Sub-40 em 2012. Ou...
Não seria definitivo, mas uma aposentadoria por tempo indeterminado. Até que... a vida mude de rumo.
Porque depois que a gente termina uma corrida, só quer ver a medalha, descansar e se hidratar. O blog é para reunir histórias e experiências de quem corre, e dicas de corridas legais (ou nem tanto). De vez em quando, dou pitacos supostamente mais aprofundados, porque tenho a ousadia de imaginar que entendo alguma coisa de psicologia e comportamento humano.
Postado por JC Baldi às 20:49 1 comentários
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Conforme esse site, WindGuru, o tempo estará "perfeito" para quem quer boa performance na Maratona de Buenos Aires, domingo. (clique na imagem para ampliar)
Postado por JC Baldi às 11:08 2 comentários
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Postado por JC Baldi às 19:57 2 comentários
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Parque Marinha do Brasil, sábado de sol, 28 graus, umidade alta, 10h da manhã. Com essa atmosfera, foi dada a largada para a indiada das 24h do Ultra Desafio Farroupilha 24h, organizado pela Audax4, o mesmo povo que organiza a São Chico Eco Running.
O kit da prova tinha uma camiseta boa, alguns brindes e não muito mais que isso. Mas a inscrição dava direito também a 4 refeições durante a prova, que foram o almoço (massa com molho de frango), janta (2 tipos de massa com o mesmo molho de frango, batata e cenoura), uma sopa (maravilhosa) durante a madrugada e sanduíche pela manhã. Alguns reclamaram da primeira massa, mas achei justo o conjunto da obra pelo valor da inscrição.
Isto posto, vou começar pelos agradecimentos, pois, como a prova foi longa, o relato será igualmente longo, e quem lê já chega cansado e mal percebe o nome das pessoas lá no final, onde costumam estar. Em primeiríssmo lugar, meus(nossos) agradecimentos ao nosso chefe, Daniel Rech, que esteve presente em praticamente as 24h da prova. "Dani, precisamos de mais gelo." E lá vai ele comprar. "E a luz? Depois das 18h vai escurecer (hahaha)". E lá vai o Thomas Edison. "Dani, repelente." (É, teve gente que pediu...) Em 2º lugar, o Lionel, que esteve nos ajudando em boa parte da noite e da madrugada. Sem esses dois, tudo seria mais difícil, bem mais difícil. A toda hora, precisávamos ajeitar coisas, e sem o auxílio de ambos, deslocar isopor cheio, mochilas, colocar proteção na barraca quando desabou água durante a madrugada, tudo isso seria mais complicado e cansativo. Esses 2 foram top, top. Excelentes parcerias. Depois a Conceição, que trouxe biscoitos e chocolate quente (se não tomamos tudo foi porque o organismo não aceitava mais), e esteve presente com aquela simpatia de sempre. O Juarez e a Márcia também andaram por lá e deixaram guloseimas. O resto, embora não menos importante, não irei nominar, porque é muita gente e certamente esquecerei de alguém e estaria cometendo uma grande injustiça. Portanto, meus sinceros e generalizados agradecimentos àqueles que mandaram mensagem, telefonaram (bêbadas) ou passaram por lá, só para desejar um simples "boa sorte". Vocês não sabem a força que o gesto de vocês tem.
Agora vamos falar da prova propriamente dita: nossa estratégia era correr cada um 2h, 2h, 1h e 1h. Completamente equivocada! hahaha. Coisa de quem nunca havia participado de uma corrida desse porte. Ninguém iria conseguir correr bem desse jeito. Mas isso só foi possível perceber porque o calor estava insuportável. Então o Davi, que foi quem começou a corrida, chamou o Claiton para falar que não tinha como fazer 2h com aquele tempo, não haveria como manter o ritmo. Baixamos, portanto, para 1h, que consistia em fazer 4 voltas de 3km no circuito. No meu GPS não deu exatamente 3km, mas isso é outra história.
A sequência da nossa equipe era: Davi, Claiton, Mário e eu. Os 3 malucos correram alucinados a parte deles, 4:40/km. Eu não iria fazer isso, porque certamente quebraria no meio do caminho. Não estou correndo tanto quanto eles. Semana passada, mal consegui fazer o treino de 30 km no Lami... Então, pensei: "Vou correr a 5:00/km, que é para tentar ir mais longe sem caminhar."
Corri assim minhas primeiras 4 voltas. Eles baixaram o ritmo um pouco depois também. E o Mário, ao invés de 4, dava 5 voltas... Teve horas que achei que quando acabasse a prova, ele iria pedir para continuar correndo mais um pouco...
A gente corria, tomava um banho e descansava nos colchões. Isso foi extremamente útil, porque foi possivel esticar as pernas, relaxar e se alimentar nos intervalos entre uma corrida e outra.
Se não me engano, na primeira parcial, estávamos em 5º das 6 equipes nos quartetos. Enquanto isso, lá na frente, um pega doido entre a Sub-4 e a Cia. dos Cavalos. Alguém não iria aguentar aquele tranco por muito tempo. A prova não estava nem na metade, e eles se matando para ver quem ganhava. É que nem eu digo: "Isso tem tudo para dar errado." E claro que deu: alguém da Sub-4 se machucou. Ficaram só com 3. Desistiram. A gente, que não tinha nada a ver com isso (até aquele momento), subiu uma posição, mas acho que logo em seguida já havíamos passado o 4º lugar e, consequentemente, agora estávamos em terceiro. A equipe em segundo era de uns "veteranos" de Brasília (na foto mais abaixo conosco). Estavam com a barraca bem na frente da nossa. As outras equipes eram de Imbé/Tramandaí e do Vale do Taquari, a Adrennon (blog aqui).
Com o passar das horas, fomos abrindo distância do 4º lugar, e do 2º estávamos a 3 voltas ( +/- 9km). E isso ficou um bom tempo assim, pois nosso ritmo era parecido com o deles, pouca coisa mais lenta apenas. De modo que, durante a madrugada, criou-se um caloroso debate: não alcançaremos mais o 2º lugar e não perderemos o 3º. Correr para que até às 10h da manhã? O Davi levantou o tema, e eu fiquei propenso a aceitar a proposta, mas os outros 2 endiabrados não toparam de jeito algum. O que foi bom, porque, sinceramente, foi muito legal chegar até o final correndo praticamente igual a como começamos, mesmo sem ter chance de alcançar o segundo lugar. Aliás, foi uma das minhas melhores corridas nos últimos tempos. Em meus sonhos mais otimistas, jamais imaginei que correria o tempo todo, sem caminhar, e ainda mais com o ritmo praticamente igual do início ao fim. Minha pior volta foi 5:15/km e a média geral deve ter dado 5:05/km, em mais ou menos 6h de corrida, 69 km.
Só que lá pelas tantas o palhaço do Davi avacalhou tudo. Nós fazendo duas voltas a 30, 31 minutos e o cara vem e faz em... 39. Disse que a cabeça perguntava para as pernas: "Tá correndo pra que, seu idiota?" E então ele voltava caminhando, batendo papo, contemplando a natureza do parque...
Então, diminuímos para uma volta cada um. Novamente, todo mundo dando volta a 15, 16 e o palhaço dá uma a 19... Ainda bem que a gente estava de bom humor.
A parte ruim, digamos assim, da prova foi que, como eu era o último a correr, a gente sentava, se reunia e começavam as contas: faltam tantas voltas, tanto isso, tanto aquilo, só que para mim sempre faltava uma a mais, já que eles tinham feito as deles e eu ainda não.
Às 7 e pouco, o Davi correu pela última vez, pois tinha um curso às 9h, e então ficamos só nós 3. Complicou um pouco mais, pois o descanso diminuiu para cerca de 30 minutos. Era colocar um roupa seca, deitar, dar um micro cochilada e levantar para correr novamente. Mas continuamos firmes e fortes até eu fechar a prova uns 3 minutos antes das 10h de domingo. Foi uma indiada e tanto, mas valeu cada momento. Só não me convidem novamente, ok?
Postado por JC Baldi às 18:25 1 comentários
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Artigos Relacionados:Dia 14/8 (é, faz tempo) corri as 10 Milhas Subway, com largada no Barra Shopping.
Começando pelo começo: corri mal as 10 Milhas da Puma, 1 mês antes (10/7). Aliás, minhas corridas andam super irregulares. Uma hora corro bem; outro hora, mal. Existem 2 segredos básicos para correr legal: o primeiro, lógico, é treinar. O segundo é estar focado mentalmente, em condições psicológicas boas, sem grandes problemas te angustiando a cabeça.
Bom, mas todo mundo tem os seus obstáculos pessoais.
E existe uma coisa que, infelizmente, tem acontecido muito no mundo moderno: as pessoas torcem para que a gente não se dê bem. Parece que isso dá prazer. A riqueza e/ou sucesso de alguém causa inveja, como se o felicidade dos outros fosse parâmetro para a nossa. Como se houvesse algo tipo "Eu não estou feliz, bem sucedido, ele também não pode estar." Essa pressão psicológica não chega a me afetar muito na corrida, dependendo de quem vem, mas causa uma profunda tristeza. Porque parece que algo da pessoa se perdeu no meio da caminho, para ter sentimentos tão, tão, tão... pequenos.
No mundo da corrida, existe uma coisa que acho extremamente salutar que é competitividade sadia. Aquela coisa de amigos, companheiros de equipe, disputarem uma prova, um competindo com o outro, numa boa. Isso ajuda a melhorar a performance de ambos. Mas há uma linha tênue entre a competividade sadia e a disputa invejosa. É que nem a flauta no futebol. Às vezes as torcidas extrapolam. O que é para ser algo legal, divertido, acaba virando uma briga raivosa e ensandecida, mas, nesse caso, normalmente silenciosa.
Claro, às vezes alguém ganha mais de um lado, e o lado "perdedor" tem que saber lidar com isso. Mas a resposta tem que ser trabalho, trabalho e mais trabalho. No caso, treino, treino e mais treino. Então, colocar uma meta de vencer fulano porque é preciso parar de perder para ele é uma coisa, e vencê-lo porque ele está correndo bem e tentarei correr tão bem quanto ele é outra coisa. Dá para perceber a sutileza e, ao mesmo tempo, abismo da diferença?
Embora algum amigo, colega de equipe ou alguém qualquer possa ser posto como parâmetro a ser seguido ou superado, o grande parâmetro de todo corredor deve ser ele mesmo. Não importa o quanto os outros estejam correndo, a não ser como referencial para eu mesmo tentar chegar lá. O que importa é o quanto você consegue em relação a si próprio. Tem uma música da Xuxa, dela mesma, que eu gosto de citar, porque acho que foi muito feliz na mensagem: "Tudo que eu fizer, vou tentar melhor do que já fiz" (Lua de Cristal). Esse deve ser o espírito.
Bem, vamos falar da prova, que é a razão principal de quando comecei a traçar as linhas, antes de divagar em subjetividades.
Na véspera da prova, sábado, corri 16 km com o Valdomiro, meu amigo de 73 anos. Já corremos há uns 20 anos juntos. Corri mal, me arrastando a 5:30/km. Tudo bem que os últimos 4 foram bons, mas os primeiros 10 foram de chorar como vocês podem ver no link abaixo.
Fui para casa, tomei banho, saí para almoçar com os filhos, voltei para casa e deitei no sofá para dormir, chateado por não entender porque estava correndo mal e porque algumas coisas andavam me atrapalhando os treinos, como nunca antes. Levantei do sofá às 20h, comi, e voltei para lá, para só acordar no outro dia pela manhã para a prova.
Cheguei no Barra Shopping, peguei meu kit com o Daniel na barraca da equipe, sem saber qual seria o meu rendimento naquele dia. Como tinha corrido no dia anterior- e mal, já estava imaginando que nem conseguiria correr a 5/km, e não é choro de corredor. Quem me conhece sabe que fico com aquele papo de corredor "hoje estou com uma dor aqui, outra ali, não treinei bem na semana, etc". É mais fácil eu errar por auto-suficiência do que inventar esses pretextos pré-prova de corredor para um possível fracasso.
Mas o dia estava perfeito. Perfeito para performances, vamos deixar claro. Nada de sol, nada de frio demais, nada de vento exagerado. Uns 16 graus, umidade baixa. Percurso bom, sem aquela confusão maluca que o Corpa fez no revezamento da Maratona de POA.
Havia colocado uma coisa na cabeça: vou sair mais devagar e acelerar depois, se der. É como funciona comigo. E é o mais acertado. Nas 10 Milhas da Puma, saí mais forte do que queria e paguei o preço do cansaço depois. Se a gente sai forte e quebra, é um caminho sem volta. Fiz os 2 primeiros kms a 4:42 e depois comecei a estabilizar em 4:35/km. Lá pelo 4, acho eu, o Renato encostou, ficou cerca de 1 km, acelerou e se foi.
Segui no meu tranco de 4:35/km. Passei o km 8, metade da prova, em 36:44. O percurso passava pelo Barra Shopping e ia pela Av. Beira-Rio até pouco depois da rótula das cuias, retornava, fazia um pequeno contorno na Av. Ipiranga (aqui mais ou menos km 11) e seguia novamente pela Av. Beira-Rio. Consegui melhorar um pouquinho na volta, fazendo 4 km dos 8 a 4:30/km, e fechei a prova em 1:12:49, praticamente igual às 10 Milhas da Puma, só que lá o GPS marcou 15,94 e aqui 15,99 km.
Na chegada, lounge para o povo descansar. E acho que essa infraestrutura foi o destaque da prova, além do resto, claro. Havia uma área bacana para os corredores, locais para as pessoas descansarem, para os acompanhantes aguardarem seus pais, maridos, esposas, parentes, etc, e isso é muito legal, pois é preciso pensar também nesse povo que vai lá ver e apoiar. E tinha picolé, sanduíche, frutas, água, além de uma boa medalha. E lá fora, desde quando cheguei, havia uma banda tocando, o que também foi um fato positivo. Eu dei nota 9,99 à prova! rs. Só não ganha 10 porque senão podem pensar que não há nada que possa ser melhorado, e sempre há.
No dia dessa prova, o Mário, o Claiton e o Daniel, não sei bem como, provavelmente com o uso de tortura, me convenceram a correr o Desafio Farroupilha 24h em quarteto, coisa de macho tchê (mas prenda também pode), nos dias 17 e 18/9, dentro do Parque Marinha do Brasil. Tomara que ajude ao invés de atrapalhar os treinos para a Maratona de Buenos Aires, que está chegando.
Postado por JC Baldi às 17:00 0 comentários
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O nome do blog foi inspirado (se é que alguém não percebeu) no cachorro Mutley (medalha, medalha, medalha), da Corrida Maluca, e em Guerra, Sombra e Água Fresca, que era uma série que passava nos anos 80 na antiga TV 2 Guaíba (hoje adquirida pela Record), satirizando a 2ª Guerra Mundial.
“Quando somos criancas, somos um pouco de cada coisa: artista, cientista, atleta, erudito. Às vezes parece que crescer é desistir destas coisas, uma a uma. Todos nos arrependemos por coisas das quais desistimos. Algo de que sentimos falta. De que desistimos por sermos muito preguiçosos, ou por não conseguirmos nos sobressair, ou por termos medo”. (Kevin Arnold, no episódio “Coda” de Anos Incríveis.)
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