sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Puma Mobium Elite - primeiras impressões



Fazia mais de 1 ano que não escrevia por aqui. Vocês só me encontravam escrevendo sobre corrida, Grêmio (e a vida) no Twitter. Entrei com um processo de redução de pensão (estava tendo que ir de carro-forte depositar) e, antes que alguém usasse uma suposta viagem, um suposto sonho, uma suposta palavra mal colocada num texto (supostamente sério) contra mim (tem louca e mal intencionada para tudo), resolvi dar um tempo por aqui. A Justiça ainda não decidiu em definitivo (ela é morosa e injusta, jamais esqueçam), mas tive uma pequena vitória lá (baixou 25%).
Isto posto, vamos ao que importa:

Comprei sábado um tênis novo, Puma Mobium Elite, pela internet, na Centauro. Minha funcionária disse: tu compras tudo pela internet e fica esperando. Não consigo.
Prazo de entrega era de 8 a 12 dias úteis. Chegou na quarta, 3º dia útil (parabéns, Centauro, amo vocês).
O modelo foi lançado há 1 ano, mas, como não sou rico - estou bem longe disso, aliás - compro sempre tênis em promoção, quando o modelo mudou, etc. Pagar mais que R$ 300 por um tênis é querer muito ou não amar seu dinheiro.

Vou fazer um parênteses, porque vejo muita gente reclamando nas redes sociais sobre compras na internet. Olha só: se tu queres pressa, precisa do produto, compra na loja física. Do contrário, espere pacientemente. Quando chegar, chegou. Simples assim. Não fique sofrendo por antecipação ou porque demorou 1 dia a mais do que prometeram. Acho que até hoje só teve uma compra que demorou um pouco mais do que o normal, mas foi num site que sempre compro, então nem me preocupei. Vinha pelos Correios, atrasou. Mas não era motivo para ir nas redes sociais me lamentar. (Tenho mais com que me preocupar)
Parece que tem gente que tem prazer em querer briga com as lojas em que compram. É o povo que chamo de consumidor-mala. Está sempre pronto para arranjar uma confusão. Ficam contando os dias do prazo de entrega para ver se estoura e dá o motivo que eles querem: brigar. Lógico que, contando os dias, sofrendo com ansiedade (vem, não vem, vem, não vem, vai atrasar), quando passa o prazo a pessoa já é a própria pilha de nervos. Uma bomba-relógio prestes a explodir.
(Só Freud entende vocês)

Bem, andava correndo apenas com os Skechers GoRun (tenho 2 amarelos e um azul), mas não estava me sentindo confiante para encarar uma maratona com eles. Por alguma razão que não sei explicar decentemente, tinha horas que corria bem, outras em que me arrastava, parecendo que o tênis em si estava atrapalhando. Por via das dúvidas, resolvi apostar em outro.

 A Puma tem uma proposta diferente, aquilo que eles chamam de corrida adaptativa. A sola expande e comprime de modo a moldar-se ao teu jeito de pisar mais natural. Há uma borracha - tira elástica - em forma de x no solado que faz a tensão para esse vaivém do solado.

Usei-o no dia anterior, somente caminhando. A sensação de calçar é boa. O tecido em cima (cabedal) é bem fino, para uma boa "respirabilidade" (técnico de futebol Tite manda lembranças). A palmilha é boa, mas veio com uma fita dupla face, o que me deixou meio receoso, já que tive um Puma (Prevail IV) cuja palmilha "andava" dentro do tênis. Foi preciso colar senão era absolutamente impossível correr com ele.

Bom, mas correndo é o que dá a razão desse texto. Saí para correr ontem à noite. Noite quente e abafada, 21ºC. A sensação é que de que estás com uma chuteira. Não é demérito, não estou avacalhando com o tênis, foi apenas o que senti. Mas o solado não é duro. Talvez aí resida a corrida adaptativa, o sentido e o modo do solado. Embora o tênis não seja alto, a sensação é parecida com o que descrevi, apesar de que isso também não signifique instabilidade.

Ia correr 16 km. Desisti, primeiro porque a gente não estreia tênis com corrida longa, segundo porque comecei a sentir uma queimação no calcanhar. Opa, opa, opa (Houston, we have a problem). Que negócio maluco. Tinha sentido essa sensação no dia anterior, em que calcei-o somente para o uso diário. Desde um Olympikus velho e apertado, de uns 10 anos atrás, não sentia algo assim. Para não correr riscos, voltei no km 5. Usava a meia de sempre (Lupo Sport - a propaganda é de graça - porque ela é ótima), então não havia motivo para tal queimação, mas, depois da corrida, vi o que penso ter sido o problema. O tecido interno do tênis é de um material, digamos, inadequado. Quando fui tirar do pé, a meia meio que raspou, grudou, daquele jeito, por exemplo, dos tecidos antigos Nike Dry Fit que "puxavam" fio dependendo de como batíamos neles (às vezes até com a unha). Deve ter sido este o atrito que senti durante o treino todo. Testarei com outras meias, mas não sei não...

Por essas e outras, tinha voltado no km 5, e acabei parando no 8. Outra coisa que aconteceu, e que já havia lido em algum lugar, acho que no blog do Rodolfo Lucena, é que começou a chover e a sola ficou meio escorregadia no asfalto. Ok, quando chove pode acontecer (menos de 5% dos treinos ou corridas são nestas condições, não entremos em pânico). Mas correr preocupado se o tênis não vai tracionar direito não é exatamente o que poderíamos definir como corrida prazerosa.

Em suma, fiz 8 km (37:14 - 4:39/km de média), pouco para maiores comentários. O sentimento de queimação no calcanhar e a sola escorregadia e "adaptativa" merecem mais quilômetros, mas, de toda forma, gostei do tênis. Pode ser que, um pouco mais amaciada, a sola reaja melhor (ou não - risos). Na pior das hipóteses, talvez só possa ser usado em treinos de pouca quilometragem. Mais uns 90, 100 km darei novas impressões que, espero, sejam melhores, embora - friso - as primeiras não tenham sido ruins, apenas "estranhas" (abra a sua cabeça para o diferente - seja um corredor menos conservador e neurótico).

Tem uns vídeos aqui e aqui para quem se interessar e quiser saber mais alguma coisa.





quinta-feira, 11 de julho de 2013

Maratona Caixa do Rio de Janeiro

Cheguei sexta ao Rio para a minha 44ª maratona. Fui direto pegar o kit, que era bom: uma sacola bacana, uma garrafinha (squeeze) e a camiseta. O local era razoável, mas fiquei sabendo que no sábado havia filas grandinhas. Na sexta, tudo tranquilo, e o staff da organização era super solícito. Todo mundo preocupado em informar, tentando orientar corretamente para que o cara fosse diretamente para o seu ponto (42km, 21 ou 6).

A feira era modesta: apenas produtos da Olympikus, patrocinadora da prova, mas por preços normais de loja, ou seja, nada convidativos. Havia alguma coisa, como calções e camisetas alusivas ao evento, mas não muito mais que isso.

No domingo, acordei às 4h da manhã, pois era preciso pegar o ônibus que nos levaria até o Recreio, largada da prova. O último ônibus saía às 5:45. Pior é que o hotel ficou de me conseguir alguma coisa para o café da manhã, mas, chegou na hora, só me davam uma fruta. Quase mandei eles pegarem a fruta e …

O ônibus demorou 52 minutos para chegar até o Recreio. E isso que o motorista corria feito louco. Procurei algum lugar para comer e encontrei um quiosque onde pude comprar 3 bolinhos de laranja com recheio de goiaba. Foi que a casa ofereceu. Ainda tive bastante tempo para pegar fila do banheiro e aguardar até a largada. A temperatura estava 17 graus, embora uma mulher pouco antes tivesse perguntado no quiosque se não estaria 12 graus...

7h30 largamos. Corríamos uns 200m quando um cara que corre (bem) e escreve no site Running News veio detrás gritando “licença, licença” e abrindo caminho como se fosse o dono do mundo. O povo em volta meio que se dividiu entre a galhofa e a indignação com a atitude.

Fiz o 1º km a 5:15 e fui tentando ficar um pouco abaixo disso. Demos uma pequena volta numa quadra para passar novamente defronte à largada. Nessa pequena voltinha, há uns quebra-molas, e havia pessoas com plaquinhas avisando da existência deles. Pois alguns corredores gritavam (ou exigiam) que eles levantassem mais as placas... Olha, sinceramente, tem vezes que os corredores são muito ridículos, acham que o mundo gira em torno deles, só porque pagaram pela inscrição.

Fiquei nesse ritmo pouco abaixo de 5:10 e segui firme nele, costeando a beira do mar. A temperatura ia subindo aos poucos, nada demais, mas nada barbadinha. Ali pelo 16 ou 17, um termômetro marcava 30 graus, o que achei exagerado. Outro, logo à frente, mostrava 25, o que era mais condizente.

O trajeto foi tranquilo até o km 22, mais ou menos, onde saímos da beira mar e entramos num túnel que tem outra via acima dele, a Niemayer. Ali corremos uns 3 km. Saímos dele e chegamos à Barra, onde tem uma subia “boa” de outros 3km, até que creio que depois do km 29 iniciamos uma descida. O ritmo seguia quase fixo a 5:07 de média, apesar do cansaço já estar batendo à porta. O que possibilitava chegar dentro do previsto: entre 3h35 e 3h40.

No 34 e 35, no entanto, fiz a 5:13 e 5:15, respectivamente, o 36 subiu para 5:24 e a coisa desandou no 37, que deu 5:50. Os próximos ficaram entre 5:40 e 5:50. O Zé Luiz, meu amigo carioca, me acompanhou desde o 37, se não em engano, e via incentivando, de modo que ainda consegui puxar um 5:24 no km 42, em que já muito antes o pessoal gritava “faltam 200m”. Cambada de … já que faltavam uns 800m e todo mundo gritando que já estava chegando e não chegava nunca o pórtico. Terminei em 3:42:11, o Garmin marcou 42,572km, quase 400m a mais. Desde o 20 e pouco ele já estava dando uma pequena diferença em relação à marcação.

Foram apenas 2 minutos acima das 3h40 pretendidas, mas ficou de bom tamanho para quem dormiu 4h, não teve café da manhã e ainda saiu de 11 graus para correr a quase 30.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

30ª Maratona de Porto Alegre

Domingo, 16 de junho, mais uma maratona completada. A 43ª, minha 20ª participação em Porto Alegre, em sua 30ª edição.

Achei que podiam ter caprichado um pouco mais, oferecendo um brinde comemorativa à 30ª edição, mas isso não rolou. De toda forma, pelo menos havia uma feira, chamada de Expo, com alguns estandes de produtos esportivos, além de palestras sobre esporte. Para os nativos, essas feiras dificilmente valem a pena. O negócio é pescar os maraturistas, que sempre querem levar algum souvenir ou mesmo um tênis novo.

No domingo pela manhã, acordei às 5h para estar às 6 na barraca da equipe. Estava friozinho, mas não como ano passado. Uns 16 graus.

Largamos às 7h15, conforme programado. Saí meio ligeirinho no 1º km, que marcou 4:30. Depois fui ajeitando o ritmo para que chegasse a 4:45/km, a meta da maratona. Mas me sentia travado, cansado. Não sei, mas talvez uma dieta inadequada na semana da maratona tenha causado a fadiga.

Quando cheguei no km 21, que passei em 1:40:08, o cansaço já batia forte. A estratégia era chegar nesse tempo e depois tentar acelerar um pouco. Mero sonho. Logo em seguida começou a ficar difícil manter os 4:45/km, até que no km 28 passei dos 5 por km. 3,4 em 5:10, 5:15 por km, o que até daria um bom tempo, menos de 3h30. Só que depois do km 35 essa nova meta ficou completamente inalcançável. O Daniju chegou em mim, abriu um pouquinho, e segui sofrendo para fazer 5:30. Os kms iam se arrastando. A cabeça precisou agir forte para não caminhar. Nesse ponto o Claiton chegou de bike e ajudou na companhia.

Pouco depois do Gasômetro, o Daniju, que vinha um pouco à frente, deu uma paradinha por conta das câimbras. Voltou ainda à minha frente para, logo em seguida, no Anfiteatro, seu acometido do mesmo mal. Foi quando o passei. Mas ele recobrou as forças mais à frente e chegou em mim, para passar em definitivo. Nesse ponto, fazia o km a 5:40 e com muito esforço. A cabeça até pensou em reagir, mas as pernas não tinham forças para tanto. Fui indo nesse ritmo, sofrendo, quando o Renato apareceu no último km para dar uma força. Até tentou me ajudar a acelerar, mas, como disse antes, não havia mais forças. O último km foi a 5:46, nem mesmo o sprint final saiu. Terminei a prova em 3:33:19, um bom tempo até, mas longe da meta de 3h20. Colocação 438/1589 no geral, 397/1319 no masculino e 68/231 na categoria.

Fiquei um pouco ainda meio enjoado pelo esforço excessivo do organismo. Fazia tempos que não sofria numa maratona. Mas foi fruto de arriscar a tentar um bom tempo, mais, no meu endimento, alguma falta de força decorrente de uma má alimentação na semana na prova.

De qualquer forma, dia 5 de julho tenho mais uma maratona, no Rio de Janeiro, que farei na forma conservadora de quase sempre, sem riscos






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terça-feira, 14 de maio de 2013

14ª Maratona de Mendoza








Depois de séculos, finalmente um post.
Vida foi complicada em fevereiro, março e abril, época de fechamentos, declarações diversas de Pessoas Jurídicas, e de Imposto de Renda Pessoa Física. Dormindo 6h por dia, correndo às 10 da noite.

Depois da TTT, diminuí o ritmo dos treinos, mas estava inscrito desde o final de janeiro na Maratona de Mendoza, região famosa por seus vinhos, na Argentina.

Não foi nada fácil treinar para a maratona. Em fevereiro, fiz 142,15 km. Em março, 194,79 km e em abril, 165,71 km, incluindo aí uma meia dia 28/4. Ou seja, pouco treino para encarar uma maratona. Mas, há sempre um mas em tudo - diz um colunista esportivo de Porto Alegre, Mendoza é uma maratona em descida. Tem que ajudar.

Tudo bem, não é a barbada que a Fernanda Paradizo pintou na Revista Contra Relógio (acho que) de fevereiro. Lá tu olhavas a altimetria e só descia. Molezinha. Mas se a gente ampliar o desenho, verá que desce quase que o tempo todo, só que há subidas no meio. Foi o que aconteceu: até o km 25, era um verdadeiro tobogã.

Mas vamos começar do começo: saímos (eu e o Mário) aqui de Porto Alegre na quinta, às 15h30. Voamos até Buenos Aires, onde chegamos por volta das 17h15. Depois o voo para Mendoza só saía às 21h30, e chegamos lá às 23h15. Aeroporto perto, logo estávamos no hotel.

Sexta, fomos retirar o kit. Tudo muito tranquilo, mal estavam montando os estandes do que chamaram de "feira", que era modestíssima. Tirando isso, atendimento nota 10, pessoal super atencioso. O kit era a camiseta, o número, o chip e uns folders diversos de anunciantes. Peguei a camiseta tamanho "M" e depois o Mário pegou a "P". Vi então que a diferença era pouca e também fiquei com a "P". Aqui talvez tenha acontecido o que aconteceu. Fomos embora, chegamos no Hotel Huentala, abro minha sacola, cadê o chip?

Tinha visto no Facebook que naquele dia o atendimento no estádio Ilhas Malvinas, que fica dentro do Parque San Martin, era somente até às 16h, pois havia o jogo Godoy Cruz (da região de Mendoza) x Colón de Santa Fé. Corremos, pegamos um táxi (era 6km a distância), chegamos lá às 15h50, e já haviam fechado às 15h por conta do jogo... Restou comprar o ingresso para a partida e retornar mais tarde ao estádio...

Sábado, portanto, tivemos que voltar mais uma vez ao estádio e explicar a situação. Outra vez, pessoal super atencioso e em 5, 10 minutos no máximo me deram outro número e chip. Simples assim.

À noite, fomos comer aquela massa à bolonhesa normal de véspera de maratona. No outro dia, era preciso estar às 6h da manhã para pegar o ônibus que nos conduziria à largada. 4h30 despertamos, fizemos nosso mini-café, já que o hotel não disponibilizou em função do horário, pegamos um táxi, o que não foi fácil em função dos finais de festas, e chegamos lá no estádio. Os ônibus saíram com um pouquinho de atraso e chegamos por volta das 7h15 no local de largada, ainda escuro. E frio. Muito vento lá em cima (largava de 1.200m de altitude e chegava em 800m).

Havia apenas 3 míseros banheiros para todos os maratonistas, o que foi péssimo, porque demorávamos mais tempo num frio do cão àquela hora. Mas logo começou a clarear e quando deram a largada (8h09) já não estava tão frio assim.

O Mário se mandou e só fui ter notícias dele no final da prova, óbvio. Em seguida, fizemos algumas curvas prá lá, curvas prá cá, desceu, subiu, e esse foi o ritmo até o km 25, como disse. Um verdadeiro tobogã. No começo, uma turma de Mendoza que corria em  grupo me passou. Como eu corria com uma regata do Grêmio, ouvi falarem algo do Chacarita Juniors, de Buenos Aires, mas creio que confundiram com outro time, pois a camiseta deles é idêntica à tricolor do São Paulo. A mulher que corria no grupo falou algo no sentido de que já havia visto a camiseta na meia do Rio de Janeiro. Ficamos brincando de "eu te passo, tu me passas" algumas vezes e o grupo deles foi se dispersando, a mulher e um outro cara se mandaram e o resto foi ficando para trás. Outro grupo também chegava, me passava nas descidas, e nas subidas eu "dava o troco", até que ficaram para trás de vez, pouco antes do momento foto oficial, que, penso eu, foi no km 21.

Pelo km 15, um hermano (nº 270 - Pablo) grudou no meu ritmo e fomos nos ajudando durante boa parte da prova. Um outro senhor também chegou em nós mais tarde, pelo 23, penso eu, mas em algum posto de água ficou pelo caminho. Talvez porque conversasse demais.

Pausa para tomar água: os postos eram de 5 em 5km. Nos davam copos abertos, com água pela metade. Na corrida, essa metade virava metade da metade... ou seja... quase nada. Logo em seguida, comecei a pegar 2 copos para evitar de tomar pouca água. Que não me aparecem os arautos da modernidade esportiva de tomar água somente quando sentir sede por aqui. Tomo água sempre e ainda atiro no corpo o que não tomo para refrescar. Se não funciona ou não, se é certo ou errado, sei lá. Quando eu morrer, TALVEZ existam pesquisas definitivas a respeito. Até lá, tomo tudo que vier pela frente! (risos)

Voltemos ao hermano. Grudou em mim no 15, mas parecia que fazia um pouco de força para me acompanhar. Lá pelo 20 e poucos, como disse, um veterano chegou em nós, eles conversaram que aquela subida filha da mãe que avistávamos logo adiante, antes de uma curva, era a última, depois só descia. O veterano disse que já havia feito as outras 13 edições. Ainda bem que não confiei totalmente nos 2, pois acho que no 27 havia outra subida, não que nem essa, e acho que no 30 outra. Pelo menos é o que me parece pelo tempo dos km e pela minha lembrança. Creio que pouco depois do km 30 deixei o guri para trás e comecei a tentar acelerar. E no 32 cheguei naquela mendocina (nº 193 - chegou em 3:27:26) que falara do Rio de Janeiro.

Minha estratégia da prova era a seguinte: não treinei o suficiente, não posso me meter de pato a ganso. Nem quando treino bem faço isso (risos). A ideia era correr a 5 por km, mas fui fazendo menos que isso, tomando gel de 40 em 40 minutos (quando dava, em função da água de 5 em 5). Sabia que estava mais pesado do que deveria e pensei que durante a prova perderia peso e meu ritmo melhoraria depois da metade (passei os 21 em 1:41:53). Coincidência ou não, meus melhores km foram do 25 ao 38. Cheguei a fazer 4:31 no km 34 devido a um estusiasmo de estar passando alguns corredores. Tratei de cortar a empolgação assim que o relógio mostrou o tempo do km.

Depois no km 30, realmente quase que só descia até o 38, acho que tinha um viaduto no meio disso, no 35. Era um declive bem bom, quase uma reta. Mas aí entra no parque no km 38... vinha a 4:45, fiz 5:41 no 39, 5:10 no 40, 5:17 no 41. Não tinha mais descida, pelo contrário, subiu. Fui chegando e a maratona terminava com os corredores entrando dentro do gramado do estádio. Terminei em 3:22:14, praticamente igual as duas meias. 55º no geral dos 391 que terminaram. O hermano  Pablo chegou em 3:28:39. Tirei 6 minutos dele e 5 daquela corredora nos últimos 10 km praticamente. O Mário chegou em 3h14. (Resultados aqui).

Vale a pena? Vale. Não é a barbada que pintaram, é bom treinar muito sobe e desce, mas dá para melhorar tempo. Mesmo pesado, com treino máximo de 23 km (em 30/3) e um de 21 na semana anterior, consegui melhorar em relação à maratona de Porto Alegre do ano passado (3h27). A descida certamente contribuiu.

Abaixo os treinos para não dizerem que sou um baita mentiroso e que treinei mais do que disse.

Meta agora é tentar baixar dessas 3h22 em Porto Alegre, dia 16 de junho.








segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Rescaldos da TTT

Algumas curiosidades em geral:

Dormi pouco (4h) na noite anterior. Não acho que fez falta, mas umas horas de sono a mais viriam a calhar.

Comi quase nada na prova. Foram uns 10 ou 11 sachês de gel (Accel, Age, GU - quase todos sabores cítricos) e meia dúzia de castanhas-do-pará. Nada mais.

Tomei muita água de coco, muita água (con)gelada, duas garrafas de 500ml de I9 e tentei tomar uma de Frukito uva, mas já caiu mal na hora, que temi por mais pit-stops. Ia congelando garrafas semanas antes da prova com água, água de coco e I9. Quando fui para Torres, coloquei tudo num isopor, enchi de gelo e foi suficiente. Tinha água que ainda estava congelada no último trecho, em função de que o calor não foi aquele todo.

O vento atrapalhou, principalmente no começo, mas ajudou na questão de temperatura. Sem vento estaria melhor? Não sei, acho que não. Para quem fez trechos curtos, no revezamento, penso que ele foi muito mais prejudicial, pois era difícil imprimir velocidade.

Por conta disso, talvez, a prova foi menos sofrida do que pensei que seria. Cheguei super inteiro.

Não irei nos 50km de Rio Grande, domingo agora. Não treinei o suficiente depois da TTT, diminuí bastante o ritmo, mas também me inscrevi na Maratona de SP, 28/4, e Mendoza, na semana seguinte. Fazer Rio Grande atrapalharia meus planos, pois demoria na recuperação pós-prova e certamente geraria um prejuízo nas duas citadas. Quem sabe ano que vem. Gosto da prova de lá.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

9ª TTT - 81,4 km



Depois de 2 anos, consegui realizar essa prova. Não foram duas tentativas, apenas uma em 2011. Embora já tenha repetido umas 200 vezes, meu problema naquele ano foi que fiquei doente duas vezes em 20 dias, naquele mês final de treinamento. Também é verdade que não treinei bem e que, provavelmente, faria uma má prova, talvez nem terminasse, como não terminei. Mas isso é passado.

Sábado foi diferente. Treinei melhor, não tanto quanto gostaria, mas o suficiente para chegar dentro do que planejava: perto de 8h. Na terça, no Congresso Técnico, o Pablo (que fez a prova pela 2ª vez), disse que o tempo "viraria" e que teríamos vento contra. Fui conferir a informação e realmente todos os prognósticos apontam isso. "Ferrou", pensei. Não tem nada pior que vento em demasia. Quando treino me irrito bastante com ele. A av. Beira-Rio é pródiga em ventania, chega a ser cansativo. O cara vai contra o vento, acha que na volta vai ficar a favor, e o vento é contra novamente.

Mas, fazer o quê? Não tem saída. O negócio é largar e ver o que acontece. Não vamos sofrer por antecipação. Cheguei 9 e pouco da noite em Torres, fui comer, voltamos, quando vi já era 23h30. Mais uma demoradinha básica para dormir em função da adrenalina, final das contas dormi umas 4h, já que acordei às 4:30. Cheguei 10 minutos antes da largada, o Daniel (treinador) já meio nervoso (estou te ligando há horas). Estava tentando me certificar de que não haveria paradas incômodas durante a prova (o que foi em vão).

6h em ponto largamos. Meu relógio GPS/Garmin desperta no horário, demorei a conseguir desligá-lo e ligar o cronômetro. Logo em seguida vi que perdi mais ou menos uns 80m, pelo barulhinho dos GPSs alheios marcando os quilômetros seguintes. O começo da prova é dentro da cidade de Torres, com asfalto. Por volta do km 2 pegamos um "chão batido", no 3 ingressamos na praia. Havia uma brisa leve quando entramos, mas logo no km 4 o vento deu as caras. A areia também não está nada boa, molhada, pesada.

Programei para correr a 5:30/km até onde fosse possível. O Guilherme, meu filho, saiu pedalando junto. Sofreu mais do que eu, principalmente a partir do km 10, quando o vento aumentou um pouco. Já chegou meio esgotado no posto de troca, mais ou menos km 12,3. O tempo oficial no site do Corpa foi 1:05:27, o que deu 5:26/km. O Guilherme se foi, a Juliana começou a pedalar. Mas sofreu mais ainda do que ele, começou a ficar para trás. Quase no final do trecho, ela passa de carona em um Buggy...hilário. Não conseguia mais pedalar para me acompanhar. Só que ela não sabia que o Guilherme ainda não havia chegado no posto de troca, por conta da falta de motorista no carro. Nem eu. Fiquei sem o gel das 2h (estava tomando de 40 em 40 minutos) e sem minhas garrafas de água de coco e sem nenhum outro gel até o próximo posto, que era no km 34.

Tudo bem. Na hora excomunguei, fiquei meio p da vida, mas acontece. Vida que segue. Esperemos pelo próximo trecho. Aí a Bruna chegou pedalando, com quase tudo que precisava. Vamos lá. Segui na média de 5:31, acho, até o km 48, quando fui obrigado a fazer um pit stop por conta de problemas de força maior. Não riam. Como sou um cara experiente, levei lenços umedecidos; do lado direito, dunas: perfeito. Não perdi muito tempo, acho que uns 2:30 entre subir lá, "fazer" e voltar. Dei 8:16 esse km. Depois caí um pouquinho, comecei a fazer a 6, 6:15/km. Mas aí no km 58, quando chegava no posto de troca, me obriguei a outra parada técnica. Foi até engraçado: o fotógrafo se posicionou para tirar a foto, e eu peguei a direita para o banheiro quimico. Deu 8:39 nesse km, voltei e o fotógrafo ainda conseguir tirar a foto.

Nesse ponto, a gente passa por dentro da banca, a Cynthia, minha ex-colega de colégio e que me entregou o kit, estava lá e correu em minha direção. Corremos juntos e abraçados por um tempo, ela me perguntando como estava, só disse: "não está fácil". Foi muito bacana. (ou será que isso foi no posto anterior?)

Perto do km 64 é o próximo posto de troca. A Bruna, um pouco antes vai em frente, para poder chegar e reabastecer a mochila. Ela vai pedalando, daqui a pouco vou diminuindo a distância, chego nela e pergunto: "Tu não ias na frente?" Me responde: "Ah, tá, estás te exibindo?" Casualmente fecha o km nesse momento e dá 5:30. "Estou mesmo", respondo. Um pouco era isso. Outro pouco é que ela sentia o esforço. Pedalar na areia e contra o vento é pior que correr nas mesmas condições.

Chegamos no posto de troca. Inventei de pegar outro tênis. Nunca faça uma idiotice dessas. A Juliana tem dificuldades em colocar a meia limpinha nos meus pés (pois estão molhados). Perdi tempo, ritmo,  não ajudou nada, e voltei pior do que quando parei. Além de tudo, me causou uma bolha no final. O Guilherme me acompanhava nesse trecho, mas sofria também. Fiz 4 km na média de 6:30. No km 73 a Bruna já volta a pedalar, na troca de posto, mas está mega cansada. No 74 ela me alcança o I9 de uva verde que eu queria (corredor chato) e damos uma pequena parada. Logo à frente avisto um outro corredor e digo a ela que vou pegá-lo. Vou diminuindo a diferença, mas faltando uns 3 km a Bruna atira a toalha: não tem mais condições de me acompanhar. Diz que vai "descansar um pouco" e me pergunta o que precisa. Digo que preciso só uma garrafa de água, que está quase congelada, o que é ótimo. Sigo tentando chegar no corredor à frente e no km 79,5 o alcanço. Corria numa zona de conforto. Despertou quando dei uma passadinha por ele. Tirou forças não sei de onde e deu uma boa abertura de diferença. Segui no meu ritmo, tentando não perder contato. Está chegando, faço o km 80 a 5:30 e o 81 em 5:49, mas não consigo pegar o cara. Fecho a prova em 7:58:51. Na hora, não deu para ver direito por conta do sol, e meu relógio eu sabia que marcava um pouco menos (7:58:31) em razão daquele problema no início da prova.

Fiquei muito contente, pois queria muito fechar abaixo de 8h. Em um certo momento, pareceu que não era mais possível. Mas foi. Encontro o Rodrigão (3ª vez 2º colocado), que me cumprimenta. O corredor que chegou na minha frente (48s) também sorri, vitorioso, e digo a ele: "tu tens que me agradecer, te ajuei a baixar o tempo." Rimos. Levamos numa boa. Assim que tem que ser. Perdi uma posição no pódio, mas isso nem era importante. O meu adversário era eu mesmo.

Fui para a piscina de gelo. Fiquei um tempão lá. Saio, está doendo mais do que antes (que nem doía). Puxa vida, mas me dizem que logo melhora. E foi isso que aconteceu. Fiquei super bem logo em seguida. Caminhando quase normalmente. E mais tarde no churrasco de confraternização também. E no dia seguinte também. Fazendo no ritmo que a gente sabe que aguenta, tudo dá certo. Hoje, segunda, nem parece que corri 81,4 km. E olha que ainda voltei da praia só às 3h da manhã e às 7h acordava para ir trabalhar.

Às 18h, acontece a premiação. Descubro que fui 5º na categoria dos "veteranos", acima dos 39 anos. Mais felicidade. Não esperava tanto, embora tivesse visto que tinha sido mais ou menos o 15º no geral.
Foi uma experiência única e menos difícil do que pensei que fosse (embora não tenha sido fácil).
Várias pessoas me perguntaram qual tinha sido o pior momento da prova. Não houve. Não houve um momento em que temesse por não terminar, em que estivesse sofrendo demais. No km 58, até brinco com a Bruna: "Bruna, no 60 vou parar, não aguento mais." Só para tirar uma onda dela. Ela enloquece. "Eu te mato", diz.

Mas talvez a parte mais difícil tivesse sido no início. Até o km 35, embora o tempo não estivesse aberto (o sol saiu depois), a areia estava molhada. Foi pesado até ali. Achei que seria mais confortável. O fato de haver pessoas se revezamento na bike ao meu lado ajudou, pois dividiu a prova em trechos menores. Fazia um e pensava no próximo. Não fiquei pensando ainda faltam não sei quantos km. Cheguei no 40, vou indo até o 50 nesse ritmo. Passei mais ou menos dentro do que havia programado e deixado anotado com meu apoio junto às explicações do percurso. Quando cheguei no 50, pensei: "vou até o 60". No 54, lembrei: fiz 2/3 já. Os trechos da tarde (para quem faz o revezamento) são curtos, ajudam a te estimular. Quando vi, faltavam 17 (dois trechos). Calculei de cabeça: 6 x 17= 102, mais meio minuto por km, dá 110 (estava fazendo 6:30/km). Vou chegar depois das 8h. Dei uma arrumada na postura (tinha muito medo de ter dores nas costas - o que não aconteceu) e melhorei o ritmo: está chegando. Faltando uns 15km dá para enxergar os prédios de Tramandaí. Aquilo dá um gás. E como.

Agora é esperar pelas fotos, para ver se tem umas bacanas. Ano que vem? Não, provavelmente não repito. Não tem por quê.


Abaixo os treinos que fiz no período (novembro-janeiro) para vocês teram uma noção. Outubro corri 105 km. Nem conta.


 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Está chegando a TTT

E faz tempo que não escrevo por aqui. Desde que voltei de 15 dias de férias, no final de outubro, as coisas têm sido difíceis. Uma das minhas funcionárias pediu demissão no dia em que eu saía de férias. Consegui que ficasse até quando voltei, mas no dia que retornei, se foi. Baita... Mas... a vida tem dessas coisas. A outra já havia saído no final de agosto. Com viagem marcada, tive que colocar o funcionário que apareceu na hora. Sem ninguém não dava para ficar. No retorno da viagem, o cara está com crise de apendicite, faz cirurgia e fica 20 dias sem trabalhar. Dá para imaginar um caos assim? Nenhum funcionário para trabalhar quando retornei.

Mesmo debaixo de mau tempo, treinei com foco na TTT, que é sábado. Em outubro, havia treinado 106 km, contando aí a Meia de Amsterdã, feita com a namorada. Em novembro, foram 245, em dezembro, 305, e em janeiro, até ontem havia corrido 252. Amanhã (terça) tem mais uns 22. Não foi exatamente como gostaria, mas nem sempre as coisas saem conforme planejamos. Não adianta se lamentar, é preciso se contentar com o que é o possível. E, para mim, embora quisesse fazer uns treinos a mais, creio que o treino foi suficiente para fazer uma boa prova. Me considero preparado e estou confiante. Lógico que se, no dia, o cara larga com 30 graus e chega aos 40 e poucos durante a prova, lá se vai o planejamento. Mas não é essa a perspectiva. Os dias têm sido quentes, com algum vento, mas a temperatura tem estado amena no início da manhã, o que já ajuda por quase metade da prova. 

Como a prova é na praia, sempre é uma incógnita saber como estará a beira, a areia, o mar. Tudo isso pode atrapalhar um pouco. Treinei em dezembro algumas vezes na praia. Isso ajudou a testar várias situações, já que houve dias bastantes diversos de treino. No meu primeiro treino, senti muito a areia. Estava super fofa e atrapalhou bastante. Em outras ocasiões foi o vento: teve um dia em que fiz 12 km a 6:30/km e na volta os mesmos 12 foram a 4:50. Uma mega diferença, só para exemplicar a dificuldade que era ir num sentido, enquanto que, no outro, havia uma boa ajuda. 

Normalmente, e é o que espero, o vento ajuda na corrida. Estando dia bom, há um vento a favor. Dia ruim, vento contra. Então, de certa parte, tem-se que torcer para um dia ensolarado. Mas não muito, claro. Em 2012 estava quente, mas havia um vento meio lateral que amenizou o calor. 

Gostaria de ter feitos alguns treinos mais longos, mas priorizei correr rápido e uma boa quilometragem, sem me matar em longões intermináveis. Desse modo, fui subindo quilometragem gradativamente, mas adiei os longões por diversas razões, mas principalmente porque queria estar sempre inteiro para o treino seguinte. Até que cheguei no meu ápice de treino, 42 km, no domingo retrasado, 13. Ah, mas, Júlio, é pouco mais da metade.. É, é verdade, mas o treino foi "só" uma maratona, terminei bem, com forças (fiz os últimos 7 km abaixo de 5) e, no meu entender, o mais importante: segunda estava inteiro, sem dores, e terça treinei tranquilamente 2h e quinta mais 2h. Ou seja, o corpo assimilou bem o treino, sem sentir o esforço. Foi exatamente isso que tentei durante o período todo de treinamento. Evitar a fadiga do corpo. Evitar correr bem um dia e mal o resto da semana. Aconteceram, logicamente, alguns treinos muitos bons e outros que não aguentei, principalmente quando os bons eram na quinta. Por vezes o de sábado pela manhã era prejudicado, já que não dava tempo suficiente de o corpo se recuperar, principalmente porque havia a questão do trabalho, que estava duríssimo. A Ju ainda me disse algumas vezes que não sabia como é que eu conseguia dormir o pouco que dormia e ainda treinar tudo que estava treinando. E ainda ter energia para...

E, olha, nem foi um super treino nesse tempo todo, se voltarmos lá no começo o texto. A quilometragem de outubro foi ridícula. Ou seja, houve treino mesmo em novembro, dezembro e agora em janeiro. Mas percebi que cresci muito nas últimas semanas. Evidente que a temperatura ajudou também. Passou uma onda de calor absurda que houve pouco antes do Natal. O cara saía para correr às 8 da noite e estava 35 graus. Aqueles dias foram dureza. Acho que a pior época dos treinos. Outra questão de treinar para essa prova é que os treinos demandam tempo, muito tempo. Não é nem questão de cansaço. Não fiquei atirado num canto, cansado. O grande problema é que saía para treinar e quando voltava já era 10 da noite. Era banho, namorar, comer e dormir. Aí quando via já era meia-noite. Ou mais. Recuperava o sono, dentro do possível, no final de semana. Essa foi a questão mais degastante do treino: o tempo "perdido". Muita coisa  é deixada de lado. Tirando isso, o treino só ajudou: emagreci, estou bem condicionado, não me machuquei, certamente farei alguma boa maratona logo mais adiante durante o ano. 

Ah, a previsão de chegada, sem pipocar: a ideia é chegar em 8h. Com uma margem de erro até 8h30. Qualquer coisa até aqui estarei satisfeito. E, mais do que isso, chegar inteiro. Dentro do contexto de uma prova de 81km, no verão, na beira da praia, evidente. Semana que vem conto como foi.





quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Fim de semana recheado

Fim de semana está recheado de corrida. Nem sei se meu corpo aguentará. Sábado pela manhã tem treino. Preciso correr uns 25 km. À noite, Corrida do Grêmio, 9km. Domingo, prova da Mizuno, 16 km. Será complicado. Correr 2 dias seguidos até vai na boa, mas correr à noite e no outro dia pela manhã não é fácil, não dá nem tempo para descansar direito. 


A Corrida do Gmio promete ser bem bacana, pois é obrigatório o uso da camiseta do kit ou camiseta do Grêmio no evento, o que ocasionará um "mar" colorido de azul. No domingo, a prova da Mizuno também promete ser bem boa, organizada e com alguns mimos.

Depois de tudo isso, ainda preciso estar inteiro para ir ao Grenal das 17h que encerra o ciclo do "Velho Casarão", o Estádio Olímpico.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Corrida Monumental

Corrida para celebrar o encerramento do Estádio Olimpico, do Grêmio.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

8ª Maratona de Revezamento Paquetá


Dia 9 de novembro ocorreu a 8ª edição da Maratona de Revezamento Paquetá (a loja de artigos esportivos). No dia anterior, um mega calor na cidade, 35 graus tranquilamente, mas tivemos um pouco de sorte e o tempo fechou no dia seguinte, com a temperatura caindo para uns 26 graus, só que bem abafado.


"Ótimo" para quem vai ser o segundo no revezamento, como eu. Que esperei a Juliana chegar com dores no joelho em 2:15. Portanto, minha corridinha começou por volta das 10:15 da manhã. Uma beleza. Mas não me assusto com isso. A gente tem que ter consciência da temperatura no dia. Deu calor, esquece tudo que foi planejado. Faz o feijão-com-arroz. Corre para chegar inteiro. E ritmado, que é o que importa.

Foi o que fiz. Saí a 5:00/km para sentir o que acontecia. Depois da metade tento ver o que dá para fazer. Senti, claro, a temperatura, mas o jeito é ir administrando, pegando água em todos os pontos, se molhando para baixar a temperatura e tomando isotônico quando davam.

Fiz uma coisa que não se faz também. Estreei o Skechers Go Run amarelinho sem nunca tê-lo usado antes, nem mesmo para uma caminhada ou passeio qualquer. Mas já tinha visto que ele não incomodaria, pois pelo material já é possível perceber isso. Ele é todo flexível e bem confortável. Só que é um tênis "minimalista". O ponto de contato com o solo não é no calcanhar, como costumamos fazer quando corremos, mas no meio do pé. É uma forma diferente de correr. Que exige outra musculatura.

E isso foi fácil de perceber quando comecei a correr. Parecia travado. O tênis em si já nos força a correr diferente. O meio do pé é mais alto do que o calcanhar, exigindo uma corrida de outra forma. Senti  diferença forte nos primeiros quilômetros e lá pelo km 7 cheguei até a temer alguma lesão, pois estava sentindo a musculatura dolorida, mas esse sentimento mudou logo depois que fechei a 1ª volta do circuito e a coisa começou a fluir. Corri melhor a segunda volta e fechei a prova em 1:43:50 pelo meu Garmin, e 52:41 e 51:55 cada volta pelo site do Corpa (1:44:36, no caso). Skechers aprovado já em 21,1 km, sem nada de bolhas ou algum tipo de machucado nos pés. Claro que 2 dias depois estava dolorido em diversos locais que não costumam estar, mas foi o preço da pisada diferente em função do tênis minimalista. Mas é uma questão de acostumar. Outras impressões posto quando tiver mais de 200 km com ele.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

R$ 299,90 está mais que bom






Chegou hoje meu 27º par de tênis. Esse aí da foto, o Skechers Go Run. Tem uns 3 ou 4 que já estão se desintegrando e outros que devo ter há uns 7 ou 8 anos, com pouco uso, porque "n" razões. Aí tu podes pensar: o cara não pode ver um lançamento de tênis que compra. Pelo contrário. Leia abaixo.

Gostei muito da apresentação do Skechers: uma caixa bacana, o tênis veio envolvido num papel diferente, com um cadarço extra amarelo, uma "bag" (sacola) personalizada, material informativo e um suporte feito de "material de caixa de ovo" dentro do tênis, para não deixá-lo deformar, já que o material é leve e bem flexível. Recebi um email da Centauro dizendo que o tênis estava em promoção por R$ 199,90. Normalmente custava R$ 299,90 em quase todas as lojas que vi. Pois no dia que iria comprar, fiz uma busca de alguma coisa e apareceu um link da Buscapé com esse tênis. Para o meu espanto, havia mais 10% de desconto em cima do preço da promoção Ou seja, saiu por R$ 179,90. Se o Go Run, da linha "minimalista", vai ser bom ou ruim, só o tempo vai dizer. Mas, primeira coisa, fica a dica: o link da Buscapé dá descontos para algumas lojas de calçados. Se for comprar pel internet, é mais uma melhorada no preço.(Júlio, só tu que não sabias disso...)

Pois é aí que quero chegar: no preço. Quem treina para maratona, corre mais de 2.000 km por ano. São uns 4 tênis por ano, no mínimo, se for levar ao pé da letra o desgaste pelo uso. E o preço está mega caro. Por culpa nossa também. Quem vai lá e paga R$ 500,00 por um tênis ajuda a esse preço ser exorbitante. Não são os impostos que são caros, é o lucro e a ganância que são grandes. Um dia tinha um Nike Zoom Elite por R$ 299,00, depois vendiam a R$ 199,00. Não era modelo velho em promoção. Mas se fosse, não tem nada demais em comprar um modelo velho. Eu só compro em promoção. Não preciso estar com a última tecnologia para correr. Ela não faz milagre. Já corri maratona com M2000 (quem não faz ideia do que é, clica aqui). Mas vale para tudo que é compra, não só tênis: podendo comprar, aproveite o preço, pois se deixar para comprar quando realmente precisar, vai pagar o preço "cheio", que, muitas vezes, pode ser uns 60% mais caro.

Então, por isso, já faz um tempo que adotei o seguinte critério: mais de R$ 299,90 é absurdo. Mesmo com a inflação pequena, mas anual, faz bastante tempo que não pago mais que isso. É uma das razões pelas quais comprei bastantes Adidas nos últimos anos: sempre havia alguma promoção, ou na loja da Adidas aqui em Porto Alegre ou outra loja de esportes. E achei o custo-benefício sempre bom. Mas aí vai do gosto do freguês. Só acho que deveríamos refletir um pouco sobre o valor de um par de tênis, principalmente quem compra vários por ano.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Regularidade

Mandei um mensagem para um colega da equipe que faria um triatlo e lembrei de escrever sobre o assunto: regularidade.
É o mais importante na corrida, numa prova. Constância, ritmo, regularidade.
Não adianta sair rapidinho e morrer depois. Sei, vão dizer que com fulano funciona, fez um bom tempo saindo forte e caindo um pouco depois. E eu digo faria melhor ainda se mantivesse a regularidade...

Pode ser uma prova de 5, 10, 21 ou maratona. Se não mantiver o ritmo, vai sofrer no final e a prova não será tão boa quanto se dosar as energias, deixando para dar o gás no fim. Lógico que para isso acontecer, é preciso que a pessoa se conheça, saiba as respostas do seu corpo, o que aguenta naquele momento de seu treinamento. Isso só o tempo dá. Só os erros e os acertos. Alguns aprendem rápido, outros levam mais tempo. Mas não seja teimoso. Faça uma prova em ritmo constante e verá o quão bom é.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Raios duplos

Tem sido chato ficar sem treinar desde o dia 28 de junho, quase 2 meses. A ressonância mostrou tendinopatia (tendinite crônica) no tendão do glúteo mínimo. Mas até ir em médico, pedir ressonância, marcar, pegar resultado, levar no médico novamente, mandar fazer fisio, marcar fisio, começar, quase uma maratona se passou. Mas, pelo menos, a fisio parece estar dando resultado. Verdade que estou fazendo alongamentos recomendados em casa, o que também ajuda.

Só que fazer fisioterapia é meio cansativo. O cara sai do serviço, vai lá, ou vai antes e começa a trabalhar depois, isso corta o trabalho. E para quem é autônomo é complicado, tem que recuperar em algum momento.

Mas tem que fazer para poder voltar com tudo. Ganhei algum peso, que é uma maldição de ex (engorda, que tu és muito magrinho), mas nada para se desesperar. Tenho tentado compensar a falta de corrida com alguma caminhada ou até mesmo pedaladas que não incomodam a lesão. Não sou daqueles que ficam chateados por não estar correndo. Tem que parar, tem que parar, aceito. Aproveito para fazer outras coisas que a falta de tempo não deixa, mas sábado, ao caminhar, com um dia relativamente bem bonito e meio quente, deu uma vontade de estar sofrendo um pouco e suando naquele sol. Cheguei a correr uns 200, 300m para ver se acusava alguma dor, que não apareceu, mas também não segui para não dar chance ao azar. Foi só a sensação de lembrar como era...rs

O ano está perdido, não resta muito o que se fazer. Se conseguir correr no começo de setembro, terei que recomeçar com cautela, o que inviabiliza o projeto de sub-40 que havia para o ano. Entrar em alguma maratona em outubro seria uma loucura que poderia estragar o começo do ano que vem, em que tem TTT (solo??). Portanto, por enquanto o jeito é caminhar, ter paciência e ocupar o tempo pensando em outras coisas.


O "gif" é do filme Show de Vizinha. A moça é a canadense Elisha Cuthbert. O cara é Emily Hirch, mas isso é irrelevante.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Maratona de São Paulo (ou quase isso)

Voei sábado pela manhã para São Paulo para correr a maratona, domingo. Voo tranquilo, cheguei em Guarulhos, peguei o ônibus que me levava até a Av. Paulista e, de lá, um táxi, que era pertinho, que nem chegou tão perto assim, pois estava engarrafado. Desci um pouco antes e fui a pé. 


A retirada do kit foi no Ibirapuera. A maratona começou ali. 1h e 15 mais ou menos para conseguir ser atendido. E até que foi rápido, em função das pessoas que havia na fila: umas 500. Mas foi cansativo para quem ainda estava com a mochila nas costas. Fui almoçar eram quase 15h com outros corredores do @twitterrunnersbr, com quem havia feito contato via Twitter. O kit era mais ou menos, com brindes do Café 3 Corações, da Probiótica, vale-desconto da Adidas e uma camiseta oficial da prova, cuja "arte" alguns consideraram sem criatividade ou estranha. Um edifício, um coração e uma árvore com pernas de corredor. Cada um que faça seu julgamento. Eu sou um (quase velho) resmungão. Ou seja: suspeito.


Saí de lá, fui para a casa da minha anfitriã, Sandra, que era no Ipiranga. Isso quase 6 das tarde. Ela fez um super jantar de massa (os paulistas dizem macarrão) com carne de panela. Uma maravilha. E ela e o namorado (ou qualquer coisa assim, rs) se dispuseram a levantar cedo e me deixar na largada. Muito melhor que a encomenda. 


Me deixaram no Ibirapuera. De lá havia ônibus para o local da largada, que era na tal Ponte Estaiada, na Av. Roberto Marinho, o cara. Cheguei por volta das 7h15, a largada era às 8h25. Bastante tempo para qualquer coisa que precisasse fazer.


A largada era em pelotões. Ou deveria ser. Na inscrição, a gente optava pelo pelotão condizente com nosso tempo de conclusão estimado. No meu caso, até 3h40. Ganhei uma pulseira vermelha. Era o primeiro pelotão depois da elite A, B e C (a elite econômica, que pagava R$ 500,00 para largar ali). Mas não adianta a Yescom criar pelotões se não coloca ninguém a controlar a entrada deles. Moral da história: muita gente de pelotões mais lentos saindo na frente. Infelizmente, as pessoas reclamam de uma série de coisas do país, mas não fazem a parte delas quando são chamadas a fazer. A pessoa vai prejudicar quem deveria sair mais rápido, mas não se importa com isso, apenas consigo mesma. Pena. Feio. Patético. Ridículo. Egoísta.


Junto com a maratona, havia uma prova de 10 (cujo percurso era junto com a maratona até o km 6) e uma prova de 25km, no mesmo trajeto da maratona. 25 mil pessoas no total. Meu pelotão vermelho, portanto, era de gente dos 10km, dos 25 e da maratona. Bastantes pessoas. E ainda aqueles que não respeitam nem regras de uma corrida.


Largada às 8h25, como disse, mas, prova da Globo começa quando a vênus platina quer. Eram 8h20, o locutor anuncia que estava esperando o ok da emissora de tevê, mas que a largada seria 8h32 ou 8h33, aproximadamente. Aí, então, mais ou menos por essa hora, o cara falava coisas em geral, quando interrompeu e disse: "Foi dada a largada." Assim, sem contagem regressiva, nem nada. Deram um ok via comunicação interna em algum lugar, o diretor da prova deu a largada e o locutor que se vire. Lindo.


Todos caminhando até o pórtico, dali tentei correr. Mas ultrapassar o pessoal das pulseiras amarelas e brancas enraizados em terras estranhas foi uma tarefa dura nos 2 primeiros quilômetros. Logo depois da largada havia uma subida e já havia gente caminhando. E, pior, o povo que anda se arrastando (literalmente) é tão sem noção que anda pelo lado esquerdo, onde, teoricamente, por alusão às vias de trânsito, as pessoas tentam correr mais rápido. Teve gente pulando uma mureta e correndo por fora do asfalto, no que é uma área de trânsito de pedestre, imagino.


Meu primeiro km foi 5:42, depois consegui fazer 5:07, mas driblando e me estressando com os retardatários. Larguei com muita dor no piriforme (ou adutor, não sei bem), mesmo tendo passado Biofenac na região. Até o km 4 incomodou muito, tanto que pensei em parar. Aos poucos foi diminuindo, em função de o corpo estar ficando aquecido. Ali pelo km 10 havia diminuído bastante, era apenas um desconforto dizendo que estava ali.


A temperatura era boa, vi 17 graus em algum lugar, embora a partir do 4 o sol tenho dado as caras. Mas o trajeto tinha uns pontos de sombras bons. Pouco depois do km 13, o que seria mais tarde o final da prova para mim: senti uma dor forte no músculo (ou seria tendão??) abaixo da panturrilha direita. Fiz esse km a 5:19 e o seguinte a 5:16. No km 14, a nota triste que quase todo mundo viu: um corredor atirado no chão, passando mal, sendo atendido. Não tivemos notícias depois se estava bem ou não.


Pouco antes de a dor aparecer, estava ainda tentando acertar o ritmo para ir confortavelmente até o km 35, pois sei que por lá aparecem uns túneis terríveis e o sol já não estaria benevolente. Queria ficar perto dos 5:05, mas fiz diversas a 5. Ah, são só 5s, Júlio, deixa de ser tão meticuloso. 5s numa maratona podem te cobrar 30s por km no final.


Embora o trajeto não assuste no começo, ele não é plano. Há inúmeras pequenas subidas. E descidas, consequentemente. Muita oscilação de ritmo, o que atrapalha bastante em qualquer prova, mas principalmente numa maratona. Com a dor, comecei a fazer algo perto de 5:10, 5:15/km. Já entrava pela cidade universitária, onde havia boa sombra pois era uma área mais arborizada, mas até ali o trajeto tinha diversos vaivéns, que não chegavam a atrapalhar psicologicamente naquela altura da prova. Pelo menos não me importei como em Porto Alegre, apenas os percebi.


Passei os 21km em 1:47:38, se não em engano. Ainda fiz uma contas de que poderia continuar suportando e administrando a dor e fazer os outros 21 em 1h50, terminando mais ou menos em 3h37. Segui, então,  fazendo perto de 5:15, oscilando hora aqui, hora ali em função da altimetria do trajeto, até que fui chegando no final da prova dos 25km, onde havia um pórtico, área de dispersão e aquelas coisas normais de chegada.


Só que administrar a dor nem sempre depende da gente. No km 25, aumentou bastante, talvez porque houvesse uma subida no final dele. Fiz 5:39 nesse km. Passei o pórtico de quem corria os 25 e ainda me arrependi de não parar ali, pois havia os ônibus da organização para levar até o Ibirapuera. Só que a dor aumentou mais ainda, corri praticamente 600m e resolvi parar de vez. O ritmo havia ido para 6 por km e a dor ficou insuportável. Parei e mal conseguia caminhar. Não tinha como correr 17km que ainda faltavam me arrastando, sofrendo, todo torto. Voltei e fui pegar o ônibus para o Ibirapuera.


Antes disso, tentei pegar uma medalha, já que havia feito os 25km. Não deram. Até Gatorade me negaram. Não podia. Porque o número dos 25 era verde; o meu, branco. Disseram que lá no Ibirapuera me dariam medalha da maratona. Argumentei que não corri maratona, etc, mas não adiantou. Nada, Júlio. Vai embora. Já vi: vou ficar sem medalha, lógico. Nem é injusto, mas também não é nenhum absurdo querer uma. Para receber a medalha, era preciso destacar um papel que ficava junto ao número. Ou seja, não conseguiria outra depois. Só uma vez. Mas o pior é que lá no Ibirapuera não conseguia acessar a área da chegada mais. Só chegando correndo. Nem medalha, nem Gatorade, nem água, nem frutas, nem kit de chegada. Nada. "Ao vencedor, as batatas! Ao vencido, ódio ou compaixão." Machado de Assis já dizia que não há prêmio para os perdedores.

E então a saga da minha 42ª maratona terminou de vez. Ficou para a próxima. Foi a primeira maratona que não completei por lesão. Ontem, já em Porto Alegre, fiquei pensando na dor numa região esquisita, onde normalmente nunca dá nos treinos. Fosse na panturrilha ou posterior, beleza.  E comecei a reprisar os acontecimentos. Domingo pela manhã, acordei com uma dor muscular no braço direito. Como meu pai já infartou 3x, qualquer dor no braço me assusta. Foi assim que ele infartou pela 1ª vez. Sentia dores nos braços, ia no banheiro, se molhava e passava. Até que um dia não passou e o levei no Instituto de Cardiologia.

Achei estranha aquela dor. Mas não me dei conta na hora. Só à noite em casa. Havia jogado boliche na sexta depois do serviço. Era disso a dor. E provavelmente a dor no músculo (ou tendão) seja fruto do mesmo esforço. Quando eu jogo a bola, jogo com força. Para isso é preciso pegar impulso e parar antes de invadir a área da pista. É muito provável que a dor seja de sustentar o corpo nessa parada brusca. Joguei 1h15 de boliche. Se o braço ficou dolorido do esforço, outras partes do corpo devem ter sofrido do mesmo mal. Aí o cara corre e o trajeto tem subidas que forçam mais ainda, pronto, está feito o estrago.


Sei, vão dizer que é porque era a 2ª maratona em 15 dias. Até pode ser, não descarto, mas, sinceramente, não acredito nisso. E sou teimoso. Dá vontade até de correr a Maratona do Rio para mostrar que não é. Depois da maratona de POA, excetuando a dor do piriforme/adutor/glúteo esquerdo, não tive dor nenhuma. Nem panturrilha, nem coxas, joelhos, nada das dores normais pós-maratona. Caminhava tranquilamente na segunda. Mesmo assim, descansei a semana inteira. Só corri no sábado, 1h. E, depois, terça passada, 55 minutos. Mais nada. Não corri na quinta para não me cansar. Já estava treinado, não faria diferença a meu favor, só poderia me prejudicar. Mas joguei boliche na sexta. Pelo menos venci os 3 jogos.

Veja km a km.
http://www.linhadechegada.com/atividade/3996/113555

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Sub-40

Uma das metas desse ano é baixar dos 40 minutos nos 10 km. É um desafio da Revista Contra Relógio. É uma tarefa árdua, pois desde 2006 não consigo fazer sequer 42... Mas, às vezes, é preciso colocar uns objetivos difíceis para sair do marasmo, senão a gente para no tempo e não evolui. Sem metas, objetivos, a gente vai vivendo os dias como se fossem todos iguais. Tanto fez, como tanto faz. É preciso um objetivo na vida, nunca se acomodar. Na corrida também é igual.


Terminando a saga das maratonas de Porto Alegre e SP, que é agora domingo, e dando um tempo de descanso necessário e essencial depois delas, será hora de começar a buscar a meta. De julho a setembro é a chance. Depois esquenta e fica praticamente impossível.

Mas, claro, primeiro tem a Maratona de São Paulo domingo. Semana que vem, descanso. E, depois, somente tiros feito o bichinho aí de cima.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

41ª maratona

Porto Alegre foi minha 41ª maratona. Na verdade, 38ª maratona, maratona mesmo, pois fiz duas de 50km em Rio Grande e uma em Urubici-SC, mas conto tudo como maratona, já que quem faz 42, faz 50.


Sábado pré-maratona foi uma correria só. Acordei, passei em cliente em Viamão, voltei para casa, peguei meus amigos cariocas na rodoviária, larguei-os no hotel, esperei por lá, peguei um outro amigo deles em outro hotel no centro, fomos à zona sul, peguei meu filho mais novo, almoçamos no Divino Sabor da Otto Niemayer, saímos de lá para o Jockey, para pegar o kit deles com o Daniel, ficamos por lá um tempo, deixei o filho em casa, larguei-os nos hotéis respectivos, fui para casa, mamãe ligou querendo saber que horas iria lá dormir, mas também porque queria que trocasse a resistência do chuveiro, passei no supermercado antes, de modo que cheguei na casa dela pelas 19h30, quase morto. Tarefas cumpridas, 20h30 já estava na cama. Nunca dormi tão cedo e tão cansado antes de uma maratona. Não teve nem falta de sono por ansiedade pré-maratona.


Durante a semana, senti uma dor no adutor do glúteo (que bonitinho) esquerdo, fruto de ter corrido acompanhando os ironmans lá em Jurerê. Fiquei meio receoso quanto a isso. Não era hora de aparecer dor, mas... Biofenac, Advil e reza.

Domingo, 5h30, acordo. Tomo meu banho, uma batida (vitamina para alguns outros estados) de banana com whey protein e meio saco de bisnaguinhas dos 7 guris (=Seven Boys). Check list mental feito, tudo pronto. Peguei a bicicleta (o apartamento da minha mãe é nem 2 km da largada) e fui para a largada. Ainda estava super escuro. Mal tínhamos luz para ver de quem era qual kit.


Tudo pronto, vaselina nas áreas de atrito, gel no calção, na braçadeira, no boné, e agora: corro com a camiseta por baixo ou não? O Dani disse: vai esquentar, não corre com isso. Mas como sou meio teimoso (meio?), vou correr com ela. Porque é boa para correr, é daquelas grudadas no corpo, e havia muito vento, nesses casos ela regula melhor a temperatura, evita passar o frio.


Largada dada, saímos, eu e o Zé Luiz, meu amigo carioca, para fazer 5/km no ínicio, mas já avistamos o Renato e o Álvaro pouco à frente. Aceleramos para chegar neles, pensei em ficar com eles um tempo, mas seguimos em frente, embora com os dois colados a nós. Me sentia cansado.


Começo dentro do programado, na média de 4:55, um pouco menos por km. Passamos pelo Centro Histórico (hoje em dia, tudo que é cidade tem Centro Histórico - para fins de turismo), por ali o trajeto era o contrário do que sempre foi, indo pela Mauá e retornando Júlio de Castilhos e Siqueira Campos. O ventinho bandido já dava o ar da sua graça a essa altura. Em matéria de clima, tirando essa questão do vento em alguns pontos, o tempo nem ajudou muito, nem prejudicou. A temperatura esteve perto dos 15 no começo e estabilizou pelos 18, 19 no restante da prova.


Saindo do centro, seguimos pela Loureiro da Silva (Perimetral antiga), entramos na Sarmento Leite (da Ufrgs) e ali encaramos o trecho com maiores subidas: tem a subida para chegar no Colégio Rosário, umas duas ou três pequenas subidas na Vasco e depois na Mariante com Goethe até o Parcão. Por ali, na descida, cruzávamos com quem subia. Deu para ver o Renato e o Álvaro logo atrás e, um pouco depois, o Alessandro e o Claiton. Nova subida no viaduto sobre a Protásio Alves. Vínhamos bem até ali, eu e o Zé.


Dobramos na Av. Ipiranga à esquerda. Por ela íamos até o km 21, mais ou menos. Por antes dele, retirei a camiseta que usava por baixo e, sorte, logo em seguida enxergo o Beck, para o qual atiro-a. Fizemos alguns quilômetros a 4:49, o 24 foi a 4:45, e parecia meio difícil. Saímos da Ipiranga, pegamos a Princesa Isabel, Azenha, e o Zé disse, quando passamos com o Estádio Olímpico à esquerda, entrando no corredor da Av. Érico Veríssimo: quilômetro sofrido. Aqui a experiência veio à mente: disse a ele para diminuirmos um pouco o ritmo. Fizemos 2 quilômetros 5 ou 6s mais lentos e foi o suficiente para que eu pudesse descansar e retomar a postura. Já era na Praia de Belas isso. Seguimos por ela, entramos à direita na Aureliano de Figueiredo Pinto e ali tomamos um baque psicológico: a maratona não dobrou à esquerda como sempre fazia na João Alfredo. Eu sabia da mudança, mas não lembrei. E como foi sofrido seguir em frente até a Ipiranga e retornar.


Retornando, enxerguei o Renato uns 100, 150 atrás, e o Álvaro um pouco mais distante. Pensei: mais ou 3 ou 4 quilômetros me pega, porque a diferença diminuiu bastante em relação ao km 21 onde nos avistamos cada um de um lado da Ipiranga. Mas segui em frente no ritmo de 4:54/km. Pegamos a João Alfredo, finalmente, a Loureiro da Silva novamente e rumamos ao Centro.


Chegando no Centro, pegamos desta vez a Siqueira Campos e fomos até quase a Prefeitura, dobrando à esquerda e retornando. E, quando retornávamos, nossa senhora dos ventos uivantes: uma rajada atrás da outra segurando o cara. Pensei: "não acredito que vou fazer 8km no final de maratona com esse vento contra." O km 35 foi o meu pior: 5:18. Mas no 36 já melhorou e depois o vento se controlou. E mais ou menos por aqui deixei o Zé Luiz para trás.


Melhorei um pouco, retomei o ritmo de antes, fiz o 37 e 38 a 4:54 e acho que era quase (ou) km 39 quando o Julio-hermano-argentino e a Bruna chegaram de bicicleta para ajudar. Ela disse que iria ficar comigo, me deram Gatorade, e o xará argentino foi ajudar outros que estavam mais atrás. Embora não olhassse para trás, e a Bruna tivesse dito que o Renato estava longe, imaginei que ele fosse me alcançar. Mas também pensei: vai suar bastante, porque eu estava correndo no mesmo ritmo, fiz bons quilômetros, ele teria que se superar. Mas o maluco vinha (vi hoje) fazendo o km a 4:43. Tirou mais de 50s em 5km e nem foi culpa minha. Ele é que fez o improvável. Dificilmente alguém tem forças para buscar outro corredor que mantém o ritmo no final. E a diferença foi sumindo até que me alcançou quando fechou o 41, se não me engano. Até disse para seguir em frente, mas ficou junto comigo. E até deu para fazermos um sprint nos últimos 400, 500m, fechando a prova em 3:27:38 segundo os dados do meu Garmin (O site do Corpa deu 1:43:09 para a primeira metade e 1:44:27 para a segunda - 3:27:36 tempo oficial. 302º lugar dos 1416 que concluíram, 274/1207 dos homens).


Acabou ficando dentro do previsto. Cheguei a pensar que talvez pudesse fazer 3h25, mas ficou de bom tamanho. É preciso sempre lembrar que cada ano que passa fica mais difícil repetir os anos anteriores.


A chegada foi boa, o pórtico era bem localizado, mas achei a parte das frutas e iogurte meio distante. Não tinha nem a percebido, já que o próprio pórtico do Jockey escondia o espaço. Aí saí do funil porque nem lembrei desse estande, quis pegar depois na "boca do caixa", me barraram e tivemos momentos de tensão, porque não tinha sentido retornar para entrar no funil novamente. Creio que o local de entrega da medalha e esse estande devam estar mais próximos. A gente termina a maratona e ainda está curtindo o término mentalmente, nem sempre consegue juntar o tico e o teco. Seria louvável facilitarem a nossa vida.


O abastecimento na prova foi ótimo, havia bastante água, gatorade, bananas, mas, em alguns pontos, só encontrei água "ambiente", ao invés de gelada. Se esquentasse...não sei não.


O percurso é que me pareceu com muitas quebradas e voltas, principalmente para quem conhece a cidade. Vai no centro, volta. Vai na Ipiranga, volta. Aquele pedaço que passa da João Alfredo, então... Aí vamos ao centro novamente e passamos pela Usina, sabendo que temos que passar ali novamente...


Creio também que fazer as pessoas saírem em direção à Vila Assunção é melhor, pois elas retornam e passam defronte à largada, ajudando na participação do público, meio que fazendo uma "volta de apresentação". E nem precisa ser muita coisa. Poderia ser uns 500m somente. Seria bom do ponto de vista de quem acompanha a prova, um dos pontos fracos da maratona. Pode atrapalhar o revezamento, pode, mas para tudo há solução.


Também vale a pena ressaltar que não vi gente buzinando enlouquecidamente como nos anos anteriores. Aliás, nem ouvi buzina alguma. Pode ter sido fruto da campanha da RBS, com as apresentadoras da tevê participando toda hora dos treinamentos, mostrando matérias, divulgando.  Isso pode ter sensibilizado o público, alertado para a prova. Porque nesse ano teve mais fechamentos de ruas que no ano anterior. Então, a lógica seria mais reclamações. Também penso que diversos alertas através do Facebook possam ter ajudado nossos amigos desavidos e reclamões que adoram cruzar a cidade numa manhã de domingo para visitar a sogra.


Foi uma boa prova. Mas é preciso alguns ajustes pontuais. A área das barracas das equipes ficou pior no Jockey do que era no Barra, do ponto de vista de acompanhar a largada e a prova em si. Parecia um galpão abandonado, já que o Jockey anda meio às moscas. Feio. Mas tudo isso é meio encoberto pelo clima. Quando ele não é contrário, quase todo mundo gosta da prova. Foi o que aconteceu.


Agora é descansar esse adutor do glúteo que está incomodando hoje, porque dia 17, em São Paulo, tem mais maratona. Infelizmente, SP tem percurso pior e sai mais tarde (8:40). Normalmente essas brincadeiras significam de 10 a 15 minutos a mais do que o tempo em Porto Alegre. Mas vamos ver se consigo ficar nas 3h34/3h35 das duas vezes em que corri por lá. Oremos.


(quando tiver mais umas fotos bacanas, incluo no texto)

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