quinta-feira, 16 de setembro de 2010

10 Milhas Noturnas Gramado e uma queda


Sábado à noite tivemos a 1ª Edição das 10 Milhas Noturnas de Gramado, prova organizada pelo 'chefe', Daniel Rech.
Eu, particularmente, gostaria que a prova fosse mais "rural", com pouco asfalto, no meio do mato, das trilhas, com subidas, pedras e outras adversidades, mas, Gramado é Gramado, e a prova me surpreendeu positivamente.

Acho que a chuva que caía insistentemente - deu uma pequena trégua no inicio da prova apenas - pode ter contribuído para isso, pois, a meu ver, quebrou a monotonia da prova, do percurso no asfalto, embora ele não tenha sido fácil. Fazíamos 4 vezes o mesmo trajeto, o que significa subir 4 vezes a entrada da Expogramado, que era a grande pedreira da prova.

A primeira metade de cada parte era fácil até, já que tinha praticamente só descida. Mas, como canta o Nei Lisboa em Deixa o Bicho: "Quem desce um dia vai voltar". E era onde todo mundo sofria.

A prova saiu com um pouquinho de atraso, 15 minutos, e cada volta tinha, na verdade, pouquinha coisa menos que 2km, de modo que meu GPS marcou 15,7 km no total. Essa é a parte ruim num circuito que se repete: cada metro a menos ou a mais multiplica em x vezes a diferença. Fiz a primeira volta em 19:34, a segunda em 20:53, a terceira em 21:00 e a última em 19:09, como tem que ser, com algum gás ainda no final, fechando em 1:20:36, média de 5:08/km.



(troféus e medalhas prontos para os felizardos)


(o local de entrega dos kits, que era bem legal, a propósito)


(O Daniel e o Matias na correria dos instantes pré-entrega dos kits)

Mas o grande lance do evento aconteceu no domingo: a Gramadinho, corrida da piazada. Com a chuva, o Daniel cancelou a prova ao ar livre e teve que improvisar uma pista dentro do prédio da Expogramado. Dividida em diversas baterias por idade, a prova contagiou os pais, que corriam feitos loucos em volta da pista para tirar fotos e ver seus pupilos correndo. Foi muito legal, apesar de os meus filhos terem abortado a prova e não terem participado.



(A Bina, assessora para assuntos de largada da Gramadinho)

Depois da prova, acontecia o almoço, com a premiação. Alguns problemas na apuração dos resultados aconteceram, por causa da falta do chip, que, penso eu, que apesar do custo alto, não pode faltar na próxima edição, sob pena de pairar algum arranhão na credibilidade dos resultados.

De qualquer forma, mesmo assim, o "almoço de premiação", nos mesmos moldes do Mountain Do, foi uma grande festa e confraternização, mais uma vez com o ponto alto na hora em que o Daniel chamou a gurizada toda que participou da Gramadinho a subir no palco.

No cômputo geral, um grande evento, com kit bacana, que, claro, teve suas pequenas falhas, já que organizados por pessoas não profissionais, mas que, também por isso, deve ter a compreensão das corredores e demais envolvidos.

Sobre a prova e o evento em si era isso.

Agora, trocando de assunto, terça saí para correr 7km, mais ou menos, apenas para dar um "trotezinho" (eta termo meio esquisito), o tal do treino regenerativo, como se diz. O dia até que estava bom, com sol, mas o sol também trouxe o vento, que será comum aqui em Porto Alegre até mais ou menos o final de outubro.

Eu, particularmente, detesto vento. Posso correr debaixo de chuva, com calor ou frio forte, mas o vento me irrita profundamente, incomoda psicologicamente, pelo menos nos treinos. E eu ia em direção ao Gasômetro pensando nisso, que até quase novembro teremos que conviver com ele na cidade. E ele estava forte até lá. Tem dias que a gente corre, faz o trajeto inverso, pensa que o vento vai ajudar, mas não acontece isso. Dá vontade sumir pro Rio de Janeiro, porque são quase 6 meses com tempo ruim. Tem que ter muita vontade. Ou chove, ou está frio ou venta demais.

Pois a primeira metade do trajeto foi essa porcaria de luta contra o vento. No retorno, o vento insistia em incomodar, até que amenizou quando fiz a curva do Gasômetro quase perto do monumento das cuias. Ali, consegui correr bem, sem as dores que me afligiam nos últimos tempos nas panturrilhas e vinha até empolgado com isso e com meu desempenho (apesar de que era para ser um treino de "trote").

Passei pelas "torres gêmeas" do Ministério Público, atravessei a Borges, passei pela Praça que fica defronte ao Corpo de Bombeiros, atravessei também a Praia de Belas e foi quando aconteceu. No meio do caminho tinha uma raiz de árvore. Plaft. Me esburrachei. Vinha distraído pensando no que escrever no blog sobre o vento e o treino e tropecei com o pé esquerdo. Não deu nem tempo direito de me defender com as mãos. Bati o joelho e a costela esquerda. Até o coração doeu com o impacto. Levantei rapidinho, já que a vergonha da queda é maior ainda que a dor decorrente dela, e saí para terminar os quase 2km que ainda restavam até o escritório.

Fazia mais de 7 anos, pelo menos, que não caía em treinos. Mas aconteceu novamente. Nem foi cansaço, aquela coisa de o passo já estar curto, de a gente não levantar o pé o suficiente para suplantar os desníveis das calçadas. Foi pura distração mesmo.

Só que cheguei em casa, mais tarde, o corpo esfriou e comecei a sentir os efeitos do tombo. Fui deitar e fiquei quase uma hora tentando achar uma posição que não fosse desconfortável para dormir. E foi extremamente complicado encontrar. Dormi e acordei na mesma posição, sem me mexer praticamente, acho que coisa do subconsciente mesmo, de saber que qualquer movimento seria um martírio.

Ontem, não conseguia me abaixar direito para pegar nada, e então fui no começo da noite no Hospital Mãe de Deus. Casualmente, o médico plantonista da Traumatologia era meu amigo de corrida, me examinou e já foi dizendo para eu me preparar para voltar mesmo só em umas 4 semanas, porque mesmo que não tivesse quebrado alguma costela, a recuperação no local sempre exige algum cuidado e cautela. Pois ele se foi, que o plantão trocava, e o outro médico que analisou minha radiografica confirmou a quebra de uma costela, "sem deslocamento", como ele mesmo disse, ou seja, uma fissura, sem ela sair do local. Não enfaixou, nem nada do gênero, me deu apenas um remédio para tomar por cerca de 10 dias e foi isso.

Portanto, com diz um amigo, estou
fora de combate por pelo menos uns 15 dias, salvo se a dor aliviar assim como num passe de mágica. A prova da semana que vem, em São Chico, que eu iria fazer em dupla com o Duda, já está descartada. E a maratona de Buenos Aires, no feriadão de outubro, que já estava difícil de ser feita, agora ficou 99% fora dos planos. Só vai me restar curtir tango na capital argentina.

4 Comentários:

André Silva da Cruz disse...

tu só pode ser parente muito íntimo do maratonista IRIO VARELLA....hahhaha te concentra e para de reclamar da vida( vento, chuva, frio, ah quero ir para o rio) viu no que deu....TIBUMMMMMMMMMMMM...vocês dois devem contratar um personal baba corrida....

JC Baldi disse...

André,
Obrigado pelo jeito carinhoso que tu tens de dizer que estás torcendo pela recuperação dos amigos!

myrta disse...

OI,tb corri em Gramado,mas achei a organização muito amadora.Crítica construtiva....pois o preço não era amador.A gente corre para se libertar,para se amar,para se envolver e ficar saudável de corpo e espírito,eu,pelo menos.....
Corro contra o meu tempo.Fui acho que das últimas a chegar pois n sabia estava com pneumonia(tô tratado até agora).....que a próxima seja melhor!!!!E nem para saber se fui mesmo aúltima a chegar eu sei....pois n tem o resultado!!!!!!!um abraço
orkut:Myrt@ Run...add lá....
myrta

JC Baldi disse...

É o problema da falta de chip nos dias de hoje... todo mundo quer ver o resultado...

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