domingo, 26 de abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Desafio
Amanhã, a partir das 19h, realiza-se a 3ª Meia Maratona do Corpa, aqui em Porto Alegre. No mesmo local, batido e manjado de sempre, a Av. Beira-Rio.
O grande diferencial da prova é o fato de ser noturna, algo diferente para as nossas tradicionais provas. Eu, particularmente, nunca participei de uma corrida nessa distância à noite.
Mas o grande desafio mesmo nem é esse. É correr lentamente, sem preocupação com tempo, acompanhando alguma colega de equipe. Desde que fiz minha primeira e sofrida meia maratona, em Viamão, dia 26 de setembro de 1999, sempre participei tentando dar o meu melhor. Naquela época, debaixo da "lua" daquela manhã, significou 1h56.
Desde então, fui evoluindo com o tempo, como qualquer corredor mais ou menos compenetrado e ciente de que precisamos de metas deve fazer. Até mais ou menos me firmar por volta de 1h35, embora tenha obtido uma marca super boa em Uruguaiana, em 2006: 1h26. Mas brinco até hoje com a esposa de amigo que também obteve a melhor marca dela por lá que aquela prova só tinha 18km... Evidente que é um exagero da minha parte e que, como os tempos não eram de GPS, Garmin, então falta alguém voltar lá e confirmar a distância. Mas alguns metrinhos acho que faltaram, embora o tempo naquele dia estivesse propício a boas marcas.
Bom, mas amanhã, esquecendo todo esse retrospecto de boas perfomances em meias, irei correr devagar, devagarinho, só na parceria. Como já escrevi, eu gosto. E isso, a meu ver, é tão ou mais difícil que a gente dar o nosso melhor numa prova. Porque exige concentração, disciplina e muita humildade em saber ficar ao lado de alguém que está com condicionamento inferior, mas que necessita de nossa ajuda de alguma forma. E eu percebo, muitas vezes, que, embora pareça super simples, as pessoas têm extrema dificuldade em ficar ao lado só acompanhando, sem querer ditar o ritmo. Parece que existe um espírito competitivo que se faz presente mesmo em descontraídos treinos.
Postado por JC Baldi às 09:03 0 comentários
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Corrida do Centenário do Inter
Postado por JC Baldi às 13:41 3 comentários
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Companhias
Queriam saber se eu não ficava chateado ou irritado em correr devagar (para quem já correu bem mais rápido). Não, realmente não fico. Quando corro sozinho, até posso ficar chateado comigo mesmo: "Puxa, não consigo correr a 5min/km. Queria, mas não consigo." Mas, apesar de a corrida ser um esporte extremamente individual, quando a gente vai a um treino coletivo de equipe, pode aproveitar o momento e levar a expressão ao pé da letra.
Então, para mim, que estou bem longe da forma ideal, em processo de recuperação, treinar com alguém, mesmo que essa pessoa esteja em patamar de condicionamento inferior ao meu, me dá alegria e satisfação. E, se for numa prova, melhor ainda. Parece que a gente participa ativamente da vitória pessoal daquela pessoa. Pelo menos eu sinto assim. Freud explica.
Já tive treinos memoráveis com amigos, alguns que estão hoje na equipe Du Bira - até iria treinar com eles pela manhã, às 8h, se o evento social de ontem não tivesse me consumido - na pura parceria, todo mundo se ajudando, se esmerando para atingir o objetivo do treino. E, principalmente, sem excesso de competividade.
Muitas vezes, a gente não percebe que, estar numa equipe, sobretudo, é atuar como tal. Obviamente, que entramos numa com metas individuais, mas, sinceramente, eu vejo como uma atitude extremamente egoísta a gente não se preocupar em ajudar os demais membros dela ou mesmo competir com eles em um nível não salutar, que conspire contra a harmonia do grupo. Porque daí é bem mais honesto e corajoso ir correr sozinho, contra si mesmo.
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Bobão
Hoje à noite, corria com meu parceiro pela Av. Beira Rio, aqui em Porto Alegre. Treino leve para ele, que vai correr a Maratona de Santa Catarina no domingo, e mais ou menos para mim, que ainda estou em fase de recondicionamento, coisa que está complicada em função do excesso de peso, trabalho demais e falta de treino constante. Só tenho corrido duas vezes por semana.
Pois, lá pelas tantas, mesmo correndo a praticamente 5:30/km, fomos chegando num corredor e, obviamente, passamos por ele. Isso parece que acendeu uma luzinha vermelha no cidadão, que começou a apertar o passo para dar o troco.
Coisas desse tipo me irritam profundamente, porque acho de uma pequenez incrível, uma pobreza de espírito, não sei se movida por orgulho ou outro sentimento igualmente deplorável. Considero isso uma atitude anti-desportiva. Evidente que ele deu o troco, já que essa era a motivação principal de ele apertar o passo. Nós demos risada e ele deve ter ficado orgulhoso de ser tão bobão.
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Mountain Do Costão do Santinho
Postado por JC Baldi às 14:36 1 comentários
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Maratonas em seqüência



Algo sobre o qual alguns me criticam, me chamam de louco ou coisas do gênero, é o fato de eu defender que as pessoas corram maratonas seguidas de outras.
Existem estudos técnicos que indicam que o ideal é as pessoas correrem só 2 maratonas por ano. No entanto, isso vale, a meu ver, para pessoas competitivas, diria até profissionais. Nós, pangarés cansados, podemos nos dar ao luxo de correr mais maratonas por ano sem grandes riscos de lesões.
Defendo isso porque acho que o ruim, o xis da questão, é ter que treinar mesmo. Então, em função disso, penso que é razoável em matéria de logística que se aproveite o treino e que corramos outra maratona. É claro que é preciso ter consciência de que uma das provas apenas é que deve ser feita em termos competitivos e a(s) outra(s) apenas para se completar bem, sem esforços extremos.
Em 2003, corri em Mônaco e na semana seguinte em Florença, que tinha um percurso bem mais fácil e na qual poderia ter melhorado o tempo da maratona do principado, mas isso só não foi possível por causa de uma meia mal posta que gerou uma bolha que impediu a melhora.
Em 2006, repeti a estratégia correndo em POA e 15 dias depois em SP, com boa performance em ambas, apesar do cansaço na segunda, mas mais por outras condições (leia-se festa e mulher) do que pelo fato de fazer duas maratonas em duas semanas.
Em 2007, acrescentei a maratona do Rio de Janeiro a essas duas e completei as três em um mês, também com performances dentro do previsto em todas as provas. Verdade que a lesão no ano passado gerou dúvidas em alguns amigos sobre a racionalidade disso tudo, muito embora eu já tenha explicado 123.457 vezes que me lesionei porque fui jogar bola depois de 2 anos, mas a lesão foi a desculpa que queriam para dizer “Eu não disse?”
Agora, em 2009, muitas pessoas pretendem fazer exatamente a mesma coisa, em função de dois motivos em especial: o desafio lançado pela revista Contra Relógio de se disputar as seis maratonas do Brasil e oferecer troféus especiais em razão disso, e o fato da maior popularização dos MMs – Marathon Maniacs, e da consequente perspectiva que muitos têm de ingressarem no grupo.
Postado por JC Baldi às 08:00 7 comentários
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Novos locais
Algo que tem incomodado bastante as pessoas que correm aqui em Porto Alegre é o fato de as corridas serem sempre na Av. Beira Rio. É verdade que lá o trajeto é bem propício, plano, fácil de se fechar o trânsito e, em função disso, ótimo em questão de logística.
No entanto, praticamente todas as corridas são ali. Isso satura as pessoas, pois todo mundo quer desafios além de apenas baixar o tempo na prova. Porto Alegre tem bons locais para se fazerem provas legais. Parece, pelo que sei e li por aí, que há uma grande resistência da EPTC (o órgão regulador do trânsito na capital), em função do transtorno que uma prova possa causar à circulação automobilística da cidade. (Como se domingo pela manhã fosse assim tão movimentado)
Seria interessante que se transpusesse essa barreira, porque Porto Alegre e os corredores precisam de provas em outros locais, pois, acima de tudo, isso afeta a questão motivacional dos atletas, condição fundamental para que as pessoas possam continuar correndo e se interessando pelo universo das corridas, ainda mais aqui no RS em que é preciso bastante perseverança em tempos de inverno para não resistir à tentação de largar tudo e ficar sentado na poltrona vendo tv e comendo chocolate.
Postado por JC Baldi às 13:09 2 comentários
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Preparação adequada

Mês passado, escrevi para a revista Contra-Relógio. O Tomaz, editor, ficou de abordar o tema. Mas vou abordá-lo aqui também.
Ando preocupado com o que eu acho que seja uma guerra fria entre as academias, assessorias e treinadores para salientarem-se mais, esquecendo o foco principal que é a preparação adequada das pessoas para encararem uma prova, seja ela qual a distância que seja.
Existe um boom no segmento de corridas. Muita gente tem chegado para iniciar na atividade e isso se deve, em grande parte, aos revezamentos, que foram chamando gente, que chamaram os amigos, colegas, que chamaram... e por aí se foi.
Embora seja extremamente salutar que as pessoas estejam iniciando atividades físicas, preocupadas com seu bem-estar e sua saúde, é preciso levar em consideração que existe um processo normal, relativamente lento que os sedentários e iniciantes precisam obedecer, principalmente aqueles que estão perto da faixa dos 30 anos em diante.
Uma coisa é um jovem, como eu, que com 17 anos encarei minha primeira maratona, sem treinamento, orientação e conhecimento, e outra coisa é alguém já com sequelas da vida, com os desgastes que o tempo dá, com 30 anos ou mais, iniciar uma preparação e já querer correr uma maratona. Isso acontece muito no mundo masculino, que se considera 'forte' para encarar qualquer desafio. Tem um que de auto-afirmação nisso também.
Aí a gente olha os números das pessoas que completam maratonas ou provas de 10km e se assusta com o desempenho muitas vezes pífio, mesmo com 90% delas estando com assessorias esportivas. Porque significa que há falta de planejamento ou de treinamento para encarar o desafio.
A meu ver, existem alguns números limites para se encarar determinadas provas. Por exemplo: acho que homem deve correr 10km em no máximo 50 minutos e mulher em 55. Acima disso, melhor se preparar mais adequadamente. E em maratonas, fechá-las em no máximo 4h13, que dá 6min/km, que é uma média aceitável para um nível de sofrimento igualmente aceitável, que certamente haverá em uma prova com essa distância.
Por isso, na minha modesta opinião, há uma euforia – talvez seja esse o melhor termo – por parte de treinadores e assessorias em colocar todo mundo a encarar uma prova, muitas vezes em busca do marketing da equipe, esquecendo que a corrida é parte de uma filosofia que foca a qualidade de vida e, certamente, o sofrimento em uma prova vem na contramão desse pensamento.
Portanto, se quiseres encarar uma maratona, faça uma meia dúzia de meias antes, de preferência terminando alguma em torno de 1h45. Se for fazer 10km, treine isso. Mas, sobretudo, tenha consciência do nível de treinamento e experiência que tem antes de encarar qualquer desafio, por mais tentador que possa parecer.
Postado por JC Baldi às 10:50 3 comentários
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Tênis

Muita gente que está começando a correr (ou “leiga”) me pergunta: “Qual é o melhor tênis para correr?”
Não existe o melhor. Cada pessoa tem o seu preferido, de acordo com o seu gosto e as suas necessidades, e em função de sua passada (neutra, supinada – para fora ou pronada – para dentro).
Houve um tempo que eu praticamente só usava Nike. Lá por 1999-2003. Havia um modelo de neoprene, sem costuras, que não machucava em lugar algum, chamado Presto, que, para mim, é o melhor tênis que eu já tive na minha vida e, com ele, fiz meus dois melhores tempos em maratona (3:11 e 3:13). Mas tive inúmeros tênis bons da Nike nesse período (principalmente da linha Zoom, que eram mais específicos para provas).
Depois eu comecei a usar Adidas e fui dando sorte de aparecer alguns modelos bonitos que se adaptaram bem a mim. Só tive um Asics, o Kayano XI, que achei super bom de início, mas, depois que comprei um Adidas Supernova Cushion e um Adidas Adizero SN, eles me fizeram esquecê-lo completamente, porque a forma deles era mais estreita e acabou deixando o Kayano com jeito de “bota” de tão largo. Na única maratona que usei-o, “quebrei”. E, depois, toda vez que usava-o, sentia dores no joelho direito. Então foi a deixa para dá-lo, mesmo quase inteiro externamente como estava.
Eu sou pronador (95% das pessoas são), mais no pé direito (o esquerdo é praticamente neutro) e, pelas indicações, devo usar um tênis de controle de movimento, que nem o Kayano ou o Adidas Supernova Control (rebatizado agora de Sequence). Eu até comprei-o, acho-o excelente, mas tênis novo é que nem sexo: mesmo quando é ruim, tá bom. Então é preciso de mais um tempo para uma opinião mais definitiva e melhor alicerçada.
É preciso ter, preferencialmente, sempre uns 3 pares de tênis para correr para revezá-los, mesmo porque eles molham pela chuva ou pelo suor mesmo, além de que o amortecimento também precisa descansar. Tá bom, comprar 3 pares sai caro, mas isso é só uma vez, depois é só ir intercalando e comprando outros pares para aposentar os velhos. Uma coisa que eu acho importante é a gente comprar um tênis antes de precisar realmente dele. Assim, compra-se mais barato do que na necessidade. Um Kayano, por exemplo, custa cerca de R$ 450,00 e pode ser comprado por R$ 299,00 em promoções, principalmente na troca de modelo.
Não acho que valha a pena pagar R$ 500,00 por um tênis. Tem gente que diz que é melhor gastar no tênis do que na cirurgia de joelho depois, mas um tênis de R$ 250,00, R$ 300,00 muitas vezes não deve nada àquele mais caro e pode-se comprar dois pares... o dobro do rendimento. E, como eu disse, se a gente aproveita as promoções sai ganhando bastante. No exterior, um tênis bom custa cerca de 100 dólares. Isso é um bom parâmetro. Muito mais que isso, estamos sendo roubados. Aquele Adidas Adizero SN citado anteriormente comprei em SP por R$ 130,00 (em maio de 2006) quando valia R$ 350,00. Me arrependo até hoje de não ter comprado mais um dois pares. Ele está aqui em casa quase se arrebentando no tecido, mas firme e forte no desgaste do solado, mesmo com 800km rodados.
Outra coisa importante é ter um controle das corridas com cada tênis. Tudo bem, vão me chamar de louco, paranóico ou coisa do gênero. Mas se a gente não controlar, quando vai saber que ele precisa ser aposentado? Só na aparência? Tive um Nike que aposentei quando tinha 1.200km, simplesmente porque ele estava me dando dores no joelho, muito provavelmente porque o amortecimento havia-se ido, mas na aparência qualquer um diria que estava ótimo. Dá para fazer isso numa planilha de excel, mas têm sites (WebRun, O2, Contra-Relógio) que provavelmente têm ferramentas mais simples e práticas.
Quando a gente vai comprar um tênis também é interessante tocá-lo internamente, ver o material que o compõe, sentir se há alguma costura que possa eventualmente incomodar no futuro. Depois de um tempo a gente aprende onde aperta o sapato... Se prestarmos atenção, veremos que um Nike Vomero, um Mizuno Nirvana, um Asics Kayano ou um Adidas Adistar têm acabamento muito melhor internamente, com tecido que deixa o calce bem mais confortável, e uma palmilha superior aos demais. Não é à toa que custam mais.
Por último, salvo aqueles atletas com biotipo de queniano, todos nós temos que comprar tênis “pesados”, que têm mais amortecimento. Tênis leve é para quem é muito, mas muito leve. Ou, especificamente, para o dia de prova. Mas, se a gente é pesado, esqueça, nem para esse dia. O sol não nasceu para todos.
Postado por JC Baldi às 08:30 2 comentários
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