terça-feira, 17 de abril de 2012

Apuração dos tempos nas provas

Está meio engraçada a apuração dos tempos nas provas no Brasil. A Maratona de Boston dava os tempos na hora, tu podias acessar o nome ou número de qualquer corredor e sabia como o cara andava. Terminou a prova, vai lá ver quanto o cara fez e está lá. 

Pois aqui no Brasil, passa 1 ou 2 dias e o resultado ainda não está no site. Quando era sem chip era mais rápido... A Volta à Ilha, que foi feita no sábado, segunda à tardinha ainda não tinha os resultados finais. E, igual a ela, tem mais uma centena de provas com o mesmo problema. É mais fácil encontrar tua foto no evento do que o resultado final.

Não sei se uma questão de custo, de qualidade da empresa, de cadastromal feito, ou de tudo isso junto, sei lá. Sei que isso precisa ser revisto. Não há confiabilidade nenhuma em um resultado que é divulgado 48h depois.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Maratona e o calor

Hoje, segunda, foi realizada a Maratona de Boston, nos EUA. A maratona mais antiga do mundo. O tempo do vencedor (2:12:40) piorou em quase 10 minutos em relação ao ano anterior. Tudo por conta de uma coisa chamada calor.

Quando a gente corre uma prova longa como a maratona, tem que colocar na cabeça que o tempo no dia é fundamental, além do percurso, claro. Mas condição climática é quase sempre responsável pelo sucesso ou insucesso. Fez calor, esqueça o tempo. Faça uma maratona para chegar inteiro. Do contrário, é quebra quase na certa.

Muita gente tenta repetir o tempo que faz nos treinos com condições climáticas muito mais favoráveis. Não vai dar. Aqui no RS, então, a coisa é muito mais grave. Passamos quase 6 meses sem calor forte, quando saímos a correr pelo mundo afora e nos deparamos com calor, a coisa degringola. Na verdade, nem é preciso ir muito longe, basta subir a São Paulo ou Rio que já sofremos...

Mas o que quero salientar é que muita gente (experiente até) continua a cometer esse erro de achar que vai conseguir repetir performance no calor ou pensar que "quebraria de qualquer forma" ou "vou até quando aguentar". Outro dia fui convidado a opinar sobre "split negativo" e quebra num site de revista especializada. Minha opinião é bem simples: quando a pessoa arrisca uma melhor marca, quase sempre quebra. Aí me replicaram dizendo que fulano de tal fez sua melhor marca fazendo a segunda metade da prova pior. Ok, é possível. Só que, se não arriscasse no início, e fosse de forma mais conservadora, faria sua melhor marca melhor ainda.

Então, é possível arriscar e dar certo. Mas quase sempre dá errado. E quando está calor, então, aí a chance de dar errado é 99,99%! A maioria das pessoas tem uma perda na segunda metade de uma maratona, mas é preciso que essa perda seja algo aceitável. Tu não podes fazer a primeira metade em 1h30 e a segunda em 2h e culpar o calor... Não, amigo, a culpa é tua mesmo. A não ser que estivesse 10 graus e depois subisse para 30 em 2h...

Boston é a maratona em que reúne só gente "qualificada". É preciso índice para participar dela. Não é qualquer pangaré que chega lá. O cara que liderou até o km 10, Glenn Randall, um desconhecido até aquele momento, tinha 2h20 na edição anterior. Ponteou até quando deu, mas não tinha como dar por conta do calor. Arriscou seus 15 minutos de fama. Terminou em 2h37, ou seja, piorou por arriscar no calor.

Agora, se um corredor de ponta arrisca e se dá mal, imagina o que acontece com um pangaré que nem nós, que está menos treinado ainda do que eles? O cara se arrasta, desidrata, excomunga a sogra, diz que nunca mais corre maratona, fica uma semana descendo escadas de lado e por aí vai.

Portanto, fez calor, não tente bancar o super-homem. Faça o feijão-com-arroz e se contente com o for possível. Deixe uma quebra de recorde para quando a temperatura ajudar.

Ah, ainda sobre a Maratona de Boston: como é comum em algumas maratonas no exterior, era possível acompanhar o desempenho dos corredores online, a cada 5km. Igualzinho às nossas...rs E isso que eram 40.000 corredores. Aqui são 1.000, 2.000 e não conseguem disponibilizar algo parecido. Mas ainda tenho esperança em dias melhores.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Maratona de Porto Alegre 2012, ainda

Saiu um site bacana da Maratona de Porto Alegre, aqui. Esteticamente bacana, quero dizer. Problema é que o percurso da prova, que havia sido divulgado, sumiu. As novidades são que agora a prova é feita também pela Latin Sports, que organiza o Ironman, e tem o patrocínio da Caixa, que já empresta seu nome para outras provas como a Maratona do Rio de Janeiro. Bom, na teoria, deve melhorar. Claro que, como para tudo nessa vida, há um custo. A inscrição dobrou de preço (R$ 80,00). Faz parte do pacote. Afinal, tem mais gente para ganhar dinheiro junto agora. Mas no site não há informação de até quando estarão abertas. Tem premiação até o 10º lugar no geral e 5º na categoria.

De qualquer forma, é muito "engraçado" as inscrições estarem abertas, e não termos o percurso, nem informações sobre o kit. Mas, sabe como é: hoje em dia a gente vê de tudo.

A largada não será no Barra Shopping, mas no Jockey Club, que, na prática, é 100m ao lado.

A maratona feminina e a rústica (8km) saem às 7h. Às 7h15, sai a maratona masculina. Revezamento (2, 4 e 8 participantes) sai às 8h. Do meu ponto de vista, o horário de largada do revezamento deveria ser mais próximo das 7h15 por duas razões básicas:
1) Menos tempo atrapalhando o trânsito.
2) Mais envolvimento das pessoas com a prova principal (maratona).

Quando há um espaçamento grande entre uma prova e outra, as pessoas que correm o revezamento não têm como acompanhar também a maratona, na qual vários de seus amigos estão participando. Isso tira boa parte do brilho da prova. Meio que cria eventos distintos dentro de uma mesma prova.

Ok, ok, talvez exista uma razão de logística para isso (chegada rústica??). Talvez.

Enquanto o percurso não volta para o site (quando será?), deem uma olhada no mapa da Maratona de Santiago, que ocorreu ontem na capital chilena. Isso é uma MAPA de maratona. Com km por km, posto de hidratação, de carboidrato em gel, tudo como manda o figurino de uma maratona decente.


segunda-feira, 26 de março de 2012

9ª Corrida de Aniversário de Porto Alegre

Ontem, domingo, em comemoração aos 240 anos de Porto Alegre, realizou-se a 9ª corrida de aniversário da cidade.

Bastante gente correu. A largada foi um pouco tarde (9h30), mas o calor não se fez tão forte e creio que não houve maiores contratempos em função dele. No entanto, para ingressarmos no local de largada, a coisa estava meio bagunçada, pois havia uma outra corrida antes (infantil) e tinha gente chegando ainda, as grades estavam lá para orientação geral, e, por outro lado, impedindo que o povo ingressasse no local de concentração para a largada. Foi o único porém da organização, a meu ver.

Mas temos o problema da falta de consciência dos corredores: muita gente lenta sai na frente sem necessidade, atrapalhando quem vai correr mais forte. É o problema do mundo moderno transportado também ao mundo das corridas: as pessoas só pensam nelas mesmas. Na foto abaixo, temos o atleta de camiseta do Internacional (só podia...rs), número 536, que saiu na foto da largada. Pois esse cidadão sai em TODAS as corridas na frente. Em outubro de 2004, houve a Meia do Mercosul, na 3ª Perimetral, e outros corredores já reclamavam dele, pois fazia exatamente a mesma idiotice.Terminou em 1:03:01. Por que essa atitude? Vai correr 100m e atrapalhar as pessoas que saem depois.  Deve colecionar fotos de largadas e depois mostrar para os amigos se vangloriando. É a única explicação "lógica" que encontro. O cara do lado (407) é da mesma turma: fez em 1:00:05. Ambos na frente do Tauro Bonorino (1919), que chegou em 2º nos 5km...vsf!

Depois desse pequeno atropelo inicial dos primeiros 200m, tudo tranquilo na prova. Vi o Claiton, Renato e Álvaro se mandarem na frente. Como eu ando sem Garmim, fiquei uns 10 dias sem correr por causa de uma alergia forte nas duas pernas, gordo, e sabia que não conseguiria fazer a 4:30/km, não saí atrás deles, pois seria suicídio, e quem me conhece sabe que eu normalmente sei quanto posso ou não posso. Na verdade, passou pela minha cabeça fazer tranquilo perto dos 50 minutos ou algo assim. Mas depois que larga a coisa muda de figura. 

Depois desse trio, a Cecília, também me passou. Segui atrás dela, para não perder contato e para ter um parâmetro, já que ela é bem ritmada, está magrinha (uns 30kg a menos que eu) e certamente iria correr bem. Até o retorno dos 5km (que fiz em 23:52), ela andava uns 30m na minha frente. Logo em seguida, o Clênio cruza por mim do outro lado da pista e grita algo assim: "Tem que passar a Cecília, Baldi." Ai, ai, já chega a pressão no serviço, até na corrida não escapo dela...rs

 Mais ou menos na marca do km 6, encostei nela e viemos juntos o tempo todo, num bom ritmo, acelerando em relação à primeira metade. Uns 100, 150m depois do km 9, ela deu uma puxada mais forte no ritmo e abriu um pouco. Faltando uns 250m, fiquei pensando na onda que o Mário, o Claiton, Álvaro, Renato e cia iriam tirar se ela chegasse na minha frente. Então me "obriguei" a dar um gás, passei dela e fechei em 46:43 (22:51 na volta, 1 minuto mais forte que na ida). Ela chegou 4s depois. Fui 19ª na categoria (de 72) e 184º (de 563) na geral, incluindo as 11 mulheres que chegaram na minha frente. A Cecília foi 1ª categoria dela.

Destaque mega especial pro Mário (39:12!). O trio com o qual farei algumas disputas salutares durante o ano terminou assim: Álvaro (43:56), Renato (44:21) e Claiton (45:14). 

Próxima peleia: 5ª Meia Maratona (noturna) do Corpa, 29/4.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Saiu o percurso da Maratona de POA 2012

Ontem, postaram no Facebook que as inscrições para a maratona de Porto Alegre estavam abertas. E estavam, mas sem percurso e demais informações no site, somente um idiota completo se inscreveria.

Hoje colocaram o percurso. Não corri o ano passado, mas penso que houve a inclusão de um trecho na Av. Ipiranga que não havia. Se estiver errado, alguém aí me corrija, por favor.

O mapa, coitado, está meio pobrinho. Então, entrei no site da Garmin e fiz um, ligeiramente melhor, com as marcações por km, para dimensionar melhor o trajeto.

Clique no link abaixo e veja:

Garmin Connect - Maratona de Porto Alegre 2012

Corrida de Aniversário de Porto Alegre


Eu, tento, juro que tento, me dedico com todas as minhas forças para não reclamar de organização de provas, mas é uma tarefa tão árdua quanto organizar as mesmas.

Domingo agora, dia 25, teremos a prova de comemoração pelo aniversário de Porto Alegre, que é na segunda, 26.

Minha inscrição já foi feita pelo treinador, mas olhando hoje, vi que são efetuadas pelo site Minhas Inscrição.

Pois bem. Hoje, quinta-feira, o site não tem o percurso da prova que é no domingo. Daqui 3 dias. Ok, mas vai ser igual a quase sempre, largada no Gasômetro, retorno pouco antes do Museu Iberê. Tudo indica que sim. Mais um motivo, portanto, para já estar lá. Mas será que é tão difícil assim postar alguma informação a respeito disso? Ou será que ainda estão negociando com as autoridades envolvidas modificações no trajeto? Oremos que sim, mas imaginamos que não.

Cada ano que passa, Porto Alegre tem ido mais para trás nas organizações das provas. Achei que, depois da Meia da Paquetá em 2010, e do Circuito da Adidas, creio que no mesmo ano, que tiveram algumas "inovações"no percurso, tínhamos ingressado em um novo patamar de organização, respeito aos atletas, informações básicas, custo-benefício adequado. Parece que não. Parece que tudo voltou a ser feito "nas coxas" (de qualquer jeito), como se diz. 

Infelizmente, ao que tudo indica, a adminstração do Corpa esgotou-se em si mesma. Bateu no seu limite. Não há como tirar leite de pedra.

Por favor, alguém com tempo e dois neurônios tome conta daquele Clube dos Corredores Abandonados de Porto Alegre.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Maratona de Porto Alegre, onde estás?

Meus amigos cariocas escreveram email perguntando sobre a Maratona de Porto Alegre. Quem é de fora pensa diferente, precisa se organizar com antecedência. Quer saber qual hotel ficar. Perto da largada? Do kit? Não sabemos. O percurso da maratona não existe. Aliás, nada existe além da informação de que ela será dia 3 de junho.

O blog do Corpa não posta nada desde dezembro. Estamos em março. MARÇO.

O twiter do Corpa não posta nada desde novembro. Estamos em março. MARÇO.

Na página da maratona no Facebook, o Corpa não responde às indagações de ninguém. Isso que a página é, presume-se, para divulgar o evento.

Quem sabe se parafrasearmos o famoso poema de Castro Alves alguém apareça para responder aos questionamentos dos atletas:


Corpa! ó Corpa! onde estás que não respondes?
Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes
Embuçado nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito,
Que embalde desde então corre o infinito...
Onde estás, Senhor Corpa?...

quinta-feira, 1 de março de 2012

Circuito W Run em Porto Alegre

Semana que vem haverá o W Run, circuito nacional, com provas também em Brasília, SP, RJ e BH. Evento patrocionado pela Mizuno e que se contrapõe ao Circuito Vênus, da Nike, este restrito a SP e RJ.

Já escrevi duas ou mais vezes (aqui e aqui pelo menos), que penso que perde-se muito em não termos uma corrida do Dia da Mulher, do Dia da Criança, dos Namorados, Natal, etc. Datas comemorativas e signficantes que poderiam ter uma corrida em homenagem a elas.

O W Run, dia 11 de março, não é um evento em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, mas, por ser perto da data, de certa forma, será uma alusão. A ideia do circuito, de correr apenas mulheres, é válida e bacana. É um evento diferente, já que, normalmente as corridas têm 70 a 80% de homens. 

Espero que os homens estejam lá apenas para olhar e aplaudir e que não corram junto para diminuir o brilho da festa.

No outro domingo, 11 de março, portanto. Pelo que vi, ainda há vagas.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Como foi a TTT

Mais cedo, na sala de justiça... escrevi que a TTT era dia 28 de janeiro. Foi. E foi acima das minhas expectativas. Realmente não esperava ir tão bem, pois não treinei o suficiente. Mas, uma prova que dá chance de a gente descansar um pouco, antes de recomeçar outro trecho, ajuda bastante.

A prova foi bem boa em termos gerais. O kit foi aquela coisa de camiseta de poliamida. Teve duas até, pois a primeira (azul) parece que não estava nos padrões de qualidade do Corpa (humm...sei). Uma outra, branca, também foi fornecida. Era pouco coisa mais leve. Deve residir aí o quesito qualidade.

Algo bacana foram as tendas nos postos de troca. Isso garantia uma sombra, mesmo que mínima, e, principalmente, uma melhor organização no fornecimento (e controle) da hidratação, garantindo água e isotônico geladinhos.

Não posso falar da parada técnica, pois não participei da mesma, nem do coquetel. Descansava no apartamento do Claiton em Capão da Canoa naquele momento.

A prova tem uma ideia legal, que é a parada ao meio-dia. Obviamente, é mais por questão de necessidade (não gerar transtorno com os banhistas) do que propriamente "sacada genial". Do meu ponto de vista, é um diferencial, uma forma de gerar atrativo, de mobilizar as equipes. Mas... (primeiro a gente acaricia, depois bate) creio que deve ser revista a tolerância para menos na chegada. 

Na teoria, todas as equipes devem chegar ao meio-dia na parte da manhã. De acordo com seus integrantes, calcula-se um tempo de largada que feche com a chegada ao meio-dia. Só que há uma tolerância de meia hora, para cima ou para baixo. Dá para chegar das 11h30 às 12h30. Como o Brasil é o país do espertinhos, que sempre querem levar vantagem, muitos sacaram que, se chegarem perto das 11h30, são triplamente favorecidos: saem com meia hora a menos de sol, chegam com menos meia hora de sol e tem mais meia hora de descanso para a parte da tarde. Só olhei as duplas e não foram poucos os que chegaram entre 11h30 e 11h35. Uma margem de erro considerável, se levarmos em consideração que são apenas 2 corredores e que, mesmo correndo bem, ninguém faz mágica. E, principalmente, desvirtua a ideia inicial que é chegar ao meio-dia.

Minha sugestão, portanto, é que diminua-se para 15 minutos a tolerância de chegada antes. Pelo menos nas duplas. Isso torna mais justa a disputa.

Quanto à prova: o Claiton fez os trechos ímpares e eu os pares. Ele correu 3 pela manhã e eu 2. Largou 7h28 e levou menos de 1h para terminar o primeiro trecho dele, que tinha 12 km e alguma coisa. Quer saber a distância correta? Procura no site do Corpa. Eu não tive competência e/ou paciência para achar.

Meu primeiro trecho foi de 10,1 (50:09 para 10,23 no GPS do celular - que sempre melhora minha performance...). De modo que fiz 5:00/km no site oficial do Corpa e 4:54 segundo meu celular camarada. Fiz os primeiros 6km constantes e acelerei nos últimos 4 (4:44 o último). Passei para o Claiton que sentiu um pouco e quebrou o ritmo no km 8, chegando um pouco acima do previsto.

Meu segundo trecho era o que eu mais temia, pois era comprido (12,2) e no auge do calor (10h30 da manhã). Não dava para chegar cansado, pois ainda restariam dois para a tarde. Pensei: vou no ritmo de 5:00/km até o km 8 e depois acelero. E foi exatamente isso que fiz. O últimos 4 km foram (4:44, 4:44, 4:42 e 4:34). Fechei em 1:00:40 os 12,4 km que o celular camarada marcou. 

Cheguei, o Claiton não estava no momento, pois havia ido trocar a bermuda. Prefiro não me alongar nos detalhes de tal atitude. Pode soar como homofobia. Ele correu o último trecho da manhã, de 8km e pouco, mas sentiu novamente o cansaço, teve algumas dores e terminou com 5 minutos a mais do que o previsto. Fechamos a primeira parte da prova às 12h08. Rumamos (eu, Claiton, Bruna, Rodrigão e Jorge) para o apartamento do Claiton em Capão, onde tomamos um banho (eu e ele - separadamente, lógico) e descansamos um pouquinho.

A largada à tarde não foi aquele primor de organização, mas é preciso entender que às 14h a praia está cheia (de gente querendo pegar câncer de pele) e que o espaço para a largada acaba sendo prejudicado. Como todos largam junto, fica uma muvuca inicial, mas nada muito absurdo que mereça reparos e críticas. Há que se entender a questão. Pelo menos aqueles que têm bom senso. 

Larguei forte (o trecho era curto, 6km e um pouco), pensando: "Vou fazer meu melhor aqui e azar do último trecho. Não irei quebrar nele depois." Fiz praticamente todos os quilômetros iguais e fechei os 6,92 km (medidos pelo Garmin da Bruna - outro amigão) em 32:50 (4:45/km). O tempo oficial no site (malvado) do Corpa foi 32:44, mas eles não aferiram o trecho certo até hoje. Todo mundo diz que tem quase 7 (6,92) e eles dizem que tem 6,5. De modo que minha média no site está pior. Mas boa igual.

O Claiton correu (???) o último trecho dele em 44:02 (5:24/km). Assim, todo aquele povo de quem eu abri distância no primeiro trecho da tarde já estava na minha frente novamente... (brincadeira, amigo)

No último trecho, senti cansaço, as pernas pesadas, mas a cabeça seguia forte. Não foi lá muito fácil, porque não tive como acelerar no final, como nos 3 trechos anteriores, mas deu para fechar na média (41:33 para 8,3km). O único trecho em que GPS e Corpa se deram as mãos.

Não falei antes, mas o dia ajudou, dentro do contexto de estamos no verão, claro. Teve sol, calor, mas havia um vento lateral que amenizou tudo isso. 

Ficamos em 12º lugar nas duplas masculinas, das 28 inscritas. Ou 27... havia uma que não constava na listagem dos inscritos e chegou em quinto. Não questiono nada, só acho que, se a listagem estava incompleta, corrija-se para não levantar questionamentos descabidos. Se a gente fosse 6º... bom aí....confusão armada.

Dá para fazer uma prova de duplas assim? Dá. É muito sofrido? Olha, o meu sofrimento foi mais de não ter passado protetor nas panturrilhas do que dor muscular em qualquer local. Muito do "segredo" da corrida está em nos conhecermos bem. Em sabermos o que no nosso corpo aguenta, como ele responde a determinados esforços. Saber conhecer-se é fundamental. E não só na corrida. Mas aí já não é tema do blog...

Saber se conhecer demanda saber se pode encarar uma prova qualquer, seja ela a distância que for. Eu acho que todo mundo pode testar qualquer distância uma vez na vida sem estar devidamente preparado, como desafio, mas é preciso saber que o sofrimento será grande e que se preparar é bem mais sensato. E que, além das dores do corpo, será preciso lidar com a dor da frustração depois. Que pode ser bem maior. Conheço muita gente que não faz mais maratona por causa disso. É preciso fazer as coisas com prazer. Pelo gosto de fazer.

A Bruna, pedalando do meu lado e me vendo correndo bem, perguntou em certa hora: "Tu não farias toda a prova sozinho, será?" Não, respondi. Não faria. Corri bem? Corri, mas fiz meu feijão-com-arroz. Para correr sozinho, seria preciso muito mais que isso. Muito mais para o qual não treinei. Ter consciência do que a gente pode é um começo.

A ela (Bruna), ao Rodrigo, ao Jorge, ao Daniel e ao Claiton meus agradecimentos pela parceria na prova. Estar numa equipe tem vantagens nessa hora, mas isso só é possível porque o espírito de uma existe na nossa. Mesmo sabendo que não ganharíamos nada, todos se envolveram de coração, se doaram, deram seu máximo. Saber que podemos contar com outras pessoas é algo muito valioso. Muitas vezes a gente esquece.

Até a próxima.



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Sábado é dia de TTT, bebê

Estava(m) reclamando que não escrevia mais nada por aqui. É absoluta falta de tempo. Em casa, cortei a internet faz tempo, porque acabava levando serviço para lá, além do tanto que já ficava aqui no acampamento (escritório). Se não bastasse isso, 2011 foi um ano para ser esquecido em quase tudo. E 2012 começou na mesma linha. Imagina tu teres duas funcionárias e uma delas fazer uma cirurgia e ficar 60 dias fora, sendo que ela era a responsável pelo departamento pessoal. Dá para contratar outra pessoa? Dá, mas quem trabalha por 60 dias? Já é difícil arranjar alguém com carteira assinada (estão sempre recebendo seguro-desemprego...), imagina para tapar furo. Fora a mão-de-obra que é selecionar, explicar, ensinar, verificar se está fazendo certo e tal. Portanto, estou chutando, cruzando e cabeceando, tudo ao mesmo tempo.

Bom, mas ninguém lê isso aqui para ouvir reclamação. Não tá fácil para ninguém. Mas está mais difícil para alguns.

Sábado é a TTT, prova de revezamento que sai de Torres, no extremo norte do litoral e vai até Imbé (era para ser até Tramandaí - que é do lado - e é o último T). Segundo o que fiquei sabendo no simpósio da prova, ontem, há uma possibilidade de se estender até Tramandaí ano que vem. Mas isso será fruto de discussão durante o decorrer de 2012.

Depois da experiência mal sucedida do ano passado, em que tentei carreira solo, entrei num desafio de dupla, com o Claiton. Não é choro de corredor, que não é do meu tipo, mas realmente não treinei o que gostaria. Só que quem está na chuva, é para se molhar. No caso, substitua a chuva pelo sol escaldante do verão.

Aqui em Porto Alegre, o calor está fora do normal. Quer dizer, até normal para o apelido de "Forno Alegre". Todo mundo preocupado com o castigo que será se continuar assim até o sábado. Eu, na verdade, acho que o melhor para a prova é o calor. Se chove, não há pessoas na beira da praia, o povo que acompanha sofre e isso tira o brilho da prova. Lógico que o calor afeta todo mundo, mas as pessoas têm que correr com a noção de que está quente e não como se o mundo fosse acabar em 2012.

Além do mais, a possibilidade de melhorar alguma colocação nas duplas passa pelo calor. Se faz tempo bom para correr, ninguém quebra, prevalece a lógica. A chance de quem não corre nada (nós) é quando o povo sai como estivesse 15 graus, mas está 35. A única chance de igualar os desiguais é quando eles erram. E ninguém erra quando o tempo ajuda.

Uma das mudanças na TTT desse ano é que haverá algumas tendas nos postos de troca, para proteger do calor. Muito provavelmente será um local super, hiper, mega disputado. Outra novidade é que quem jogar copo fora da área de 100m dos postos de troca será punido. Acho que isso devia valer em tudo quanto é prova, mas é algo de difícil controle. Mas, creio que nem é uma questão de controle, é de educação e consciência. Ninguém joga lixo no chão de casa, né?

Até sábado.


  ©Template by Dicas Blogger.

TOPO