menos isso que também foi para mim. Muito provavelmente, meu tempo não aparecerá na listagem, já que não passei no tapete de largada da maratona, a não ser que alguma viva alma caridosa e inteligente se dê conta que larguei no ponto da meia e me inclua na listagem dela.

Na chegada, expliquei a situação na hora de entregar o chip. A moça me disse para pedir a medalha da meia, mas não teve jeito de convencer o povo a me entregá-la... Como meu número não era verde (da meia) e sim o branco, disseram que tinha que receber a medalha da maratona, apesar de nem o vencedor da prova ter chegado ainda. Ponderei, ponderei, tentei em vão explicar que não corri a maratona, mas não teve jeito. Situação inusitada, eu não estava certo em trocar a minha prova, então deixei por isso mesmo, não iria criar confusão. Mas fiquei sem jeito de ganhar uma medalha de maratona sem ter completado. Queria mesmo a da meia.

Dali, fui para a banca da Asics, patrocinadora da prova, onde havia uma ótima salada de frutas, mini cachorro-quente, massagem (que foi excelente) e onde era possível ainda tirar foto e recebê-la no ato (a que ilustra o post).

Feito tudo isso, comecei a caminhar ao contrário no percurso para ver se encontrava o Mário "Cangibrina", colega de equipe, mas o
animalzinho já havia completado em absurdos e espetaculares 3h08, quase repetindo a performance de Porto Alegre, o que foi um ganho, já que o grau de dificuldade no Rio é maior. Estava também à procura do Zé Luiz e encontrei-o por volta do km 40. A essa altura, já havia um sol, e, se eu que estava ali só acompanhando, já achei demasiado, imagina para aqueles que já tinham feito 40 quilômetros. O Zé até caminhou, mas demos (a esposa dele corria ao lado) um jeito de demovê-lo da ideia e seguir correndo, mesmo de leve. O finalzinho no Rio, no Aterro do Flamengo, tem uma leve subida, que a gente até nem vai percebendo muito, mas, àquela altura do campeonato, qualquer inclinação é um sofrimento a mais.

De ponto negativo nessa hora e que vale ressaltar para que outros não incorram no mesmo erro, foi que um corredor que também fazia o sentido contrário, "tentando ajudar" com palavras de apoio, disse a um maratonista que caminhava àquela hora: "Vai desistir agora? Desistir é para os fracos." Teve mais alguma coisa inconveniente e nessa linha, mas não lembro. Sinceramente, achei meio ofensivo, o Zé e a Maria Helena também. O Zé até achou que tinha sido para ele e ficou "de cara". Um "incentivo" desses joga a gente para baixo, ao invés de ajudar... Não foi legal.

Resumindo o fim-de-semana, fiquei bem feliz com a minha performance. Foi melhor do que pensei que poderia fazer. Mês que vem estarei novamente no Rio, dia 22, para correr a Meia Internacional, aquela que aparece na Globo, com largada, infelizmente, às 9h, para sofrimento de todos. E, em outubro, dia 10, em Buenos Aires, correndo a maratona. Se tudo conspirar a favor, é para fazer meu melhor tempo. Tomara que tudo dê certo novamente.

sábado, 17 de julho de 2010

Notícias

Junho foi terrível. Trabalhei feito um condenado, treinei pouco, dormi pouco. Cada vez mais começo a achar que, quanto mais passa, mais coisas faço e menos dá tempo para isso... Bem, mas isso não é assunto de corrida.

Finalzinho de maio, dia 30, teve o Circuito das Estações da Adidas. Esse ano será minha última participação, se não houver mudança no trajeto. Porque a gente fica naquela: correu uma etapa, tem que correr todas para completar a mandala. E, sempre na Av. Beira-Rio, já está esgotando a paciência. Vou priorizar outras corridas ou outros treinos.

Temperatura boa para correr, largada nos dois lados da pista, dividindo quem faz revezamento e quem faz os 10. Isso foi uma "grande" evolução, já constante na outra etapa, que deu fôlego ao circuito. O pelotão Quênia, onde larguei, ajuda, mas quem tem que ajudar também são os corredores que não respeitam isso e a organização que não é muita rigorosa com a questão.

Atrapalhei-me no Garmim, quando larguei ele já tinha disparado antes, há 17 minutos, de modo que não consegui acompanhar muito bem a evolução geral da prova, no tempo total, que só fui ver mesmo na chegada. Saí na média de 4:24/m, passei a metade em 22:05, caí em alguns quilômetros para 4:29/4:30 e fechei a prova em 44:18, 22:13 na segunda metade, 4:20 no último km. Dentro do previsto, sem muita evolução em relação à ultima etapa, mas ainda abaixo dos 45, o que já é alguma coisa.

Dia 27 de junho, tivemos as 10 Milhas da Mizuno. Prova nova aqui pelos pampas, que vem bem, numa distância diferente, também com revezamento. O trajeto não ia até o final da Beira-Rio, como de costume, ficou melhor a meu ver, pois para mim, ir até o final parece que é um sacrifício, que não chega nunca. Só que, na largada, já senti minhas panturrilhas, como se não estivessem relaxadas. No km 3, elas travaram, endureceram muito, dando a sensação de que o músculo fosse romper se corresse mais forte, e cada km passou a ser um esforço grande. Então, lá se foi o 4:30/km, para começar a correr em 5:15/5:20. Na metade da prova, deu uma vontade de parar, mas, prova nova, medalha diferente, isso acabou me fazendo completar. Mesmo assim, ainda deu para fazer em 1:20:52, o que dá 5:04/km.

Não treinei na terça, dia 29, e na quinta seguinte tentei fazer alguma coisa. Corri 3km a 5:15 e os 3 da volta foram extremamente sofridos, a 5:45. Não dava mais para seguir. Não consegui tempo para ir ao médico, mas pelo menos não treinei mais até terça agora. Na quarta, fui na Simone, nutricionista, para o nosso planejamento, que era correr a Maratona do Rio, onde estou, domingo.

Como nada saiu como planejado, contei para a ela o que aconteceu, e ela me assustou um pouco, depois de ter me dado um pito por ter engordado. Disse que as panturrilhas é que bombeiam o coração, e que elas devem ter travado pois não como muito frutas e verduras, nada de legumes e verduras e tomo pouco água. Além disso, tomando remédio para pressão e correndo, muita coisa de perde e não é reposta por essa alimentação desequilibrada. Me deu uma série de exames para pedir ao médico, no qual irei segunda, e outra série de vitaminas para poder tentar suprir essa deficiência. Enquanto isso, vou tentar correr 21km amanhã ao invés do 42.

Peguei o kit hoje pela manhã. Embora o tecido seja bom, Santa Constância, não gosto, como não gostei no ano passado, do desenho. A gola parece muito aberta e não fica legal, pelo menos em mim. Parece sempre que a camiseta é maior do que deveria. No resto, tem manual/revista da maratona, o que eu acho bem interessante. Havia uma feira com produtos da Asics, patrocinadora da prova, que o povo em geral comentava que estava muito cara. E outros bancas de outros produtos. A organização para a retirada dos kits continua a desejar. O local não é adequado para se formarem filas ou, pelo menos, as bancas estão mal postadas, de forma que fica uma certa confusão, uma muvuca, isso que fomos cedo. Depois deve ter piorado. Vou tentar, com uma certa petulância, ensinar como se faz: a gente tem que ver o número numa listagem, e as banquinhas dos kits devem estar dispostas por lote de número, do 0-200, 201 a 400, e assim por diante. Aí vamos diretamente na banquinha respectiva. Simples assim. A pessoa já sabe onde ir, o voluntário lá não precisa procurar em qual local buscar o kit, e as entregas ficam dispersas em vários pontos. Já escrevi aqui e repito: já foi assim em Porto Alegre e era ótimo. Quem sabe alguém não chega nesse blog sem querer, lê e se dá conta que é o melhor caminho. Concentrar todos os números e kits no mesmo local, para 5 ou 6 pessoas entregarem para mais de 1.000 corredores é uma falta de lógica, bom senso e só não uso outro termo para não ofender ninguém.

Ah, chove aqui desde que cheguei, na sexta. Aliás, "chove" é bondade do meu coração. Cai o mundo. Praticamente só na hora em que estava pegando o kit e visitei o Maracanã é que não esteja chovendo. Tirando isso, foi água e água o tempo todo. Amanhã a previsão é repeteco desse tempinho. É bom para correr, se não for água demais. Para o evento em si, atrapalha um pouco o brilha da festa. Mas também não dá para agradar gregos e troianos. Vamos ver se consigo correr os 21 tranquilo. Tomara que dê.

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