segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Rescaldos da TTT

Algumas curiosidades em geral:

Dormi pouco (4h) na noite anterior. Não acho que fez falta, mas umas horas de sono a mais viriam a calhar.

Comi quase nada na prova. Foram uns 10 ou 11 sachês de gel (Accel, Age, GU - quase todos sabores cítricos) e meia dúzia de castanhas-do-pará. Nada mais.

Tomei muita água de coco, muita água (con)gelada, duas garrafas de 500ml de I9 e tentei tomar uma de Frukito uva, mas já caiu mal na hora, que temi por mais pit-stops. Ia congelando garrafas semanas antes da prova com água, água de coco e I9. Quando fui para Torres, coloquei tudo num isopor, enchi de gelo e foi suficiente. Tinha água que ainda estava congelada no último trecho, em função de que o calor não foi aquele todo.

O vento atrapalhou, principalmente no começo, mas ajudou na questão de temperatura. Sem vento estaria melhor? Não sei, acho que não. Para quem fez trechos curtos, no revezamento, penso que ele foi muito mais prejudicial, pois era difícil imprimir velocidade.

Por conta disso, talvez, a prova foi menos sofrida do que pensei que seria. Cheguei super inteiro.

Não irei nos 50km de Rio Grande, domingo agora. Não treinei o suficiente depois da TTT, diminuí bastante o ritmo, mas também me inscrevi na Maratona de SP, 28/4, e Mendoza, na semana seguinte. Fazer Rio Grande atrapalharia meus planos, pois demoria na recuperação pós-prova e certamente geraria um prejuízo nas duas citadas. Quem sabe ano que vem. Gosto da prova de lá.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

9ª TTT - 81,4 km



Depois de 2 anos, consegui realizar essa prova. Não foram duas tentativas, apenas uma em 2011. Embora já tenha repetido umas 200 vezes, meu problema naquele ano foi que fiquei doente duas vezes em 20 dias, naquele mês final de treinamento. Também é verdade que não treinei bem e que, provavelmente, faria uma má prova, talvez nem terminasse, como não terminei. Mas isso é passado.

Sábado foi diferente. Treinei melhor, não tanto quanto gostaria, mas o suficiente para chegar dentro do que planejava: perto de 8h. Na terça, no Congresso Técnico, o Pablo (que fez a prova pela 2ª vez), disse que o tempo "viraria" e que teríamos vento contra. Fui conferir a informação e realmente todos os prognósticos apontam isso. "Ferrou", pensei. Não tem nada pior que vento em demasia. Quando treino me irrito bastante com ele. A av. Beira-Rio é pródiga em ventania, chega a ser cansativo. O cara vai contra o vento, acha que na volta vai ficar a favor, e o vento é contra novamente.

Mas, fazer o quê? Não tem saída. O negócio é largar e ver o que acontece. Não vamos sofrer por antecipação. Cheguei 9 e pouco da noite em Torres, fui comer, voltamos, quando vi já era 23h30. Mais uma demoradinha básica para dormir em função da adrenalina, final das contas dormi umas 4h, já que acordei às 4:30. Cheguei 10 minutos antes da largada, o Daniel (treinador) já meio nervoso (estou te ligando há horas). Estava tentando me certificar de que não haveria paradas incômodas durante a prova (o que foi em vão).

6h em ponto largamos. Meu relógio GPS/Garmin desperta no horário, demorei a conseguir desligá-lo e ligar o cronômetro. Logo em seguida vi que perdi mais ou menos uns 80m, pelo barulhinho dos GPSs alheios marcando os quilômetros seguintes. O começo da prova é dentro da cidade de Torres, com asfalto. Por volta do km 2 pegamos um "chão batido", no 3 ingressamos na praia. Havia uma brisa leve quando entramos, mas logo no km 4 o vento deu as caras. A areia também não está nada boa, molhada, pesada.

Programei para correr a 5:30/km até onde fosse possível. O Guilherme, meu filho, saiu pedalando junto. Sofreu mais do que eu, principalmente a partir do km 10, quando o vento aumentou um pouco. Já chegou meio esgotado no posto de troca, mais ou menos km 12,3. O tempo oficial no site do Corpa foi 1:05:27, o que deu 5:26/km. O Guilherme se foi, a Juliana começou a pedalar. Mas sofreu mais ainda do que ele, começou a ficar para trás. Quase no final do trecho, ela passa de carona em um Buggy...hilário. Não conseguia mais pedalar para me acompanhar. Só que ela não sabia que o Guilherme ainda não havia chegado no posto de troca, por conta da falta de motorista no carro. Nem eu. Fiquei sem o gel das 2h (estava tomando de 40 em 40 minutos) e sem minhas garrafas de água de coco e sem nenhum outro gel até o próximo posto, que era no km 34.

Tudo bem. Na hora excomunguei, fiquei meio p da vida, mas acontece. Vida que segue. Esperemos pelo próximo trecho. Aí a Bruna chegou pedalando, com quase tudo que precisava. Vamos lá. Segui na média de 5:31, acho, até o km 48, quando fui obrigado a fazer um pit stop por conta de problemas de força maior. Não riam. Como sou um cara experiente, levei lenços umedecidos; do lado direito, dunas: perfeito. Não perdi muito tempo, acho que uns 2:30 entre subir lá, "fazer" e voltar. Dei 8:16 esse km. Depois caí um pouquinho, comecei a fazer a 6, 6:15/km. Mas aí no km 58, quando chegava no posto de troca, me obriguei a outra parada técnica. Foi até engraçado: o fotógrafo se posicionou para tirar a foto, e eu peguei a direita para o banheiro quimico. Deu 8:39 nesse km, voltei e o fotógrafo ainda conseguir tirar a foto.

Nesse ponto, a gente passa por dentro da banca, a Cynthia, minha ex-colega de colégio e que me entregou o kit, estava lá e correu em minha direção. Corremos juntos e abraçados por um tempo, ela me perguntando como estava, só disse: "não está fácil". Foi muito bacana. (ou será que isso foi no posto anterior?)

Perto do km 64 é o próximo posto de troca. A Bruna, um pouco antes vai em frente, para poder chegar e reabastecer a mochila. Ela vai pedalando, daqui a pouco vou diminuindo a distância, chego nela e pergunto: "Tu não ias na frente?" Me responde: "Ah, tá, estás te exibindo?" Casualmente fecha o km nesse momento e dá 5:30. "Estou mesmo", respondo. Um pouco era isso. Outro pouco é que ela sentia o esforço. Pedalar na areia e contra o vento é pior que correr nas mesmas condições.

Chegamos no posto de troca. Inventei de pegar outro tênis. Nunca faça uma idiotice dessas. A Juliana tem dificuldades em colocar a meia limpinha nos meus pés (pois estão molhados). Perdi tempo, ritmo,  não ajudou nada, e voltei pior do que quando parei. Além de tudo, me causou uma bolha no final. O Guilherme me acompanhava nesse trecho, mas sofria também. Fiz 4 km na média de 6:30. No km 73 a Bruna já volta a pedalar, na troca de posto, mas está mega cansada. No 74 ela me alcança o I9 de uva verde que eu queria (corredor chato) e damos uma pequena parada. Logo à frente avisto um outro corredor e digo a ela que vou pegá-lo. Vou diminuindo a diferença, mas faltando uns 3 km a Bruna atira a toalha: não tem mais condições de me acompanhar. Diz que vai "descansar um pouco" e me pergunta o que precisa. Digo que preciso só uma garrafa de água, que está quase congelada, o que é ótimo. Sigo tentando chegar no corredor à frente e no km 79,5 o alcanço. Corria numa zona de conforto. Despertou quando dei uma passadinha por ele. Tirou forças não sei de onde e deu uma boa abertura de diferença. Segui no meu ritmo, tentando não perder contato. Está chegando, faço o km 80 a 5:30 e o 81 em 5:49, mas não consigo pegar o cara. Fecho a prova em 7:58:51. Na hora, não deu para ver direito por conta do sol, e meu relógio eu sabia que marcava um pouco menos (7:58:31) em razão daquele problema no início da prova.

Fiquei muito contente, pois queria muito fechar abaixo de 8h. Em um certo momento, pareceu que não era mais possível. Mas foi. Encontro o Rodrigão (3ª vez 2º colocado), que me cumprimenta. O corredor que chegou na minha frente (48s) também sorri, vitorioso, e digo a ele: "tu tens que me agradecer, te ajuei a baixar o tempo." Rimos. Levamos numa boa. Assim que tem que ser. Perdi uma posição no pódio, mas isso nem era importante. O meu adversário era eu mesmo.

Fui para a piscina de gelo. Fiquei um tempão lá. Saio, está doendo mais do que antes (que nem doía). Puxa vida, mas me dizem que logo melhora. E foi isso que aconteceu. Fiquei super bem logo em seguida. Caminhando quase normalmente. E mais tarde no churrasco de confraternização também. E no dia seguinte também. Fazendo no ritmo que a gente sabe que aguenta, tudo dá certo. Hoje, segunda, nem parece que corri 81,4 km. E olha que ainda voltei da praia só às 3h da manhã e às 7h acordava para ir trabalhar.

Às 18h, acontece a premiação. Descubro que fui 5º na categoria dos "veteranos", acima dos 39 anos. Mais felicidade. Não esperava tanto, embora tivesse visto que tinha sido mais ou menos o 15º no geral.
Foi uma experiência única e menos difícil do que pensei que fosse (embora não tenha sido fácil).
Várias pessoas me perguntaram qual tinha sido o pior momento da prova. Não houve. Não houve um momento em que temesse por não terminar, em que estivesse sofrendo demais. No km 58, até brinco com a Bruna: "Bruna, no 60 vou parar, não aguento mais." Só para tirar uma onda dela. Ela enloquece. "Eu te mato", diz.

Mas talvez a parte mais difícil tivesse sido no início. Até o km 35, embora o tempo não estivesse aberto (o sol saiu depois), a areia estava molhada. Foi pesado até ali. Achei que seria mais confortável. O fato de haver pessoas se revezamento na bike ao meu lado ajudou, pois dividiu a prova em trechos menores. Fazia um e pensava no próximo. Não fiquei pensando ainda faltam não sei quantos km. Cheguei no 40, vou indo até o 50 nesse ritmo. Passei mais ou menos dentro do que havia programado e deixado anotado com meu apoio junto às explicações do percurso. Quando cheguei no 50, pensei: "vou até o 60". No 54, lembrei: fiz 2/3 já. Os trechos da tarde (para quem faz o revezamento) são curtos, ajudam a te estimular. Quando vi, faltavam 17 (dois trechos). Calculei de cabeça: 6 x 17= 102, mais meio minuto por km, dá 110 (estava fazendo 6:30/km). Vou chegar depois das 8h. Dei uma arrumada na postura (tinha muito medo de ter dores nas costas - o que não aconteceu) e melhorei o ritmo: está chegando. Faltando uns 15km dá para enxergar os prédios de Tramandaí. Aquilo dá um gás. E como.

Agora é esperar pelas fotos, para ver se tem umas bacanas. Ano que vem? Não, provavelmente não repito. Não tem por quê.


Abaixo os treinos que fiz no período (novembro-janeiro) para vocês teram uma noção. Outubro corri 105 km. Nem conta.


 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Está chegando a TTT

E faz tempo que não escrevo por aqui. Desde que voltei de 15 dias de férias, no final de outubro, as coisas têm sido difíceis. Uma das minhas funcionárias pediu demissão no dia em que eu saía de férias. Consegui que ficasse até quando voltei, mas no dia que retornei, se foi. Baita... Mas... a vida tem dessas coisas. A outra já havia saído no final de agosto. Com viagem marcada, tive que colocar o funcionário que apareceu na hora. Sem ninguém não dava para ficar. No retorno da viagem, o cara está com crise de apendicite, faz cirurgia e fica 20 dias sem trabalhar. Dá para imaginar um caos assim? Nenhum funcionário para trabalhar quando retornei.

Mesmo debaixo de mau tempo, treinei com foco na TTT, que é sábado. Em outubro, havia treinado 106 km, contando aí a Meia de Amsterdã, feita com a namorada. Em novembro, foram 245, em dezembro, 305, e em janeiro, até ontem havia corrido 252. Amanhã (terça) tem mais uns 22. Não foi exatamente como gostaria, mas nem sempre as coisas saem conforme planejamos. Não adianta se lamentar, é preciso se contentar com o que é o possível. E, para mim, embora quisesse fazer uns treinos a mais, creio que o treino foi suficiente para fazer uma boa prova. Me considero preparado e estou confiante. Lógico que se, no dia, o cara larga com 30 graus e chega aos 40 e poucos durante a prova, lá se vai o planejamento. Mas não é essa a perspectiva. Os dias têm sido quentes, com algum vento, mas a temperatura tem estado amena no início da manhã, o que já ajuda por quase metade da prova. 

Como a prova é na praia, sempre é uma incógnita saber como estará a beira, a areia, o mar. Tudo isso pode atrapalhar um pouco. Treinei em dezembro algumas vezes na praia. Isso ajudou a testar várias situações, já que houve dias bastantes diversos de treino. No meu primeiro treino, senti muito a areia. Estava super fofa e atrapalhou bastante. Em outras ocasiões foi o vento: teve um dia em que fiz 12 km a 6:30/km e na volta os mesmos 12 foram a 4:50. Uma mega diferença, só para exemplicar a dificuldade que era ir num sentido, enquanto que, no outro, havia uma boa ajuda. 

Normalmente, e é o que espero, o vento ajuda na corrida. Estando dia bom, há um vento a favor. Dia ruim, vento contra. Então, de certa parte, tem-se que torcer para um dia ensolarado. Mas não muito, claro. Em 2012 estava quente, mas havia um vento meio lateral que amenizou o calor. 

Gostaria de ter feitos alguns treinos mais longos, mas priorizei correr rápido e uma boa quilometragem, sem me matar em longões intermináveis. Desse modo, fui subindo quilometragem gradativamente, mas adiei os longões por diversas razões, mas principalmente porque queria estar sempre inteiro para o treino seguinte. Até que cheguei no meu ápice de treino, 42 km, no domingo retrasado, 13. Ah, mas, Júlio, é pouco mais da metade.. É, é verdade, mas o treino foi "só" uma maratona, terminei bem, com forças (fiz os últimos 7 km abaixo de 5) e, no meu entender, o mais importante: segunda estava inteiro, sem dores, e terça treinei tranquilamente 2h e quinta mais 2h. Ou seja, o corpo assimilou bem o treino, sem sentir o esforço. Foi exatamente isso que tentei durante o período todo de treinamento. Evitar a fadiga do corpo. Evitar correr bem um dia e mal o resto da semana. Aconteceram, logicamente, alguns treinos muitos bons e outros que não aguentei, principalmente quando os bons eram na quinta. Por vezes o de sábado pela manhã era prejudicado, já que não dava tempo suficiente de o corpo se recuperar, principalmente porque havia a questão do trabalho, que estava duríssimo. A Ju ainda me disse algumas vezes que não sabia como é que eu conseguia dormir o pouco que dormia e ainda treinar tudo que estava treinando. E ainda ter energia para...

E, olha, nem foi um super treino nesse tempo todo, se voltarmos lá no começo o texto. A quilometragem de outubro foi ridícula. Ou seja, houve treino mesmo em novembro, dezembro e agora em janeiro. Mas percebi que cresci muito nas últimas semanas. Evidente que a temperatura ajudou também. Passou uma onda de calor absurda que houve pouco antes do Natal. O cara saía para correr às 8 da noite e estava 35 graus. Aqueles dias foram dureza. Acho que a pior época dos treinos. Outra questão de treinar para essa prova é que os treinos demandam tempo, muito tempo. Não é nem questão de cansaço. Não fiquei atirado num canto, cansado. O grande problema é que saía para treinar e quando voltava já era 10 da noite. Era banho, namorar, comer e dormir. Aí quando via já era meia-noite. Ou mais. Recuperava o sono, dentro do possível, no final de semana. Essa foi a questão mais degastante do treino: o tempo "perdido". Muita coisa  é deixada de lado. Tirando isso, o treino só ajudou: emagreci, estou bem condicionado, não me machuquei, certamente farei alguma boa maratona logo mais adiante durante o ano. 

Ah, a previsão de chegada, sem pipocar: a ideia é chegar em 8h. Com uma margem de erro até 8h30. Qualquer coisa até aqui estarei satisfeito. E, mais do que isso, chegar inteiro. Dentro do contexto de uma prova de 81km, no verão, na beira da praia, evidente. Semana que vem conto como foi.





quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Fim de semana recheado

Fim de semana está recheado de corrida. Nem sei se meu corpo aguentará. Sábado pela manhã tem treino. Preciso correr uns 25 km. À noite, Corrida do Grêmio, 9km. Domingo, prova da Mizuno, 16 km. Será complicado. Correr 2 dias seguidos até vai na boa, mas correr à noite e no outro dia pela manhã não é fácil, não dá nem tempo para descansar direito. 


A Corrida do Gmio promete ser bem bacana, pois é obrigatório o uso da camiseta do kit ou camiseta do Grêmio no evento, o que ocasionará um "mar" colorido de azul. No domingo, a prova da Mizuno também promete ser bem boa, organizada e com alguns mimos.

Depois de tudo isso, ainda preciso estar inteiro para ir ao Grenal das 17h que encerra o ciclo do "Velho Casarão", o Estádio Olímpico.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Corrida Monumental

Corrida para celebrar o encerramento do Estádio Olimpico, do Grêmio.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

8ª Maratona de Revezamento Paquetá


Dia 9 de novembro ocorreu a 8ª edição da Maratona de Revezamento Paquetá (a loja de artigos esportivos). No dia anterior, um mega calor na cidade, 35 graus tranquilamente, mas tivemos um pouco de sorte e o tempo fechou no dia seguinte, com a temperatura caindo para uns 26 graus, só que bem abafado.


"Ótimo" para quem vai ser o segundo no revezamento, como eu. Que esperei a Juliana chegar com dores no joelho em 2:15. Portanto, minha corridinha começou por volta das 10:15 da manhã. Uma beleza. Mas não me assusto com isso. A gente tem que ter consciência da temperatura no dia. Deu calor, esquece tudo que foi planejado. Faz o feijão-com-arroz. Corre para chegar inteiro. E ritmado, que é o que importa.

Foi o que fiz. Saí a 5:00/km para sentir o que acontecia. Depois da metade tento ver o que dá para fazer. Senti, claro, a temperatura, mas o jeito é ir administrando, pegando água em todos os pontos, se molhando para baixar a temperatura e tomando isotônico quando davam.

Fiz uma coisa que não se faz também. Estreei o Skechers Go Run amarelinho sem nunca tê-lo usado antes, nem mesmo para uma caminhada ou passeio qualquer. Mas já tinha visto que ele não incomodaria, pois pelo material já é possível perceber isso. Ele é todo flexível e bem confortável. Só que é um tênis "minimalista". O ponto de contato com o solo não é no calcanhar, como costumamos fazer quando corremos, mas no meio do pé. É uma forma diferente de correr. Que exige outra musculatura.

E isso foi fácil de perceber quando comecei a correr. Parecia travado. O tênis em si já nos força a correr diferente. O meio do pé é mais alto do que o calcanhar, exigindo uma corrida de outra forma. Senti  diferença forte nos primeiros quilômetros e lá pelo km 7 cheguei até a temer alguma lesão, pois estava sentindo a musculatura dolorida, mas esse sentimento mudou logo depois que fechei a 1ª volta do circuito e a coisa começou a fluir. Corri melhor a segunda volta e fechei a prova em 1:43:50 pelo meu Garmin, e 52:41 e 51:55 cada volta pelo site do Corpa (1:44:36, no caso). Skechers aprovado já em 21,1 km, sem nada de bolhas ou algum tipo de machucado nos pés. Claro que 2 dias depois estava dolorido em diversos locais que não costumam estar, mas foi o preço da pisada diferente em função do tênis minimalista. Mas é uma questão de acostumar. Outras impressões posto quando tiver mais de 200 km com ele.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

R$ 299,90 está mais que bom






Chegou hoje meu 27º par de tênis. Esse aí da foto, o Skechers Go Run. Tem uns 3 ou 4 que já estão se desintegrando e outros que devo ter há uns 7 ou 8 anos, com pouco uso, porque "n" razões. Aí tu podes pensar: o cara não pode ver um lançamento de tênis que compra. Pelo contrário. Leia abaixo.

Gostei muito da apresentação do Skechers: uma caixa bacana, o tênis veio envolvido num papel diferente, com um cadarço extra amarelo, uma "bag" (sacola) personalizada, material informativo e um suporte feito de "material de caixa de ovo" dentro do tênis, para não deixá-lo deformar, já que o material é leve e bem flexível. Recebi um email da Centauro dizendo que o tênis estava em promoção por R$ 199,90. Normalmente custava R$ 299,90 em quase todas as lojas que vi. Pois no dia que iria comprar, fiz uma busca de alguma coisa e apareceu um link da Buscapé com esse tênis. Para o meu espanto, havia mais 10% de desconto em cima do preço da promoção Ou seja, saiu por R$ 179,90. Se o Go Run, da linha "minimalista", vai ser bom ou ruim, só o tempo vai dizer. Mas, primeira coisa, fica a dica: o link da Buscapé dá descontos para algumas lojas de calçados. Se for comprar pel internet, é mais uma melhorada no preço.(Júlio, só tu que não sabias disso...)

Pois é aí que quero chegar: no preço. Quem treina para maratona, corre mais de 2.000 km por ano. São uns 4 tênis por ano, no mínimo, se for levar ao pé da letra o desgaste pelo uso. E o preço está mega caro. Por culpa nossa também. Quem vai lá e paga R$ 500,00 por um tênis ajuda a esse preço ser exorbitante. Não são os impostos que são caros, é o lucro e a ganância que são grandes. Um dia tinha um Nike Zoom Elite por R$ 299,00, depois vendiam a R$ 199,00. Não era modelo velho em promoção. Mas se fosse, não tem nada demais em comprar um modelo velho. Eu só compro em promoção. Não preciso estar com a última tecnologia para correr. Ela não faz milagre. Já corri maratona com M2000 (quem não faz ideia do que é, clica aqui). Mas vale para tudo que é compra, não só tênis: podendo comprar, aproveite o preço, pois se deixar para comprar quando realmente precisar, vai pagar o preço "cheio", que, muitas vezes, pode ser uns 60% mais caro.

Então, por isso, já faz um tempo que adotei o seguinte critério: mais de R$ 299,90 é absurdo. Mesmo com a inflação pequena, mas anual, faz bastante tempo que não pago mais que isso. É uma das razões pelas quais comprei bastantes Adidas nos últimos anos: sempre havia alguma promoção, ou na loja da Adidas aqui em Porto Alegre ou outra loja de esportes. E achei o custo-benefício sempre bom. Mas aí vai do gosto do freguês. Só acho que deveríamos refletir um pouco sobre o valor de um par de tênis, principalmente quem compra vários por ano.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Regularidade

Mandei um mensagem para um colega da equipe que faria um triatlo e lembrei de escrever sobre o assunto: regularidade.
É o mais importante na corrida, numa prova. Constância, ritmo, regularidade.
Não adianta sair rapidinho e morrer depois. Sei, vão dizer que com fulano funciona, fez um bom tempo saindo forte e caindo um pouco depois. E eu digo faria melhor ainda se mantivesse a regularidade...

Pode ser uma prova de 5, 10, 21 ou maratona. Se não mantiver o ritmo, vai sofrer no final e a prova não será tão boa quanto se dosar as energias, deixando para dar o gás no fim. Lógico que para isso acontecer, é preciso que a pessoa se conheça, saiba as respostas do seu corpo, o que aguenta naquele momento de seu treinamento. Isso só o tempo dá. Só os erros e os acertos. Alguns aprendem rápido, outros levam mais tempo. Mas não seja teimoso. Faça uma prova em ritmo constante e verá o quão bom é.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Raios duplos

Tem sido chato ficar sem treinar desde o dia 28 de junho, quase 2 meses. A ressonância mostrou tendinopatia (tendinite crônica) no tendão do glúteo mínimo. Mas até ir em médico, pedir ressonância, marcar, pegar resultado, levar no médico novamente, mandar fazer fisio, marcar fisio, começar, quase uma maratona se passou. Mas, pelo menos, a fisio parece estar dando resultado. Verdade que estou fazendo alongamentos recomendados em casa, o que também ajuda.

Só que fazer fisioterapia é meio cansativo. O cara sai do serviço, vai lá, ou vai antes e começa a trabalhar depois, isso corta o trabalho. E para quem é autônomo é complicado, tem que recuperar em algum momento.

Mas tem que fazer para poder voltar com tudo. Ganhei algum peso, que é uma maldição de ex (engorda, que tu és muito magrinho), mas nada para se desesperar. Tenho tentado compensar a falta de corrida com alguma caminhada ou até mesmo pedaladas que não incomodam a lesão. Não sou daqueles que ficam chateados por não estar correndo. Tem que parar, tem que parar, aceito. Aproveito para fazer outras coisas que a falta de tempo não deixa, mas sábado, ao caminhar, com um dia relativamente bem bonito e meio quente, deu uma vontade de estar sofrendo um pouco e suando naquele sol. Cheguei a correr uns 200, 300m para ver se acusava alguma dor, que não apareceu, mas também não segui para não dar chance ao azar. Foi só a sensação de lembrar como era...rs

O ano está perdido, não resta muito o que se fazer. Se conseguir correr no começo de setembro, terei que recomeçar com cautela, o que inviabiliza o projeto de sub-40 que havia para o ano. Entrar em alguma maratona em outubro seria uma loucura que poderia estragar o começo do ano que vem, em que tem TTT (solo??). Portanto, por enquanto o jeito é caminhar, ter paciência e ocupar o tempo pensando em outras coisas.


O "gif" é do filme Show de Vizinha. A moça é a canadense Elisha Cuthbert. O cara é Emily Hirch, mas isso é irrelevante.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Maratona de São Paulo (ou quase isso)

Voei sábado pela manhã para São Paulo para correr a maratona, domingo. Voo tranquilo, cheguei em Guarulhos, peguei o ônibus que me levava até a Av. Paulista e, de lá, um táxi, que era pertinho, que nem chegou tão perto assim, pois estava engarrafado. Desci um pouco antes e fui a pé. 


A retirada do kit foi no Ibirapuera. A maratona começou ali. 1h e 15 mais ou menos para conseguir ser atendido. E até que foi rápido, em função das pessoas que havia na fila: umas 500. Mas foi cansativo para quem ainda estava com a mochila nas costas. Fui almoçar eram quase 15h com outros corredores do @twitterrunnersbr, com quem havia feito contato via Twitter. O kit era mais ou menos, com brindes do Café 3 Corações, da Probiótica, vale-desconto da Adidas e uma camiseta oficial da prova, cuja "arte" alguns consideraram sem criatividade ou estranha. Um edifício, um coração e uma árvore com pernas de corredor. Cada um que faça seu julgamento. Eu sou um (quase velho) resmungão. Ou seja: suspeito.


Saí de lá, fui para a casa da minha anfitriã, Sandra, que era no Ipiranga. Isso quase 6 das tarde. Ela fez um super jantar de massa (os paulistas dizem macarrão) com carne de panela. Uma maravilha. E ela e o namorado (ou qualquer coisa assim, rs) se dispuseram a levantar cedo e me deixar na largada. Muito melhor que a encomenda. 


Me deixaram no Ibirapuera. De lá havia ônibus para o local da largada, que era na tal Ponte Estaiada, na Av. Roberto Marinho, o cara. Cheguei por volta das 7h15, a largada era às 8h25. Bastante tempo para qualquer coisa que precisasse fazer.


A largada era em pelotões. Ou deveria ser. Na inscrição, a gente optava pelo pelotão condizente com nosso tempo de conclusão estimado. No meu caso, até 3h40. Ganhei uma pulseira vermelha. Era o primeiro pelotão depois da elite A, B e C (a elite econômica, que pagava R$ 500,00 para largar ali). Mas não adianta a Yescom criar pelotões se não coloca ninguém a controlar a entrada deles. Moral da história: muita gente de pelotões mais lentos saindo na frente. Infelizmente, as pessoas reclamam de uma série de coisas do país, mas não fazem a parte delas quando são chamadas a fazer. A pessoa vai prejudicar quem deveria sair mais rápido, mas não se importa com isso, apenas consigo mesma. Pena. Feio. Patético. Ridículo. Egoísta.


Junto com a maratona, havia uma prova de 10 (cujo percurso era junto com a maratona até o km 6) e uma prova de 25km, no mesmo trajeto da maratona. 25 mil pessoas no total. Meu pelotão vermelho, portanto, era de gente dos 10km, dos 25 e da maratona. Bastantes pessoas. E ainda aqueles que não respeitam nem regras de uma corrida.


Largada às 8h25, como disse, mas, prova da Globo começa quando a vênus platina quer. Eram 8h20, o locutor anuncia que estava esperando o ok da emissora de tevê, mas que a largada seria 8h32 ou 8h33, aproximadamente. Aí, então, mais ou menos por essa hora, o cara falava coisas em geral, quando interrompeu e disse: "Foi dada a largada." Assim, sem contagem regressiva, nem nada. Deram um ok via comunicação interna em algum lugar, o diretor da prova deu a largada e o locutor que se vire. Lindo.


Todos caminhando até o pórtico, dali tentei correr. Mas ultrapassar o pessoal das pulseiras amarelas e brancas enraizados em terras estranhas foi uma tarefa dura nos 2 primeiros quilômetros. Logo depois da largada havia uma subida e já havia gente caminhando. E, pior, o povo que anda se arrastando (literalmente) é tão sem noção que anda pelo lado esquerdo, onde, teoricamente, por alusão às vias de trânsito, as pessoas tentam correr mais rápido. Teve gente pulando uma mureta e correndo por fora do asfalto, no que é uma área de trânsito de pedestre, imagino.


Meu primeiro km foi 5:42, depois consegui fazer 5:07, mas driblando e me estressando com os retardatários. Larguei com muita dor no piriforme (ou adutor, não sei bem), mesmo tendo passado Biofenac na região. Até o km 4 incomodou muito, tanto que pensei em parar. Aos poucos foi diminuindo, em função de o corpo estar ficando aquecido. Ali pelo km 10 havia diminuído bastante, era apenas um desconforto dizendo que estava ali.


A temperatura era boa, vi 17 graus em algum lugar, embora a partir do 4 o sol tenho dado as caras. Mas o trajeto tinha uns pontos de sombras bons. Pouco depois do km 13, o que seria mais tarde o final da prova para mim: senti uma dor forte no músculo (ou seria tendão??) abaixo da panturrilha direita. Fiz esse km a 5:19 e o seguinte a 5:16. No km 14, a nota triste que quase todo mundo viu: um corredor atirado no chão, passando mal, sendo atendido. Não tivemos notícias depois se estava bem ou não.


Pouco antes de a dor aparecer, estava ainda tentando acertar o ritmo para ir confortavelmente até o km 35, pois sei que por lá aparecem uns túneis terríveis e o sol já não estaria benevolente. Queria ficar perto dos 5:05, mas fiz diversas a 5. Ah, são só 5s, Júlio, deixa de ser tão meticuloso. 5s numa maratona podem te cobrar 30s por km no final.


Embora o trajeto não assuste no começo, ele não é plano. Há inúmeras pequenas subidas. E descidas, consequentemente. Muita oscilação de ritmo, o que atrapalha bastante em qualquer prova, mas principalmente numa maratona. Com a dor, comecei a fazer algo perto de 5:10, 5:15/km. Já entrava pela cidade universitária, onde havia boa sombra pois era uma área mais arborizada, mas até ali o trajeto tinha diversos vaivéns, que não chegavam a atrapalhar psicologicamente naquela altura da prova. Pelo menos não me importei como em Porto Alegre, apenas os percebi.


Passei os 21km em 1:47:38, se não em engano. Ainda fiz uma contas de que poderia continuar suportando e administrando a dor e fazer os outros 21 em 1h50, terminando mais ou menos em 3h37. Segui, então,  fazendo perto de 5:15, oscilando hora aqui, hora ali em função da altimetria do trajeto, até que fui chegando no final da prova dos 25km, onde havia um pórtico, área de dispersão e aquelas coisas normais de chegada.


Só que administrar a dor nem sempre depende da gente. No km 25, aumentou bastante, talvez porque houvesse uma subida no final dele. Fiz 5:39 nesse km. Passei o pórtico de quem corria os 25 e ainda me arrependi de não parar ali, pois havia os ônibus da organização para levar até o Ibirapuera. Só que a dor aumentou mais ainda, corri praticamente 600m e resolvi parar de vez. O ritmo havia ido para 6 por km e a dor ficou insuportável. Parei e mal conseguia caminhar. Não tinha como correr 17km que ainda faltavam me arrastando, sofrendo, todo torto. Voltei e fui pegar o ônibus para o Ibirapuera.


Antes disso, tentei pegar uma medalha, já que havia feito os 25km. Não deram. Até Gatorade me negaram. Não podia. Porque o número dos 25 era verde; o meu, branco. Disseram que lá no Ibirapuera me dariam medalha da maratona. Argumentei que não corri maratona, etc, mas não adiantou. Nada, Júlio. Vai embora. Já vi: vou ficar sem medalha, lógico. Nem é injusto, mas também não é nenhum absurdo querer uma. Para receber a medalha, era preciso destacar um papel que ficava junto ao número. Ou seja, não conseguiria outra depois. Só uma vez. Mas o pior é que lá no Ibirapuera não conseguia acessar a área da chegada mais. Só chegando correndo. Nem medalha, nem Gatorade, nem água, nem frutas, nem kit de chegada. Nada. "Ao vencedor, as batatas! Ao vencido, ódio ou compaixão." Machado de Assis já dizia que não há prêmio para os perdedores.

E então a saga da minha 42ª maratona terminou de vez. Ficou para a próxima. Foi a primeira maratona que não completei por lesão. Ontem, já em Porto Alegre, fiquei pensando na dor numa região esquisita, onde normalmente nunca dá nos treinos. Fosse na panturrilha ou posterior, beleza.  E comecei a reprisar os acontecimentos. Domingo pela manhã, acordei com uma dor muscular no braço direito. Como meu pai já infartou 3x, qualquer dor no braço me assusta. Foi assim que ele infartou pela 1ª vez. Sentia dores nos braços, ia no banheiro, se molhava e passava. Até que um dia não passou e o levei no Instituto de Cardiologia.

Achei estranha aquela dor. Mas não me dei conta na hora. Só à noite em casa. Havia jogado boliche na sexta depois do serviço. Era disso a dor. E provavelmente a dor no músculo (ou tendão) seja fruto do mesmo esforço. Quando eu jogo a bola, jogo com força. Para isso é preciso pegar impulso e parar antes de invadir a área da pista. É muito provável que a dor seja de sustentar o corpo nessa parada brusca. Joguei 1h15 de boliche. Se o braço ficou dolorido do esforço, outras partes do corpo devem ter sofrido do mesmo mal. Aí o cara corre e o trajeto tem subidas que forçam mais ainda, pronto, está feito o estrago.


Sei, vão dizer que é porque era a 2ª maratona em 15 dias. Até pode ser, não descarto, mas, sinceramente, não acredito nisso. E sou teimoso. Dá vontade até de correr a Maratona do Rio para mostrar que não é. Depois da maratona de POA, excetuando a dor do piriforme/adutor/glúteo esquerdo, não tive dor nenhuma. Nem panturrilha, nem coxas, joelhos, nada das dores normais pós-maratona. Caminhava tranquilamente na segunda. Mesmo assim, descansei a semana inteira. Só corri no sábado, 1h. E, depois, terça passada, 55 minutos. Mais nada. Não corri na quinta para não me cansar. Já estava treinado, não faria diferença a meu favor, só poderia me prejudicar. Mas joguei boliche na sexta. Pelo menos venci os 3 jogos.

Veja km a km.
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