Uma cirurgia, o retorno e a maratona
Depois da prova de Gramado (post abaixo), tive que parar por conta de uma cirurgia. Havia ido no médico na sexta anterior à prova, e ele decidiu realizar a brincadeira no sábado seguinte. Embora tenha me assustado antes de consultá-lo, não era nada de grave, mas tinha que ser feito. Isso me tirou da maratona.
Somente 3 semanas depois voltei a correr, numa quinta, 8 km com a Bruna. No sábado, tínhamos treino coletivo e preparatório para a Maratona de Porto Alegre, lá no Lami, extremo sul da cidade. O Dani queria que eu corresse 22 km. Eu disse: "Bem capaz. 15 quando muito." Mas acompanhei a Bruna, que ia fazer 35. Lá pelo 12 estava difícil, pois no 17,5 tínhamos que voltar e chegar lá parecia uma eternidade.
Mas cheguei. E voltei. E parece que tudo recomeçou quase do zero. Me entusisasmei, embora algumas dores decorrentes da parada de 3 semanas. E só fui abandonar e dizer que não dava mais para a Bruna no km 30.
Talvez por conta desse esforço desmedido, durante a semana fiquei meio doente. Não corri nenhum dia. No sábado, a Bruna me chama para acompanhá-la no treino, que precisava ser de 2h40. No km 20 abandonei. Ela fez super bem o resto, mas eu senti a fraqueza por ter ficado doente. Ainda tomei um Dorico pela manhã. Sem ele, talvez nem conseguisse fazer 20.
Na terça seguinte, corri apenas 7 km. De forma alucinada, como se pode ver nos dados do Garmin abaixo.
Na quinta, mais um treino com a Bruna. Ela reclama no início que não está num bom dia, se sente fraca, paramos para um abastecimento no km 5 e depois no km 10, onde ela devora 2 bolinhos da Nutrella. Parece que aquilo deu um gás fora do comum, porque resolveu enlouquecer e correr muito, não importando se era plano ou subida. E eu comecei a sentir o treino.
Lá pelo km 12, quando começa a descer, peço a ela que desligue o turbo, mas é em vão. Os quilômetros se seguem, cada um mais rápido que outro, até que finalizamos o treino, 19 km, fazendo o último km a 4:30. Na verdade, eu sempre insisti com ela que treino devia ser assim mesmo: tentando terminar mais forte do que estava antes. Acostumar o corpo a não morrer no final e sim acelerar. Claro, nem sempre dá. Mas a intenção é tentar.
Bom, para ela, foram ótimos treinos. Para mim, eu diria: não façam nada do que eu fiz. Foi como disse a ela quando corri os 30 km: não vou correr a semana inteira, azar, pois não vai me fazer diferença, vou descansar depois. Mas, de certa forma, tudo foi errado. Quando a gente retorna, tem que começar devagar e ir subindo quilometragem e velocidade aos poucos, para evitar lesões. Tem que ser gradual. Mas assumi o risco.
Hoje, o cara da NET está aqui no escritório até agora, 20h15, e estragou o meu treino. Tentarei compensar amanhã talvez, senão só quinta mesmo. E domingo teremos a grande festa da Maratona. Correrei em dupla, serei o segundo. O revezamento sai mais tarde do que o pessoal da maratona e isso, sinceramente, pode ser por questão de logística, mas está tirando a chance de as pessoas do revezamento poderem acompanhar quem está na maratona. Quando eu terminar os meus 21 km, o povo da maratona talvez já a tenha terminado há quase uma hora. Perco a prova dos outros, que é a principal do dia, e ainda não tenho ninguém para me ver chegando. Sem comentários.