terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Sábado é dia de TTT, bebê

Estava(m) reclamando que não escrevia mais nada por aqui. É absoluta falta de tempo. Em casa, cortei a internet faz tempo, porque acabava levando serviço para lá, além do tanto que já ficava aqui no acampamento (escritório). Se não bastasse isso, 2011 foi um ano para ser esquecido em quase tudo. E 2012 começou na mesma linha. Imagina tu teres duas funcionárias e uma delas fazer uma cirurgia e ficar 60 dias fora, sendo que ela era a responsável pelo departamento pessoal. Dá para contratar outra pessoa? Dá, mas quem trabalha por 60 dias? Já é difícil arranjar alguém com carteira assinada (estão sempre recebendo seguro-desemprego...), imagina para tapar furo. Fora a mão-de-obra que é selecionar, explicar, ensinar, verificar se está fazendo certo e tal. Portanto, estou chutando, cruzando e cabeceando, tudo ao mesmo tempo.

Bom, mas ninguém lê isso aqui para ouvir reclamação. Não tá fácil para ninguém. Mas está mais difícil para alguns.

Sábado é a TTT, prova de revezamento que sai de Torres, no extremo norte do litoral e vai até Imbé (era para ser até Tramandaí - que é do lado - e é o último T). Segundo o que fiquei sabendo no simpósio da prova, ontem, há uma possibilidade de se estender até Tramandaí ano que vem. Mas isso será fruto de discussão durante o decorrer de 2012.

Depois da experiência mal sucedida do ano passado, em que tentei carreira solo, entrei num desafio de dupla, com o Claiton. Não é choro de corredor, que não é do meu tipo, mas realmente não treinei o que gostaria. Só que quem está na chuva, é para se molhar. No caso, substitua a chuva pelo sol escaldante do verão.

Aqui em Porto Alegre, o calor está fora do normal. Quer dizer, até normal para o apelido de "Forno Alegre". Todo mundo preocupado com o castigo que será se continuar assim até o sábado. Eu, na verdade, acho que o melhor para a prova é o calor. Se chove, não há pessoas na beira da praia, o povo que acompanha sofre e isso tira o brilho da prova. Lógico que o calor afeta todo mundo, mas as pessoas têm que correr com a noção de que está quente e não como se o mundo fosse acabar em 2012.

Além do mais, a possibilidade de melhorar alguma colocação nas duplas passa pelo calor. Se faz tempo bom para correr, ninguém quebra, prevalece a lógica. A chance de quem não corre nada (nós) é quando o povo sai como estivesse 15 graus, mas está 35. A única chance de igualar os desiguais é quando eles erram. E ninguém erra quando o tempo ajuda.

Uma das mudanças na TTT desse ano é que haverá algumas tendas nos postos de troca, para proteger do calor. Muito provavelmente será um local super, hiper, mega disputado. Outra novidade é que quem jogar copo fora da área de 100m dos postos de troca será punido. Acho que isso devia valer em tudo quanto é prova, mas é algo de difícil controle. Mas, creio que nem é uma questão de controle, é de educação e consciência. Ninguém joga lixo no chão de casa, né?

Até sábado.


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Motorola Actv


A Motorola lançou em outubro nos EUA e, agora, aqui no Brasil, o Motorola Actv. É um aparelho interessante, indicativo dos tempos que poderão estar vindo.

Trata-se de um GPS com mp3 e sincronizador com o celular, numa plataforma Android. Digamos assim: um meio termo entre um celular com aplicativo e um relógio GPS. Há uma tendência de unificar as coisas, facilitar a vida das pessoas. Assim, o cara não leva a câmera, o celular, o mp3, o Garmin. Tudo em um só. O Motorola Actv ainda não é isso. Mas é quase.

O que diz no site (que tem algumas incorreções de tradução): MOTOACTV é um GPS fitness tracker e music player inteligente combinados em um dispositivo pequeno, wearable. Sua treinamento inteiro é monitorado e armazenado online. Sua velocidade, distância e calorias queimadas são todos capturados sem esforço. O music player armazena horas de suas músicas e "aprende" o que tunes motivá-lo. Controles elegante mas construção robusta - é prova de suor, resistente a chuva, e resistente a riscos."

O "wearable" deles, sem tradução, seria algo como "ajustável". Porque ele pode ser usado como relógio (no pulso), com clip na bike ou com suporte no braço.

Ele tem um aplicativo que faz a conexão com o celular com sistema Android. Bom, aí é preciso estar correndo com o celular em algum lugar, no braço, digamos. Ou correr na esteira com o celular por perto, que ele faz a conexão. Por isso que escrevi que é "quase" no segundo parágrafo.  O ideal seria substituir o celular quando se está praticando o exercício. Ainda não é isso, mas a gente chega lá, em breve. O Moto Actv é "touch", ou seja, o cara passa a mão na tela para usar as funções.

Recebi emal da Fast Runner, onde está à venda por R$ 999,00. Não é uma pechincha, mas é menos do que pedem por um Garmin nas "fontes legalizadas".

Se vai emplacar? Não sei. Li comentário em blog de que a bateria não dura as 5h prometidas "outdoor". Aí, complica. Mas, se for isso, devem corrigir em breve, imagino.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Amanhã, treino de confraternização da AGCRS

Amanhã, sábado, 8h tem a 2ª edição do Super Treinão da AGCRS. Ideia bacana de reunir todas as assessorias esportivas associadas à AGCRS (Associação dos Grupos de Corrida do Rio Grande do Sul).

Nada mais democrático e legal do que correr com muitas outras assessorias esportivas, com as quais nem sempre se tem muito contato, ou mesmo até com quem se tem... Hora de rever amigos que fizemos nas corridas, de relaxar sem a tensão de uma competição.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sub-40 em 2012. Ou...

A Revista Contra-Relógio lançou um desafio para 2012: fazer com que os corredores baixem de 40 minutos nos 10km.

Não ando correndo nada faz uns 3 ou 4 anos na distância. Eventualmente me atiro em alguma prova, mas, só para termos ideia, corri uma em 2010 e outra em 2011, no último dia 15. Nada contra a distância, é que simplesmente enchi o saco de correr sempre na Av. Beira-Rio as mesmas provas, sem nada de novo. Depois de fazer 2 anos seguidos o Circuito da Adidas, não vi mais sentido em continuar correndo, sem um objetivo específico. A gente precisa ter prazer naquilo que faz. E fazer as mesmas provas sempre no mesmo lugar não é exatamente o que considero prazer.

Minha melhor performance dos 10km foi no longínquo ano de 2000, em setembro, ano do auge do Circuito do Corpa. Fiz 40:30. Um ano antes, estava fazendo 49:00. Sim, eu tenho esses dados. Qualquer corredor que procura evoluir deve ter seu histórico. Baixei quase 9 minutos em 12 meses. Evidentemente que não consigo isso mais. Passaram-se 11 anos. Melhorei muito em alguns quesitos de corrida, mas a velocidade é algo que o tempo leva correndo. 

Fiz 46:23 dia 15, mas, tranquilamente, era possível correr em 45 minutos. Levando-se em conta isso, tenho 5 minutos para baixar em 2012. Nada absurdo, se houver dedicação. Aí entra o grande problema dos últimos tempos: fazer com que a cabeça consiga se dedicar aos treinos. Por razões que evidentemente não gostaria de expor, está muito complicado manter o foco na corrida. Não só na corrida. No trabalho, em quase tudo. Tem sido muito mais a válvula de escape. O motivo que ainda faz bombear o coração. 

Assim, em 2012, existem duas alternativas:

1) Me motivo a baixar dos 40 minutos nos 10km ou

2) Paro de correr depois da TTT, dia 28 de janeiro, hipótese que tem crescido de probabilidade nos últimos tempos.

Não seria definitivo, mas uma aposentadoria por tempo indeterminado. Até que... a vida mude de rumo. 


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Aplicativos para celular

Como o Garmin morreu de vez mesmo, baixei uns aplicativos para usar no celular, Sony Xperia X8, que usa o Android como sistema, tal qual a maioria dos smartphones.

É quase a mesma coisa, a grande diferença é que o celular não está no pulso. Uso num suporte de braço (sport armband, em inglês, para IPhone) da Powerade que deram em alguma corrida, acho que foi a 10 Milhas da Puma. Claro que também devemos ter alguns cuidados, e que nem tudo é tão prático quanto um relógio, mas é uma boa alternativa para quem não se dispõe a gastar R$ 600,00 (no mínimo).

Antes de tudo: nessa época de muito calor e umidade aqui em Porto Alegre, o suporte de braço fica meio molhado. É preciso ter atenção a isso. Mas já fiz treino de 1h30 numa boa. De qualquer forma, não faço a mínima ideia se a vedação de um celular é a mesma de um relógio. Teoricamente, deve ser parecida.

Bem, baixei 3 aplicativos: o conhecido Map My Run, o Adidas MiCoach e o Noom Loss, que, no Baixaki, é considerado o melhor de todos.

Vamos por partes, como diria o famoso Jack, antes de analisar os 3. Primeiro: aplicativo é que nem celular mesmo. Sempre tem uma coisa legal num que não tem no outro. Faz parte. Nós é que decidimos o que é mais útil e conveniente à nossa utilização pessoal. Segundo: os Apps (aplicativos) são softwares. Portanto, sujeitos a darem conflitos com o Android, com a mémoria do celular, etc, tal qual no computador, além de serem novidade, ou seja, sem testes suficientes. E não é que aconteceu? Terceiro: é preciso um celular com GPS ou baixar um aplicativo de localização.

Por último, há, obviamente, uma certa transição do uso de relógio para celular. Levar o celular no suporte de braço sempre é meio estranho, por mais leve que seja. Talvez por já usar eventualmente o suporte com chave ou com gel (principalmente), não foi preciso tanta adaptação, mas pode ser que alguém ache meio inconveniente ou não se acostume. E há, também, a questão do fone de ouvido, que ajuda nas funções dos aplicativos, fornecendo por voz os dados do momento. Durante muito tempo, achei meio esquisito correr ouvindo música; me incomodava, mas me acostumei mais fácil do que pensei. "A dor ensina a gemer". Fica aqui a última recomendação: ouvir num volume que seja traquilo para que não percamos a noção do que acontece externamente. É preciso poder ouvir som de alguém se aproximando e dos carros à nossa volta. Senão o lazer pode virar dor de cabeça. Não é raro acidente com pessoas se exercitando e usando fones de ouvido.

Map My Run








Já fazia um tempão (4 anos, mais ou menos) que estava cadastrado no site do Map My Run. E, aliás, usava bem pouco. A gente podia postar e compartilhar trajetos que fazia, comparar com outros corredores, etc. O aplicativo é parecido. Pena o site não fazer uma propaganda melhor das características dele. 

Tem uma coisa bem legal: quando iniciamos o treino, é possível postar no Twitter e Facebook um link e as pessoas podem acompanhar online nosso mapa, por onde estamos correndo, o ritmo, enfim, nosso treino. Achei bacana. Durante o treino, é possível programar para receber informações por voz quando fecha o km, por exemplo, junto com calorias, média do km, tempo total. Mas... quando termina o treino, não é possível ver as parciais por km... Aparece um gráfico, só que é preciso ser muito ninja para descobrir exatamente qual foi o ritmo. E há também um gráfico da elevação, esse evidentemente mais útil.

Terminado o treino, dá para postar no Twiter e Facebook (é automático, se configurarmos), coisa que virou meio normal para quem utiliza Garmim, Nike ou outro relógio/GPS.
E tem uma parte sobre calorias, em que é possível definir um meta, informar peso, altura, o que foi comido e bebido durante o dia, etc.

Agora, a parte ruim: depois de fazer uns 2 ou 3 treinos, não gravava mais nada. Sempre dava erro. E não ficava gravado no celular para tentar depois, era preciso descartar o treino. Não sei se baixei aplicativo demais e o celular ficou pesado, ou se deu conflito entre eles ou... Instalei e reinstalei umas 3 vezes e o problema persistiu. De modo que vejo o treino, dá as informações durante ele, mas nunca é gravado.
Por último, usei em duas provas e em ambas o GPS marcou 100, 150m a mais que o pessoal que tem Garmin. O GPS não é muito preciso, portanto? Pode ser.

Adidas MiCoach

Gostei um pouquinho mais do MiCoach, mas... igual ao Map My Run, começou a dar problemas, não conseguiu sincronizar o treino com o site e... aí complicou. Li no site (e no twitter) que houve uma porção de problemas com os servidores. E isso durou uns 10 a 15 dias. Ninguém conseguia sincronizar o treino nesse tempo. Bem, como disse antes, tecnologia nova, conflitos com o Android, essas coisas podem acarretar transtornos. É preciso ter paciência, virtude em desuso nos tempos atuais.

O MiCoach, no entanto, em relação ao Map My Run, tinha vantagens. O treino ficava gravado no celular, só não gravava no site. Resolvido o problema, ele sincronizou e gravou no site. Mas, em compensação, não tem a facilidade de postar no Facebook ou Twitter quando acabamos o treino. É preciso postar via site, não pelo aplicativo do celular. No entanto, aqui tem um segundo porém: no celular, é possível ver o treino km por km; no link do site, não. Vai entender isso... Pode ser que tenham melhorado na nova versão que saiu essa semana, não cheguei a testar.


Nas funcionalidades, o MiCoach tem quase tudo meio parecido com Map My Run, embora disposto um pouquinho diferente. Mas há também a vantagem das informações por voz serem em português (dá para escolher voz feminina ou masculina).
No aplicativo da Adidas é possível buscar um plano de treino. Quero correr uma maratona, digo quantos dias irei treinar e ele me disponibiliza o treino. Corro, ele compara o que foi planejado e o que foi executado, dando dicas bacanas e estimulantes. Ideal para quem não tem equipe de corrida, no estilo "faça você mesmo".

No MiCoach é preciso definir "zonas de treino". Por velocidade e/ou frequência cardíaca. São 4: vermelho, amarelo, verde e azul, do mais forte para o mais fraco, respectivamente. Nós mesmos configuramos. À medida que vou evoluindo de condição física e achar que a zona já não corresponde aos padrões antigos, vou lá e mudo.

Durante o treino, ele avisa para permanecer em tal zona ou ir para outra. Por exemplo: corro 10 minutos lento para aquecer, depois acelero durante 45 minutos e corro 10 lento novamente. Quando fechar 10 minutos, ele avisará que devo atingir a zona mais forte. O site Baixaki achou isso de zonas de intervalo meio confuso. Eu gostei.

E também há a possibilidade de cadastrar o tênis que usamos e ele vai somando as quilometragens feitas. Interessante.



 Noom Weight Loss

Originalmente, como o nome diz, é um programa de perda de peso. Mas ele utiliza o software Cardio Trainer como base de treinamento, em conjunto com as metas de perda de peso.
Ele é bem completo, mas todo em inglês. É meio chato ficar ouvindo as informações por km em inglês, no meu entendimento. 
Marcamos hora do treino, ele nos avisa no celular de que é o momento para tal. Colocamos meta de peso, entramos com os dados dos alimentos ingeridos e ele vai dando as dicas para chegar na meta. 

Mas... para quem corre, a divisão de tempo por km é um dos dados mais importantes e úteis. Mantive meu ritmo, caí, melhorei no final? Pois é, cadê isso no Noom? Não tem. Provavelmente porque ele não usa o Cardio Trainer Pro, que custa $9,99. Mas aí pagar por um aplicativo de celular eu considero uma burrice. Portanto, nesse quesito, que, para mim é fundamental, os outros dois são bem melhores. Tal qual a maioria dos aplicativos, terminado o treino, dá para postar no Face.




Todos eles nos deixam escutar música numa boa durante o exercício. No Map My Run, o volume das informações é o mesma da música, no MiCoach a música baixa enquanto escutamos os dados do km e no Noom é possível escolher em qual volume queremos as informações.

Bem, cada um sabe o que melhor para si, mas há uma coisa normal a todos eles: o celular está no braço. Se a gente vai dar uma pausa em algum momento, há um certo inconveniente de tirar o celular do suporte, desbloquear a tela e dar pausa. Nada absurdo, mas dependendo da velocidade... 

Outro porém foi o que aconteceu na prova da Paquetá que cori na outra semana: um sol de rachar. Simplesmente não tinha como ver a tela do celular por conta do excesso de claridade. No caso do Map My Run, quando o exercício é iniciado, a tela não dá a informação instantânea, leva uns 10s. Aí a gente não sabe se o tempo realmente está rolando ou não... E sem conseguir enxergar a tela direito, menos ainda. No Adidas MiCoach, a voz avisa que o treino iniciou. Não tem erro. No Noom, a tela é mais nítida na informação. Visualmente, ela é a melhor dos 3.

Se interessar, dê uma olhada também em:

Lembrando que sempre é necessário baixar pelo Android Market do celular.

 * Crédito da maioria das fotos: site do Baixaki.


terça-feira, 15 de novembro de 2011

XV Corrida do Carteiro


Participei hoje pela manhã da XV edição da Corrida do Carteiro, organizada pela SS Eventos.
O tempo ajudou muito. Até ontem, ventava adoidado aqui em Porto Alegre. Hoje o vento diminuiu bastante e a temperatura estava bem agradável para correr, com baixa umidade, o que possibilitou boas marcas para quase todo mundo.

Fazia algum tempo que não corria prova de 10km de forma meio que competitiva. Se meus levantamentos preliminares estão corretos, a última vez foi em março de 2010. Há 1 ano e meio. Tenho 40:30 nos 10km, feitos em 2001. Como anda meio difícil chegar perto disso nos últimos tempos, o estímulo para correr provas de 10km anda meio em baixa.

A inscrição da prova era 1 lata de leito em pó e 2 kg de alimentos. O kit não era grande coisa: um boné e uma camiseta, mas também, não vamos exigir de um kit numa prova em que a inscrição era voltada a ajudar as pessoas carentes. O chip pegávamos pouco antes da largada. Creio que havia umas 400 pessoas para correr. Pouca gente, verdade, mas foi bacana de ver um outro tipo de atleta, daquele mais humilde e, também, mais competitivo. Pouca gente desfilando modelitos (nada contra).

Como já escrevi, meu Garmin se foi depois de 3 anos. Estou usando aplicativos para o celular (texto no post seguinte, que sai sexta). No caso específico, o Map My Run. Ajustei tudo e saí correndo junto com o Valdomiro, meu amigo septagenário.

Fizemos o primeiro km a 4:26, depois fomos "ajustando" para perto de 4:45 por km. Tudo relativamente tranquilo, já que a temperatura estava ajudando. O abastecimento, em função disso, era ótimo, mas, como já escrevi outras vezes, quando não tem sol e calor não tem teste de abastecimento. Sempre está bom. Retornamos lá no final da Beira-Rio (na junção com a Av.Taquari) e aqui houve uma pequena controvérsia: o GPS de alguns deu 100, 150m a menos (o do meu celular marcou 9,98km). Muitos creditaram a esse retorno o problema, já que disseram que foi um pouco antes do normal (eu não percebi diferença nenhuma, mas sou o cara mais distraído do mundo). De qualquer forma, a largada também não foi bem no local que é sempre. Foi uns metrinhos atrás. 100m a menos são uns 45, 50s a menos. Em 10km, faz uma sensível diferença.

Detalhes à parte, vim trazendo o Valdomiro junto comigo. Para mim estava bem tranquilo, mas ele vinha sempre um pouco atrás, fazendo mais esforço do que eu. Tentei estimulá-lo a buscar alguns corredores que conhecíamos, mas não conseguimos. Quase chegamos lá. Mesmo assim, tivemos um bom desempenho, ultrapassando ou dimiunido diferenças de outros corredores na volta. Finalizamos em 46min23s. Ele ganhou a faixa etária dele. E aqui fica meu recado aos organizadores: não deixem os velhinhos por último na hora da premiação...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O que vem por aí

Domingo agora, haverá as 10 Milhas Noturnas de Gramado. Correr em Gramado é bacana, mas ainda acho que essa prova deveria ser de aventura, que isso seria um grande diferencial atrativo para a prova. Não estarei presente.

Daqui duas semanas, a tradicional prova de revezamento da Paquetá. As inscrições vão até segunda-feira. Ano passado a prova estava bem bacana. O site também está, com uma porção de dicas sobre a prova, treinos, nutrição. A prova pode ser feita em duplas, quartetos ou octetos. Espera-se que não façam a confusão e o fiasco que foi o revezamento da maratona de Porto Alegre. Também não correrei.


Mas eu queria mesmo é escrever sobre a TTT, Travessia Torres-Tramandaí. Esse ano, havia me inscrito na categoria individual; não terminei a prova. Pois essa semana vi que as inscrições encerram dia 31 de outubro. A prova será dia 28 de janeiro. Tudo bem, quem organiza precisa de tempo para tanto, mas 3 meses são um absurdo completo. Porque os corredores também precisam se organizar. Eu preciso saber se estarei condicionado fisicamente para correr indivual, em dupla, quarteto ou octeto. Se eu nem sei onde irei passar o revéilon, saberei para qual prova estarei apto em 28 de janeiro de 2012? Então me inscrevo na categoria individual, pago R$ 120,00, e me lesiono em novembro, por exemplo. Perdi R$ 120,00 e não poderei trocar de categoria, somente se pagar novamente, e se houver equipe e inscrição aberta para eu entrar. Tranquilamente, as inscrições poderiam se encerrar em 31 de dezembro de 2011. E, olha, eu sendo extremamente generoso.


Aí a gente escreve para aquele blog do Corpa, que, na verdade até hoje não sei porque foi criado, já que poderiam as informações constar no site do Corpa. Na realidade, até tenho uma teoria do porquê de ele existir, mas ela é maldosa. Melhor guardar para mim. Só nem uma alma miserável se digna a responder uma linha sequer. Só aceitam comentários "puxa-saco" ou que não precisam de explicações. Não sei se fico mais brabo com uma coisa ou com outra.


Sabe, se um dia eu tiver uma graninha legal, vou abrir uma empresa de organização de corridas. Há um farto campo a ser explorado. Não para ganhar dinheiro com, mas porque gostaria de ver coisas bem feitas, respeito dos organizadores, da EPTC e da Prefeitura de Porto Alegre. Quando tiver um tempinho, postarei algumas sugestões sobre o que pode ser feito em corridas.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Maratona de Buenos Aires - parte I

A primeira maratona começou na viagem de ida. Nosso voo (10 pessoas da equipe) era às 14h, pela Aerolineas Argentinas. Chegamos lá, o painel marcava atraso de 4h, no mínimo. Eu havia consultado um site de tempo, e vi que havia chovido 38mm pela manhã. Bastante chuva. Isso gerou um transtorno natural no Aeroparque, aeroporto de onde vinha a aeronave que deveria nos levar. No meio dessa confusão, alguém agrediu a atendente da Aerolineas e foi formada confusão. (conforme matéria abaixo)





Cancelaram nosso voo. O voo da Aerolineas do outro dia lotado também. Opção que deram: havia 30 vagas num voo da Gol que era às 00:20, que ia para Florianópolis e saí de lá às 4:10 para Buenos Aires. Iriam acomodar os primeiros 30 que fizeram check-in. Eu era o primeiro que havia feito do nosso grupo e era o 49º. Ou seja, não iríamos ser contemplados. A Roberta foi ver o voo da Gol e checar se havia algum da Tam. Não havia. Decidímos comprar 10 daquelas 30 vagas. Mais confusão. 3 atendentes começaram a nos atender, e a 4ª não sei em que mundo estava que não percebeu o fato e quase saiu bloqueando outras passagens, de modo que estava faltando uma para nós...


Tumulto resolvido, voo só às 00:20. Não era de se espantar porque havia vagas só nesse. Era a legítima indiada. Resolvemos não ficar no aeroporto esperando (era umas 17h) e fomos quase todos (exceto Vitor e Leila) para a casa da Bruna, fazer hora. Ficamos por lá, jantamos no Taco, que é na esquina da rua do apartamento dela e retornamos ao aeroporto. Como falta de sorte nunca vem sozinha, entre nós (eu, o Gabriel) e o Vitor  a Leila, duas tagarelas terríveis no voo até Floripa. Lá uma longa espera até a partida para Buenos Aires (foto ao lado, a gente ainda de bom humor). Ali, no voo para a capital argentina, dormidinha básica, embora o aperto entre os bancos fosse terrível.  Fiquei mais dolorido que descansado.




Chegamos acho que pelas 6:30, demos aquela passada básica pelo Free Shop, que foi meio que ligeiramente, já que todos estavam cansados e queriam ir para o hotel, e penso que eram 8h quando chegamos no Atenea Suites. Ainda era preciso tomar café, de modo que só lá pelas 11h deitei para domir um pouco até quase 14h, quando marcamos de nos reunir para ir na feira da maratona, pegar os kits.


A feira era relativamente boa (fotos abaixo - do celular), e foi tudo meio tranquilo para pegar kit, colocar nome na camiseta e olhar as coisas. Os preços não eram dos melhores (como praticamente tudo em Buenos Aires), senti falta de alguns modelos de tênis de corrida da Adidas (patrocinadora da maratona), mas havia até banca para divulgar a maratona do Rio. O kit não era nada de mais, tinha alguns folhetos explicativos e ilustrativos, mas a camiseta ainda estão devendo uma decente. No Rio, a Adidas brasileira, em 2009, quando corremos, dava camiseta de poliamida. Lá em Buenos Aires, ainda em poliéster (que nem ano passado), daquelas que esquentam bastante e machucam em quase tudo que é lugar, principalmente nos mamilos.
















Maratona de Buenos Aires - parte II

Bem, falando especificamente da prova, não é difícil organizar uma boa prova em Buenos Aires. Quase tudo ajuda. Temperatura relativamente boa na época, percurso quase todo plano, vários pontos turísticos, inúmeros parques, avenidas largas.

Uma das coisas que faltou foi um grande público durante o trajeto, mas isso ficcou em segundo plano, pois não se corria sozinho nunca, já que eram mais de 7.000 corredores na prova.

Às 7h30 foi dada a largada, na Av. Figueroa Alcorta y Monroe, a avenida do estádio do River Plate, clube dos mais tradicionais da Argentina, principal rival do Boca Juniors. Em relação ao ano passado, houve uma pequena mudança na disposição dos atletas, pois a concentração dos corredores pré-prova não era na avenida, e sim ao lado dela, na grama do parque, onde também se dispunham os banheiros (que achei insuficientes) e o guarda-volumes. A avenida foi dividida em baias de tempo. Durante a feira da maratona, quando pegávamos o kit, nos perguntavam qual o tempo que iríamos terminar a maratona. Nos era dada uma pulseira com determinada cor que signigica aquele tempo prévio. Na hora da prova, bastava entrar no local destinado àquela cor. Havia gente controlando a entrada, mas não a divisão entre os pelotões de tempo, já na avenida... de modo que muitos corredores trocaram o seu local indevidamente (bastava passar por debaixo de uma fitinha - foi o meu caso, porque me deram a cor errada de pulseira). Não precisaria dizer, mas isso é uma atitude extremamente egoísta que causa prejuízos aos demais corredores, já que a pessoa vai sair num pelotão mais rápido, correndo de forma mais lenta. Eu e o Claiton, que largamos juntos, tivemos que ultrapassar inúmeros atletas que, nitidamente, tinham um ritmo bem aquém de onde largaram.

Largamos eu e o Claiton, portanto, driblando esse povo todo que andava no local errado, e fizemos o primeiro km em 5:19. Disse para ele ficar tranquilo, já que depois naturalmente iríamos ajeitando o ritmo para chegar lá pelo km 10 nos 5min/km que pretendíamos fazer em toda a maratona. E foi o que aconteceu: passamos os 10km em 49:54. Até ali, achei o começo meio cheio de dobra aqui, dobra ali, mas nada absurdo que nem Curitiba. Lá pelo km 5, um cara apresentando sinais de alguma embriaguez ou algo mais passou pela barreira de trânsito com seu Bora e se deparou com aquele povo correndo. Teve que parar, desceu do carro e... a polícia desceu o sarrafo. No km 11, passamos pelo Obelisco e seguimos em direção do Caminito e ao estádio do Boca.

No km 15, estávamos um pouco abaixo dos 5:00/km (1:14:11), e seguindo bem. Passamos e fomos ultrapassados por alguns brasileiros daqui do RS. Não sei precisar bem quando era o estádio do Boca, mas ouvia uma certa euforia de inúmeros corredores quando passamos por lá. Bem por ali, havia um carro vermelho (cor do River) queimado, o que chamou a atenção de diversos de nós da EDR.

Saímos do Caminito, vamos em direção ao lado feio do Puerto Madero (creio que km 19). Ali estávamos na parte traseira do porto, cheia de navios velhos, enferrujados, um local meio ermo e provavelmente pouco utilizado. Andávamos por ali até chegar no km 25, mais ou menos, na parte glamurosa do local.

Pouco antes, pelo km 20, o Claiton ficou uns 20 metros para trás. Esperei-o e perguntei: "Que pasa, chico?" Ele respondeu "nada", mas havia sentido dor no glúteo, contou depois. Seguimos em frente e passamos o km 21 em 1:44:02, com uma pequena margem, portanto, em relação aos 5:00/km. Mais ou menos por ali, o sol quis mostrar a cara, mas foi só uma ameaça. De qualquer forma, a temperatura, momentaneamente, subiu e senti um pouco. Cheguei até a temer o final, mas foi apenas um sustinho. Creio que foi no km 27 que o Claiton deu uma sentida maior, quebrou o ritmo e dei uma esperada por ele (fiz em 5:13 - 2:13:45 no total). Ele já estava me mandando embora há tempos, mas achei que minha utilidade seria maior ficando do lado dele. Queria ajudá-lo a baixar das 3h e quarenta e poucos, que era seu recorde pessoal.

Passamos o km 30 em 2:28:32, média de 4:57/km. Só que os quilômetros seguintes foram a 5:27 e 5:13, de modo que maratona em 3h30 já estava fora de questão. Quase no km 35 conseguíamos enxergar a Bruna e seu indefectível calção vermelho correndo com alguém, achei que na hora era a Mica, do Clube da Enfordina, mas podia ser o Mário também, que havia sentido uma fisgada na panturrilha lá pelo km 12 e vinha "devagar" (?!!) para apenas completar a prova. Nosso ritmo caiu, fazíamos o km a 5:20 na média, até que encontramos a Bruna e Bina na contramão, à nossa procura, para nos puxar na reta final (km 37/38). A Bruna até queria que eu fosse mais forte, já que a Bina podia acompanhar o Claiton, mas achei que devia acompanhá-lo até o final, uma vez que já havíamos ido até ali juntos.

Desde mais ou menos o km 36, o percurso é dentro do parque, o que é muito bonito e ajuda bastante, já que é arborizado. Cruzamos o km 40 em 3:22:13 e as duas nos acompanharam até o km 42, de onde não podiam passar. Os últimos 195 metros acho que foram os mais difíceis do mundo, pois certamente havia bem mais do que 195 metros. Simplesmente a chegada não aparecia de jeito algum. Fechei em 3:37:12, e o GPS (da Bina, emprestado) marcou 42,74 km, ou seja, só uns 500 metros a mais...

Só que o meu chip perdi lá pelo km 36. Como era meio que de papel e de arramar no tênis, quando fui amarrar, rasgou... coloquei esparadrapo para segurar e fui cuidando, mas é que nem colocar o leite para ferver: quando a gente não olha, ferve. Não olhei, sumiu. De qualquer forma, meu tempo final aparece no site, e o chip só marcou minha passagem pelo km 10, e até do 4º colocado na prova não há inúmeras parciais. Independente disso, foi uma ótima maratona. Achei que talvez pudesse fazer um pouco melhor, mas fiquei plenamente satisfeito com o desempenho, ainda mais levando-se em consideração os transtornos da viagem de ida, com uma noite praticamente sem dormir quase nada. Ano que vem acho que estarei de volta em terras portenhas.



(assim que as fotos aparecem no site argentino e puder comprá-las, posto aqui)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Tempo deve ajudar na Maratona de Buenos Aires

Conforme esse site, WindGuru, o tempo estará "perfeito" para quem quer boa performance na Maratona de Buenos Aires, domingo. (clique na imagem para ampliar)




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