quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Falta pouco mais de uma semana

Email da Adidas, recebido agora há pouco.

Como dá para ler ali embaixo, a largada será dada por pelotões/baias, distribuídos pelo tempo em que cada um planeja terminar a maratona. Não fala nada, mas seria muito bacana se houvesse marcadores de ritmo (pacers) na prova.  Tem tudo para ser uma grande prova. As inscrições ainda estão abertas até o dia 3 de outubro. Há 6.000 inscritos. Meu número é 1149. Mais informações no site da prova (aqui).

¡Faltan 9 días para el Maratón!
Estate atento porque el próximo viernes 7 y sábado 8 se desarrolla la EXPO Maratón de Buenos Aires y tendremos muchas actividades para ofrecerte!!!. Cuando pases a buscar tu kit de corredor, vas a poder personalizar tu remera, hacer un test de tu pisada, sacarte una foto con el arco de llegada, dejar tu mensaje de aliento, y conocer los productos de running exclusivos del maratón. No te lo pierdas!Además, estaremos entregándote una pulsera según tu tiempo aproximado para el maratón, para que puedas salir con los que corren a tu ritmo. Pronto te mandaremos el plano de cómo estará organizada la largada en base a los diferentes sectores de salida. 

Te esperamos para la EXPO en el Centro Municipal de Exposiciones (J. E. Couture 2231) al lado de la Facultad de Derecho los días 7 y 8 de octubre de 10 a 20 hs y de 10 a 18 hs respectivamente. ¡No llegues tarde, la apertura y cierre son puntuales!

¡¡No te olvides de subir tu foto para la carrera!! Entrá haciendo
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ultra Desafio Farroupilha 24h


Parque Marinha do Brasil, sábado de sol, 28 graus, umidade alta, 10h da manhã. Com essa atmosfera, foi dada a largada para a indiada das 24h do Ultra Desafio Farroupilha 24h, organizado pela Audax4, o mesmo povo que organiza a São Chico Eco Running.


O kit da prova tinha uma camiseta boa, alguns brindes e não muito mais que isso. Mas a inscrição dava direito também a 4 refeições durante a prova, que foram o almoço (massa com molho de frango), janta (2 tipos de massa com o mesmo molho de frango, batata e cenoura), uma sopa (maravilhosa) durante a madrugada e sanduíche pela manhã. Alguns reclamaram da primeira massa, mas achei justo o conjunto da obra pelo valor da inscrição.


Isto posto, vou começar pelos agradecimentos, pois, como a prova foi longa, o relato será igualmente longo, e quem lê já chega cansado e mal percebe o nome das pessoas lá no final, onde costumam estar. Em primeiríssmo lugar, meus(nossos) agradecimentos ao nosso chefe, Daniel Rech, que esteve presente em praticamente as 24h da prova. "Dani, precisamos de mais gelo." E lá vai ele comprar. "E a luz? Depois das 18h vai escurecer (hahaha)". E lá vai o Thomas Edison. "Dani, repelente." (É, teve gente que pediu...) Em 2º lugar, o Lionel, que esteve nos ajudando em boa parte da noite e da madrugada. Sem esses dois, tudo seria mais difícil, bem mais difícil. A toda hora, precisávamos ajeitar coisas, e sem o auxílio de ambos, deslocar isopor cheio, mochilas, colocar proteção na barraca quando desabou água durante a madrugada, tudo isso seria mais complicado e cansativo. Esses 2 foram top, top. Excelentes parcerias. Depois a Conceição, que trouxe biscoitos e chocolate quente (se não tomamos tudo foi porque o organismo não aceitava mais), e esteve presente com aquela simpatia de sempre. O Juarez e a Márcia também andaram por lá e deixaram guloseimas. O resto, embora não menos importante, não irei nominar, porque é muita gente e certamente esquecerei de alguém e estaria cometendo uma grande injustiça. Portanto, meus sinceros e generalizados agradecimentos àqueles que mandaram mensagem, telefonaram (bêbadas) ou passaram por lá, só para desejar um simples "boa sorte". Vocês não sabem a força que o gesto de vocês tem.


Agora vamos falar da prova propriamente dita: nossa estratégia era correr cada um 2h, 2h, 1h e 1h. Completamente equivocada! hahaha. Coisa de quem nunca havia participado de uma corrida desse porte. Ninguém iria conseguir correr bem desse jeito. Mas isso só foi possível perceber porque o calor estava insuportável. Então o Davi, que foi quem começou a corrida, chamou o Claiton para falar que não tinha como fazer 2h com aquele tempo, não haveria como manter o ritmo. Baixamos, portanto, para 1h, que consistia em fazer 4 voltas de 3km no circuito. No meu GPS não deu exatamente 3km, mas isso é outra história.





A sequência da nossa equipe era: Davi, Claiton, Mário e eu. Os 3 malucos correram alucinados a parte deles, 4:40/km. Eu não iria fazer isso, porque certamente quebraria no meio do caminho. Não estou correndo tanto quanto eles. Semana passada, mal consegui fazer o treino de 30 km no Lami... Então, pensei: "Vou correr a 5:00/km, que é para tentar ir mais longe sem caminhar."


Corri assim minhas primeiras 4 voltas. Eles baixaram o ritmo um pouco depois também. E o Mário, ao invés de 4, dava 5 voltas... Teve horas que achei que quando acabasse a prova, ele iria pedir para continuar correndo mais um pouco...


A gente corria, tomava um banho e descansava nos colchões. Isso foi extremamente útil, porque foi possivel esticar as pernas, relaxar e se alimentar nos intervalos entre uma corrida e outra.


Se não me engano, na primeira parcial, estávamos em 5º das 6 equipes nos quartetos. Enquanto isso, lá na frente, um pega doido entre a Sub-4 e a Cia. dos Cavalos. Alguém não iria aguentar aquele tranco por muito tempo. A prova não estava nem na metade, e eles se matando para ver quem ganhava. É que nem eu digo: "Isso tem tudo para dar errado." E claro que deu: alguém da Sub-4 se machucou. Ficaram só com 3. Desistiram. A gente, que não tinha nada a ver com isso (até aquele momento), subiu uma posição, mas acho que logo em seguida já havíamos passado o 4º lugar e, consequentemente, agora estávamos em terceiro. A equipe em segundo era de uns "veteranos" de Brasília (na foto mais abaixo conosco). Estavam com a barraca bem na frente da nossa. As outras equipes eram de Imbé/Tramandaí e do Vale do Taquari, a Adrennon (blog aqui).






Durante a prova, o Davi (que era o mais cansado de todos) ditou a estratégia: cada vez que a última volta começava a ficar complicada, ele chorava e a gente diminuía na próxima, exceto um alopradinho que sempre fazia uma a mais... Assim, fizemos 3 voltas, depois diminuímos para duas.


Com o passar das horas, fomos abrindo distância do 4º lugar, e do 2º estávamos a 3 voltas ( +/- 9km). E isso ficou um bom tempo assim, pois nosso ritmo era parecido com o deles, pouca coisa mais lenta apenas. De modo que, durante a madrugada, criou-se um caloroso debate: não alcançaremos mais o 2º lugar e não perderemos o 3º. Correr para que até às 10h da manhã? O Davi levantou o tema, e eu fiquei propenso a aceitar a proposta, mas os outros 2 endiabrados não toparam de jeito algum. O que foi bom, porque, sinceramente, foi muito legal chegar até o final correndo praticamente igual a como começamos, mesmo sem ter chance de alcançar o segundo lugar. Aliás, foi uma das minhas melhores corridas nos últimos tempos. Em meus sonhos mais otimistas, jamais imaginei que correria o tempo todo, sem caminhar, e ainda mais com o ritmo praticamente igual do início ao fim. Minha pior volta foi 5:15/km e a média geral deve ter dado 5:05/km, em mais ou menos 6h de corrida, 69 km.


Só que lá pelas tantas o palhaço do Davi avacalhou tudo. Nós fazendo duas voltas a 30, 31 minutos e o cara vem e faz em... 39. Disse que a cabeça perguntava para as pernas: "Tá correndo pra que, seu idiota?" E então ele voltava caminhando, batendo papo, contemplando a natureza do parque...


Então, diminuímos para uma volta cada um. Novamente, todo mundo dando volta a 15, 16 e o palhaço dá uma a 19... Ainda bem que a gente estava de bom humor.

A parte ruim, digamos assim, da prova foi que, como eu era o último a correr, a gente sentava, se reunia e começavam as contas: faltam tantas voltas, tanto isso, tanto aquilo, só que para mim sempre faltava uma a mais, já que eles tinham feito as deles e eu ainda não.

Às 7 e pouco, o Davi correu pela última vez, pois tinha um curso às 9h, e então ficamos só nós 3. Complicou um pouco mais, pois o descanso diminuiu para cerca de 30 minutos. Era colocar um roupa seca, deitar, dar um micro cochilada e levantar para correr novamente. Mas continuamos firmes e fortes até eu fechar a prova uns 3 minutos antes das 10h de domingo. Foi uma indiada e tanto, mas valeu cada momento. Só não me convidem novamente, ok?





Das curiosidades da prova: costumo tomar 4 ou 5 sachês de carboidrato em gel durante uma maratona, mais ou menos em 3h30. Tomei 1 e meio durante a prova inteira, 24h. Tinha hora que não descia mais nada: água, powerade, gel, comida, nadinha. Claro que as refeições que serviam ajudaram a não precisar de gel, mas, mesmo assim, muito tem a ver com o desgaste do organismo. Como a gente corria e parava, sempre acabava se hidratando, provavelmente em excesso, por isso o organismo rejeitava. Corri com 3 tênis diferentes, para aproveitar melhor o amortecimento deles (melhor que usar um só 6 horas). Isso já ajudava também a ficar sem tênis um tempo, para os pés descansarem. E usei uns 12 pares de meias, segundo o Dani. Não tinha porque ficar usando meia molhada e arriscar uma bolha ou algum machucado no pés. Se não dava para correr com tênis secos, pelo menos as meias estavam antes de começar a correr. E procurei usar meias com cano mais longo, já que corríamos num trajeto de areia e, depois, com a chuva, aquilo virou um barro só.




* A indiada foi tanta que o Garmin enlouqueceu e não ligou mais desde então. Se ligar, posto aqui as parciais e o total de km, que, teoricamente, foi algo perto de 69km para mim e o Claiton, 63 para o Davi e 87 para o Mário.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

10 Milhas Subway Poa Day Run

Dia 14/8 (é, faz tempo) corri as 10 Milhas Subway, com largada no Barra Shopping.

Começando pelo começo: corri mal as 10 Milhas da Puma, 1 mês antes (10/7). Aliás, minhas corridas andam super irregulares. Uma hora corro bem; outro hora, mal. Existem 2 segredos básicos para correr legal: o primeiro, lógico, é treinar. O segundo é estar focado mentalmente, em condições psicológicas boas, sem grandes problemas te angustiando a cabeça.

Bom, mas todo mundo tem os seus obstáculos pessoais.
E existe uma coisa que, infelizmente, tem acontecido muito no mundo moderno: as pessoas torcem para que a gente não se dê bem. Parece que isso dá prazer. A riqueza e/ou sucesso de alguém causa inveja, como se o felicidade dos outros fosse parâmetro para a nossa. Como se houvesse algo tipo "Eu não estou feliz, bem sucedido, ele também não pode estar." Essa pressão psicológica não chega a me afetar muito na corrida, dependendo de quem vem, mas causa uma profunda tristeza. Porque parece que algo da pessoa se perdeu no meio da caminho, para ter sentimentos tão, tão, tão... pequenos.

No mundo da corrida, existe uma coisa que acho extremamente salutar que é competitividade sadia. Aquela coisa de amigos, companheiros de equipe, disputarem uma prova, um competindo com o outro, numa boa. Isso ajuda a melhorar a performance de ambos. Mas há uma linha tênue entre a competividade sadia e a disputa invejosa. É que nem a flauta no futebol. Às vezes as torcidas extrapolam. O que é para ser algo legal, divertido, acaba virando uma briga raivosa e ensandecida, mas, nesse caso, normalmente silenciosa.

Claro, às vezes alguém ganha mais de um lado, e o lado "perdedor" tem que saber lidar com isso. Mas a resposta tem que ser trabalho, trabalho e mais trabalho. No caso, treino, treino e mais treino. Então, colocar uma meta de vencer fulano porque é preciso parar de perder para ele é uma coisa, e vencê-lo porque ele está correndo bem e tentarei correr tão bem quanto ele é outra coisa. Dá para perceber a sutileza e, ao mesmo tempo, abismo da diferença?

Embora algum amigo, colega de equipe ou alguém qualquer possa ser posto como parâmetro a ser seguido ou superado, o grande parâmetro de todo corredor deve ser ele mesmo. Não importa o quanto os outros estejam correndo, a não ser como referencial para eu mesmo tentar chegar lá. O que importa é o quanto você consegue em relação a si próprio. Tem uma música da Xuxa, dela mesma, que eu gosto de citar, porque acho que foi muito feliz na mensagem: "Tudo que eu fizer, vou tentar melhor do que já fiz" (Lua de Cristal). Esse deve ser o espírito.

Bem, vamos falar da prova, que é a razão principal de quando comecei a traçar as linhas, antes de divagar em subjetividades.

Na véspera da prova, sábado, corri 16 km com o Valdomiro, meu amigo de 73 anos. Já corremos há uns 20 anos juntos. Corri mal, me arrastando a 5:30/km. Tudo bem que os últimos 4 foram bons, mas os primeiros 10 foram de chorar como vocês podem ver no link abaixo.



Fui para casa, tomei banho, saí para almoçar com os filhos, voltei para casa e deitei no sofá para dormir, chateado por não entender porque estava correndo mal e porque algumas coisas andavam me atrapalhando os treinos, como nunca antes. Levantei do sofá às 20h, comi, e voltei para lá, para só acordar no outro dia pela manhã para a prova.

Cheguei no Barra Shopping, peguei meu kit com o Daniel na barraca da equipe, sem saber qual seria o meu rendimento naquele dia. Como tinha corrido no dia anterior- e mal, já estava imaginando que nem conseguiria correr a 5/km, e não é choro de corredor. Quem me conhece sabe que fico com aquele papo de corredor "hoje estou com uma dor aqui, outra ali, não treinei bem na semana, etc". É mais fácil eu errar por auto-suficiência do que inventar esses pretextos pré-prova de corredor para um possível fracasso.

Mas o dia estava perfeito. Perfeito para performances, vamos deixar claro. Nada de sol, nada de frio demais, nada de vento exagerado. Uns 16 graus, umidade baixa. Percurso bom, sem aquela confusão maluca que o Corpa fez no revezamento da Maratona de POA.

Havia colocado uma coisa na cabeça: vou sair mais devagar e acelerar depois, se der. É como funciona comigo. E é o mais acertado. Nas 10 Milhas da Puma, saí mais forte do que queria e paguei o preço do cansaço depois. Se a gente sai forte e quebra, é um caminho sem volta. Fiz os 2 primeiros kms a 4:42 e depois comecei a estabilizar em 4:35/km. Lá pelo 4, acho eu, o Renato encostou, ficou cerca de 1 km, acelerou e se foi.

Segui no meu tranco de 4:35/km. Passei o km 8, metade da prova, em 36:44. O percurso passava pelo Barra Shopping e ia pela Av. Beira-Rio até pouco depois da rótula das cuias, retornava, fazia um pequeno contorno na Av. Ipiranga (aqui mais ou menos km 11) e seguia novamente pela Av. Beira-Rio. Consegui melhorar um pouquinho na volta, fazendo 4 km dos 8 a 4:30/km, e fechei a prova em 1:12:49, praticamente igual às 10 Milhas da Puma, só que lá o GPS marcou 15,94 e aqui 15,99 km.







Na chegada, lounge para o povo descansar. E acho que essa infraestrutura foi o destaque da prova, além do resto, claro. Havia uma área bacana para os corredores, locais para as pessoas descansarem, para os acompanhantes aguardarem seus pais, maridos, esposas, parentes, etc, e isso é muito legal, pois é preciso pensar também nesse povo que vai lá ver e apoiar. E tinha picolé, sanduíche, frutas, água, além de uma boa medalha. E lá fora, desde quando cheguei, havia uma banda tocando, o que também foi um fato positivo. Eu dei nota 9,99 à prova! rs. Só não ganha 10 porque senão podem pensar que não há nada que possa ser melhorado, e sempre há.

No dia dessa prova, o Mário, o Claiton e o Daniel, não sei bem como, provavelmente com o uso de tortura, me convenceram a correr o Desafio Farroupilha 24h em quarteto, coisa de macho tchê (mas prenda também pode), nos dias 17 e 18/9, dentro do Parque Marinha do Brasil. Tomara que ajude ao invés de atrapalhar os treinos para a Maratona de Buenos Aires, que está chegando.



segunda-feira, 11 de julho de 2011

15 Milhas Ipanema + 10 Milhas Puma


Dois eventos em sequência: 15 Milhas Ipanema, revezamento na zona sul de Porto Alegre, domingo, dia 3, e 10 Milhas da Puma, com largada no Parque da Harmonia, ontem, dia 10.

Primeiro evento: muito, mas muito frio naquele domingo. Devia estar uns 6 graus, com vento que sopra sempre na beira do Guaíba, o que deixava a sensação térmica bem mais baixa. A 5 minutos da largada, todo mundo ainda de casacão...

O kit (camiseta) da prova deixou a desejar, mas a prova, em si, é bem interessante. Havia algumas modalidades (trio masculino, misto, feminino, individual) e havia 3 baterias, com horários pré-programados (houve algum atraso), independente de o parceiro da equipe ter chegado ou não.

O pessoal saí, ia até a praça do Guarujá e retornava, pegando um pedaço de areia da beira da praia, que talvez fosse a pior parte. O trio (meu caso) funciona assim: o primeiro corredor (a Ângela) corria 4 km, o segundo corredor (Alex) corria 8 km (2 x o percurso) e o terceiro corredor (eu) fazia 3 x o percurso, correndo 12 km.

Saí a 4:30/km, mas só consegui manter por uns 2km, depois caí um pouco e fechei minha parte em 57:18. Não ganhamos nada, claro, no trio misto.


Ontem, as 10 Milhas da Puma (ano passado, mais ou menos na mesma época, teve a mesma prova, só que ela era da Mizuno, e com um trajeto diferente). Ano passado, conforme contei aqui, começaram meus problemas nas panturrilhas, que me deixaram praticamente sem conseguir treinar durante 3 meses. Mas, ainda bem, passado é passado.

Ontem, quase perdi a prova. Estou exagerando um pouquinho, mas cheguei faltando uns 10 minutos para iniciar a prova. Como o Gabriel dormiu lá em casa, foi difícil fazê-lo acordar dentro do previsto e sair no horário adequado. Mas cheguei, estacionei fácil, e fui tranquilo para a nossa barraca. Peguei meu kit (que continha uma sacolinha e uma camiseta - a meu ver, kit justo para os R$ 47,50 da inscrição), o Daniel colocou o número e rumei para a largada. Encontrei o Mário e o Claiton por lá e aguardamos o toque de largada. Havia separação por tempos, mas as pessoas, infelizmente, parece que não ligam para isso. Egoísmo parece ser a palavra do mundo moderno. Cada um só quer saber de si, não importando se está largando lentamente numa área destinada a corredores mais rápidos que serão atrapalhados por ele.

Bem, largada dada, saí a 4:25/km. Na minha cabeça, era para sair a 4:30, mas é aquele papo: a gente se sente bem e sai como não deve... Mais tarde percebe-se isso. Enxerguei o André Cruz, lá pelo km 3 cheguei nele, trocamos gracinhas e o passei, mas logo em sequida me deu o troco. Segui correndo a uns 10 metros dele até o retorno, que era no km 6,9, perto do Veleiros. Até ali, a média vinha a 4:29. O André deve ter ficado com torcicolos, porque toda hora olhava para trás para me procurar...hehe. Andei mais uns 2,5 km, mais ou menos, e ele olhou novamente. Eu estava perto, e ele gritou: "Tá me marcando?" Respondi: "Só até o km 15!" E cheguei de vez nele. Vamos nos ajudar, pensamos, e falamos. Tentar um levar o outro. E puxar nos últimos 2. Mas só aguentei mais uns 2 km. Ele desgarrou uns metros.

Pouco antes do km 13, encostei numa guria, a Paula, e ela ficou falando alguma coisa. Então, fiquei por ali e acabamos conversando (ficou mais confortável e menos sofrido para mim). O André não abriu muito, e comecei a só acompanhá-la, o que fiz até o final, quando cheguei em 1:12:47, para os 15,94 km que o GPS da Garmin marcou. 4:34/km de média. Dava para ter baixado esses 47 segundos, se tivesse abandonado-a, mas não ia fazer muita diferença no frigir dos ovos.


O começo da prova deu uma falsa impressão de que podia ser melhor, mas eu sabia que não estava pronto para aquilo. Até falei para o Daniel, que queria que eu tentasse algo nessa linha. No final das contas, talvez, talvez, se saísse a 4:30 conseguisse manter até o final, ainda mais que, nos treinos, costumo acelerar na segunda metade para acostumar, mas, se, se, se... já era. Não é o jeito que eu gosto de correr, porque frustra um pouquinho, mas aconteceu. Gosto de chegar mais rápido do que larguei.

Agora, mais 16 km no "Subway POA Run Day", dia 16/8. Aí, sim, tenho que estar correndo a 4:25/km. Até lá, seguimos o treino com vistas à Maratona de Buenos Aires.

sábado, 25 de junho de 2011

Maratona de Buenos Aires em 3h15

Essa é a ideia. O projeto, definitivamente, já iniciou. Comecei a frequentar academia e fazer musculação 3 vezes por semana, nos dias em que corro. Acho que tem ajudado legal. E, desde então, os treinos têm sido bons.

Treino da terça retrasada: 18km em 1:27:03, média de 4:50




Na terça seguinte, era para ser o mesmo treino, mas acabei esquecendo de parar o relógio quando deveria e parando quando era para ligar... Então, corri meio quilômetro praticamente sem marcar e resolvi parar quando fechou 17 km, mas a média melhorou 8s. 1:20:03, praticamente 2 minutos a menos, se fosse fazer os mesmos 18. Isso com academia antes e com 8 km do dia anterior (treino da culpa do fim-de-semana...rs).



E, hoje, mesmo depois da pizzaria de ontem, fiz um treino muito bom. Verdade que o começo foi custoso, parecia que tinha gorgonzola com cebola entupindo o meu sangue, mas depois de 5, 6 km a coisa começou a fluir. 22,66 km em 1:47:05, média de 4:43, com os últimos 7,66 km todos abaixo de 4:40, ou seja, progressivo, split negativo, como se diz e como tem que ser mesmo. Também é fato que a parceria do Claiton ajudou bastante.


Pelas experiências anteriores, sei que se eu correr 24, 25 km num determino ritmo durante meia dúzia de vezes, consigo fazer a maratona nesse ritmo. Desse modo, dá para imaginar que até 9 de outubro, data da Maratona de Buenos Aires, estarei correndo melhor do que hoje e certamente deverei correr perto das 3h15. Diria que talvez até dê para fazer menos de 3h10, mas aí já depende da conjunção de alguns fatores como dinheiro no bolso, amor no coração e outros pequenos detalhes que acabam influenciando a parte psicológica e que acabam por comprometer os treinos. Mas, de qualquer forma, para começo de treinamento, a perspectiva está muito boa.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Desculpas nem sempre são sinceras

"Desculpas nem sempre são sinceras, quase nunca são." Frase célebre do Renato Russo na música "Acrilic On Canvas".

O Corpa emitiu uma nota de pedido de desculpas sobre os erros cometidos na Rústica e no revezamento da Maratona de Porto Alegre. O jornalista Túlio Milman, através de seu Twitter,
elogiou a nota. Com todo o respeito, Túlio, não fizeram nada mais do que a obrigação. Se não pedissem desculpas por aquele erro grosseiro seria mais um erro imperdoável.

Pois bem, a nota, mal redigida, tosca e com pontuação sofrível, é essa aqui, que está no blog do Corpa. Leia, se souber tupi-guarani.

Não é clara, não diz onde foi o erro. Diz apenas que um representante da organização errou num retorno. Que retorno? Ninguém disse. Não é citado. Até comentei lá, mas não publicaram. É um direito, publicam o que acharem conveniente, mas, pelo menos, deveriam responder por email, contestando, rebatendo, argumentando. Nem isso fizeram. Estão pouco se lixando. Além do mais, diz "Comunicado Oficial Rústica". Só Rústica? E o revezamento? Não foi lá o erro maior, que envolveu mais pessoas e teve outros desdobramentos, nos corredores seguintes?

Vamos refazer o trajeto para ver onde foi que erraram. E, abaixo, está o mapa do Garmin, para que possa ficar mais claro, se alguém quiser acompanhar visualmente. Clique nele, amplie-o.

A prova saía do estacionamento e dobrava à esquerda. Logo em seguida, havia uma curva na rótula com a Av. Guaíba. Pegamos a esquerda novamente. Adiante, pouco antes da rótula com a Icaraí, a separação entre a rústica, as duplas e os quartetos, que iam pela esquerda, e os octetos, que retornavam à direita. Aqui não pode ter sido o erro. Não pode porque não havia retorno depois. Seguíamos sempre pela Wesceslau Escobar até chegar à Praça da Tristeza. Nenhum retorno até lá. Voltávamos pela Nicolau Dias de Farias, andávamos mais ou menos 1km, dobrávamos à esquerda na Copacabana e pegávamos a Av. Guaíba, passando por onde era o Bar Timbuca, depois o Sava Clube e os Bombeiros. Nada de retorno por aqui também. Não temos onde errar até o momento.

Depois dos Bombeiros, passávamos pela vilinha que tem logo adiante e, em seguida, pelo Clube Veleiros. Tinha um pouco mais de 5km até aqui. Estamos quase chegando na rótula lá do começo da prova e no Barra Shopping. Bem, do Veleiros até a outra ponta da avenida do Barra, na área do antigo Estaleiro Só, tem exatos 2km. Sei muito bem porque estou acostumado a fazer esse trajeto nos meus treinos, quando saio do escritório.

Lá no Estaleiro Só havia um retorno. O único local onde poderia ter havido o erro. Só que o retorno era só para os octetos. Eles estavam fazendo percurso diferente, lembram, né? Ok, todo mundo deveria retornar aqui e não somente os octetos, certo? Errado. Se fosse aqui o erro, porque haveria sinalização em frente, indo até a entrada da Av. Beira-Rio? Não faz o menor sentido essa explicação dada pelo Corpa.

Bom, mas vamos fazer uma forcinha e tentar acreditar nela ainda. Só que disseram que o erro foi cometido por um representante. Um só. Ora, sabemos que ninguém sinaliza uma prova sozinho. Tem alguém no carro, levando cone, fitas adesivas, etc, enfim, ajudando. No mínimo são duas pessoas, normalmente 3. É bem mais rápido do que um sozinho fazendo tudo.

Então, das duas uma: ou o erro não é aqui, ou mais de uma pessoa foi responsável pela lambança. Bem, na minha opinião, uma dessas duas possibilidades deve ter acontecido assim:

1) O Paulo Silva estava super atucanado, acha que pode abraçar o mundo, e não pode, como ninguém pode. Daí foi cuidar do trajeto da maratona. Delegou a sinalização/aferição da rústica e do revezamento para seu filho, Paulinho Stone, ou para um arigó qualquer. Aí caímos naquela máxima: “Às vezes a gente dá uma tarefa simples, mas tão simples, mas tão simples, que achamos que qualquer um pode realizá-la. Mas não pode.” Essa pessoa tinha que aferir rústica e trajeto dos octetos, se passa na marcação e calcula 12 km ao invés de 10. É essa a metragem da primeira volta que fiz: exatos 12 km. Não são 11,8 ou 12,2. São exatos 12. Coincidência que um erro tenha causado um número redondo, não? Só que, percebam: o erro não foi na madrugada, quando sinalizaram a prova. Ele se deu quando foi feita a aferição do percurso, na semana anterior ou antes disso. Normalmente, medem, sinalizam e repassam o trajeto depois. Porque foi nesse dia? Porque alguma pessoa sabia (quem aferiu o percurso) que tinha que colocar cone e sinalização até a entrada da Av. Beira-Rio. Isso não saiu da cabeça de um zé ninguém, assim do nada, no dia.

2) O erro realmente é ali. A minha segunda volta, na qual suprimem o restante do trajeto até a av. Beira-Rio, dá 10,53 km. É mais que os 10km que anunciaram para a Rústica, mas é metade de meia-maratona, é a distância dos quartetos. Bom, tem sentido a marcação e o erro no retorno. Mas aí fica claro que não foi apenas uma pessoa que errou, a não ser que essa pessoa seja quem aferiu o percurso, o que seria um erro bem mais grave, mas isso não foi citado na nota, certo?

Portanto, em qualquer uma das hipóteses, a verdade é que a nota do Corpa é uma mentira.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Porto Alegre precisa se reciclar


Ontem, domingo, foi a 28ª Maratona de Porto Alegre. Desde a minha primeira, em 1987, já devo ter feito umas 20 ou 21. E acompanhado ou me envolvido em mais umas 3 ou 4. Mas, como vocês já sabem, ontem só corri o revezamento.

Mas conversava com outras pessoas sobre a prova, sobre o que aconteceu e o que tem acontecido nos últimos tempos. A maratona de Porto Alegre, assim como a cidade, está estagnada. "Tudo" que temos a nosso favor é o frio. E ele não dá as caras há 3 anos! O trajeto, plano, não é muito diferente de São Paulo, que tem contra si uns túneis chatos e cansativos a mais no final.

Desde aquela edição em 1987, quando corri com uns 200, talvez 300 corredores, pouco evoluímos. O trânsito foi fechado, o abastecimento melhorou, mas isso aconteceu em todas as maratonas sérias. Que mais houve? Nada. Naquele longínquo 1987, a maratona saía do Parcão, ia em direção à zona sul, pegando a Av. Cavalhada (que ainda não era duplicada), dobrava à direita onde hoje tem uma rótula com a Av. Juca Batista, indo em direção a Cel. Marcos, seguia pela Wesceslau Escobar, Icaraí, Chuí, Pinheiro Borda, Padre Cacique, Borges de Medeiros e, acho, Loureiro da Silva, Túnel da Conceição, Farrapos, Barros Cassal para pegar a Vasco da Gama e chegar no Parcão novamente. Teve ano que o trajeto passou pela João Pessoa com Salgado Filho, no coração do centro da cidade!

Pois bem. Aí o Dr. Alceu Collares fez aquele bem à cidade, construindo a Av. Beira-Rio. E isso começou a ser o fim da maratona de Porto Alegre. Porque agora o Corpa e os tecnocratas de mente estreita que dominam a cidade só sabem fazer a maratona por ali, e então vamos brincando de ir prá lá-e-prá cá pela avenida, sem ninguém no trajeto a apoiar. Uma prova no nada para ninguém ver. É o maratonista contra ele mesmo, contra seu próprio limite, literalmente levado ao pé da letra.

No final dos anos 90, início dos 2000, Blumenau era considerada a melhor maratona do Brasil. Trajeto plano, frio, tudo igualzinho a Porto Alegre. Pois ela morreu. Desapareceu. Lógico, a minha comparação não é justa, Blumenau não é uma capital de Estado, mas é para dar a dimensão do que pode acontecer no futuro. Brasília e Recife ficaram alguns anos sem ter maratona, e, olha, não havia nenhuma naquela região, que tem muito mais atrativos. Nos coloquemos na cabeça de quem é de fora: por que eu irei a Porto Alegre, se posso ir a Punta, Buenos Aires ou Santiago, que são mais ou menos a mesma distância e têm muito mais charme, são um passeio muito mais turístico?

Por mais que os corredores viajem a alguma cidade por conta da maratona, a grande massa, que não é competitiva, quer aproveitar a estada, o dinheiro gasto e fazer algum turismo, passear. Quando levava meus amigos cariocas, Zé e Maria Helena, no aeroporto, passamos pelo ônibus que faz o turismo na cidade, e então eles me perguntam por onde passava aquilo e quais os pontos turísticos. Fiquei meio sem jeito em dizer que o ônibus de turismo não para em nenhum local turístico. E ainda fiquei tentando lembrar quais seriam esses pontos... porque Porto Alegre tem Jardim Botânico, mas não é um ponto turístico como em Curitiba. E também não temos Ópera de Arame, entre outras coisas.

Temos a Redenção, mas é ponto turístico exatamente ... no domingo. E aí reside outro problema da maratona de Porto Alegre: quando está frio, ninguém sai para ver a maratona e, quando está calor, todo mundo quer aproveitar o sol e ir para algum parque: Redenção, Parcão, Marinha. E o percurso, que passa por diversos locais "longe da civilização" não contribui em nada para melhorar ou atenuar isso. Se o grande trunfo de Porto Alegre é o frio, e parece que é somente nisso que se baseiam, então ela deve ser em junho ou julho.

Outra coisa que meus amigos me relataram é que não viram obras pela cidade. Um ano se passou da vinda deles e só viram uma obra, que acharam que era um viaduto, quando estavam indo para Gramado na quinta. Aí cheguei à conclusão de que era o novo estádio do Grêmio. A única obra da cidade não é da cidade em si, não tem a mão do poder público. Ok, estou sendo injusto novamente. Há uma obra vultosa em torno do Barra Shopping, lá mesmo no local da maratona. Estão fazendo o tal "PISA". 1 ano e meio depois de entregarem o shopping, após 20 anos de os moradores da zona sul ficarem ouvindo que ele seria construído por ali, estão mexendo em tudo novamente na área, desfazendo o serviço feito anteriormente. Mas é uma obra, pelo menos...

Todos os portoalegrenses e gaúchos se orgulham de Porto Alegre. "Porto Alegre me faz tão sentimental", como diz a música-símbolo da cidade, cantada pela Isabela Fogaça. Mas é um sentimento que só quem vive aqui consegue captar e entender. Quem está de passagem não consegue ver essa beleza que vemos, essa singularidade, porque muito dela está em nós mesmos, no nosso povo, no nosso jeito de ser. Então um evento nosso é tomar chimarrão no Parcão, no Gasômetro ou na Redenção. Mas para quem vem de fora qual é a beleza disso?

A prova em si

Com todo respeito ao Paulo Silva, que é bem conceituado em matéria de organização de provas em todo o Brasil, mas a prova foi um fiasco. O revezamento pelo menos. O abastecimento estava bom, mas o percurso foi de chorar. Rústica, duplas e quartetos para um lado, octeto para outro.

Tem aquele ditado que diz: "Se dá para complicar, porque simplificar?" Se as equipes todas irão correr 42km, porque essa divisão, que acarreta mais logística, mais pessoal envolvido? Fiquei deitado horas e horas na cama pensando nessa esquisitice e só cheguei a uma conclusão: os octetos são muito competitivos e o objetivo era de que eles pudessem correr "tranquilos", com o caminho livre. Bom, mas aí alguém vai me questionar: os octetos precisam trocar a cada 5, 25km, por isso precisavam fazer trajeto diferente. Concordo, se a rústica e o restante do revezamento não tivessem passado pelo Barra com 6km e alguma coisa... porque daí é só suprimir alguma voltinha aqui ou ali que a conta fecha.


Bem, com tanto caminho para lá e para cá, é como eu digo seguidamente: tem tudo para dar errado. E, obviamente, deu. Primeiro que a quilometragem estava errada. Completamente errada. Grosseiramente errada. Imperdoável para quem organiza provas há tanto tempo.

Minha primeira volta deu 12km, a segunda encurtaram num retorno antes, daí corri 22,53 ao invés e 21,1. Vou repetir para ser chato: 22,53 ao invés de 21,1. Não, não, não são 200m a mais. Praticamente 1,5 a mais. Não sei se encurtaram a segunda volta no meio do caminho, acho que sim, pela reclamação das pessoas, ou se era previsto. Também não importa. A rústica veio junto nessa lambança. O povo correu 12 ao invés dos 10 anunciados. E, obviamente, o segundo parceiro da dupla não fez nem os 21,1. Eu até fiz dentro do planejado, que era 5 por km. Até pensei que talvez pudesse melhorar um pouco, mas saindo com 24 graus ao 8h30 da manhã fica complicado. Aliás, era para ser às 8h30, mas, mesmo com todo o intervalo da maratona para o revezamento, nem assim conseguiram largar no horário correto. Saímos com 5 minutos de atraso.

Quando estava correndo pelo km 5, pensei: se a Rústica era 10 e estava junto conosco, alguma coisa precisava acontecer para que isso desse certo. Alguma mudança perto o final. Aí tivemos outro problema: a gente passava pelo Barra, retornava na entrada da Beira-Rio (antes havia um retorno confuso só para os octetos), passava novamente (???!!!) pela frente do Barra, e, ao invés de entrarmos, íamos mais um pouco à frente para retornar e finalmente entrar no estacionamento do shopping, onde dávamos mais uma volta maluca (???!!!) e começávamos a segunda "perna" do percurso, repetindo essas idiotices novamente. Se ficou confuso entender a minha explicação é porque estava meio complicado, não?

No final dessas maluquices-excentricidades-esquisitices-burrices a gente se deparava com o povo da maratona chegando. Aí, meus amigos, era o samba do crioulo doido: tinha tanto cone e sinalização reunidos, que era uma confusão visual e, logicamente, teve gente pegando o lado direito ao invés do esquerdo e chegando pelo lado que era do revezamento. Tá certo que esses corredores também se esforçaram um pouco para fazer isso... mas é que nem eu digo para a minha funcionária do departamento pessoal: não tem que estar claro para nós, que fizemos e sabemos como funciona, tem que estar claro para quem vai receber a informação.


Esse vaivém maluco qualquer pessoa que recém começou a correr sabe que é desgaste psicológico desnecessário. Está todo mundo cansado no final, não importa a distância, e então passa na frente da chegada, mas não chega, vai adiante e retorna. Francamente, vamos respeitar as pessoas, o esforço que eles fazem, os meses de treinos para alguns. Vamos simplificar. Por que não repetir o trajeto da Meia da Paquetá, onde só houve elogios? Por que inventar? Experiência a gente faz em laboratório, com os ratos. E, ainda assim, já há uma porção de movimentos contra.

Outro ponto que eu havia chamado a atenção: o horário da maratona e do revezamento. Puxa, isso é que nem interpretação de texto. Qual é a ideia principal de um? No caso, qual é o evento maior? O revezamento ou a maratona? A maratona, lógico. Então, é dela que se deve partir para completar o resto do roteiro. Senão a gente tem o que tivemos: 2 eventos distintos feito no mesmo lugar, em que ninguém participava ativamente do outro. Terminei a minha parte no revezamento, não pude nem suspirar direito, saí para procurar quem vinha terminando e encontrei-os já no km 41. E, quando fui embora, quase 1h da tarde, tinha gente saindo para correr sem ninguém praticamente prá vê-los correr. O revezamento podia ter saído 5, 10 minutos depois da maratona. Simples assim. Aí a gente corria, terminava, e ficava vendo o resto do evento que era o mais importante do dia. Mas sabe porque não deu para ser? Porque o trajeto era maluco. Ia para um lado, voltava para o outro, passava novamente na frente da largada. Aí não dava mesmo. Exigência do shopping, será? Ora, só tem sentido se a gente pudesse parar e comprar... Vou tentar ser claro: como tudo na vida, o percurso tem que ser objetivo. Vai para um lado, volta para outro. Só uma vez, sem voltinha aqui, voltinha ali. Se não sabem fazer uma coisa simples assim, aí... bem...

E o kit? Me-dí-o-cre. Uma camiseta e nada mais. Uns folhetos e informativos. Porque não dão pares de meias, por exemplo, então? Será que não se conseguem brindes para um prova tão importante, com um parceiro forte como a RBS? Falando nela, é muito falha a divulgação de onde passará a maratona, quais ruas serão fechadas. Há uns 5 anos (ou mais), corri em Curitiba e lá havia banners da maratona nas ruas informando: "esta rua estará fechada no dia tal das 6h às 13h". Será que é tão difícil ou oneroso fazer isso?


Vou falar novamente em Buenos Aires, que já citei aqui outra vez e que é 10 vezes maior que nossa mui leal e valorosa cidade: lá a prova cruza toda a cidade, sem se preocupar com o trânsito, porque é uma questão de divulgar a cidade e motivar os corredores. Será que não imaginam que os atletas precisam de gente apoiando perto do final? E do km 35 ao 41 não se vê praticamente nenhuma mísera alma?!

Está na hora de decidirem se realmente querem a prova na cidade. De o Prefeito, secretário e sei lá mais quem ver o desejam que ela signifique. Se é para fazer uma coisa mal feita num canto qualquer, escondida, onde só quem corre se envolve, então que se abandone de vez. O trajeto tem que contemplar a participação das pessoas e os pontos principais da cidade. Não é a EPTC que deve determiná-lo para não atrapalhar a fluidez do trânsito. A cidade é maior que um órgão de trânsito. Pelo contrário, alguém tem que dizer: "O trajeto é esse, e vocês que se virem para organizar o trânsito, que é para isso que vocês estão aí." Obviamente, com um pouquinho mais de sutileza.


A maratona de Porto Alegre precisa se reciclar, isso é evidente. Não dá só para esperar que se faça frio no dia. Quando isso acontece, tudo é perfeito, ninguém vai reclamar, os defeitos passam despercebidos. Mas e quando não acontece, como há 3 anos?

No meu entendimento, a organização da prova bateu no seu limite. O Paulo Silva tem muitos méritos, foi ele que profissionalizou a coisa, organizou, colocou num outro patamar e tudo mais, só que ele não tira mais coelho daquela cartola. É preciso que se auxilie de outras pessoas que se envolvam, que tragam novas ideias (ou nem tanto assim), que deem um "Sopro de Vida", como escreveu a Clarice Lispector.

Só para exemplificar o que pode ser feito: em novembro de 2003 corri a maratona de Mônaco. Seria covardia comparar a beleza do Principado com Porto Alegre, mas nem por isso não podemos tirar ideias de lá. E isso que já faz praticamente 8 anos. Quase uma década. Foi a melhor maratona que já fiz. Era recém a 7ª edição dela (foi a 28ª de POA...). Pois bem. Todo mundo que era de fora, eu, por exemplo, era chamado para participar do que eles chamavam de "loteria". Sorteavam um brinde qualquer para todos que não eram da França ou Itália (Mônaco fica entre os dois e a prova cruzava ambos). Isso não pode ser feito por aqui para atrair mais corredores do Uruguai, Argentina, Chile, etc?

Lá em Mônaco, durante os 42 km da prova passei por inúmeras bandas tocando. Isso existe em diversas provas pelo mundo todo. Pois aqui não temos público, banda tocando e nem o frio tem aparecido. Ou Porto Alegre muda, ou daqui a alguns anos a maratona não passará de uma mera lembrança de quem um dia participou.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Uma cirurgia, o retorno e a maratona

Depois da prova de Gramado (post abaixo), tive que parar por conta de uma cirurgia. Havia ido no médico na sexta anterior à prova, e ele decidiu realizar a brincadeira no sábado seguinte. Embora tenha me assustado antes de consultá-lo, não era nada de grave, mas tinha que ser feito. Isso me tirou da maratona.

Somente 3 semanas depois voltei a correr, numa quinta, 8 km com a Bruna. No sábado, tínhamos treino coletivo e preparatório para a Maratona de Porto Alegre, lá no Lami, extremo sul da cidade. O Dani queria que eu corresse 22 km. Eu disse: "Bem capaz. 15 quando muito." Mas acompanhei a Bruna, que ia fazer 35. Lá pelo 12 estava difícil, pois no 17,5 tínhamos que voltar e chegar lá parecia uma eternidade.

Mas cheguei. E voltei. E parece que tudo recomeçou quase do zero. Me entusisasmei, embora algumas dores decorrentes da parada de 3 semanas. E só fui abandonar e dizer que não dava mais para a Bruna no km 30.


Talvez por conta desse esforço desmedido, durante a semana fiquei meio doente. Não corri nenhum dia. No sábado, a Bruna me chama para acompanhá-la no treino, que precisava ser de 2h40. No km 20 abandonei. Ela fez super bem o resto, mas eu senti a fraqueza por ter ficado doente. Ainda tomei um Dorico pela manhã. Sem ele, talvez nem conseguisse fazer 20.


Na terça seguinte, corri apenas 7 km. De forma alucinada, como se pode ver nos dados do Garmin abaixo.


Na quinta, mais um treino com a Bruna. Ela reclama no início que não está num bom dia, se sente fraca, paramos para um abastecimento no km 5 e depois no km 10, onde ela devora 2 bolinhos da Nutrella. Parece que aquilo deu um gás fora do comum, porque resolveu enlouquecer e correr muito, não importando se era plano ou subida. E eu comecei a sentir o treino.

Lá pelo km 12, quando começa a descer, peço a ela que desligue o turbo, mas é em vão. Os quilômetros se seguem, cada um mais rápido que outro, até que finalizamos o treino, 19 km, fazendo o último km a 4:30. Na verdade, eu sempre insisti com ela que treino devia ser assim mesmo: tentando terminar mais forte do que estava antes. Acostumar o corpo a não morrer no final e sim acelerar. Claro, nem sempre dá. Mas a intenção é tentar.




Bom, para ela, foram ótimos treinos. Para mim, eu diria: não façam nada do que eu fiz. Foi como disse a ela quando corri os 30 km: não vou correr a semana inteira, azar, pois não vai me fazer diferença, vou descansar depois. Mas, de certa forma, tudo foi errado. Quando a gente retorna, tem que começar devagar e ir subindo quilometragem e velocidade aos poucos, para evitar lesões. Tem que ser gradual. Mas assumi o risco.

Hoje, o cara da NET está aqui no escritório até agora, 20h15, e estragou o meu treino. Tentarei compensar amanhã talvez, senão só quinta mesmo. E domingo teremos a grande festa da Maratona. Correrei em dupla, serei o segundo. O revezamento sai mais tarde do que o pessoal da maratona e isso, sinceramente, pode ser por questão de logística, mas está tirando a chance de as pessoas do revezamento poderem acompanhar quem está na maratona. Quando eu terminar os meus 21 km, o povo da maratona talvez já a tenha terminado há quase uma hora. Perco a prova dos outros, que é a principal do dia, e ainda não tenho ninguém para me ver chegando. Sem comentários.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Gramado Adventure Running 2011

Fim-de-semana passado teve a Gramado Adventure Running, que, como quase todo mundo sabe, é organizada pelo meu treinador, Daniel Rech, e sua empresa, a Running Company.

Certamente, é uma das melhores provas do RS, se não a melhor. Nesse ano, os percursos ficaram mais aventureiros, entramos mais no meio do mato, e os trechos que andavam pela Av. das Hortênsias, que liga a Canela e ao Parque do Caracol, foram praticamente suprimidos. Restou pouco asfalto nos trajetos. O que foi bom, no meu ponto de vista, pois acrescenta mais charme à prova.

Em relação ao ano passado, os percursos também diminuíram. Eram 8, ficaram 6. Do ponto de vista de logística, atrapalhou um pouco a distribuição deles dentro da equipe. A melhor distribuição de percursos é sempre intercalar um com outro, ao invés de dobrar os trechos, como alguns fazem e fizeram. Assim fica menos cansativo. Só que, por exemplo, quem corria de dupla, ficava num dilema: um corredor fazia 23 km; o outro, 31. E, ainda por cima, os 31 eram os mais difíceis. No caso dos trios, mesmo problema. Bom, mas isso é uma questão interna das equipes, que cada um resolve do jeito que melhor lhe convier. É a introdução para a desculpa que vou dar mais à frente.

Bem, no sábado, 18h, houve um simpósio no Hotel Serra Azul, onde grande parte dos corredores ficou hospedada, e onde foi entregue o kit da prova, que tinha uma camiseta bem legal, sacolinha esportiva, instrução de como chegar nos pontos de troca, e alguns pequenos brindes.

Mais tarde, a maioria de nós da EDR foi jantar no Il Piacere, que, para mim, foi caro e insuficiente. De qualquer modo, comer bem e barato em Gramado não é exatamente fácil. Ou se consegue uma coisa ou outra.

A minha equipe era trio misto, com a Bruna e a Bina. Já tínhamos combinado desde fevereiro que correríamos juntos, coisa que nunca fizemos os 3 ao mesmo tempo. Claro que sabíamos que seria dureza, já que acho que quase todos (ou todos) os trios tinham 2 homens e 1 mulher. Aliás, muita gente pensou a mesma coisa: colocar uma mulher no trio para tentar ganhar, de modo que uma das categorias mais disputadas era trio misto (15 equipes). Enquanto isso, por exemplo, sexteto masculino teve somente 5 equipes, menos que o sexteto feminino, que tinha 7.

As gurias decidiram vir somente na manhã de domingo mesmo, e, levando-se em consideração que eu já sabia que a tarefa de alcançar o pódio era hercúlea, relaxei, bebi vinho no jantar e depois espumante no saguão do hotel. Atirei-me nas cordas totalmente. E eis aqui o único porém em relação à prova: ela tinha que ser no sábado, pois as pessoas podem aproveitar antes e confraternizar e beber depois. Sei que houve contratempos que impediram isso, e o Dani fez o que foi possível, mas foi uma pena que a prova foi domingo ao invés de sábado.



Domingo pela manhã, tudo quase pronto, sol abrindo, uma brisa fresca ainda. A Bruna fazia o primeiro trecho, que fez em cerca de 29 minutos, mais ou menos 1 minuto melhor que ano passado, mas numa boa média de 4:30 e poucos por km. Passou a vez para mim, para repetir o trecho 2 do ano passado. Não lembrava, sinceramente, que era tão duro. Não sei se a vitória me fez apagar, se corri menos despreocupado ou sei lá o que, sei que considerei muito mais complicado nesse ano. Largávamos subindo, logo em seguida descíamos, dobrávamos à esquerda e novamente à esquerda. Alguns se perderam nesse ponto (Dalilaaaa!), embora estivesse sinalizado, mas creio que tem a ver com a questão de prova de aventura: a gente cuida muito o chão, para não tropeçar e cair, e nem sempre olha tudo ao redor.

Havia um boa subida no meio do mato, que estava escorregadia pela umidade da manhã e por causa das folhas. Acho que um pouco antes do km 3 começávamos a descer. O Mário me disse mais tarde que vinha logo atrás e que eu enlouqueci nesse trecho, pois comecei a descer alucinado. E foi isso mesmo. Havia 2 guris na minha frente, achei que estavam me atrapalhando um pouco, e resolvi passá-los. Depois que passei, o jeito era abrir distância para eu não atrapalhá-los. Então, desci soltando as pernas. Torci o pé duas vezes de leve, quase caindo, e teve uma curva que por pouco não deixei de fazer, mas, entre trancos e barrancos, consegui sair ileso de dentro do mato e pegar a estrada para começar a subida. E que subida. Não terminava nunca. Asfaltaram um bom pedaço em relação ao ano passado, mas não adiantou muito, já que as subidas não diminuem por causa de uma camada de hidrocarboneto...



Achei muito pior que a subida do trecho 5 da São Chico Eco Running. Porque lá tinha 1km de subida, e aqui a gente fazia uma curva, achava que terminava e nunca terminava. Mal respirava, começava tudo de novo. Queria agradecer muito ao Túlio e ao Ciro por uma preciosa água num dos tantos momentos de subida. Mas, no final das contas, mesmo sofrendo muito, ou talvez por isso, fiz melhor que em 2010. Lá tinha feito em 55:15 e agora em 54 minutos cravados. Então, passei para a Bina, que fez o trecho 3, de 9,5 km, em 47 minutos, mega bem.

Mas... ano passado, depois desse trecho para mim, havia o buraco no Vale do Quilombo. Dava para descansar descendo. Depois havia uma subida forte, mas não sei se teve a ver, comecei a correr no trecho do Parque da Ferradura (que era o trecho 6 no ano passado) sofrendo muito mais que ano passado. O coração batia adoidado, se usasse monitor, devia estar em 190, 200 bpm. Desse jeito, por mais lento que estivesse não conseguia acertar a respiração, as coisas não coordenavam direito, e tentei me "poupar" na ida para tentar recuperar na volta. No início havia uns 2,4 km de subida que fui pensando neles quando voltasse. Só que quando retornei no meio do trajeto, vi que jamais conseguiria, pois estava extremamente cansado e sofrendo muito, tanto que várias pessoas me passaram fácil (10 no total em 12,16 km). Nesse trecho acho que poderia haver mais um ponto de água, pois o sol já castigava a essa altura do campeonato e ele era longo, mas, também, tinha muito a ver com a minha preparação, ou falta dela, no caso. Não consegui achar a resposta para o mau desempenho, se foi o pouco descanso entre um trecho e outro (35 minutos), se foi o vinho e a champanhe da noite anterior, as duas horas na piscina, se foi o churrasco do aniversário do meu irmão na sexta, se foi nervosismo por ser o único homem da equipe, se foi apenas um dia ruim. Acordei em casa na segunda, todo dolorido como se tivesse sido hipoteticamente atropelado por um caminhão e fui me pesar. Quem sabe essa era a desculpa: engordei no fim-de-semana comendo e estava uns 2 quilos a mais do que o peso normal, o que teria afetado o desempenho. Mas nem isso foi. Estava pesando 1kg a menos do que sábado pela manhã.


Pois no final do trecho 4 havia aqueles 2,4 de descida. Quando fui, pensei: vou tentar correr a 4:30 nessa descida, mas, na prática, mal consegui fazer 5 por km, que parecia que estava fraco, quase caindo sem forças. Um único momento bom foi quando o Bira passou por mim e ainda pude fazer uns 400, 500m seguindo o ritmo dele, mas depois ele se foi também e eu fiquei extenuado como já estava antes. Quase chegando no Parque do Caracol, uma menina e um cara me passam, mas caminham logo em seguida na subida, o que me faz ultrapassá-los, já que falta pouco para o fim do trajeto e eu ia tentar recuperar o tempo perdido. Logo que começou a descer no asfalto, avisto a Bruna me esperando para puxar os últimos metros, e o Gabriel, meu filho, também vem junto. E, olha, foi difícil acompanhar os 2 naquele ritmo... Fechei o trecho da Ferradura complemante ferrado em 1h12.


Passei a vez para Bina, que fez o trecho dela, de mais ou menos 7,5 km, em 38 minutos e um pouquinho, média de 5:15/km, muito bem mais uma vez. Aliás, a Bina, está correndo muito e certamente fará uma excelente maratona de Porto Alegre. Tinha combinado com a Bruna de correr o último trecho (6) com ela, mas, dadas as minhas condições, abdiquei de acompanhá-la, pois, certamente, eu ficaria para trás e só atrapalharia. A Danuse, que estava com a corda toda no dia (fez 1:06 no mesmo trecho que eu), me substituiu, com substancial ganho e, sem a ajuda dela, certamente a Bruna não faria tão bem. No final das contas, pouco depois das 14h, o Dani começou a anunciar a chegada dela, em 56 minutos para o trecho, e eu e a Bina fomos acompanhá-la nos metros finais, o que gerou a foto abaixo.

Dos 15 trios mistos, ficamos em 8º lugar, o que não foi nada mau, levando-se em consideração que tínhamos 2 mulheres na equipe e estávamos em desvantagem em relação aos demais. Se bem que, no nosso caso, o homem é que prejudicou um melhor desempenho... rá, rá. Se eu tivesse feito mais ou menos a mesma média do ano passado no trecho da Ferradura, disputaríamos o 5º lugar, que chegou 11:27 na nossa frente. Chegamos também na frente de 8 trios masculinos do 22 que correram, o que foi significativo. Na verdade, grande parte do sucesso ou fracasso das equipes de revezamento tem a ver com a distribuição dos trechos. Não dá para dobrar trecho nessa prova, por exemplo. E é preciso saber qual a melhor contribuição que cada um pode dar para sua equipe. Na nossa equipe, tivemos uma imensa dificuldade em decidir os trechos, pois nenhuma das duas queriam fazer o trecho da Ferradura (a Bina tinha feito ano passado e sofreu muito) e nem eu, se fosse possível...

Como não foi possível, alguém precisava correr o trecho, encarei o desafio, e dividimos o resto de modo que as duas pudessem ir o melhor possível, o que acabou acontecendo, correram maravilhosamente bem. Tivemos uma boa disputa com um trio masculino da EDR, composto pelo Duda, Ricardo e Claiton. Eles saíram na frente no 1º trecho, eu passei o Ricardo no 2º, o Duda buscou a Bina no 3º, e chegou pouquinha coisa antes no posto de troca para a Ferradura, onde o Claiton correu super bem e tirou 12, 13 minutos de diferença que mais ou menos se mantiveram até o final.

Ficamos felizes com nosso desempenho geral e por termos corrido juntos pela primeira vez. Ano que vem talvez as gurias encarem uma dupla. Nas duplas mistas, o Mário e a Nara conseguiram subir em 2º no pódio, também pelo mau desempenho do 3º colocado no trecho da Ferradura, onde o Mário tirou a diferença e tomou a segunda colocação dele.

Às 16h, começou a Gramadinho, a corrida para os pequenos e os ainda não grandes. Mais uma vez, foi o melhor da festa. É muito legal e comovente ver a criançada envolvida, saindo para correr, seja pela brincadeira, seja para tentar "vencer". O Gabriel também correu, mas sofreu porque tem umas crises de asma quando corre e então tem que parar para respirar melhor. Ele não estava inscrito, mas com o clima, e depois da palestra do Daniel no Hotel, ele acabou querendo correr e estava bem feliz depois com a medalha.



Por enquanto é só. Em setembro, nova prova em Gramado, 10 Milhas Noturnas. Antes disso, Maratona de Porto Alegre, dia 22 de maio.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Revezamento da Colônia


Não contei como foi o Revezamento da Colônia, em Caxias. Foi pedreira. O percurso não era fácil. Nada fácil. Saía dos pavilhões da Festa da Uva, andava 8km e retornava. Isso quer dizer que os 4 primeiros eram mais ou menos fáceis, pois desciam, e o retorno era sofrido. Eu corri o 3º trecho.
Consegui manter um bom ritmo nos 3 primeiros km, mas o 4º foi de chorar, mais de 6:00/km. É horrível a sensação de a gente estar terminando a prova numa subida, no meu caso, 1km inteiro de subida. É a hora do sprint, mas como é que vai sair um sprint desse jeito?

Como era de prever, não ganhamos nada, já que a prova oferecia premiação em dinheiro, e isso atrai pessoas bem mais competitivas que nós da EDR. Não dá prá se ter tudo na vida.

Quanto ao kit, algumas considerações: a medalha era "meia-boca", simplória. A camiseta era de um bom tecido, mas quiseram dar um "toque de uva" nela, colocando detalhe só nas bordas (gola e costuras), deixando o resto branco, e isso gerou um leiaute meio esquisitivo. Antes ela fosse toda cor de uva. Fica a sugestão para o ano que vem. Havia também uma camiseta de algodão e um boné da Caixa. E vários informativos sobre a cidade, o que considerei bem salutar.

Depois fomos a Bento almoçar na Casa Valduga, o que foi bem legal, embora nossos guias turísticos não entendessem tanto da região...

Domingo, tem a 1ª etapa do Circuito das Estações da Adidas. Como já havia adiantado em post do ano passado, não irei participar. E, dia 1º de Abril, tem a Gramado Adventure Running, que farei fazer em trio, com a Bruna e a Bina.


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