As inscrições abusivas

Esse negócio de corrida virou realmente um negócio. Lucrativo.
Porque depois que a gente termina uma corrida, só quer ver a medalha, descansar e se hidratar. O blog é para reunir histórias e experiências de quem corre, e dicas de corridas legais (ou nem tanto). De vez em quando, dou pitacos supostamente mais aprofundados, porque tenho a ousadia de imaginar que entendo alguma coisa de psicologia e comportamento humano.

Esse negócio de corrida virou realmente um negócio. Lucrativo.
Postado por JC Baldi às 17:05 8 comentários
Marcadores: circuito adidas, corrida de aventura, gramado, inscrições, mountain do, track field, Urubici
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Dia 24/6/2006, sábado, participei do 3º Desafrio Urubici 50km, na cidade homônima. Urubici fica na serra catarinense, a cerca de 60km de São Joaquim, sua vizinha mais famosa pela neve. Urubici, no entanto, possui o ponto mais de alto do sul do Brasil – o Morro da Igreja – com mais de 1.800m de altitude, tendo, inclusive, feito -17°C em 1990.
O acesso de Porto Alegre pode ser feito via BR 101–Criciúma–Serra do Rio do Rastro (muita linda esta parte) ou, como fizemos, via Canoas-Caxias do Sul-Vacaria-Lages. Digo fizemos, porque passei por Novo Hamburgo e peguei o William, que foi meu parceiro de viagem. Nos conhecemos naquele dia mesmo. Coisas de corredores fissurados por aventuras. Levamos 6h30 para perfazer os 450km na sexta-feira.
Chegando, fomos direto ao Urubici Park Hotel, onde estávamos com reserva para a hospedagem e onde se realizava a entrega do kit da prova. ‘Kit’ é uma benevolência com a organização. Na verdade, havia uma sacola com o número e uma camiseta de algodão, modestíssima pelos R$ 80,00 de inscrição que pagamos em uma prova com o aval da patrocinadora da Seleção Brasileira de Futebol. Na entrega do ‘kit’, é feita uma checagem do material obrigatório para a prova: água, manta de sobrevivência, atadura, apito, toca e luva (no dia da prova, novamente é checado o material). Após isso, podíamos desfrutar de um jantar de massas no hotel (tradicional no dia pré-maratona), pelo qual pagamos mais R$ 15,00.
A prova propriamente dita
A largada ocorria às 7h30. Cerca de 90 corredores estavam perfilados. De DesaFRIO não teve nada, porque largamos com uns 16 graus e cheguei com cerca de 24. Os 10 primeiros quilômetros são relativamente tranqüilos e planos, embora sejam feitos em chão batido, como se diz. Fiz em 56 minutos este trecho. Daí começam os ‘problemas’. No início do km 11 há um trecho absurdamente íngreme e embarrado. Tinha-se que subir segurando-se nos matos do próprio chão. Quase subíamos de joelhos. E escorregava-se muito. Levamos (eu e o grupo que andava próximo a mim) 17 minutos para perfazê-lo! E os próximos 2 eram igualmente dificílimos. Levei 35 minutos para correr os kms 11, 12 e 13! Após essa pedreira, uma linda cachoeira, na qual parei para tirar fotos. No km 16, um posto no qual tínhamos que assinar (no 25 e no 34 também). A partir daí, começa o asfalto e sobe-se muito, muito mesmo, caminhando na maior parte do tempo e correndo quando possível. Eu estimo que dos 50km, uns 20km são absolutamente impossíveis de serem corridos. Tem-se que caminhar.
Postado por JC Baldi às 09:31 0 comentários
Marcadores: Aventura, Frio, Santa Catarina, Urubici
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O nome do blog foi inspirado (se é que alguém não percebeu) no cachorro Mutley (medalha, medalha, medalha), da Corrida Maluca, e em Guerra, Sombra e Água Fresca, que era uma série que passava nos anos 80 na antiga TV 2 Guaíba (hoje adquirida pela Record), satirizando a 2ª Guerra Mundial.
“Quando somos criancas, somos um pouco de cada coisa: artista, cientista, atleta, erudito. Às vezes parece que crescer é desistir destas coisas, uma a uma. Todos nos arrependemos por coisas das quais desistimos. Algo de que sentimos falta. De que desistimos por sermos muito preguiçosos, ou por não conseguirmos nos sobressair, ou por termos medo”. (Kevin Arnold, no episódio “Coda” de Anos Incríveis.)
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